segunda-feira, 22 de março de 2010

Quick - Already Gone vs Halo

VS
Quem não se lembra da banda OneRepublic com o sucesso "Apologize" remixado pelo Timbaland? Pois é. Foi desta banda que saiu o cantor, compositor e produtor Ryan Tedder, que está ganhando fama escrevendo e produzindo para artistas como Jennifer Lopez, Kelly Clarkson e Beyoncé. As duas últimas vítimas da falta de memória ou noção do produtor.

O fato é que Tedder produziu as canções "Already Gone" da Kelly e "Halo" da Beyoncé, ambos os períodos criativos próximos. O problema é que, sabe-se lá o motivo, Ryan usou o mesmo arranjo para as duas canções! É surpreendente ver como ele quase não mudou nada, mantendo até umas linhas de piano no fundo! Talvez ele tenha resolvido se inspirar no famoso produtor Rick Rubin, que se envolveu em situação parecida: Rubin produziu "Mary Jane's Last Dance" para Tom Petty & The Hearbreakers em 1993 e "Dani California" para o Red Hot Chili Peppers em 2006. Ambas com praticamente a mesma progressão de acordes. Ao menos Rick deu um intervalo de aproximadamente 13 anos, já Ryan...

No final das contas, "Halo" acabou sendo lançada primeiro e Clarkson saiu na luta pra tentar impedir que sua canção fosse lançada no álbum. Não só fracassou em convencer a gravadora das similaridades, - obviamente eles sabiam, no mínimo fizeram de propósito pela polêmica - como a canção acabou sendo lançada como single. Pra quem conhece Kelly e sabe das constantes brigas dela com a gravadora pelos rumos de sua carreira, deve ter imaginado o que isso significou pra ela. No final das contas ela foi acusada de roubar o arranjo da Beyoncé, que também não teve culpa alguma.

Ryan Tedder é o produtor de memória extremamente curta ou de habilidade extremamente limitada. E é triste como ele foi capaz de envolver suas artistas que nada tinham a ver com isso numa confusão destas. Afinal, quem realmente é atacado é o artista, o produtor acaba ficando na surdina. Foi igual com o Red Hot, não seria diferente agora.
Bem, se você é capaz de deixar um rapper/produtor/presunçoso remixar sua música com o intuito de simplesmente adicionar uns gritos de "eehh" no fundo, você definitivamente não bate bem. Vai ser borracheiro ou recepcionista, porque pra música você não tem muito futuro...
Esse remix pode ajudar um pouco a perceber as semelhanças:


domingo, 21 de março de 2010

AMR - Love Etc (Pet Shop Boys)

Análise: Primeiro single do álbum Yes do Pet Shop Boys. Lançado em Março de 2009, alcançou #14UK.

Tá certo que eles já são um tanto antigos, mas essa capa parece a blusa da minha vó...
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Nos anos 80, o Pet Shop Boys ajudou a construir a identidade musical da época. Com "West End Girls" o grupo alcançou o estrelato. Era uma canção realmente boa, acima da média de muita coisa no estilo. O duo lançou também uma cover de "Go West" do Village People, talvez com o objetivo de criar uma referência com seu hit inicial. O fato é que se a canção original não era boa, esta ficou pior ainda. E é mais ou menos neste clima que segue "Love Ect".

O projeto em questão peca um pouco pela falta de algo mais impactante. A batida inicial é legal, bastante envolvente até. Não tem aqueles efeitos desnecessários que enchem o saco das composições atuais do estilo. Mas não tem tanto assim a mostrar. Os vocais de Neil Tennant continuam os mesmos. Mas acredito que não deveria ser assim neste caso - aqui tudo acabou soando apático.


A canção lembra bastante aqueles filmes onde o protagonista vai em alguma balada pra socar algum bandido, pois é este tipo de música que toca nestas ocasiões. E não é à toa: fica como mero elemento ilustrativo, só pra ter um fundo mesmo. Mais ou menos como "Jungle Boogie" do Kool & The Gang ficou na trilha-sonora de Os Embalos de Sábado à Noite. Tipo segunda divisão do futebol.

O grupo Xenomania ajudou a dupla com a produção da faixa. O que nos faz pensar em quem botar a culpa. Claro que não dá pra exigir uma "West End Girls part 2", mas uma "Go West: The Revenge" era totalmente dispensável.


O clipe da música é bem interessante. Uma animação muito bem feita e cheia de referências - coisas de agradar muito gente como Quentin Tarantino. Jogos de plataforma e outros vindos dos anos 80 e 90 são principais referências no caso.

No fundo, o Pet Shop Boys é um duo que esteve no lugar certo, na hora certa. Isso lá em meados dos anos 80, juntamente com bandas como The Go Go's, The B-52's, talvez até o Simple Minds.

Vídeo:

Aconteceu - Boletim Musical (21/03/2010)

"Miley Cyrus desabafa : 'Odeio ser vista como um produto'"


Acho que ela deveria ter lido as letras miúdas no contrato...
Mickey Mouse só tem cara de bobo!
Será que ela vai assinar com a Trakinas agora?

"Grupo Pussycat Dolls perde duas integrantes (Ashley e Kimberley)"


Faltam muitas ainda?

"Justin Bieber odeia a escola e trata Twitter como prioridade na sua vida"


Em outra época, essa foi a trajetória do presidente Lula e olha no que deu.

AMR - 2000's Jukebox 1

Artista: Michael Gray (04/12/1979)
País de Origem: Inglaterra
Estilo: House, Dance
Hits: "
Borderline", "The Weekend"
Hit da Jukebox: "
The Weekend" (2004, #UK7)


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Provavelmente a década com maior incidência de samples é esta que passou. A década de 00 (!) às vezes passa a impressão de preguiça ou falta de criatividade por tentar renovar ou reciclar peças já existentes - exatamente o que anda acontecendo com filmes. Juntamente com isso (ou justamente por isso) a carreira dos DJ's pelo mundo explodiu. Eles passaram a se multiplicar tal como os rappers. Ao menos estes caras que ficam remexendo um disco de vinil sabe fazer coisas legais.
Em 2004, o DJ Michael Gray surge com o single "The Weekend". Uma batida frenética e dançante que nos remete um pouco ao som dos anos 80. Mas claro que isso não é à toa. O mérito não poderia ser só dele. A canção utiliza samples do clássico de Oliver Cheatham, que fez muito sucesso na época com a canção "Get Down on Saturday Night".

Apesar de não utilizar muita coisa da canção, - limitou-se a usar apenas uma linha, fora um coisa ou outra na parte instrumental - Gray conseguiu fazer seu projeto soar mais interessante do que o Room 5 que sampleou praticamente a canção inteira em sua versão, "Make Luv". O resto foi obra do próprio DJ. A parte vocal conta com a cantora Shena - famosa na cena musical dance/house, o que nos faz pensar que ela deve ser tão conhecida quanto a identidade do Jack o Estripador...
O clipe tenta meio que passar aquela mensagem de "cacete, tenho que trabalhar, mas quando o fim de semana chegar...". Com mulheres dançando num bizarro ambiente que deveria ser um escritório. Agora, se trabalhassem em escritórios mulheres como aquelas, não seria necessário esperar o fim de semana.

Normalmente os DJs são conhecidos por chegarem nas baladas, colocarem seus cds pra tocar e irem tomar cerveja. Não deve ser muito diferente o que alguns fazem em estúdio. Mas dá pra ver que alguns resolvem arregaçar as mangas e fazer algum diferencial. Se Michael Gray não é o DJ mais valoroso ou conhecido, ao menos conseguiu fazer algo divertido com um clássico e nos manter entretidos por uns 10 minutos. Ou mais.

quinta-feira, 18 de março de 2010

AMR - Stylo (Gorillaz)

Análise: Primeiro single do álbum Plastic Beach da banda virtual Gorillaz. Lançado agora em Janeiro, alcançou #25 no US Billboard Alternative Songs.

Olha... realmente, já foi styloso um dia - ê saudade!

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Com "Stylo" e o álbum Plastic Beach, o Gorillaz tenta fazer algo novo em sua carreira: mudar de estilo musical, saindo de seu próprio, que até poderia ser considerado único, para entrar numa mistura de electronica com trip-hop. Isso pode dar certo, ou não...

Olhando friamente, não seria um bom negócio. Afinal, quando uma banda ou artista consegue criar algo em seu som que pode ser considerado único, original, é sinal de que conseguiu solidificar uma identidade - coisa rara, muito rara em qualquer ramo. Resumindo: entrar em estilos como os ditos acima não poderia ser uma boa idéia se você já "criou" um. Excetuando no caso do Black Eyed Peas que - apesar de não ter criado exatamente um estilo único, modelou um a sua maneira - deixou de lado o hip-hop para fazer electronica.

É inevitável comparar o single atual com a trajetória da banda através dos anos. "Clint Eastwood" era uma espécie de homenagem ao ator, com samples de sons que remetem aos filmes de bang bang que ele costumava fazer. "Feel Good Inc" e "Dare" revelaram-se muito criativas e até inovadoras de uma certa maneira. Todas sempre flertando com o hip-hop sem deixar a coisa pedante.

No caso de "Stylo" isso também acontece. Um flerte com o hip-hop. Tá certo que chamar o Mos Def pra "enfanhar" a coisa pode não parecer uma boa idéia, mas como sua voz foi condicionada afim de parecer que ele estava falando em um rádio da polícia, a coisa não ficou irritante como o rapper costuma ser.

Infelizmente, a batida da canção ficou longe de ser marcante como foram os outros singles citados. Faltou algo diferente, que ficasse na cabeça. A base da canção é muito abatida, até óbvia. E talvez os produtores tenham até captado isso. E esse poderia ser um motivo do cantor Bobby Womack ter sua ponta na canção.

Womack, famoso por sua participação no grupo The Valentinos e por trabalhar com músicos como Sam Cooke, é um proeminente cantor de R&B e Soul. Sua voz tem uma força e fluência que não se esperaria em um projeto do tipo. Pode se dizer que ele serviu até como um contra-ponto a voz do vocalista 2D (não é o Marcelo! esse não é irritante...).

O mais interessante de tudo é a acusação de plágio vinda do cantor Eddy Grant. Ele acusa o Gorillaz de plágio em cima de sua canção "Time Warp" de 1983. Realmente, algumas partes são muito parecidas. O que é de se pensar se aqui cabe um caso de plágio não-intencional; Seria interessante ver o que o Gorillaz poderia fazer "sampleando" a canção "I Don't Wanna Dance" de Grant (hauahuahaua).

No vídeo-clipe - o primeiro onde os membros aparecem na tela como modelos 3D, e não 2D como sempre foi - três membros da banda (Russel Hobbs, o baterista, está ausente por motivos desconhecidos - muito provável por ser grande demais) estão em um carro numa estrada deserta, fugindo. Aparentemente após cometer um assalto ou coisa do tipo. A perseguição inclui até mesmo o ator Bruce Willis! Seria legal ver o que Sylvester Stallone faria neste caso.

Enfim, o Gorillaz acabou fazendo um single apagado, que mais parece uma daquelas faixas enche-linguiça que lotam discos no mundo inteiro. Existem boatos de que este seria o último disco da banda, o que se considerarmos o rumo qualitativo da coisa, é a melhor a ser feito. Para eliminar a banda de desenho não bastaria mais do que uma borracha...

Não há nenhum vídeo com embed ativo, então apenas a canção: