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segunda-feira, 13 de junho de 2011

AMR - 2000's Jukebox 8

Artista: Röyksopp (1998)
País de Origem: Noruega
Estilo: Electronica, Trip-Hop
Hits: "Eple", "Remind Me", "What Else Is There?"
Hit da Jukebox: "What Else Is There?" (2005, #32UK)


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Provavelmente você já ouviu por aí muitos duos ou trios que se dedicam a fazer Electronica, Dance e derivados. Temos o Chemical Brothers, o Daft Punk e até alguns sujeitos mais antigos que deram suas contribuições para o surgimento da coisa, como o grupo Kraftwerk e gente como Giorgio Moroder e Patrick Cowley. Alguns perduram outros apenas têm um rápido brilho, deixando uma marca grande ou pequena em cada era que atua.


E um destes projetos que acabaram por produzir algo interessante é o Röyksopp. Os noruegueses eram do tipo que gostavam de fazer música experimental e em cima disso fundaram seu duo. E um dos seus projetos, "What Else Is There?", faz uso de um outro ritmo pouco conhecido e longe do mainstream: o Trip-Hop. E também faz uso de outro recurso: Karin Dreijer Andersson, vocalista de outro duo de Electronica, o The Knife.


O clima sombrio construído em cima do Trip-Hop e a voz lamuriosa, chorosa e triste de Karin dão um clima obscuro e sinistro pra coisa toda. A batida, o riff de guitarra que combina com a tristeza, os sintetizadoes, tudo contribui para algo diferente do usual. E toda a ambientação criada no vídeo-clipe, incluindo o visual de Karin (que, na verdade, já estranho ao natural) é bem ao estilo dos filmes de terror mais modernos (tipo aqueles japoneses).

Se você é fã deste tipo de música, talvez ache um tanto quanto diferente. E acredito que esta seja a potencial vantagem no caso. Mas de qualquer maneira, dá pra curtir sem problemas.

sábado, 17 de abril de 2010

AMR - Soldier of Love (Sade)

Análise: Primeiro single do álbum Soldier of Love, lançado em Dezembro de 2009. Primeiro single e álbum lançados pela banda em um período de quase 10 anos. Alcançou #52US e #123UK.


Soldier of Love ou São Jorge?

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A banda Sade (sim, Sade é um projeto, não a carreira solo da vocalista que, numa atitude modesta como a de Eddie Van Halen e Jon Bon Jovi, colocou seu nome na banda) estava há quase 10 anos fora do ar, sem lançar material desde 2001, quando lançaram o álbum Lovers Rock, de 2000 e o single "King of Sorrow", de 2001.

Não se sabe o motivo de tanto tempo fora da música. Porém, dá pra perceber que o que foi acumulado durante este tempo foi refletido neste álbum. Afinal, a faixa-título é um pouco parada, centrada demais - tipo o tempo demorado para a concepção do projeto. Sade, que terminou seu casamento há alguns anos, provavelmente se inspirou bem neste fato para escrever a canção. A ligação entre casamento, soldado, exército e etc com certeza familiariza com a cabeça de milhões de casais...


Pode esquecer aquela suavidade e romantismo que vaga por canções como "Smooth Operator" - de longe a melhor canção da banda. O negócio aqui é falar do amor de uma maneira crua, assim como ele costuma aparecer para as pessoas às vezes. Quem não precisa ser um soldado pra lidar com uma esposa naqueles dias?

Suponho que a Sade preveu o desastre musical que ia ser a década e resolveu pular logo no começo. O que tem sentido, pois vários artistas antigos meio que quebraram a cara viajando (ou boiando mesmo) pela década sem conseguir nada. O AC/DC estava no mesmo caminho até lançar Black Ice, onde entregaram mais do mesmo. Não que os fãs ligassem, mas não impressiona quem queria ouvir algo um pouco mais elaborado.

E aí é que está. Quem nunca ouviu nada da Sade pode até dizer que "Soldier of Love" soa um tanto elaborado para uma banda de rótulos R&B, Soul e Jazz - estilos meio que considerados mais simples (se você ouvir "Cantaloupe Island" do Herbie Hancock, vai perceber que o jazz, por exemplo, não é tão simples assim). Você realmente já ouviu uma canção trip-hop elaborada (tente ouvir o Portishead e ver se é algo complexo)?


Apesar de não ter ido bem nas paradas com o single, o álbum tá vendendo bem e sendo elogiado. Mas eu fico me perguntado como seria um próximo álbum agora que Sade fincou de novo suas raizes na música. Pensando bem, Sade meio que "criou" um novo estilo: o trip-hop romântico - pra não dizer emo. Imagina a Sinéad O'Connor vagando pelo trip-hop. Não ficou muito longe disso. Blergh!

Vídeo:

quinta-feira, 18 de março de 2010

AMR - Stylo (Gorillaz)

Análise: Primeiro single do álbum Plastic Beach da banda virtual Gorillaz. Lançado agora em Janeiro, alcançou #25 no US Billboard Alternative Songs.

Olha... realmente, já foi styloso um dia - ê saudade!

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Com "Stylo" e o álbum Plastic Beach, o Gorillaz tenta fazer algo novo em sua carreira: mudar de estilo musical, saindo de seu próprio, que até poderia ser considerado único, para entrar numa mistura de electronica com trip-hop. Isso pode dar certo, ou não...

Olhando friamente, não seria um bom negócio. Afinal, quando uma banda ou artista consegue criar algo em seu som que pode ser considerado único, original, é sinal de que conseguiu solidificar uma identidade - coisa rara, muito rara em qualquer ramo. Resumindo: entrar em estilos como os ditos acima não poderia ser uma boa idéia se você já "criou" um. Excetuando no caso do Black Eyed Peas que - apesar de não ter criado exatamente um estilo único, modelou um a sua maneira - deixou de lado o hip-hop para fazer electronica.

É inevitável comparar o single atual com a trajetória da banda através dos anos. "Clint Eastwood" era uma espécie de homenagem ao ator, com samples de sons que remetem aos filmes de bang bang que ele costumava fazer. "Feel Good Inc" e "Dare" revelaram-se muito criativas e até inovadoras de uma certa maneira. Todas sempre flertando com o hip-hop sem deixar a coisa pedante.

No caso de "Stylo" isso também acontece. Um flerte com o hip-hop. Tá certo que chamar o Mos Def pra "enfanhar" a coisa pode não parecer uma boa idéia, mas como sua voz foi condicionada afim de parecer que ele estava falando em um rádio da polícia, a coisa não ficou irritante como o rapper costuma ser.

Infelizmente, a batida da canção ficou longe de ser marcante como foram os outros singles citados. Faltou algo diferente, que ficasse na cabeça. A base da canção é muito abatida, até óbvia. E talvez os produtores tenham até captado isso. E esse poderia ser um motivo do cantor Bobby Womack ter sua ponta na canção.

Womack, famoso por sua participação no grupo The Valentinos e por trabalhar com músicos como Sam Cooke, é um proeminente cantor de R&B e Soul. Sua voz tem uma força e fluência que não se esperaria em um projeto do tipo. Pode se dizer que ele serviu até como um contra-ponto a voz do vocalista 2D (não é o Marcelo! esse não é irritante...).

O mais interessante de tudo é a acusação de plágio vinda do cantor Eddy Grant. Ele acusa o Gorillaz de plágio em cima de sua canção "Time Warp" de 1983. Realmente, algumas partes são muito parecidas. O que é de se pensar se aqui cabe um caso de plágio não-intencional; Seria interessante ver o que o Gorillaz poderia fazer "sampleando" a canção "I Don't Wanna Dance" de Grant (hauahuahaua).

No vídeo-clipe - o primeiro onde os membros aparecem na tela como modelos 3D, e não 2D como sempre foi - três membros da banda (Russel Hobbs, o baterista, está ausente por motivos desconhecidos - muito provável por ser grande demais) estão em um carro numa estrada deserta, fugindo. Aparentemente após cometer um assalto ou coisa do tipo. A perseguição inclui até mesmo o ator Bruce Willis! Seria legal ver o que Sylvester Stallone faria neste caso.

Enfim, o Gorillaz acabou fazendo um single apagado, que mais parece uma daquelas faixas enche-linguiça que lotam discos no mundo inteiro. Existem boatos de que este seria o último disco da banda, o que se considerarmos o rumo qualitativo da coisa, é a melhor a ser feito. Para eliminar a banda de desenho não bastaria mais do que uma borracha...

Não há nenhum vídeo com embed ativo, então apenas a canção: