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sábado, 11 de maio de 2013

AMR - Feel This Moment (Pitbull)

Análise: Quarto single do álbum Global Warming, do Pitbull. Lançado em Fevereiro de 2013, alcançou #8US e #5UK.




Sinta! É o momento de ir embora...

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Quem é que nunca ouviu "I Know You Want Me (Calle Ocho)" (bastante associada ao Pânico na TV) ou "Hotel Room Service"? Foram canções que marcaram o ano de 2009 e também encheram bastante o saco de tanto que tocou. Apesar do rapper Pitbull (que estupidez é essa de colocar nome artístico como de raças de cão? pior que isso talvez só o Snoop Dogg) já ter lançado trabalhos desde 2004, ele só chegou a ser mundialmente conhecido com o álbum Rebelution.

Mas é válido lembrar que dificilmente (não consigo me recordar de nenhum) um rapper consegue segurar um álbum inteiro sozinho. Baseado nisso, eles são muito ouvidos em gravações de outros artistas como participação especial. É uma maneira do ouvinte não ficar de saco cheio de tanto ouvir ladainha e poder apreciar algo melodioso na gravação. Os maiores exemplos no caso do Pitbull: "I Like It" com Enrique Inglesias, "DJ Got Us Fallin' in Love" com o Usher, "On the Floor" com a Jennifer Lopez e "Rabiosa" com a Shakira. Fora várias outras participações menos cotadas.


Pitbull tem o auxílio de Christina "Gordinha" Aguilera e também deve agradecer e muito ao pessoal do A-Ha por autorizarem o sample da canção "Take On Me", clássico da banda. O rapper aqui se utilizou de dois grandes artifícios que salvaram a canção: os vocais de uma cantora tecnicamente boa e uma base consagrada. De resto, ele não precisou fazer muito esforço. Aliás, ele não ter participado, deixando linhas para Aguilera cantar, sequer faria grande diferença - principalmente que a voz dele não é lá muito agradável, talvez de fato um pitbull possa latir mais afinado do que este cara "canta".

A canção não é ruim, de verdade. Não é a grande maravilha do ano de 2013, mas de qualquer maneira o pessoal das pistas de dança têm aqui um grande produto para usufruir. Seus singles de destaque, vindos do começo da carreira, foram esmagadores (dentro do limite do possível), mas não foram, de forma alguma, tão bons em qualidade quanto este...

domingo, 31 de março de 2013

AMR - Live My Life (Far East Movement)

Análise: Primeiro single do álbum Dirty Bass, do Far East Movement. Lançado em Fevereiro de 2012, alcançou #21US e #7UK.




Prefiro o Psy...


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Confesse: você não conhece quase nada musical que venha da Ásia que não seja o Psy. Bem, os caras do Far East Movement têm o hit "Like a G6" (que muita gente entendia como "gee sex"), mas a falta de personalidade impede que o hit seja associado ao grupo - vale lembrar também que eles dividem o single com duo de Hip Hop The Cataracs e a cantora Dev, o que chega a nos dar a impressão de que eles sequer participaram da empreitada...

Tá bem, você conhece o Jackie Chan, que também é cantor. E é mais provável você saber deste fato do que saber quem exatamente são estes caras. Depois de "Like a G6", eles tiveram o single "Rocketeer", junto com o Ryan "Latino" Tedder (Latino porque, assim como o citado, ele não dispõe de muita criatividade na hora de criar projetos musicais...), que teve um top 10 nas paradas e só. O single discutido aqui é o que eles têm de mais bem sucedido desde aquela época (2010).


O projeto não é lá tão ruim. Diria no máximo que é mediano. Em certos momentos lembra bastante "On The Floor", da Jennifer Lopez - o que não é bem um indicativo de originalidade. A participação do Justin Bieber, que deveria servir como um chamariz de suas injustificadas fãs (ou considerando a qualidade da música dele, justificada sim...) acaba nem se fazendo sentir. Se não te falassem, você sequer saberia que ele está ali no meio. Falta aquela relevância que ergueu o principal single da carreira dos rapazes.

Nem no vídeo o garoto aparece - quem aparece é o Redfoo, uma das partes do duo LMFAO! Talvez se fosse ele a prover seus vocais na canção, a coisa ficasse mais interessante. No balanço final, fica para o pessoal que gosta de ouvir isso pra dançar e que, na verdade, não seria bem ouvir, mas sim se balançar ao som de qualquer coisa que esteja tocando. Especialmente se estiver sob influência de aditivos ilícitos...

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

AMR - T.H.E. (The Hardest Ever) (Will.I.Am)

Análise: Primeiro single do álbum #willpower, do membro do Black Eyed Peas, Will.I.Am. Lançado em Novembro, alcançou #36US.



T.H.E.F.U.C.K.

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Primeiramente eu gostaria de saber uma coisa: por que, de uma hora para a outra, a atual geração musical passou a sentir a necessidade de pagar tributo ao Mick Jagger? Não que o vocalista dos Rolling Stones seja alguém indigno de tal homenagem, mas é de se estranhar tal ato repentino. O Maroon 5 lançou um single falando sobre o rock star, agora o líder do The Black Eyed Peas, Will.I.Am, chamou Jagger para um projeto. Dinheiro emprestado? Ou prestígio emprestado? Vai saber...

William (cara, é muito chato escrever o nome artístico dele) resolveu retomar sua carreira solo que, surpreendentemente tem quatro álbuns na bagagem (os dois primeiros devem ter sido lançados apenas em Nova Guiné e no Cazaquistão). O último, Songs About Girls, teve o divertido single "I Got It from My Mama" e uma canção ("Impatient") que serviu de sample para o sucesso de Estelle e Kanye West, a ótima "American Boy". Em resumo, o último álbum de 2007 não foi de todo o ruim. Na verdade, apenas estes foram os legítimos destaques...



Como a canção tem a participação de três cantores, vou dividir a coisa desta maneira. Começando pelo artista principal, William.

William



A coisa toda começa mal quando ouvimos aquela voz de robô com problemas de equalização. Traduzindo: a voz de William sintetizada e filtrada pelo auto-tune, como numa tentativa de fazê-lo cantar melhor. Não só ele não vai cantar melhor como o que ele faz é recitar Rap, e não cantar. Mas como se ele acabasse se tocando disso, resolve voltar para seu "canto" normal. E em resumo temos um o rap de sempre dele, redondinho e sem nenhum destaque. Possivelmente o destaque estava sendo propositalmente desviado para os convidados (e com razão). Quem já teve a coragem e paciência de ouvir os dois últimos projetos do Timbaland sabe do que estou falando...

Jennifez Lopez



Eu acredito que são poucos os motivos que sustentam a participação da chamada J-Lo aqui. Primeiro, obviamente, o apelo sensual de uma bela mulher. Não que isso seja algo difícil ou raro de se encontrar, claro. Segundo, como a Christina Aguilera já havia sido ocupada pelo Maroon 5, não ia dar muito certo encaixa-la aqui. Como J-Lo acabou saindo um pouquinho do buraco com "On The Floor", conseguindo um certo destaque. Resumindo a coisa toda, a participação dela (vocal mesmo) é bem limitada e encoberta por efeitos sonoros na canção. Ficou meio apagada...

Mick Jagger



No momento em que Jagger entra em ação, a canção muda de atmosfera, parecendo até uma influência roqueira de Mick sobre a coisa toda. Não considero Mick Jagger um grande vocalista, mas no caso ele foi o que se saiu melhor dentre os três. O poder da sua voz neste projeto ofuscou J-Lo e William. No final das contas, ele mostrou que tempo de experiência realmente conta...

A canção em si passa a maior parte do tempo num Hip-Hop comum e meio banal. Só fica um pouco melhor lá pelo final, coincidentemente na parte do Jagger. E considerando que quatro pessoas meteram a mão na produção da faixa (William sendo um deles), podemos dividir a culpa e distribuí-la bem...

O vídeo-clipe é interessante e tem uma fotografia e efeitos visuais muito bons. Além, eu enxerguei uma grande metáfora em cima do vídeo. Na ordem: atravessar barreiras (William atravessando e pulando muros e painéis), a evolução (a pé, de bicicleta, de moto...), desviando das tentações (os painéis com a J-Lo e William desviando), a ascensão (o foguete indo para o espaço) e por último, o encontro com deus (Mick Jagger) terminando aparentemente num Big Bang. É, profundo...

William foi muito mais pretensioso aqui do que nos seus projetos solos anteriores. A pretensão atualmente dominante nos projetos do BEP também passaram por aqui. Isso não é bom, nada bom. Talvez seja a hora de voltar para o Brasil, filmar alguma coisa engraçadinha com uma base mais divertida. É mais lucro!

terça-feira, 7 de junho de 2011

AMR - On The Floor (Jennifer Lopez)

Análise: Primeiro single do álbum Love? da Jennifer Lopez. Lançado em Fevereiro, alcançou #3US e #1UK.


Jennifer Lambada?

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Após o álbum Brave se tornar sua pior investida comercial e Jennifer Lopez tentar comover seu público cantando sobre sapatos em "Louboutins", a chamada J-Lo agora está recorrendo ao passado para tentar se manter e aparecer. Isso é mais ou menos o que quase todo mundo anda fazendo por aí e o que os rappers já deixam anotado em seus bloquinhos de como fazer um rap. Agora eu pergunto: tendo as duas alternativas anteriores fracassado (o single "Louboutins" foi tão mal sucedido que deixou o posto de single carro-chefe e ficou de fora do álbum Love? e ajudou a encerrar o contrato com a Epic Records), será que a terceira é relevante?

Bem, vamos voltar aos anos 80. Em 1981 uma banda Folk da Bolívia, Los Kjarkas (que existem desde meados dos anos 60) lançou uma canção chamada "Llorando Se Fue". A princípio, não é exatamente uma canção muito fácil ou popular - mas houveram, ainda sim, várias outras versões feitas através dos anos 80 e até mesmo posteriormente.

E a mais famosa e mais bem sucedida versão veio de 1989 de um grupo francês chamado Kaoma. Como é que é? Kaoma é francês?? Sim, em partes. Os membros do grupo são de Martinica, Guadalupe e Brasil. E a vocalista, Loalwa Braz é a parte brasileira da coisa (carioca, pra ser mais específico). Um dos maiores sucessos da Lambada no Brasil é cantado por uma brasileira com um grupo formado na França. Isso sim é globalização!

Ou seja, de uma certa maneira, Jennifer Lopez se apoiou na lambada para seu próximo projeto. Só falta um dueto com o Beto Barbosa para a coisa ficar completa.


A presença do Pitbull ficou meio irrelevante. Esse cara já tá enchendo o saco - tá parecendo uma espécie de Timbaland versão cubana (ele tá muito, muito longe do que fez em sua participação no single do Usher, "DJ Got Us Falling in Love", que deve ser seu único momento memorável). Se tivesse colocado, sei lá, um cactus, um charuto (cubano) no lugar dele, muito provavelmente nem se notaria...

A canção é um Electropop ajustado ao estilo da chamada J-Lo, seja lá o que isso signifique. Entrega o que o pessoal quer: uma batida onde possam dançar enquanto enchem a cara. E apesar de alguns poucos momentos soar como algo dos anos 90 ou algo feito pelo Bob Sinclair (poucos, bem poucos momentos, devo ressaltar), Lopez não se saiu mal não. Esta é possivelmente sua melhor canção desde, sei lá, "I'm Glad" de 2003 ou "Love Don't Cost a Thing" de 2000.

Nos Estados Unidos, ela está sem um #1 desde 2003 (o que deve ter piorado as coisas entre ela e a Epic). Se ela continuar assim, pode voltar aos trilhos. Mas acredito que ela pode ser melhor ainda evitando duas coisas: falar de assuntos idiotas como sapatos e pele de animais.


Obs: Até mesmo um joguinho de Nintendo chegou a samplear "Llorando Se Fue". O game Parasol Stars, de 1991:

sábado, 8 de janeiro de 2011

Aconteceu - Boletim Musical (08/01/2011)

"Banda britânica Pulp promete não decepcionar em reunião"


Só o fato de o Jarvis Cocker voltar a cantar já é uma decepção...

"Jennifer Lopez vai regravar 'Chorando se Foi' em espanhol"


Putz! É, realmente vai ser de chorar!

"Chris Brown anuncia dueto com Bruno Mars"


Se bem que se tratando do Chris Brown, combinaria mais ele fazer dueto com um outro Bruno - o tal goleiro.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Aconteceu - Boletim Musical (19/08/2010)

"MTV Movie Awards dá segunda chance a Kanye West"


Rapper admite que lhe falta humildade...

Pronto! West já pode se candidatar no Brasil - tem o perfil perfeito para político.

"Desmentido o boato sobre Fiuk interpretar Raul Seixas"


Como está sendo noticiado na net, Fiuk não vai ficar "maluco beleza"...

É, até porque isso realmente seria uma maluquice. Fiuk interpretando?

"Jennifer Lopez é demitida do American Idol"


Parece que exigências da cantora foram demais para a emissora...

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Prós/Contras Divas 5: P!nk


Níveis

1 - Obra-Prima
2 - Muito Bom
3 - Bom
4 - Aceitável
5 - Ruim
6 - Créeuu

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Os mesmos comentários que fiz a respeito da relação diva x Lily Allen faço para a P!nk. Temos um exemplar do que poderia ser a Kelly Clarkson se fosse mais punk e rebelde. Alguém que quer cantar e que se dane o resto.

Esta é Alecia Beth Moore, mais conhecida como Pink (ou P!nk, ou P1nk, ou P?nk...). O apelido lhe foi dado por amigos porque Alecia corava com muita facilidade em situações constrangedoras e/ou embaraçosas - dá pra imaginá-la corar por qualquer coisa? Do R&B ou Dance Punk, P!nk!


Pink Rock - ou - Pink and Roll

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Gonna Make Ya Move (Don't Stop) (Nível 4: Aceitável)


O nome "Pink" foi inserido provavelmente após ela ficar famosa

Esta é a primeira gravação de Pink após o fim do grupo Choice. Peraí, grupo Choice? Como assim?

Quando Alecia tinha 16 anos, em 1995, ingressou num grupo de R&B chamado Choice, que foi sua primeira incursão pelo mundo da música. Ganharam uma força de LA Reid e Babyface, gravando pela LaFace Records. O grupo acabou em 1998 mas Alecia manteve-se na gravadora e adotou o nome artístico Pink.

Dentro da gravadora, serviu com seus vocais para um projeto chamado "Gonna Make Ya Move (Don't Stop)", de L. Carpella e F. Scandolari. A canção tem mínimos traços de Giorgio Moroder e do cantor drag queen dos anos 80 Divine. Os vocais não estão muito límpidos, ou seja, não dá pra perceber bem que é a Pink. É uma canção apenas regular para as pistas.

Ganhou um aceitável pelas referências de Moroder e Divine. Agora, se foi aceitável para o povo inglês (#196Uk)...


There You Go (Nível 3: Bom)


Uma baladinha R&B que lembra demais a Jennifer Lopez - o que não é bem um indicativo positivo de qualidade. Típico modelo de canção do começo da década 2000. É seu verdadeiro início de carreira. A voz de Pink está bem diferente do atual, ainda no desenvolvimento. Mesmo assim, é uma voz bem adequada para o projeto. Mesmo não tendo a produção (pelo menos direta) de Babyface, dá pra sentir sua influência. A letra, que além de vários outros compositores tem a participação da Pink, trata da mulher rejeitando o cara que a quer de volta. Nada realmente novo...

Agora sim, Pink foi bem aceita nas paradas: #7US e #6UK.


Most Girls (Nível 4: Aceitável)


O que antes quase perceptível em "There You Go" aqui está óbvio: Pink não tinha voz de cantora de Rock (ou Punk, ou Dance Punk). Sua voz tipo R&B era um tanto quanto isenta de algum tipo de distinção. Ou seja, dificilmente alguém - que não conhece essa fase dela - vai ouvir e dizer "é a Pink". Enfim...
"Most Girls" conta com a produção direta do Babyface e ainda tem aquele sabor meio "J-Lo" - mas ainda sim é um tipo bem feito de R&B. Sem diferenças significativas com a canção anterior. O que mostra que a Pink ainda tinha um som muito homogêneo.

Um belo #4US e #5UK.


Get The Party Started (Nível 3: Bom)


"Get The Party Started" marca o início da transição musical da Pink. Esta canção é uma ponte entre o tipo de R&B que ela fazia e o tipo de Rock que ela viria a fazer - vamos dizer que a ponte entre os dois é um tipo de Dance. E quem mais interessante para trabalhar este momento que Linda Perry (ex-4 Non Blondes, banda daquele clássico "What's Up", que é considerado por alguns - injustamente - como uma das piores músicas já feitas na história)? Aliás, pra quem conhece apenas o trabalho de Perry na sua antiga banda, nada vai identificar dela aqui, afinal, é sua primeira composição "dance", longe do Rock.

Detalhe: Pink já chegou a cantar "What's Up" na turnê do álbum I'm Not Dead.

De qualquer maneira, a qualidade musical subiu bem, sem estar tão monótono e já com uma certa identidade. Pena que este trabalho se mostra um tanto repetitivo, batendo demais na mesma tecla. Parece que falta algo para cortar a quilométrica linha que só se repete. Mas nada impede de ser viciante... e é!

Foi muito bem aceita esta nova proposta da Pink, com #4US e #2UK.


Don't Let Me Get Me (Nível 4: Aceitável)


Uma letra que fala sobre conflito interno, coisa comum entre 95% dos adolescentes no mundo. Pink ainda estava mesmo engatinhando musicalmente - ou seja, a canção é Pop (talvez Pop Rock) até o dedão do pé. Aqui ela se tornou uma espécie de adolescente (rebelde). Do R&B pro Pop, isso não parece ser lá muito promissor. Fora que com relação à canção anterior, foi um declínio. Esta canção parece ter sido feita para cantoras como Avril Lavigne ou Hillary Duff (ou Lindsay Lohan, tanto faz), dependendo da situação.

Pode não parecer muito significativo a princípio, mas foi um tipo de marco em sua carreira que vendeu mais de 3 milhões de cópias e também boas posições (#8US e #6UK).


Just Like a Pill (Nível 4: Aceitável)


Em "Just Like a Pill", temos o primeiro exemplar de Rock propriamente dito na carreira da Pink. Inicialmente com um clima obscuro, a canção fala sobre problemas da vocalista com drogas. Apesar de ser uma canção bem marcante para sua carreira, quase não tem o mesmo impacto que suas canções Pop mais simples causaram - porém a canção cresce bastante de sua metade em diante. Muitas vezes as canções feitas mais com o coração não resultam exatamente em popularidade - Madonna e seu American Life sabem amargamente disso. Ao menos podemos comprovar que Pink realmente gosta de fazer coisas diferentes nas divulgações visuais de suas canções. O vídeo-clipe é o mais interessante até o momento.

Um #8US e #1UK.


Feel Good Time (Nível 4: Aceitável)


"Feel Good Time" é um exemplo de como soaria a Pink trabalhando com um produtor de electronica, house - no caso, William Orbit (que já trabalhou com artistas como Madonna). O trabalho até que tem seu interesse, mas acaba destoando com o restante. É bem legal, mas neste caso fica somente como item curioso.

A canção fez parte trilha-sonora do filme Charlie's Angels - Full Throttle ("As Panteras Detonando"), um dos filmes [ironia] mais legais já feitos em Hollywood nos últimos anos [/ironia]. E o fato mais interessante desta canção (ou não) é que o refrão é muito parecido com "Lips Like Sugar" do Echo and The Bunnymen.

Um #60US e #3Uk. Mostrando que Pink tem muito mais reconhecimento na Terra da rainha...


Trouble (Nível 3: Bom)


A Pink do R&B se esvaneceu de vez. Temos uma canção bem Rock, algo entre o Punk Pop e o Rock Alternativo - de boa qualidade. Seu trabalho mais pesado até o momento, "Trouble" mostra que o que Pink queria desde o começo era fazer Rock. Aquela parada de R&B era simplesmente falta de poder sobre a própria carreira. De qualquer maneira, a transição foi muito bem feita - pra melhor, diria. Os vocais da Pink refletem leve influência de Freddie Mercury na maneira de cantar - o que é estranho, já que nem de longe as influências dela incluem o Queen.

Enquanto os EUA não ligaram muito pra canção, com um #68US, a Inglaterra acolheu um belo top 10, com #7UK.


God Is a DJ (Nível 4: Aceitável)


"God Is A Dj" tem um clima mais puxado pro Dance/Pop Punk (com a parte Pop bem destacada) com uma letra um tanto "fofinha". Com linhas como "[...] saying things you can't ignore/Like 'mummy I love you'/'Daddy I hate you'/'Brother I need you'/'Lover hey, fuck you'" ("dizendo coisas que você não pode ignorar/como 'mamãe eu te amo'/'papai eu te odeio'/'Irmão preciso de você'/'Ei amante, vai se f*der'") e "If God Is a DJ/Life is a dance floor/Love is a rhythm/you are the music" ("Se Deus é um DJ/(a) Vida é uma pista de dança/(o) Amor é um ritmo/Você é a música"). Ou seja, denota certo apelo sentimental em parte familiar e em parte amoroso. Isso, de relance, não tem muito a cara da Pink ou de suas músicas - ao menos acaba sendo algo diferente.

A canção tem uma produção mais amarrada e uma boa atuação vocal da Pink. Só falha em não ser uma música muito marcante - meio que se perdendo na irrelevância. Fez parte da trilha-sonora do filme adolescente Meninas Malvadas (Mean Girls), estrelando Lindsay Lohan - o que dá um clima um tanto "infantiloide" para a coisa toda.

Não foi muito bem nos EUA com um #103US e quase pegou um top 10 na Inglaterra com um #11UK.


Stupid Girls (Nível 3: Bom)


Até este momento, "Stupid Girls" é a canção mais divertida da Pink. Numa mistura balanceada de R&B e Pop Rock (o que faz da Pink uma espécie de experiência musical híbrida), ela canta sobre as garotas estúpidas da sociedade (norte-americana, satirizando figuras como Paris Hilton e algo mais sobre as irmãos Olsen, Lindsay Lohan e até mesmo 50 Cent, dentre outos) que pensam em seus cachorrinhos e em serem magras. Digamos que temos aqui uma Pink mais politizada (e engraçada). Fora que sua atuação vocal mais uma vez foi impecável (lhe rendendo uma indicação ao Grammy). Um single bem mais acessível e mais agradável (com críticas interessantes). Não é à toa que já vendeu quase 5 milhões de cópias.

Um #13US e #4UK, apesar ter merecido pelo menos um top 10 nos EUA.


Who Knew (Nível 3: Bom)


Pink fez aqui uma balada bem mais competente que sua "Catch Me While I'm Sleeping". Mais uma vez ela canta sobre as drogas. Porém desta vez é a respeito de um amor perdido por causa delas. E consegue ser bem emocionante nesta empreitada, sendo algo bem diferente de todas as suas outras canções. Principalmente na parte instrumental que foi bem centrada, produzida. É... Pink sabe fazer música bonitinha também!

Um #9US e um #5UK.


U + Ur Hand (Nível 2: Muito Bom)


"U + Ur Hand"! Tipo, este nome mais parece um código ascii. Com certeza uma das faixas mais interessantes da sua carreira. Pop Rock de primeira, simples e efetivo, a letra fala sobre auto-valorização e deixar o cara na mão (literalmente hauhauahau). Juntamente com "Stupid Girls" é sua faixa mais representativa. Um som um pouco mais pesado e uma letra que manda os homens catarem coquinho mostra definitivamente o novo rumo cantora. O vídeo-clipe se baseia em três personagens do ilustrador Martin Emond. O problema é que não foi nem creditado ao autor nem autorizado por seu filho (uma vez que Emond faleceu em 2004).

Alcançou #9US e #10UK.

Hard Candy

Baby Redknuckles


Rocker Bikerboy



Leave Me Alone (I'm Lonely) (Nível 3: Bom)


Esta daqui é meio que um regresso aos tempos de "Get The Party Started" no sentido Pop (lembrando-a bastante), como se fosse uma versão I'm Not Dead da mesma. É a Pink querendo ficar só - contrastando com um outro projeto lançado um pouco depois. Para quem gostava das fases anteriores da Pink (tirando a R&B), vai poder ouvir esta canção com deleite. Seu vídeo-clipe mostra partes de shows da I'm Not Dead Tour - com a Pink cantando, dançado e até mesmo se pendurando em tecidos no teto, como se fosse uma artista de circo! Demais!

Alcançou #34UK.


So What (Nível 2: Muito Bom)


Em "So What" Pink conseguiu seu maior sucesso individual (podemos citar na categoria "coletivo" o álbum M!ssundaztood, que vendeu incríveis 15 milhões de cópias). Este single ficou em primeiro lugar nas paradas de quase todos os países, (e onde não foi um #1, como na França, Holanda e Suécia, ficou com um Top 5) inclusive seu primeiro #1 nos Estados Unidos e mais um na Inglaterra.

O melhor trabalho do produtor Max Martin com Pink (que já trabalhou com Katy Perry e Kelly Clarkson). "So What" é uma grande canção Pop com toques Punk e bem divertida. Aqui vemos mais o quão Pink é desinibida para tratar de certos assuntos. Ela chega a "satirizar o fato de ter perdido seu marido", chegando até a cortar uma árvore com o nome dos dois!

Com seus #1US, #1UK, #1AUS, #1AUT, #1CAN, #1GER, #1IRE e #1NZ. Seu melhor trabalho até o momento.


Sober (Nível 2: Muito Boa)


Já foi escrito aqui no blog um artigo individual sobre a canção "Sober", segue o link:

AMR - Sober (P!nk) - postado originalmente em 23 de Dezembro de 2009.

Please Don't Leave Me (Nível 4: Aceitável)


Ao contrário de "Leave Me Alone (I'm Lonely)", aqui ela clama que não a deixem. Talvez inspirada na sua recente separação de Carey Hart (motociclista que conheceu em 2001) - o que era levado com um humor em "So What" tem um tom mais a sério aqui. Tem sido uma das canções favoritas das rádios easy por aí (a Pink sendo tocada em rádio easy!). A parte instrumental é legal e os vocais estão no ponto. Apenas não é tão marcante para ser representativa...

Um #17US e #12UK.


Fun House (Nível 4: Aceitável)


Em "Funhouse", a Pink tá um pouco mais Punk. Musicalmente falando ela é mais introspectiva, menos Pop. A canção que dá título para o álbum não tem a mesma força que "So What", mas ainda sim é bem trabalhada e não destoa do clima do álbum - muitas vezes uma faixa-título soa desta maneira. É mais uma canção que fala sobre a sua separação - que já não existe mais, já que Pink retomou seu casamento não faz muito tempo.

Conseguiu um #44US e #29UK.


Extra - Lady Marmalade (Nível 2: Muito Boa)


A junção de quatro artistas distintas que rendeu até mesmo um Grammy - e relembrando a canção do grupo LaBelle, que revelou a cantora Patti LaBelle (famosa por trabalhos com artistas como Michael McDonald). Foi um sucesso estrondoso que acabou se tornando o single mais vendido das carreiras de Mýa e Lil Kim.

Ambas talvez não tenham conseguido fazer algo melhor que isso até hoje. Já Aguilera teve seus altos e baixos no quesito qualidade. Pink acabou tendo sua participação um pouco ofuscada pela superestimada Christina (que estava em sua fase pré-Stripped). É memorável principalmente por esta união de artistas que conta até mesmo com a produção de Missy Elliott!

Logicamente, #1US e #1UK.