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segunda-feira, 14 de maio de 2012

AMR - Pass At Me (Timbaland)

Análise: Segundo single do álbum Shock Value III do Timbaland. Lançado em Setembro de 2011, alcançou #104US e #40UK.



Timba quem mesmo?

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Engraçado pensa que a pelo menos uns 5 anos o Timbaland saia por aí dizendo que era o melhor produtor de sua geração, tirando vantagem de seus feitos na indústria pelos cantos e esbanjando seu egocentrismo e falta de modéstia por todos os lados. E agora a situação parece ter se voltado contra ele. O desaparecido Timbaland chamou para participar do seu álbum o aparecido Pitbull, o famoso rapper arroz de festa. Se JK queria fazer 50 anos em 5, Timbaland resumiu um carreira inteira neste mesmo tempo. Vale lembrar que Quincy Jones tem mais de 50 anos de carreira e, apesar de não ter os holofotes sobre si (até porque, a esta altura, ele não quer nem precisa disso), continua requisitado e notório.

O terceiro álbum de Timbaland continua sobre o projeto "Shock Value", que consiste em composições misturando o Rap e o Hip Hop com outros estilos, geralmente relacionados aos artistas convidados. E como se pode analisar, a fórmula está desgastada e enfraquecida, já que partimos de um primeiro álbum consideravelmente bem sucedido, passando por um segundo álbum de pouquíssima repercussão e chegamos em um terceiro álbum que ainda não foi lançado, mas pelo fato de Timbaland correr o risco de ter que se apresentar novamente para pessoas que podem ter esquecido quem ele é já nos dá uma visão da coisa. (Se bem que só o fato dele não precisar explicar que não é um cosplay do Sherman Klump, o Professor Aloprado, já é uma grande coisa.)


O single em questão é basicamente um tipo de projeto pré-moldado já específico. O que significa que todas as canções do Pitbull tem que ter mais ou menos 50% de similaridade. E o fato de Timbaland ter dividido a produção com o David Guetta e mais algum agregado e a coisa soar como uma música do grupo LMFAO (um dos nomes mais estúpidos já dados a um projeto musical) só deixa a coisa mais confusa, com gosto de chiclete mascado. Pelo menos não teve nenhuma participação nada especial de gente como Lil Wayne pra deixar a coisa mais densa. Já se ouviu isso por aí antes e não há necessidade de repetição - já foi feito melhor e pior do que isso, o que torna tudo "encher linguiça".

Eu ia me perguntar o motivo de o Timbaland não sair por aí dizendo que é o cara, o melhor no que faz e etc nestes últimos dias, mas lembrei que primeiro ele tem que lembrar o pessoal de que eles está vivo. Já Pitbull vai continuar faturando por aí com suas aparições e dificilmente vai fazer algo igual a "I Know You Want Me (Calle Ocho)" e "Hotel Room Service" outra vez. David Guetta vai continuar exatamente na mesma por tempo indeterminado e a vida vai correndo. Fico me perguntando se o sumiço da Nelly Furtado e do Justin Timberlake tem algo a ver com o agouro do rapper...

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Aconteceu - Boletim Musical (28/02/2012)

"DJ Pitbull participa de versão remix de 'Ai, se eu te pego'"


Cantor Michel Teló disponibiliza single com participação do músico...

Não deve-se chamar Pitbull de músico assim como não deve-se chamar Michel Teló de cantor.

"Canção de brasileiros não ganha o Oscar"


Canção de Carlinhos Brown em Rio perdeu para a dos Smurfs...

Pronto. Esta é a piada.

"Música de Michel Teló é usada em protesto em Portugal"


Estratégia perfeita vinda logo de Portugal! Com esta merda você pode sair vitorioso de qualquer protesto...

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Aconteceu - Boletim Musical (09/02/2012)

"'Forbes' compara Michel Teló a Carmen Miranda e Justin Bieber"



Eu queria saber o que a Carmen Miranda tinha de tão ruim assim...

"Pitbull vai passar o Carnaval em Salvador e quer cantar com Ivete Sangalo"




Ivete Sangalo? Tem que mandar o Pitbull ir cantar com aquela mulher que matou o Yorkshire, aí eu quero ver!


"Roberto Carlos entra na onda de 'Ai se eu te pego'"




"É pegajosa e eu gosto muito", diz Roberto.


Agora eu te pergunto: rei do que, afinal? Da música ruim, claro...

terça-feira, 7 de junho de 2011

AMR - On The Floor (Jennifer Lopez)

Análise: Primeiro single do álbum Love? da Jennifer Lopez. Lançado em Fevereiro, alcançou #3US e #1UK.


Jennifer Lambada?

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Após o álbum Brave se tornar sua pior investida comercial e Jennifer Lopez tentar comover seu público cantando sobre sapatos em "Louboutins", a chamada J-Lo agora está recorrendo ao passado para tentar se manter e aparecer. Isso é mais ou menos o que quase todo mundo anda fazendo por aí e o que os rappers já deixam anotado em seus bloquinhos de como fazer um rap. Agora eu pergunto: tendo as duas alternativas anteriores fracassado (o single "Louboutins" foi tão mal sucedido que deixou o posto de single carro-chefe e ficou de fora do álbum Love? e ajudou a encerrar o contrato com a Epic Records), será que a terceira é relevante?

Bem, vamos voltar aos anos 80. Em 1981 uma banda Folk da Bolívia, Los Kjarkas (que existem desde meados dos anos 60) lançou uma canção chamada "Llorando Se Fue". A princípio, não é exatamente uma canção muito fácil ou popular - mas houveram, ainda sim, várias outras versões feitas através dos anos 80 e até mesmo posteriormente.

E a mais famosa e mais bem sucedida versão veio de 1989 de um grupo francês chamado Kaoma. Como é que é? Kaoma é francês?? Sim, em partes. Os membros do grupo são de Martinica, Guadalupe e Brasil. E a vocalista, Loalwa Braz é a parte brasileira da coisa (carioca, pra ser mais específico). Um dos maiores sucessos da Lambada no Brasil é cantado por uma brasileira com um grupo formado na França. Isso sim é globalização!

Ou seja, de uma certa maneira, Jennifer Lopez se apoiou na lambada para seu próximo projeto. Só falta um dueto com o Beto Barbosa para a coisa ficar completa.


A presença do Pitbull ficou meio irrelevante. Esse cara já tá enchendo o saco - tá parecendo uma espécie de Timbaland versão cubana (ele tá muito, muito longe do que fez em sua participação no single do Usher, "DJ Got Us Falling in Love", que deve ser seu único momento memorável). Se tivesse colocado, sei lá, um cactus, um charuto (cubano) no lugar dele, muito provavelmente nem se notaria...

A canção é um Electropop ajustado ao estilo da chamada J-Lo, seja lá o que isso signifique. Entrega o que o pessoal quer: uma batida onde possam dançar enquanto enchem a cara. E apesar de alguns poucos momentos soar como algo dos anos 90 ou algo feito pelo Bob Sinclair (poucos, bem poucos momentos, devo ressaltar), Lopez não se saiu mal não. Esta é possivelmente sua melhor canção desde, sei lá, "I'm Glad" de 2003 ou "Love Don't Cost a Thing" de 2000.

Nos Estados Unidos, ela está sem um #1 desde 2003 (o que deve ter piorado as coisas entre ela e a Epic). Se ela continuar assim, pode voltar aos trilhos. Mas acredito que ela pode ser melhor ainda evitando duas coisas: falar de assuntos idiotas como sapatos e pele de animais.


Obs: Até mesmo um joguinho de Nintendo chegou a samplear "Llorando Se Fue". O game Parasol Stars, de 1991:

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

AMR - Loca (Shakira)


Análise: Primeiro single do álbum
Sale el Sol da Shakira. Lançado em Setembro, alcançou #32US.


Loca pra c*****...

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Depois do single "Waka Waka (This Time For Africa)" que foi até acusado de plágio, Shakira está de volta com mais um álbum bilingue. Na mesma linha que os álbuns Pies Descalzos, ¿Dónde Están los Ladrones? e Fijación Oral Vol. 1 (com sua versão en inglês Oral Fixation Vol. 2), Sale el Sol é um álbum de Pop Latino vindo mais das raízes da Shakira. Lembrando que para tornar os projetos mais abrangentes e comercialmente bem sucedido, a Shakira canta parte deles também em inglês - onde na minha opinião eles ficam melhores.


E "Loca" segue bem esta cartilha. Também cantada em inglês, lógico. Norte-americano não ouve nada do qual tenha que fazer qualquer esforço para que se entenda do que está sendo falando. E para reforçar isso, nesta versão Shakira chamou o rapper Dizzee "Quem?" Rascal. Ela podia ter chamado, sei lá, o Jay-Z vestido de dançarino de mambo ou o novato B.o.B. mesmo que faria mais sentido - tá, nem tanto porque o projeto é mais Latino... então chamem o Lou Bega! ahuahuaha...

O vídeo-clipe causou polêmica. Filmado na Espanha, Shakira aparece, dentre outros atos, dançando em uma fonte com populares e as autoridades espanholas acusaram Shakira de, digamos, vandalismo. Pô, a moça tava só gravando um vídeo-clipe! Os espanhóis não são nada receptivos mesmo.


A canção até que é divertida com seu clima latino e os vocais ora contidos ora soltos da Shakira. Até mesmo o Pitbull fez parte do projeto, trabalhando na produção. Com certeza ele seria mais interessante de se ouvir do que o Dizzee Rascal. O rapper dominicano El Cata, que participou da versão cantada em espanhol também trabalhou na produção juntamente com a Shakira.

Resta a minha fantasia de ver uma canção da Shakira com vídeo-clipe gravado na Russia e com participação do Lou Bega, hauhauahuahau...

domingo, 9 de janeiro de 2011

AMR - DJ Got Us Fallin' in Love (Usher)

Análise: Primeiro single do álbum Versus, do Usher. Lançado em Junho, alcançou #4US e #7UK.


Ou "O DJ me pegou fazendo m..."

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Para mim o Usher sempre foi um cara meio sem sal, sem atrativos ou qualquer referencial. Seu passe de entrada para o mainstream - o álbum Confessions - traz um single fácil e instantâneo para baladeiros chamado "Yeah!" e uma baladinha romântica na edição especial chamada "My Boo", com a participação de Alicia Keys. Nada disso me pareceu promissor e eu simplesmente imaginei que o Usher iria ficar neste filão por anos e anos, aparecendo direto na mídia e nada mais que isso.

No final das contas, não foi bem assim. Na verdade Usher continuou aparecendo por aí, sendo um artista razoável no ramo e sem parar de trabalhar. Um dos projetos dele foi a revelação de Justin Bieber! Tipo, é melhor eu nem comentar...


Ele ainda foi responsável pelas cretinas "Love In This Club" e "OMG". Canções que fizeram um sucesso imenso e só mostram o quão vazio o mundo Pop está hoje em dia. O mundo Pop ou os gostos e exigências musicais do povo que estão totalmente sem nexo. Em resumo, para mim Usher nunca passou de mais um (mais um!) imitador barato de Michael Jackson tanto na maneira de dançar quanto de cantar. O Rei está morto e absolutamente ninguém pode tomar parte de sequer 1% do seu legado.

"DJ Got Us Fallin' in Love", diferentemente dos outros singles, até que é bem atrativo. Os vocais dele não mudaram muito de qualquer maneira, mas se mostram, digamos, bem ajustado ao projeto. E a produção oferecida pela dupla Max Martin e Shellback é ótima. Foi uma escolha bem no alvo. Ela vai direto ao ponto, em vez de ficar de enrolação (se você é um artista que faz música para um público que gosta de agitar, não vai ser a chata "Love In This Club" que vai fazer algum diferencial, pois se o pessoal que ouve isso não é exigente, pelo menos o artista tem que exigir mais de si e entregar algo um pouco melhor). É, este single é legal e bem produzido, e isso não é ironia.

Detalhe: "DJ Got Us Fallin' in Love" já havia saído em uma edição especial do álbum anterior, Raymond v. Raymond, e foi escolhida para ser carro-chefe no novo álbum - como uma espécie de percepção musical atrasada/de efeito retardado.

A participação do rapper Pitbull se justifica por ele (ainda) ser novidade e por ele ter chamado a atenção com seus projetos "I Know You Want Me (Calle Ocho)" e "Hotel Room Service" - o que é o suficiente pro cara ficar sendo chamado para uma porrada de participaçõs especiais. O acento cubano no rap dele é algo distinto e, se não chega a estragar, pelo menos substitui qualquer idiota como Kanye West, pois quem ainda aguenta este cara se achando por aí?


Cuidado com a sova, Usher!

Usher definitivamente não é a salvação da música Pop. E considerando sua leva de singles que variam muito entre o legal e o tedioso, ele vai continuar jogando na segunda divisão - acredite, isso já melhor, muito melhor do que qualquer coisa vinda do Chris Brown. Enquanto Usher estiver aqui para preencher sua fatia, Brown vai continuar onde está - o cantor espancador de mulheres. Amém...

quarta-feira, 30 de junho de 2010

AMR - Acapella (Kelis)

Análise: Primeiro single do álbum Flesh Tone, da Kelis. Lançado agora em Fevereiro, alcançou #5UK.


Eu te conheço de algum lugar...


Ahh!

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Já perdi a conta de quantos artistas estão saindo do Hip-Hop para adentrar o Electropop com o objetivo de ganhar uns trocados a mais. Claro que se compararmos ambos os estilos, veremos que não é um negócio apenas bom para o bolso, mas também uma evolução artística - é só ver o caso do The Black Eyed Peas, que depois que "mudou" do Hip-Hop pro Electro/Dance, ficou metade de 2009 no topo das paradas.

Kelis é a mais nova proprietária de seu novo Electropop. Mas, como sempre, nos confrontaremos com a pergunta clássica - aquela mesma feita para o The Black Eyed Peas - sobre essa mudança: a coisa toda melhorou ou piorou? Bem, considerando o fato de a Kelis ser a autora do pior Milkshake da história, fica óbvio que a mudança de estilo lhe fez bem. Mas isso não significa que ela tenha se tornado a salvação da música...


"Acapella" mostra alguma evolução vocal relevante de Kelis com relação a "Milkshake". Até parece que na segunda, Kelis realmente não estava se levando a sério, como se tivesse brincado com os amigos, desafiando: "quer apostar quanto que eu entro em um estúdio que gravo uma música chamada milkshake?". Pois em certos momentos da nova canção, Kelis faz algo próximo de cantar, sério.

A propósito: quem chama "Milkshake" de R&B tinha que ser trancafiado em alguma masmorra para sempre, tamanha heresia!


A produção de David Guetta ajudou na transição de estilos de Kelis, mas apesar de conseguir extrair algo diferente e até divertido dela, soa muito repetitivo e enjoado. Mais uma derrapada dessas e Guetta mostrará que é um produtor tão limitado quanto pode ser aquele tipo de DJ que chega na festa/evento, coloca um disco pra rodar e vai procurar o que fazer até a festa acabar. Oops...

O single seguinte, "4th of July (Fireworks)", é "musicalmente" superior. Talvez Guetta devesse tentar aprender algo com o produtor da faixa, o DJ Ammo - que foi co-produtor de "Your Love Is My Drug" da Kesha e que já trabalhou com artistas como Pitbull e Jordin Sparks.

Lembrem-se: Qualquer coisa é melhor do que tomar um milkshake da Kelis...

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

AMR - Fresh Out The Oven (Jennifer Lopez)



Fresh Out The Oven é o nome do aparente 1° single do novo álbum de J.Lo – Love?. Super criativo como o próprio nome do álbum.... e eu não sei por que estou fazendo esse review – a canção e seu clipe me decepcionaram enormemente. Estou indignada de ver uma coisa dessas à essa altura do campeonato. Parece que Jennifer só mudou seu visual e estilo de canção pra seguir tendências atuais – uma coisa meio Kylie Minogue, David Guetta, quem sabe até uma Lady GaGa enrustida - só que ficou mais Kylie do que Jennifer, se é que vocês me entendem.

A impressão que fica é que, enquanto rappers e afins estavam dominando totalmente as paradas, foi bom associar sua imagem ao Bronx, Ja Rule e LL Cool J. Agora que a coisa está pendendo um pouco mais pro Dance, de repente nos deparamos com cabelo curto, fashionismo barato (meio pobre, pra falar a verdade) e Pitbull. Se bem que colocar Pitbull em qualquer trabalho musical já é um erro fatal (qualitativamente falando) por si só.

Como diria Dado Dolabella : Jennifer traiu o movimento.

sábado, 15 de agosto de 2009

AMR - Calle Ocho (I Know You Want Me) e Hotel Room Service (Pitbull)

É, bem que a Carla me fala; eu chego atrasada pra falar das novidades. Mas não se enganem : eu não perdi nada não. Pra compensar, vou falar de duas canções do “cantor” de Reggaeton, hip-hop (??), Pitbull. Até porque não tem conteúdo suficiente em uma pra dar um post.



Calle Ocho (I Know You Want Me) é, na verdade, composta de várias músicas. A versão de Pitbull é um remix da já mixada 75 Brazil Street, um mash-up de Nicola Fazano e Pat Rich, que samplearam o riff inicial de Street Player da banda Chicago. A canção também faz referência à tal de Calle Ocho, uma rua “latina” de Miami (como se todas já não fossem). É um uptempo de balada, que mistura reggaeton com house e hip-hop….e todo esse esforço pra o que conta na música ser o que já estava pronto : 75 Brazil Street nua e crua já dava conta do recado muito bem, obrigada. Mesmo assim, é uma música interessante pra dançar quando você está completamente bêbado. Só um detalhe : como a música “original” tem um pouco a ver com o Brasil (na 75 Street Brazil, além do nome, ouve-se uma moça cantando um samba em português : “café, samba, carnaval”), parece que eles decidiram “homenagear” nossa Pátria Amada salve salve com diversas Carlas Perez em seus devidos prazos de validade. Novo produto da pauta de exportação brasileira : bundas.



A esta altura do campeonato, você provavelmente já sabia que a próxima música não ia ser muito diferente da anterior – mas não precisava ser tão parecida. Em Hotel Room Service, o assunto é o mesmo; sexo, dinheiro, traição, Miami, sexo, grana, adultério, bebidas, mulheres, dinheiro, sexo, enfim : a mesma coisa que a de cima, só que pra fingir que é outra música, mudaram a batida. O pior de tudo é que a canção nem tem a mesma “pegada” da anterior – a de cima só precisava de umas tequilas; essa aqui precisa de Ecstasy e, de preferência, a perda completa da audição.

Uno, dos, tres, cuatro : tchau.