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terça-feira, 9 de julho de 2013

Quick - Polka Medley! 5

"Weird" Al Yankovic adentrou os anos 90 com uma paródia de "Smells Like a Teen Spirit" do Nirvana que fez a banda gargalhar histericamente com o vídeo. O Off the Deep End, de 1992, foi um grande retorno após o malfadado filme UHF, nos anos 80.

E o Polka da vez foi o Polka Your Eyes Out, que incluiu artistas como R.E.M., Metallica e Janet Jackson.


Billy Idol - "Cradle of Love"
Suzanne Vega - "Tom's Diner"
The B-52's - "Love Shack"
Technotronic - "Pump Up the Jam"
R.E.M. - "Losing My Religion"
EMF - "Unbelievable"
Bell Biv DeVoe - "Do Me!"
Metallica - "Enter Sandman"
Digital Underground - "The Humpty Dance"
Warrant - "Cherry Pie"
Janet Jackson - "Miss You Much"
Divinyls - "I Touch Myself"
Mötley Crüe - "Dr. Feelgood"
Vanilla Ice - "Ice Ice Baby"
"Weird Al" Yankovic - "Ear Booker Polka"

quarta-feira, 26 de junho de 2013

AMR - 2000's Jukebox 14

Artista: Janet Jackson (16/05/1966)
País de Origem: Estados Unidos da América
Hits: Diversos
Hit da Jukebox: "All For You" (2001, #1US - #3UK)



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Procuro resenhar aqui na Jukebox apenas artistas menos conhecidos, com menos prestígio. Porém, acabou abrindo exceções para alguns outros artistas fora destas condições. Desta vezes, escolhi um single da Janet Jackson, que é bem famosa, mas tem em seu espólio muitas coisas boas.

A carreira de Janet começou bem morna em meados dos anos 80. Nesta década, ela se destacou por participar de séries de tv, mas não deixou a música de lado por isso. No homônimo de 1982 (ano do lançamento do famigerado Thriller, de seu irmão mais famoso, Michael) Janet teve o auxílio de muitos produtores e cinco singles lançados. Porém o efeito foi fraquíssimo. Já em 1984 (ano de lançamento do álbum Victory, de seus irmãos The Jacksons), ela veio com Dream Street, que teve dentre seus produtores seu irmão Marlon Jackson e Giorgio Moroder. No primeiro single, "Don't Stand Another Chance", Michael Jackson contribuiu com vocais de fundo. Mas o resultado não foi tão diferente do anterior.

Dois anos depois, em 1986 (um ano antes do lançamento de Bad, do Michael), ela comete Control. Seu primeiro grande sucesso que a consolidou, tirando-lhe o rótulo de "irmã do famoso". Os produtores Jimmy Jam e Terry Lewis foram decisivos para o sucesso da nova empreitada (a dupla chegou a trabalhar com Michael nos anos 90).  A partir deste ponto Janet lançou vários singles e álbuns bem sucedidos — inclusive uma parceria com seu irmão em "Scream".


No álbum All For You, de 2001, o segundo single homônimo contou com samples da excelente "The Glow of Love", do grupo Change, que tinha como vocalista o falecido Luther Vandross. O que Janet, Jam e Lewis fizeram com este sample é algo que pouco acontece: honrar o trabalho no qual foi baseado, construindo por cima uma grande canção. "All For You" mantem o ritmo gostoso e se consolida-se como um bom single — apesar dos vocais de Janet não serem os mais espetaculares.

O single seguinte, "Someone to Call My Lover", também trabalha com samples, no caso com "Ventura Highway" da banda America. Porém o resultado obtido em "All For You" é bem superior.

Nos altos e baixos, dá pra dizer que Janet conseguiu se dissociar de seus irmãos e construir uma carreira sólida no meio da família Jackson, perdendo apenas para Michael em sucesso e popularidade. 

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Quick - Polka Medley! 3

O terceiro álbum do "Weird" não foi bem comercialmente. Mas ainda sim era recheado de bom humor, parodiando vários artistas como Talking Heads e James Brown. E, logicamente, não poderia faltar o doido medley que já é tradição: Polka Medley!

Neste medley, Yankovic novamente se utiliza dos hits da época seu álbum, Polka Party!, de 1986. Phil Collins e Peter Gabriel, Madonna, Janet Jackson... enfim. Aí está o "Polka Party!".


Peter Gabriel - "Sledgehammer"
Phil Collins - "Sussudio"
Eddie Murphy - "Party All the Time"
Lionel Richie - "Say You, Say Me"
Aretha Franklin - "Freeway of Love"
INXS - "What You Need"
The Rolling Stones - "Harlem Shuffle" (como "Harlem Polka")
Bananarama - "Venus"
Janet Jackson - "Nasty"
Falco - "Rock Me Amadeus"
Tears for Fears - "Shout"
Madonna - "Papa Don't Preach"
Weird Al" Yankovic - "Ear Booker Polka"

domingo, 21 de outubro de 2012

AMR - Losing You (Solange Knowles)

Análise: Último single da Solange Knowles, irmã da Beyoncé. Lançado agora no começo de Outubro.


Beyoncé + Vassoura = ...

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Obviamente e até inevitavelmente, quando vamos fazer de um artista que tem um irmão famoso ou mais sucedido, as comparações fazem-se obrigatórias. Afinal, o referencial mais próximo do dito artista é sua fatia mais famosa e talvez mais talentosa da família, do qual o mundo tem um conhecimento mais amplo - mesmo sem querer. Foi assim com Janet Jackson sendo comparada com seu irmão Michael, por exemplo. No caso da Janet, ela conseguiu se desvencilhar dos laços artísticos que a ligavam intrinsecamente com a música de seu irmão e mostrar originalidade e sucesso com as próprias pernas (acho que em ambos os sentidos, inclusive).

Dito isso, esperamos sem grandes surpresas comparações entre Solange e Beyoncé. Honestamente, eu sequer sabia que Solange tinha uma carreira. Sempre imaginei que seria algo do tipo as carreiras solo de Marlon, Randy e Jackie (três dos irmãos Jackson - ex-Jackson Five): simplesmente inexpressivas e esquecíveis. Você já ouviu falar de Kylie Minogue, mas já ouviu falar de Dannii Minogue?


Bem, pode ser surpreendente, mas Solange conseguiu fazer uma faixa muito interessante, coisa que sua irmã anda fazendo de temporada em temporada (mais especificamente desde Abril de 2011, com "Run the World (Girls)"). Com uma batida e clima muito bons, que em alguns pouquíssimos momentos me fizeram lembrar Janelle Monáe. Aliás, a voz de Solange é até que bem distinta da voz da sua irmã famosa - alguns esperariam algo semelhante, mas temos que lembrar que Michael e Jermaine Jackson tinham vozes bem diferentes.

Apesar de interessante e diferenciado, temos uma simplicidade em excesso. Coisa que combina com uma carreira reincidente (as duas tentativas de Solange em lançamento de álbuns, em 2003 e 2008, geraram menos de 400 mil cópias vendidas), mas que tem que ser ajustada sem falta conforme desenvolve-se. Um começo relativamente tímido, mas que pode mostrar um caminho promissor, e uma boa alternativa para quem cansou da carreira solo da Beyoncé.

domingo, 22 de julho de 2012

AMR - 70's Jukebox 12

Artista: America (1970 - presente)
País de Origem: Estados Unidos da América
Estilo: Rock, Soft Rock, Folk
Hits: "A Horse with No Name", "I Need You", "Ventura Highway", "Tin Man", "Sister Golden Hair", "You Can Do Magic"
Hit da Jukebox: "A Horse with No Name" (1972, #1US - #3UK)




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O America é uma banda de Rock formada por Gerry Beckley, Dewey Bunell e Dan Peek, no início dos anos 70 e com certeza é uma das melhores coisas saída de sua "safra" musical do Rock. Com alguns sucessos nas paradas e canções de qualidade, a banda acabou por adquirir um status cult em vez do estouro que algumas bandas surgidas na época alcançaram (como o Aerosmith, The Doobie Brothers e até outros projeto não tão roqueiros assim, como Electric Light Orchestra). Este título lhes conferem, por convenção, uma série de grandes canções, que apesar de beberem das águas do Pop, conseguem ser boas sem extrapolar nas firulas.

Durantes os anos 70 e meados dos anos 80, o America criou grandes peças musicais - em um número até anormal para um projeto chamado cult. Uma das mais famosas, "Ventura Highway", teve seu riff bem divulgado e conhecido nos anos 2000 graças a um sample feito pela Janet Jackson em seu single "Someone to Call My Lover", em 2001. Mas vamos falar sobre o primeiro single e primeiro grande hit da banda, "A Horse With No Name".


Escrita e interpretada por Dewey Bunnell em 1971, foi produzida por Ian Samwell, produtor que trabalhou com artistas como The Grateful Dead, Frank Zappa e John Mayall. Inicialmente a canção tinha o título de "Desert Song" e não havia sido lançada no álbum de estréia da banda, America - eles queria que a canção passasse uma sensação de calor, algo desértico e uma boa inspiração foi o fato de Bunnell ter viajado muito durante sua infância entre o Arizona e o Novo México. O intuito era que a canção fosse popular tanto na América do Norte quanto na Europa.

E a canção, com sua pegada Folk e narração contínua de fato nos passa esta sensação. O trabalho feito com o violão, tanto rítmico quanto solo, é realmente muito bom. Os vocais de Dewey combinaram muito bem com o projeto, sendo ele, em minha opinião, o melhor vocal da banda. E não foi só pela sua boa produção que a canção chamou a atenção.



A canção chegou a ser banida por certas rádios nos Estados Unidos por trazer uma suposta referência ao uso de drogas - mais especificamente: "horse" (cavalo) seria uma gíria para heroína. Fora que a canção foi criticada por ter uma letra simplista e banal. Existe até uma conversa de que a banda teria admitido, supostamente, que a canção foi concebida em meio ao consumo de Cannabis.

O America chegou até os anos 80 fazendo um sucesso moderado, mas nunca passou dessa linha. Seu último hit foi a canção "You Can Do Magic", de 1982.

domingo, 2 de janeiro de 2011

AMR - Whip My Hair (Willow)

Análise: Single de estréia da cantora mirim Willow. Lançada agora em Outubro, alcançou #11US.



Infância musical que não tem fim...

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Miley Cyrus, Justin Bieber, Demi Lovato, Selena Gomez. Há muita gente que admira os citados artistas, há muita gente que deteste os mesmos. Mas o que importa mesmo nestes quatro elementos é que eles são (ou foram) estrelas mirins. Digo foram porque alguns já não são mais criança (sobre o Bieber estou indeciso). Bem, não há nada de errado com estrelas mirins, o mundo viu várias delas e muitas desenvolveram um talento extraordinário. Michael Jackson começou com 5 anos de idade e se tornou simplesmente o maior astro da música Pop internacional da história. Sua irmã Janet Jackson, a cantora Nikka Costa, Beyoncé (que começou no Destiny's Child com mais ou menos 10 anos), Stevie Wonder, Christina Aguilera, Justin Timberlake, Britney Spears (estes dois últimos mostram que qualidade não é bem o quesito crucialmente exigido, mas...) e até mesmo a consagrada cantora Judy Garland. Todos conheceram os holofortes muito cedo.


O que vem após esta fase é um teste para o artista. Com os anos o talento (ou a falta de) vai aflorar e se tornar algo bom e proveitoso. Na nova leva de artistas menores de idade, temos a filha do ator e rapper Will Smith e da atriz Jada Pinkett, Willow Camille Reign Smith. A garota fez uma ponta no filme Eu Sou a Lenda e é irmã do Jaden Smith, o garoto que estrelou ao lado do pai o filme À Procura da Felicidade e estrelou com Jackie Chan o remake de The Karate Kid - fora que o rapazinho também é rapper!. Will Smith realmente não quer sustentar ninguém, tendo em vista que botou a prole toda para trabalhar...

Vamos ao que importa: o single "Whip My Hair" foi lançado sem nenhum álbum como suporte. Acredito que a ideia era fazer um teste e ver como um single lançado por uma garotinha de 9 anos filha de um grande astro do cinema se sairia. O resultado acabou sendo até que surpreendente, com um #11US, sendo Willow a artista mais nova a conseguir tal posto. Agora um álbum está sendo produzido para complementar o single.


Não consegui reparar se a voz da Willow é auxiliada por algo do tipo Auto Tune ou Pro Tools, mas caso não seja, a garotinha manda muito bem nos vocais. Tem o swing necessário para a coisa. A canção é aquela coisa: um clássico protótipo de Hip-Hop sem grandes pretensões e que em partes acaba sendo repetitivo demais. Onde digo "sem grande pretensões" podem ler "sem variações ou algo mais interessante/cativante". O que vale mesmo aqui é a curiosidade de ver uma artista deste tipo - mesmo que o mundo já esteja cansado de ver sempre a mesma coisa, sempre ver que uma criança é capaz de cantar, dançar, entreter sem grandes dificuldades.

Por falta do que fazer, poderiamos comparar Willow com Justin Bieber. O grande diferencial dentre os dois é que Bieber tem um apelo Pop muito maior, o que também aumenta sua taxação como descartável. Willow começou com este single meio que de maneira underground, mas que acabou subindo de uma maneira não muito previsível - tendo em vista que ela já nasceu como estrela sendo filha do Will Smith. Bieber sabe cantar e dança apenas como uma pessoa desinibida faz numa balada por exemplo, enquanto Willow apenas dança como uma criança engraçadinha bem direcionada. No final das contas ambos servem como produtos de um mercado que não pode ficar sem nada no mostruário: o de crianças fazendo arte (e a arte no caso não é amarrar a bombinha no rabo do gato ou atirar pedra na janela no vizinho). Só vai dar para fazer uma análise verdadeira e concreta quando estes dois forem mais velhos. E aí eu pergunto: você vai ter paciência de ouvir tudo o que eles vão produzir até lá?

Às vezes acho que a falta de um artista adulto com interesse e criatividade é gritante...

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

AMR - Window Seat (Erykah Badu)

Análise: Primeiro single do álbum New Amerykah Part Two (Return of the Ankh) da cantora Erykah Badu. Lançado em Fevereiro, alcançou #95US.


Erykahwho?

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Erykah Badu. Não, eu não estou bêbado em frente ao teclado tentando escrever um artigo sobre um single internacional lançado pela Maria Gadú. Este é mesmo o nome da figura. Badu é um misto de Soul, Funk, Jazz, Hip-Hop, R&B e o que mais vier pelo caminho. Na ativa desde 1996, Erykah conseguiu uma pontinha no mainstream graças a um vídeo controverso.

A estréia de Badu, o álbum Baduizm (#2US) e o single "On & On" (#12US-UK) chamaram um tanto a atenção, com o single proporcionando até mesmo um Grammy para a artista em 1998. Ela já se envolveu com rappers como André 3000 (com quem teve um filho) e Commom e participou do filme Irmãos Cara-de-Pau 2000. É, tirando o primeiro álbum, não há realmente muito o que contar sobre a moça... Afinal, juntamente com outro hit dela chamado "Bag Lady", percebemos o quanto sua discografia é homogênea demais - todas as músicas parecem ser uma continuação uma da outra ou feitas da mesma base.


Enfim, o single em questão, "Window Seat" não foge deste filão: é tão sem personalidade não dá pra destacar muita coisa. O estilo vocal de Badu lembra bastante Amy Winehouse e alguns traços lembram até alguns momentos mais amenos da Janet Jackson. Apesar de serem bons referenciais, isso acaba por denotar um pouco mais a pouca distinção de Erykah no meio musical.

Aliás, "Window Seat" acabou sendo seu segundo pior trabalho nas paradas, com um #95US, somente atrás de "Didn't Cha Know?", de 2000, com um #113US. E baseado nisso - talvez até pela própria Erykah estar prevendo - o vídeo-clipe deste trabalho vem com aquela proposta chocante de marketing para atrair a atenção e aumentar as vendas.


Nele, Badu anda por uma rua, tirando a roupa. Quando fica totalmente nua, ela está na mesma rua onde ocorreu o assassinato de John Kennedy. E o mais "chocante" (o entre aspas é pelo fato disso ser chocante apenas para os facilmente impressionáveis e influenciáveis) é que ela acaba sendo atingida por um tiro, cai no chão. Basicamente é isso. É mais ou menos a mesma coisa que você combinar um beijo lésbico com outras duas estrelas recentes ou pedir pra um cantorzinho de quinta tirar parte do seu decote no meio de um show. Ou seja, pura e simples perda de tempo.

Erykah Badu não é uma cantora que exatamente fez ou faz diferença na cena musical e também não vai ser desta vez. Mas quero deixar claro que se não é a melhor coisa do mundo, pelo menos consegue ser melhor - ou menos irritante - que muita coisa por aí. Ouça sem contra-indicações.

domingo, 30 de maio de 2010

AMR - Ride (Ciara)

Análise: Primeiro single do álbum Basic Instinct, da Ciara. Lançado agora em Abril pela LaFace (de Babyface), alcançou #79US.


Ela realmente gosta de se parecer com homens (Versão Vileiro)

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Ciara com certeza é um tipo de artista que dificilmente é lembrada quando o assunto é "as cantoras norte-americanas mais relevantes". Não que seu trabalho seja simplesmente inócuo. Acontece que ela faz parte de um gênero lotado, com uma concorrência acirrada. Para se destacar, aparecer (e parecer importante) realmente é preciso ser bom ou saber se promover.

Bem, dentre alguns de seus hits, estão "Goodies" (com Petey Pablo, em 2004 - #1US e #1UK), "Like You" (com seu ex-namorado Bow Wow - que apelido! - #3US e #19UK), "Get Up" (com Chamillionaire, em 2006 - #7US e #187UK), "Like a Boy" (seu primeiro exemplar travestido, em 2007 - #19US e #16UK) e a trágica (no sentido de ruim mesmo) "Love Sex Magic" (com Justin Timberlake, em 2009 - #10US e #5UK). Em minha opinião, o atual single, "Ride", é a sua canção mais relevante desde "Get Up". E não sei se dá pra dizer se houve melhora ou piora com relação a troca de Chamillionaire por Ludacris...


A canção foi produzida por Tricky Stewart (que tem em seu extenso currículo vários hits como "Me Against The Music" de Britney Spears e Madonna, 2003 - #35US e #2UK, "Umbrella" de Rihanna e Jay-Z, 2007 - #1US e #1UK, "Touch My Body" e "Obsessed" de Mariah Carey, 2008 [#1US e #5UK] e 2009 [#7US e #52UK], "Single Ladies" de Beyoncé, 2008 - #1US e #7UK, "Louboutins" de J-Lo, 2009, e a possível auto-referencial "Baby" de Justin Bieber, 2010 - #5US e #3UK). Também participa da produção o cantor The-Dream, que trabalha constantemente com Tricky e participou da produção de alguns hits citados acima.

Bem, olhando para a lista aí em cima, dá pra imaginar como poderia ser o novo single de Ciara. Vamos lá...

Primeiramente, parece que Ciara resolveu se redimir do desastre "Love Sex Magic". Afinal, ficar se esfregando com Justin Timberlake enquanto cantam não garante sucesso pra ninguém. Talvez se esfregar em Justin Timberlake enquanto APENAS ELA canta melhorasse a coisa em uns 90%. "Ride" não se sai nem com metade da pretensão de "Love Sex Magic" e possivelmente por isso é bem mais agradável.


Com uma grande semelhança com a canção "Rock With U" da Janet Jackson (que parece uma espécie de pré-Electro-Pop), acaba perdendo (por pouco) para a mesma, apesar da capacidade vocal das duas cantora ser muita parecida: ambas são um tanto fracas no quesito. Ao menos a canção da Janet remete à pista de dança - o foco principal das duas. Detalhe: Ciara participou do remix da canção "Feedback", da Janet e dá pra confundir os vocais.

Se tivessem substituído a parte do rap de Ludacris por uma gravação de narração de rodeio ou não teria feito diferença ou a canção teria tido um destaque a mais. Tenho que admitir que Chamillionaire - o filhote-de-cruz-credo e rascunho-do-mapa-do-inferno-de-ponta-cabeça - é bem menos irritante.


Resumindo: se Ciara quiser algo mais relevante, pode tentar fazer coisas inversas a "Love Sex Magic" e trabalhar com artistas inversamente proporcionais à Justin Timberlake. Se não é sucesso garantido ao menos não é constrangedor.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Especial - Miley Cyrus e o final de Hannah Montana

Eu vi esse texto no site Pollstar.com, que escreve artigos sobre música e é muito respeitado entre os executivos da indústria, e achei que fez justiça. Espero que gostem!


Ela é tudo isso (Ou pode ser)

Na sexta-feira (08/01/2010), O New York Post reportou que a descendente mais bem sucedida de Billy Ray Cyrus iria pendurar as chuteiras depois do término da atual temporada de Hannah Montana.

Adam Bonnett, vice presidente Sênior de Programação da Disney, disse ao Post que um episódio de março do programa é um especial que será um "grande evento de uma hora em que descobriremos qual será a decisão de Miley Stewart. É uma das coisas com as quais ela tem lutado por meses - se é hora de tomar a decisão de continuar a ser Hannah Montana ou ser somente uma garota comum."

Apesar de o movimento ser esperado há algum tempo, o mundo tornou-se um pouco mais obscuro para milhões de pré-adolescentes. Mas todos podemos concordar que a cantora e atriz merece uma chance para crescer além do programa que a fez estrela e continuar com uma longa e feliz carreira, certo?

Bem, nem todos desejam felicidade à sorridente Miley.

Vocês todos sabem que a cantora e estrela do Disney Channel só tem 17 anos, correto? Então, mesmo que ela esteja sob holofotes há vários anos e seja conhecida por bilhões de pessoas mundo afora, sua vida só está começando. Seu futuro estava gravado em pedra aos 17? Eu acho que não.

Sim, "Hannah Montana" é muito idiota. À nível de entretenimento, é algo entre "The Patty Duke Show" e "The Brady Bunch Variety Hour". E daí? É um programa escrito para pré-adolescentes televisionado exaustivamente no Disney Channel. É feito para ser idiota. Eu aposto meu próximo aumento que há um programa da sua juventude que você venera e que se encaixa na mesma categoria. (O meu é "Land Of The Lost", um programa absolutamente ridículo com as piores atuações já vistas numa tela de TV e efeitos especiais ainda piores. Mas ainda o guardo com carinho na minha memória.)

Que tal todos nós respirarmos fundo e darmos um passo para trás antes de irmos em frente? Olha aí, eu já me sinto melhor, e você?

Eu não acho sábio (e certamente não é justo) desclassificar Miley tão rapidamente. Muitas pessoas na indústria do entretenimento tem começos bem toscos no currículo.

Janet Jackson começou na incrivelmente desbalanceada sitcom dos anos 70, "Good Times", Fergie e Martika aprenderam a fazer o que fazem no deplorável "Kids Incorporated" e Alanis Morissette ganhou experiência no programa infantil canadense /favorito dos cults "You Can't Do That On Television". E essas são só as garotas.

O queridinho da crítica George Clooney tem passagens em "The Facts Of Life", "Golden Girls" e "Return of the Killer Tomatoes". E preciso lembrá-los que um grande favorito e nomeado ao Oscar, Johnny Depp, passou por "21 Jump Street" basicamente por ter um bom cabelo e ossos do rosto bem localizados?

A verdade é que, nenhum de nós - incluindo Miley - pode realmente saber o que ela acabará fazendo. Mesmo que esteja claro que ela tenha alguma habilidade como cantora/letrista ("Party In The USA" acabou, surpreendentemente, em várias listas de "Melhores Do Ano", no mês passado), a música pode não ser seu destino final.

Só pense : ela pode acabar como uma atriz vencedora de um Oscar. Coisas mais estranhas já aconteceram. Afinal, Helen Hunt começou afundando sua carreira com "The Swiss Family Robinson" e depois de interpretar uma adolescente precoce em "Gidget", Sally Field tinha o "hábito" de se meter em encrencas.

Então quer seu quarto esteja repleto de pôsteres do rosto sorridente de Miley, quer você quase bata seu carro toda vez que uma de suas músicas toque no rádio, dê a ela um tempo. Você pode ter uma boa surpresa com o que ouvir (ou ver) um dia desses.

PS: Algumas partes eu não joguei no post por simplesmente não acrescentarem nada.


Texto original : http://www.pollstar.com/blogs/news/archive/2010/01/11/704829.aspx

sábado, 21 de novembro de 2009

AMR - Make Me (Janet Jackson)

Análise: Novo single da Janet Jackson vindo do seu novo álbum Number Ones (Jackson²), coletânea de melhores canções de sua carreira. Single lançado apenas em formato digital em 22 de Setembro. Primeira música que a Janet lançou depois da morte de seu irmão Michael.


"Don’t stop it, baby! Don’t Stop ‘Til You Get Enough" (Jackson²)

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Inicialmente, havia um papo em rotação entre os fãs de Michael Jackson na internet de que a parte em que Janet canta "don’t stop ’til you get enough" (Jackson ²) era uma homenagem ao seu irmão e sua canção vencedora de um Grammy, "Don’t Stop ‘Til You Get Enough". Mas parece que Janet negou o fato numa entrevista para a TV. Bem, se é homenagem ou não, é passível de discussão, cada um pode interpretar como quer - e a interpretação de uma possível homenagem parece mais do que óbvia neste caso.

Sobre este novo trabalho de Janet... A canção é referenciada como "Nu Disco", o que quer que isso signifique. Tá bem, tá bem... na verdade isso seria uma espécie de reinvenção da Disco Music. Mas vamos lembrar que a Disco Music não acabou à toa. Era um tipo de música boa e divertida, mas descartável como muita coisa do Pop atual. E claro que dificilmente alguém vai criar algo inovador ou relevante neste estilo. E como não podemos esperar inovações, nos resta aguardar apenas coisas de qualidade para ouvir e nos divertir. E Janet acabou conseguiu um resultado louvavelmente razoável!


Com uma batida interessante criada pelo Dark Child (Rodney Jerkins), de fato "Make Me" não foi feita para estourar no topo das principais paradas do mundo nem para receber múltiplas indicações ao Grammy. Sua despretensão de ser algo grandioso possivelmente é seu maior atrativo. A voz de Janet não está nada diferente do que costuma ser - uma voz mais frágil (principalmente se comparada com seu irmão) e que realmente não tem um grande destaque, mas que serve aos seus propósitos musicais. O clipe da canção é uma mistura de "Rhythm Nation" (de 1989, #2US) com "Scream" (de 1995, #3UK e #5US, dueto com seu irmão Michael para o álbum duplo HIStory [Jackson²]), com uma fotografia bonita e Janet em forma.

E inclusive um fato bem legal que acredito que tenha passado despercebido: parte da música sampleia (além da “homenagem [Jackson ²]) a canção "Disco Night" do grupo GQ, que fez sucesso com essa canção nos anos 70, a era da Disco Music (mais uma vez referência à Disco Music presente).


Michael Jackson agora está morto. Vamos ver o que pode sair do que ficou do seu reinado do Pop com seus suditos. E Janet é mais um deles…


PS: A quem possa interessar, aqui está um vídeo da canção sampleada "Disco Night", do GQ, de 1979 (#12US).

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Especial - VMA 2009 - Parte 1


Homenagem de Jackson pra Jackson

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Bem, tivemos recentemente mais um VMA (não que isso seja algo ruim, principalmente se comparado com aquele circo feito aqui no Brasil, chamado VMB – Vídeo, Música e Bananas?). Agora, o que realmente muda, difere um pouco as coisas, é a ausência de um dos artistas mais importantes (se não o mais) da história da música e da própria MTV: Michael Jackson.

Tristemente o mundo perdeu o mentor/padrinho musical de muitos, um artista completo, um talento puro, nato e, acima de tudo, um grande ser humano. É impossível negar a força e influência de seu legado musical que vem desde os tempos de sua “boy band”, o Jackson Five, passando pela fase adulta do grupo, o amadurecimento de Michael, Thriller e todas suas revoluções musicais posteriores.

Então, no dia 25 de Junho (dia em que eu estava na central administrativa do meu trabalho, fazendo um fatídico curso de aplicação de injetáveis) esta estrela na Terra foi para o Céu. Visto isto, é mais do que óbvio que a MTV serviu de recipiente para uma homenagem ao homem, o artista, o mito, Michael Jackson!

Primeiro a coisa começou com um pronunciamento da Madonna, bem articulado e emocionado. Nunca imaginei Madonna articulando pensamentos daquela maneira.
Depois começa o tributo. A música e o vídeo clipe de "Thriller" aparecem num telão enorme com efeitos novos e dançarinos vestidos com vários tipos de roupas que Michael usou durante sua carreira (tanto dentro, quanto fora dos palcos). Bem, os dançarinos foram esforçados e conseguiram manter a sincronia com o que estava na tela a maior parte do tempo. Mas não dá pra se livrar daquela sensação de comida requentada vendo mini caricaturas do Michael tentando fazer o que ele fazia (o que vale é a intenção).

O medley tocado consistiu em "Thriller", "Bad", "Smooth Criminal" e "Scream". Aliás, coitado do dançarino da ponta central, que não conseguiu enganchar os sapatos direito (ou simplesmente não teve força) na hora da inclinação de "Smooth Criminal", enfim…



Então começa "Scream". Dançarinos e dançarinos. De repente a música pára, sobem uns enfeites esquisitos do palco bem ao clima do vídeo e Janet Jackson sai cantando e dançando. É, Janet herdou bem o profissionalismo de seu irmão. E chegou a parte mais curiosa. O momento em que a música pára, Janet susurra e então a explosão corporal acontece. Mas aí então a surpresa: no telão, apenas Michael dançando. Janet foi apagada digitalmente do vídeo. A câmera mostra bem no ângulo Michael de um lado no vídeo e Janet do outro ao vivo. Uma cena emocionante.

Ao fim da performance, Janet parece agradecer aos céus (para seu irmão, mais precisamente) e adota uma postura rígida, com uma cara que definia-se como um misto de tristeza e raiva. Seu irmão está morto.

Talvez esta homenagem tenha conseguido representar um pouco da importância deste músico na história da música (apesar do curto tempo) e pode ser colocado como a homenagem definitiva neste tipo de linguagem.

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Gaga…

Lady Gaga… a mistura de Michael Jackson, Freddie Mercury e Cher! Perfeito! ou quase…
Pra quem nunca viu uma apresentação da Gaga (este nome artístico soa como uma péssima homenagem ao Queen), esta foi uma bem abrangente…

Gaga começou os trabalhos com uma versão lenta de “Poker Face” acapella, mas só uma primeira parte do refrão. Depois prossegue com “Paparazzi“. Ela e os dançarinos todos vestidos com roupas brancas esquisitas.

Os pontos interessantes foram a parte em que dançarinos estão em cadeiras de rodas e muletas, a em que Gaga “senta-se” ao piano (ela na verdade senta a perna no piano enquanto toca), o momento em que começa a sangrar (talvez uma injeção de Depo-Provera resolvesse o problema, mas acho que ela quis assim mesmo). E por último, seu enforcamento simulado (que se era pra chocar, não deu certo, mas que foi inventivo, foi). Gaga lembra muito Freddie Mercury em seu talento instrumental (domina o piano como pouquíssimos) e por sua presença de palco. Lembra Jackson por se vestir do jeito que bem entende (no caso aqui cabe mais interpretação/dedicação musical integral, mas…) e Cher, bem, acho que não preciso dizer…



Foi uma performance bem interessante para uma nova artista bem interessante… Ela conseguiu ofuscar Kate Perry e colocar interrogações na disputa de Lily Allen e Amy Winehouse sobre qual poderia ser a mulher do ano (Lily ganhou, mas bem que isso poderia correr o risco de ser revogado).


A pergunta que faço é: Quais são os critérios para eleger uma “Mulher do Ano”?

Bem, não interessa, “Just Dance”…