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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

AMR - 70's Jukebox 15

Artista: Tony Orlando and Dawn (1970 - 1977)
País de Origem: Estados Unidos da América
Estilo: Pop
Hits: "Knock Three Times", "Tie a Yellow Ribbon Round the Ole Oak Tree", "He Don't Love You (Like I Love You)"
Hit da Jukebox: "Tie a Yellow Ribbon Round the Ole Oak Tree" (1973, #1US - #1UK)



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É... não é uma banda que se ouve muito por aí. Obviamente falando sobre tempos atuais. Foi relativamente popular no seu país de origem, com alguns topos da Billboard e também na Inglaterra, mas pelo que ouvi, apenas o single aqui dissecado se justifica. Um grupo que fez sucesso moderado, deixou sua marca e acabou perdendo a relevância, mas deixando boas lembranças.

Tony Orlando (Michael Anthony Orlando Cassavitis, 03/04/1944) nasceu em Nova Iorque e iniciou carreira musical em 1961, no grupo The Five Gents. Tempos depois disso atual na parte gerencial da Columbia Records, mas acabou retornando para a linha de fogo do mundo da música quando gravou uma demo da canção "Candida" com as cantoras Toni Wine e Linda November. O projeto acabou sendo intitulado Dawn, posteriormente Dawn Featuring Tony Orlando e, finalmente, em 1973, Tony Orlando and Dawn.



Em Fevereiro de 1973, o grupo lançou seu mais bem sucedido single, com o quilométrico título "Tie a Yellow Ribbon Round the Ole Oak Tree". Com uma letra falando sobre a persistência do amor e com uma melodia leve e agradável, eles conseguiram primeiro lugar nas paradas dos EUA e Inglaterra em Abril daquele ano. Na produção, tiveram o reforço de Hank Medress (que já trabalhou com a cantora Melissa Manchester) e Dave Appell (que trabalhou com Chubby Checker). A letra foi escrita por Irwin Levine (que escreveu outras canções para o grupo) e L. Russell Brown (que também teve outras colaborações com o grupo).

Com um toque saudoso dos anos 60 misturado ao frescor dos correntes anos 70, Tony Orlando e o Dawn fizeram uma canções agradável com uma letra bonita. Este é um conceito um tanto quanto difícil de ser achado e alcançado. Especialmente nos dias de hoje. O grupo acabou ficando estacionado e posteriormente se desfez. Mas compensou o mundo, passando pelo crivo da música, cravando no muro dos clássicos sua pequena pérola.

domingo, 22 de julho de 2012

AMR - 70's Jukebox 12

Artista: America (1970 - presente)
País de Origem: Estados Unidos da América
Estilo: Rock, Soft Rock, Folk
Hits: "A Horse with No Name", "I Need You", "Ventura Highway", "Tin Man", "Sister Golden Hair", "You Can Do Magic"
Hit da Jukebox: "A Horse with No Name" (1972, #1US - #3UK)




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O America é uma banda de Rock formada por Gerry Beckley, Dewey Bunell e Dan Peek, no início dos anos 70 e com certeza é uma das melhores coisas saída de sua "safra" musical do Rock. Com alguns sucessos nas paradas e canções de qualidade, a banda acabou por adquirir um status cult em vez do estouro que algumas bandas surgidas na época alcançaram (como o Aerosmith, The Doobie Brothers e até outros projeto não tão roqueiros assim, como Electric Light Orchestra). Este título lhes conferem, por convenção, uma série de grandes canções, que apesar de beberem das águas do Pop, conseguem ser boas sem extrapolar nas firulas.

Durantes os anos 70 e meados dos anos 80, o America criou grandes peças musicais - em um número até anormal para um projeto chamado cult. Uma das mais famosas, "Ventura Highway", teve seu riff bem divulgado e conhecido nos anos 2000 graças a um sample feito pela Janet Jackson em seu single "Someone to Call My Lover", em 2001. Mas vamos falar sobre o primeiro single e primeiro grande hit da banda, "A Horse With No Name".


Escrita e interpretada por Dewey Bunnell em 1971, foi produzida por Ian Samwell, produtor que trabalhou com artistas como The Grateful Dead, Frank Zappa e John Mayall. Inicialmente a canção tinha o título de "Desert Song" e não havia sido lançada no álbum de estréia da banda, America - eles queria que a canção passasse uma sensação de calor, algo desértico e uma boa inspiração foi o fato de Bunnell ter viajado muito durante sua infância entre o Arizona e o Novo México. O intuito era que a canção fosse popular tanto na América do Norte quanto na Europa.

E a canção, com sua pegada Folk e narração contínua de fato nos passa esta sensação. O trabalho feito com o violão, tanto rítmico quanto solo, é realmente muito bom. Os vocais de Dewey combinaram muito bem com o projeto, sendo ele, em minha opinião, o melhor vocal da banda. E não foi só pela sua boa produção que a canção chamou a atenção.



A canção chegou a ser banida por certas rádios nos Estados Unidos por trazer uma suposta referência ao uso de drogas - mais especificamente: "horse" (cavalo) seria uma gíria para heroína. Fora que a canção foi criticada por ter uma letra simplista e banal. Existe até uma conversa de que a banda teria admitido, supostamente, que a canção foi concebida em meio ao consumo de Cannabis.

O America chegou até os anos 80 fazendo um sucesso moderado, mas nunca passou dessa linha. Seu último hit foi a canção "You Can Do Magic", de 1982.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

AMR - If It Wasn't For Bad (Elton John & Leon Russell)

Análise: Canção tirada do álbum The Union, feito da parceria entre Elton John e Leon Russell, agora em 2010. Indicado ao Grammy de Melhor Colaboração Pop com Vocais.


Ho-ho-ho!

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Bem, primeiramente, vamos falar sobre a figura de aparência mitológica e de barba polpuda e abundante chamada Leon Russell. O músico é mais conhecido por seu trabalho como músico de estúdio para vários artistas como Willie Nelson, Ringo Starr, George Harrison, Frank Sinatra, Rolling Stones, Eric Clapton, Jerry Lee Lewis, Bob Dylan, entre vários e vários outros. Russell inclusive integrou uma equipe de músicos comandada por Phil Spector (lendário produtor que deu uma força para os perdidos Beatles do álbum "Let It Be", criador da técnica de produção musical conhecida como Wall of Sound - detestada até a morte e com razão po Paul McCartney pelo seu uso na canção "Let It Be" e atualmente preso, condenado a 19 anos de prisão pelo homicídio da atriz Lana Clarkson, em 2007). Além de tocar e cantar, tornou-se um proeminente compositor. Seus maiores sucessos, até o lançamento do álbum The Union foram o álbum Carney e dele o single "Tight Rope" (#2US e #11US, respectivamente).


Já Elton John simplesmente dispensa qualquer apresentação. Porém, baseado nesta ocasião, tenho que fazer um comentário: Elton John (cujo verdadeiro nome é Reginald Kenneth Dwight) é um artista ativo (ou passivo, sei lá) desde meados dos anos 60 e, geralmente, artistas com esta longevidade artística demonstram ou cansaço ou um esgotamento de sua veia artística e poética, o popular "já deu o que tinha que dar". Porém, Elton, assim como Stevie Wonder com seu último álbum de estúdio, A Time to Love, de 2005, mostrou que apesar de não produzir mais grandes singles para figurar nas principais paradas, ainda tem o que dizer e tocar. E até mesmo no quesito Pop, Elton conseguiu colocar nas paradas grandes hits em 4 décadas diferentes. Feito realizado por poucos artistas como Michael Jackson e Bee Gees.


A colaboração entre estes dois pianistas (que poderia ser chamada de "Elton John encontra Papai Noel" ou "A Criação de Adão") é sintetizada por uma citação recente de Elton John a respeito deste projeto: "Eu não tenho mais que gravar canções Pop". Ou seja, Elton já fez o que tinha que fazer neste campo e agora procura uma vertente mais conceitual, mais artística. Geralmente transições deste tipo fazer o artista se perder e perder uma identidade, mas acredito que Elton, por sua competência como músico, tenha capacidade de transcender sem problemas. O difícil mesmo de ser sair do conceitual para o Pop (desastradamente tentado pela banda de Rock Progressivo Gentle Giant - o que acabou com sua carreira - mas feito com sucesso pela também banda de Rock Progressivo Genesis, do agora aposentado Phil Collins).


De fato pouca coisa Pop se encontra em "If It Wasn't For Bad", mas isso não significa que seja uma peça chata de uma máquina de conceitos para pseudo-intelectuais, como muitos gostam de tachar projetos do tipo. Fãs de Elton com certeza aprovaram esta canção e os fãs de Leon também podem se deleitar do projeto. Do nada me lembrei de uma canção do Elton, de 1970, vinda do seu segundo álbum, Elton John - "The King Must Die" também tá longe de ser Pop é pode ser igualmente admirada.

Fãs de Elton John, Leon Russell, Stevie Wonder e vários outros artistas, um recado: eles podem não estar mais em evidência como antes, mas com certeza ainda estão ali, e este pouco destaque na mídia atual só os deixam com um gosto especial, um plus chamado exclusividade. Fica a dica.


Apresentação ao-vivo:

quarta-feira, 21 de julho de 2010

AMR - 70's Jukebox 8


Artista: Shocking Blue (1967 - 1974 [reunião para shows em 1985])
País de Origem: Países Baixos
Estilo: Rock
Hits: "Venus", "Send Me A Postcard", "Never Marry A Railroad Man"
Hit da Jukebox: "Never Marry A Railroad Man" (1970)


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Depois de se tornar a primeira banda vinda dos Países Baixos a colocar uma canção no topo das paradas dos Estados Unidos, O Shocking Blue continuou tocando e gravando até 1974 - com breves reuniões após seu fim. A banda se tornou muito bem sucedida, com vendas aproximadas de 13 milhões de cópias. Nada mal para uma banda de um país musicalmente pouco promissor!

Mas a criatividade deste quarteto não ficou restrita simplesmente no primeiro single de sucesso, "Venus". O grupo lançou muitos singles (muitos singles mesmo!), mas poucos chamaram a atenção geral, mas do lado do Magnus Opus da banda, temos "Never Marry A Railroad Man", uma canção um tanto diferenciada.


A música é divertida. Parece um Folk convertido para o Rock do início dos anos 70. Fora o solado bem legal, cortesia do guitarrista Robbie van Leeuwen - que sabe até mesmo tocar sitar!. Mariska Veres (falecida em 2006, vítima de câncer) é uma ótima vocalista (fora que ela também sabe tocar instrumentos de teclas) e substituiu bem Fred de Wilde, antigo vocal da banda. E a letra possivelmente desagradaria aos ferroviários e pessoal que trabalha por aí, viajando: "nunca se case com um ferroviário". Afinal, quando ele teria tempo pra você?

É uma pena que no final das contas, a reunião da banda nos anos 80 tenha sido tão curta (maldito Bananarama!), pois seria legal ver como uma banda como esta adaptaria seu som para a controversa década de 80.

Lembre-se: Nunca se case com um ferroviário...