Mostrando postagens com marcador Rock Progressivo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rock Progressivo. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 2 de maio de 2011

AMR - If It Wasn't For Bad (Elton John & Leon Russell)

Análise: Canção tirada do álbum The Union, feito da parceria entre Elton John e Leon Russell, agora em 2010. Indicado ao Grammy de Melhor Colaboração Pop com Vocais.


Ho-ho-ho!

——————————————

Bem, primeiramente, vamos falar sobre a figura de aparência mitológica e de barba polpuda e abundante chamada Leon Russell. O músico é mais conhecido por seu trabalho como músico de estúdio para vários artistas como Willie Nelson, Ringo Starr, George Harrison, Frank Sinatra, Rolling Stones, Eric Clapton, Jerry Lee Lewis, Bob Dylan, entre vários e vários outros. Russell inclusive integrou uma equipe de músicos comandada por Phil Spector (lendário produtor que deu uma força para os perdidos Beatles do álbum "Let It Be", criador da técnica de produção musical conhecida como Wall of Sound - detestada até a morte e com razão po Paul McCartney pelo seu uso na canção "Let It Be" e atualmente preso, condenado a 19 anos de prisão pelo homicídio da atriz Lana Clarkson, em 2007). Além de tocar e cantar, tornou-se um proeminente compositor. Seus maiores sucessos, até o lançamento do álbum The Union foram o álbum Carney e dele o single "Tight Rope" (#2US e #11US, respectivamente).


Já Elton John simplesmente dispensa qualquer apresentação. Porém, baseado nesta ocasião, tenho que fazer um comentário: Elton John (cujo verdadeiro nome é Reginald Kenneth Dwight) é um artista ativo (ou passivo, sei lá) desde meados dos anos 60 e, geralmente, artistas com esta longevidade artística demonstram ou cansaço ou um esgotamento de sua veia artística e poética, o popular "já deu o que tinha que dar". Porém, Elton, assim como Stevie Wonder com seu último álbum de estúdio, A Time to Love, de 2005, mostrou que apesar de não produzir mais grandes singles para figurar nas principais paradas, ainda tem o que dizer e tocar. E até mesmo no quesito Pop, Elton conseguiu colocar nas paradas grandes hits em 4 décadas diferentes. Feito realizado por poucos artistas como Michael Jackson e Bee Gees.


A colaboração entre estes dois pianistas (que poderia ser chamada de "Elton John encontra Papai Noel" ou "A Criação de Adão") é sintetizada por uma citação recente de Elton John a respeito deste projeto: "Eu não tenho mais que gravar canções Pop". Ou seja, Elton já fez o que tinha que fazer neste campo e agora procura uma vertente mais conceitual, mais artística. Geralmente transições deste tipo fazer o artista se perder e perder uma identidade, mas acredito que Elton, por sua competência como músico, tenha capacidade de transcender sem problemas. O difícil mesmo de ser sair do conceitual para o Pop (desastradamente tentado pela banda de Rock Progressivo Gentle Giant - o que acabou com sua carreira - mas feito com sucesso pela também banda de Rock Progressivo Genesis, do agora aposentado Phil Collins).


De fato pouca coisa Pop se encontra em "If It Wasn't For Bad", mas isso não significa que seja uma peça chata de uma máquina de conceitos para pseudo-intelectuais, como muitos gostam de tachar projetos do tipo. Fãs de Elton com certeza aprovaram esta canção e os fãs de Leon também podem se deleitar do projeto. Do nada me lembrei de uma canção do Elton, de 1970, vinda do seu segundo álbum, Elton John - "The King Must Die" também tá longe de ser Pop é pode ser igualmente admirada.

Fãs de Elton John, Leon Russell, Stevie Wonder e vários outros artistas, um recado: eles podem não estar mais em evidência como antes, mas com certeza ainda estão ali, e este pouco destaque na mídia atual só os deixam com um gosto especial, um plus chamado exclusividade. Fica a dica.


Apresentação ao-vivo:

terça-feira, 15 de junho de 2010

AMR - The Flood (Katie Melua)

Análise: Primeiro single do álbum The House, da cantora Katie Melua. Lançado agora em Maio, alcançou #35UK.


A direção de arte devia ensinar sincronia para o pessoal acima...

———————————————–

Momento undergroud: single de um álbum que está em primeiro lugar nas paradas da Polônia e Suíça. Bem, ao menos não está mal na Inglaterra (#4UK). Agora, quem é Katie Melua?

Ela nasceu na cidade de Geórgia, no país de Cáucaso, na Europa Ocidental (entre o mar Negro e o mar Cáspio). Provavelmente este deve ser o berço de ouro de todas as bandas underground do planeta - Júlio Verne deveria ter incluído Geórgia em Viagem Ao Centro da Terra como aquela entrada para o mundo interno. No final das contas, Ketevan Melua, 25 anos, acabou indo para a Inglaterra e se naturalizando - e adotando Katie como nome artístico.


Bem, apesar de Katie a princípio não parecer lá muito conhecida, ela é reconhecida como a artista de maior vendagem na Inglaterra e Europa. Talvez isso explica ela ser uma das pessoas mais ricas lá da terra da rainha (apesar de a Crise Econômica Mundial tê-la feito perder quase metade de sua fortuna - uns £18 milhões). Não é só de Spice Girls, Robbie Williams e Westlife que o provo britânico gosta (Pop + Pop = porra, mais Pop?): a mistura Indie com Neo-Blues desfilada na carreira de Melua deve agradar muito e também servir como ótima trilha-sonora para o tradicional chá da tarde.

E é esse o clima de "The Flood": um clima calmo, ameno, bem característico em seus trabalhos. Temos até algo meio épico, parecendo trilha de filmes que se passa em tempos antigos. O trabalho de William Orbit (o mesmo que já trabalhou com Madonna e P!nk, aqui em um campo bem diferente do normal) nesta faixa foi algo, digamos, muito simples e muito complexo ao mesmo tempo. Melua tem realmente uma voz bonita e aproveitável.


A canção, aliás, tem sido rotulada - equivocadamente, em minha opinião - como Rock Progressivo. Isso se deve ao fato de haver uma abrupta mudança de tempo na canção, somada ao clima ameno. Muito possivelmente as referências para essa afirmação vem de trabalhos de bandas como o Pink Floyd, que na verdade deveria ser mais referenciada como Space Rock (canções tranquilas, que nos remete a um clima de total paz). As pessoas fazem uma associação errada entre os dois estilos. Enfim, não dá pra dizer exatamente que Katie Melua é uma artista de Rock Progressivo (que vem acoplado ao Space Rock) só porque teve em seu trabalho algumas centelhas do mesmo. Ao menos uma coisa Katie Melua tem em comum com o pessoa do Rock Progressivo: a utilização da música como meio de construir algo de valor verdadeiramente artístico.

No geral, é um tanto mais agressiva e atual que sua própria "9 Million Bicycles". E fazendo uma comparação mais profunda entre as duas, uma bela evolução. Melua parece uma versão mais descolada de Norah Jones e isso certamente é um elogio.