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quinta-feira, 1 de agosto de 2013

AMR - Treasure (Bruno Mars)

Análise: Terceiro single do álbum Unorthodox Jukebox, do Bruno Mars. Lançado em Junho de 2013, alcançou #5US e #12UK.


Oldie but goldie?

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Ultimamente parece que virou moda artistas atuais trabalharem em revivais musicais em suas carreiras. Seja por pura afinidade, por alguma homenagem aos bons tempos, ou simplesmente um experimento inusitado, alguns artistas estão querendo voltar aos tempos da Disco Music. Tá bem, tá bem... não são muitos. O Daft Punk lançou "Get Lucky", que inclusive teve a participação de um dos maiores representantes do estilo: Nile Rodgers, do Chic.

E como Mars já estava nos remetendo ao Michael Jackson do final dos anos 70, época do álbum Off The Wall, nada mais natural que uma referência, homenagem ou demostração de afinidade com estilos e artistas que o precederam. Pagar tributo ou "sentar nos ombros do gigante". De qualquer forma, o resultado parece ser bom.


"Treasure" pode ser definido, especialmente quando se trata da parte visual da coisa (vídeo-clipe) como uma mistura de Kool and The Gang com Michael Jackson. O visual dos anos 70 que permeia o clipe somado ao filtro usado para simular uma gravação antiga realmente leva as coisas aos velhos tempos. A canção é divertida, embora em alguns momentos soe mais como anos 80 do que os anos 70. A propósito, poderia fazer parte da trilha sonora do GTA Vice City numa boa...

Para quem gosta dos tempos que Tony Manero andava por aí carregando um balde ao som de "Staying Alive" ou dos tempos que Barry White arrepiava com sua voz grave, este single é uma opção interessante para o saudosismo. Especialmente quando não se gosta nada do que se ouve por aí hoje em dia...


domingo, 3 de fevereiro de 2013

AMR - Locked Out of Heaven (Bruno Mars)

Análise: Primeiro single do álbum Unorthodox Jukebox, do Bruno Mars. Lançado em Outubro de 2012, alcançou #1US e #2UK.




A chave no paraíso, não?


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Mars se introduziu no grande meio musical sendo uma espécie de porta-voz num estilo onde voz não é o forte. Sua participação, sendo a parte cantada (verdadeiramente cantada, vamos deixar claro) nas canções de Travie McCoy e B.o.B, foi o seu cartão de visitas para o mainstream. E isso, logicamente, lhe rendeu a possibilidade de trabalhar seu potencial em carreira solo.

Acho que canções como "Just The Way You Are", "Grenade" e "The Lazy Song" dispensam apresentações. Tirando a média, estes trabalhos de Bruno Mars transitam entre o dispensável, o mediano e o bom. O que dá a Mars ao menos o ônus da dúvida - caso que eu considero bem relevante, positivamente falando, nos tempos que enfrentamos. E, inevitavelmente, teríamos um novo álbum e um novo carro-chefe, após o sucesso que Mars obteve.



No novo single, temos algo diferente. Bom, mudanças! Porém já podemos sacar coisas não muito agradáveis. Uma certa falta de criatividade, uma vez que a canção lembra um pouco "Roxanne" do The Police (e eu senti uma pontinha de "The Glamorous Life" da Sheila E nesta receita). Críticos também citaram "Talking in Your Sleep", do The Romantics. E como eu costumo dizer, isso dilui o mérito que, ao meu ver, é dividido em pelo menos três.

Isso significa que Bruno Mars está tentando fazer um revival dos anos 80 ou tentando pegar carona nele? É até possível, porém ele (ou a porra de produtores que se revezaram para realizar este trabalho, dentre eles, Mark Ronson) conseguiu passar um camada de verniz atual, que não deixa a canção tão datada. "The Lazy Song" é bem pior do que isso, mas o fato é que não ouço nada bom dele desde "Grenade" ou "Nothin' On You".

Aliás, os anos 80 parecem estar tão enraizados no sujeito que ele está até parecido com um grande ídolo mundial...

Se não se convenceu, assista ao vídeo abaixo...

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Especial - 54ª Edição do Grammy

Nesta edição do Grammy, tivemos um fato marcante: a morte de Whitney Houston. Esta infeliz tragédia no mundo da música foi abordada durante a cerimônia por vários artistas. Uma noite triste, de uma certa maneira. Mas o show tem que continuar...


Gravação do Ano (Record of The Year)


"Rolling in the Deep" da Adele




O hit single da Adele realmente dominou as paradas musicais pelo mundo. Conseguiu um grande destaque entre singles de gente como Rihanna, Pitbull, Katy Perry e LMFAO. E o melhor é que foi um destaque com nível técnico superior a todos eles - talvez com um empate com a Perry na qualidade vocal, mas de resto não existem comparações. "Rolling in The Deep" foi grandiosa em sua simplicidade.

Outros indicados da categoria

"Firework" da Katy Perry


Katy queria provar para o mundo que seu sucesso inicial com o álbum One of The Boys (2008) não foi pura sorte de iniciante. O baque de "I Kissed a Girl", a divertida "Hot n Cold" e a pretensiosa "Thinking of You" foram sua chave de entrada para o business. Certo, Perry provou que não era apenas uma sortuda. Teenage Dream com "California Gurls", "Teenage Dream", "Firework" e "Last Friday Night (T.G.I.F.)" mostram algo muito promissor de Perry, significando que ela pode sim ser de fato muito relevante, mas todo o cuidado é pouco, pois ela precisa de reinventar ou vai ficar obsoleta...

"Grenade" de Bruno Mars


Mars começou tudo como papagaio de pirata: no ombro dos outros. Com suas participações em "Nothin' On You" do B.O.B. e "Billionaire" do Travie McCoy, ele conseguiu uma grande projeção - não que os dois citados artistas fossem grande estrelas, mas Mars deu muita sorte de ter participado de duas canções que caíram no gosto geral em tempos tão curtos. Daí para frente foi só questão de tempo até projetos pessoais aparecerem e o primeiro álbum (Doo-Wops & Hooligans). E digo que ficou abaixo do esperado. Dentre os vários singles ("Just The Way You Are", a chata e de fato preguiçosa "The Lazy Song" e até o que não foi single como "Talking to The Moon"), o que dá pra dar de fato um destaque é "Grenade". Tá longe de ser o melhor que um artista pode fazer, mas dadas as circunstâncias, é o magnum opus do rapaz até o momento.

"The Cave" do Mumford & Sons


E os interessantes Mumford & Sons voltaram ao Grammy para tentar mais uma vez a estatueta. E ficaram só na tentativa. A criativa banda com seu vocalista cuja voz soa igualzinha à voz do Michael Stipe do R.E.M. é uma opção de alternativo bem interessante para quem gosta de coisas diferentes (vide "Little Lion Man"), mas no caso de "The Cave" soaram repetitivos e nada inovadores. Foi uma espécie de "não mexer no time que está ganhando". Mas nem por isso significa que seja algo ruim, nada disso.

"Holocene" do Bon Iver


Sim. Eu também me perguntei o que diabos era isso. O Grammy também é cultura (mesmo nos dias de hoje), trazendo também bandas desconhecidas. O Bon Iver é uma banda Indie e Folk criada em 2006 e com dois álbuns na bagagem. E com "Holocene" mereceram esta indicação. Porém o principal problema da canção é justamente o fato de trazer a fundo a raiz da banda. A canção é underground demais, apesar do clima ameno e agradável. Acredito que tenha servido como objeto de curiosidade exatamente como o Mumford & Sons serviu ano passado...

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Álbum do Ano (Album of The Year)

21 da Adele



Com certeza, dentre todos os álbuns, 21 era o que merecia vencer - e foi o que de fato aconteceu. Os três primeiros singles "Rolling in the Deep", "Someone Like You" e "Set Fire to the Rain" mostram o quão promissor é o futuro musical de Adele. E sua voz, o principal, fala tudo - ou melhor, canta tudo. Estatueta merecida.

Outros indicados da categoria

Doo-Wops & Hooligans do Bruno Mars


As canções citadas anteriormente mostram que o álbum, de uma certa maneira, foi realmente bem construído. A voz de Mars é boa, acima da média e o balanço geral até se mostra favorável para Mars. Porém ele mais parece aquele tipo de artista que você espera algo realmente arrebatador lá pelo segundo ou terceiro álbum, isso se ele não acabar sumindo misteriosamente por razões estranhas como entregar-se a algum tipo de religião bisonha ou bater em alguma mulher...

Loud da Rihanna


Basicamente, este álbum só merecia de fato alguma indicação positiva ou destaque devido ao single "Only Girl (In the World)". Sério. "What's My Name?" e "S&M" são a maior encheção de linguiça do álbum, e uma das maiores da carreira dela, que já está se tornando longa o suficiente para referências retrógradas. Rihanna sabe o que é andar de montanha russa, pois sua carreira é um sobe e desce no quesito coerência e qualidade musical.

Wasting Light do Foo Fighters


Bem, por mais que o Foo Fighters seja bem divertido em certos momentos, fica meio óbvio que não iriam ganhar o prêmio. Primeiro porque a competição com o mundo Pop e com Adele era forte demais. Segundo porque, bem, tenho a impressão de que cada vez se ouve menos Rock hoje em dia. Tive medo de anunciarem o álbum Wasting Light como sendo do Nirvana. Medo. O single "Rope" é um ótimo exemplar do Rock do Foo Fighters, apesar de não apresentar nada de novo. Enfim, eles ainda são divertidos...

Born This Way da Lady Gaga


Obviamente não poderia faltar a presença gaguistica da cantora mais polêmica dos últimos tempos. Born This Way tentou seguir a linha ousada e inusitada de projetos anteriores, como por exemplo usar temas religiosos ("Judas"). Fora que a auto-referencial "Born This Way" é divertida, mas diferente do que você poderia esperar dela. Curiosamente podemos dizer o mesmo de "The Edge of Glory" e "Marry the Night". Seria uma tentativa de mudança nos rumos musicais? Bem, pode ser bom, mas não está sendo rentável, eu acho.

P.s.: Lady Gaga, pare de fazer vídeo-clipes épicos. Lance um a cada dois álbuns, pelo menos!

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Canção do Ano (Song of The Year)

"Rolling in the Deep" da Adele


Bem, existe alguma surpresa nisso? Acho que não. De todas as indicadas, com certeza esta se sagraria vencedora. De resto, já foi tudo dito logo acima...

Outros indicados da categoria

"Grenade" de Bruno Mars


Obviamente esta seria a canção mais indicada de Mars para o posto. Mas não significa necessariamente que de fato merecesse o posto... "Grenade" é uma ponte para algo mais e só o tempo vai nos dizer o que seria algo mais.

"The Cave" do Mumford & Sons


A canção até tem qualidade, a banda também. Mas apesar disso seria meio improvável a banda ir tão longe. Pelo menos agora. Vamos ver o progresso da banda futuramente e ver se eles conseguem um Gravação do Ano primeiro.

"All of the Lights" do Kanye West


Inicialmente o projeto é creditado como "Kanye West Featuring Rihanna", mas pela capa do single conseguimos ver que o contingente foi bem maior. De gente menos conhecida como Ryan Leslie e Elly Jackson até veteranos como Charlie Wilson e Elton John. Então, o que poderíamos ter saído deste projeto?

A canção começa promissora mas acaba sendo demolida pela grandiloquência de West. Quanto mais pretensioso Kanye é, pior a coisa fica. E não pense que conseguirá identificar mais do que a Rihanna ou o Kid Cudi (isso se você conseguir distinguir a voz do Kid Cudi de qualquer outra coisa - ou seja, se conhecer a voz dele) no projeto. Em resumo, a canção é só para iniciados, gente que curte Rap, Kanye West ou similares. Não merece um Grammy de melhor canção, nem de longe...

"Holocene" do Bon Iver



Esta canção tinha o nível técnico para ganhar o prêmio, pena que não o conseguiu por um, digamos, mero detalhe: é muito chata. Tem seus momentos bonitos, mas em geral é sonolenta e sorumbática. "Rolling in The Deep" tem bons picos para contrastar aqui. Enfim, alguém dê cafeína ou qualquer estimulante para a banda!

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Melhor Novo Artista (Best New Artist)

Bon Iver


Hum. Talvez achem que seja exagero a banda ter desbancado outros artistas nesta prêmio, mas considerando que dentre eles está a Nicki Minaj, faz todo o sentido...

Outros indicados da categoria

The Band Perry


Uma nova banda Country. O mundo realmente precisa de uma nova banda Country? Bem, tanto quanto o mundo precisa de artistas do Rap. De qualquer maneira a banda mostrou que tem potencial com o single "If I Die Young". E de uma certa maneira até merecia ganhar o prêmio no lugar do Bon Iver, porém a pergunta: o mundo precisa de mais uma nova banda Country?

J. Cole


Mais um ilustre desconhecido - pelo menos por estas bandas. Mais um artista do Hip Hop e Rap tentando fazer algo mais no defasado e combalido mercado do ramo. Preciso dizer que não conseguiu inovar em nada? Pelo menos, baseando-se no seu single "Work Out", ele se mostra menos irritante que a maioria por aí. E aproveitando o exemplo deste trabalho, digo: acredito que nova artista não signifique bom artista.

Skrillex


Um artista da cena Electro no meio de indicados do Rap e Country. Isso que eu chamo de uma verdadeira salada musical. O que Skrillex (bizarro nome artístico de Sonny John Moore) produz é um som bem característico, sem grandes inovações, bem redondinho. É interessante por 5 minutos, se você realmente estiver entediado no Youtube. Ouvindo seu single, "Scary Monsters and Nice Sprites", vemos que ele gosta mesmo de variações de tempo e etc. Tanto que ele está de fato no tempo errado: quem sabe alguém realmente goste disso daqui uns 50 anos...

Nicki Minaj


E a esquisitona Nicki Minaj levou uma indicação de nova melhor artista e ficou merecidamente sem a estatueta. Nicki faz uma mistura estranha de vocalizações pouco usuais com rap que me faz pensar se ela não aprendeu a cantar na mesma escola (ou antro) que o Wyclef Jean. Seu melhor trabalho até o momento é a canção "Super Bass" que, aliás, seria infinitamente melhor se fosse instrumental. Trindade e Tobago certamente é um país de pegadinhas de mal gosto...

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Pop - Melhor Performance Pop Solo (Best Pop Solo Performance)

"Someone Like You" da Adele


Finalmente a "Rolling In The Deep" ficou de lado desta vez. De qualquer maneira, "Someone Like You" mostra melhor a capacidade vocal de Adele. Foi um prêmio merecido, apesar de eu achar que "Set Fire to the Rain" representa de maneira muito melhor e mais incisiva a voz de Adele. De qualquer modo...

Adele desbancou a interessante "You and I" da eterna polêmica e esquisita Lady Gaga, uma canção fora do clima Electropop que a consagrou. No confronto, tivemos ainda "Grenade" (que acabou não explodindo aqui, com o perdão do trocadilho fácil e besta) e, falando em não explodir, a "Firework" da Katy Perry não chegou perto disto. A cantora P!nk também entrou no páreo com "Perfect", mas já sabemos o resultado final...

Pop - Melhor Duo Pop/Performance em Grupo (Best Pop Duo/Group Performance)

"Body and Soul" de Tony Bennett & Amy Winehouse


E a falecida Amy Winehouse com o não muito longe disso Tony Bennett ganharam uma estatueta. E realmente: a força vocal deste duo foi grande o suficiente para a mais do que merecida indicação. Mas muita atenção aqui: apenas indicado para iniciados e admiradores do Jazz.

A divertida "Moves Like Jagger", no duo entre Christina Aguilera e Adam Levine também foram indicados e, apesar da boa atuação - especialmente da Aguilera - não foram páreo para Winehouse-Bennett. De conhecidos, o Coldplay concorreu com sua "Paradise", uma bela canção que por pouco poderia ultrapassar a vencedora. Uma banda de Blues Rock chamada The Black Keys entrou na disputa com uma canção cover do Buddy Holly em uma compilação em homenagem ao mesmo: "Dearest". Os vocais são bons, mas a coisa toda é um tanto limitada.

Pop - Melhor Álbum Vocal Pop (Best Pop Vocal Album)

21 de Adele


Sim, sim. Simplesmente óbvio demais. Então vou passar para os outros indicados: Rihanna com seu Loud, que acabou sendo loud no sentido ruim da coisa; Doo-Wops & Hooligans do Bruno Mars, que no conceito geral acaba sendo mediano; Born This Way da Lady Gaga que seria o mais Pop, mais acessível projeto musical dela até o momento (isso sem contar os vídeos dos singles); The Lady Killer do Cee-Lo Green, um vocalista muito bom e um single chamado "Fuck You". É isso... Agora o que eu fico mais espantado é o fato deste single ter sido indicado no Grammy passado e o álbum dele ser indicado nesta edição - isso é uma espécie de falta de quórum musical, Grammy?

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R&B - Melhor Performance R&B (Best R&B Performance)

"Is This Love" da Corinne Bailey Rae


A sumida Corinne Bailey Rae, da canção "Put Your Records On", ganhou uma estatueta com a interpretação de uma canção do Bob Marley. Te bateu uma preguiça, demasiada fome ou subiu uma fumaça? Bem... todo o clima rastejante e indolente do Reggae foi substituído por um clima mezzo R&B, mezzo Jazz. Ficou um pouquinho melhor do que a original ou do que poderia ser - o que já são pontos positivos, obviamente. 

O tio Charlie Wilson, do The Gap Band, concorreu com sua bonitinha porém atualmente antiquada "You Are". Outra concorrente é Marsha Ambrosius (do ótimo duo Floetry) com "Far Away", uma canção com climas e características comuns do R&B e que bebe bastante das mesmas águas que o Floetry, em resumo, acho até que merecia mais o prêmio que Corinne. A cantora Ledisi concorreu com sua "Pieces of Me", que também merecia mais que a cover do Bob Marley e que também me faz pensar que a cena R&B é a verdadeira salvação contra a crescente e injustificada popularidade do Rap e Hip Hop. A cantora Kelly Price com sua "Not My Daddy" com participação do cantor Stokley (da banda Mint Condition), adivinhem, também merecia mais a estatueta do que a atual vencedora. Afinal, o que projeto merece um prêmio de R&B: canções R&B ou uma cover de Reggae em R&B?

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Vencedora da categoria Pop Tradicional com Tony Bennett realmente nos faz pensar que não tem nada mais dentro de tradição do que alguma música do Tony. No sentido de ser tão velho quanto tradições quanto Natal, por exemplo. A Susan Boyle que o diga - ela que, aliás, concorreu com seu atual álbum. A Barbra Streisand também entrou na dança - de novo - este ano.

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As performances mais importantes: 



Alicia Keys e Bonnie Raitt prestaram tributo a recém falecida Etta James com a canção "A Sunday Kind of Love", que fazia parte do repertório de Etta (isso nos anos 60!). 



Maroon 5 e Foster the People (???) se juntaram ao The Beach Boys para comemorar seus 50 anos de estrada. Sério, quem são Foster the People?



Foi prestada uma homenagem ao músico Glen Campbell (o que me fez pensar a princípio que ele tinha falecido também, pois ele não é lá muito lembrado) com a The Perry Band, um músico Country chamado Blake Sheldon e o próprio Campbell. "Rhinestone Cowboy" é o tipo de canção que consegue ser boa e ruim ao mesmo tempo. Vai entender.



Jennifer Hudson e seu vozeirão homenagearam Whitney Houston com, obviamente, "I Will Always Love You". Hudson é uma espécie de requisição obrigatória e constante quando o assunto é homenagens póstumas. Fez isso muito bem cantando "Will You Be There" no velório de Michael Jackson. Tétrico...



Paul McCartney e artistas como Dave Grohl e Bruce Springsteen se juntaram para tocar o combo "Golden Slumbers/Carry That Weight/The End". Só digo uma coisa: o Grammy anda arranjando muito motivo para puxar o saco de Paul McCartney. Será que eles estão prevendo, na apresentação do ano que vem, a Jennifer Hudson cantando "Yesterday"? Hum...

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Antes tarde que nunca, pessoal. O artigo demorou, mas saiu. Espero que tenha tido alguma relevância com relação a informações... porque deu trabalho!

domingo, 22 de maio de 2011

Quick - Enquanto isso, nas paradas...

As paradas dos Estados Unidos no começo do ano...


Dá pra ver que com tanto firework e grenade, a coisa foi bem explosiva! Até mesmo a Britney resolveu abraçar uma granada huahuahauah...

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Especial - 53ª Edição do Grammy

Especial sobre o último Grammy. Que, aliás, não tive tempo de acompanhar. Então apenas comentarei a lista de indicados e vencedores desta edição. Começando...




Gravação do Ano (Record of The Year)

"Need You Now" do grupo Lady Antebellum


A canção é bonita, tem vocais bem trabalhados, apesar da sensação de "no meio do caminho". O maior crime deste single (pelo menos no Brasil) é inspirar duplas e grupos do infernal e insuportável Sertanejo Universitário - algo me diz que a dupla Fernando e Sorocaba ouviu demais esta canção para parirem "6 de Janeiro de 2003".

Outros indicados da categoria

"Nothin' on You" de B.o.B. e Bruno Mars


Os vocais de Bruno Mars são realmente bons, mas daí querer que ele faça milagre é difícil. O projeto de B.o.B. dificilmente conseguiria o prodígio de Gravação do Ano. Se bem que, se considerarmos os artistas que ganharam prêmios Grammy durante os últimos anos, B.o.B. poderia ganhar fácil fácil o Grammy Lifetime Achievement Award. Sério.

"Love the Way You Lie" de Eminem e Rihanna


Ninguém mais aguenta ouvir a Rihanna chorando pelos cantos nem o Eminem revoltado. A marca que Chris Brown deixou nela realmente ficou bem marcada. Pelo menos esta canção é infinitamente melhor que "Yeah 3x" - sem precisar de esforço algum.

"Fuck You!" do Cee-Lo Green


Para quem não reconheceu o nome artístico bizarro, trata-se de Thomas DeCarlo Callaway, a outra metade do duo Gnarls Barkley - vai dizer que você nunca gritou desafinadamente por aí o refrão de "Crazy"? Bem, a canção é bem produzida e interessante (não tão divertida quanto a "Fuck You" da Lily Allen, mas...) e existem pelo menos dois grandes motivos para ela não ter angariado o prêmio: 1º apesar de ter ido muito bem na Inglaterra, não pegou nem um Top 5 e 2º o puritanismo do Tio Sam não deixaria uma canção com este nome ganhar algum tipo de reconhecimento. Crazy!

"Empire State of Mind" de Jay-Z com Alicia Keys


Uma canção de 2009 no Grammy de 2011. Para mim apenas isso era o suficiente para esta canção nem ter visto a estatueta. Isso mais parece uma desculpa para privilegiar o Jay-Z. O primeiro lugar no topo das paradas do rapper foi interessante por 20 minutos e já perdeu o interesse - mesmo ganhando uma curta sobre vida com a sua parte dois lançada no álbum da Alicia Keys. Se o Jay-Z tivesse recebido a estatueta, teria que soprar o pó de cima dela...

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Álbum do Ano (Album of The Year)

The Suburbs do Arcade Fire


Honestamente, eu não conheço nada do Arcade Fire. Mas vendo que se tratam de uma banda Indie, vemos uma grande conquista da parte deste pessoal que gosta de fazer música para poucos. Mas isso de uma certa maneira pode tirá-los no underground e coloca-los num lugar que talvez eles não queiram. Podem ganhar fãs e perder fãs, tanto faz - a grana vai entrar de qualquer jeito.

Outros indicados da categoria

Recovery do Eminem


O Eminem ficou sério demais. Perdeu a graça! Cadê o Eminem de canções como "Without Me" e "We Made You"? Eu me refiro ao Eminem engraçado, não ao Eminem babaca e prepotente que pisa em cabeças pra se promover. O rapper aparentemente resolveu se recolher em algum tipo de notoriedade, transparecendo ser uma espécie de guru do ramo e fazer suas rimas sobre coisas sérias (como em "I'm Not Afraid"). Pode ser um erro, pode ser um acerto. Mas foi por mudanças radicais que o ator Mickey Rourke quase passou o resto da vida sendo coadjuvante de produções de quinta...

Need You Now do grupo Lady Antebellum


Eu não ouvi nada mais do que o principal single do álbum. De qualquer maneira eu pergunto: apesar de serem artistas talentosos (o que hoje em dia não é de se jogar fora, definitivamente) será que há realmente material neste disco suficientemente bom para alavancar o álbum para a categoria de Álbum do Ano? Não é por nada, mas eu não acho assim tãooo simples...

The Fame Monster da Lady Gaga


Ha! O álbum Pop da lista. Estranho ele estar aqui, pois pelo que vi ele é considerado um EP (Extended Play), um disco que é muito grande para ser considerado um single e muito pequeno para ser considerado um álbum. De qualquer forma, "Bad Romance", "Telephone" e "Alejandro" têm um grande potencial e prendem o interesse da galera. Mas digo uma coisa: Lady Gaga está muito parecida com a Madonna no que se trata de excesso de marketing externo - no fundo as pessoas querem mesmo ouvir música boa, divertida e agradável e não ver celebridades saindo de ovos para conseguir umas cópias vendidas a mais.

Teenage Dream da Katy Perry


Perry queria provar, com este álbum, que não era apenas uma One Hit Wonder (ou Two Hit Wonder, sei lá). Conseguiu produzir mais hits e até ser mais sucedida que em seu projeto anterior. Realmente, não dava pra esperar que alguém que sai cantando que beijou outra garota tivesse algo de conteúdo e dizer e produzir, mas cantar sobre "Peacocks" por aí não é o melhor cartão de visitas que existe - o pessoal do backstage tentou convence-la a tirar esta canções do álbum, o que ela acho inadmissível. Resultado? Fracasso nas paradas e malhação generalizada da crítica...

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Canção do Ano (Song of The Year)

"Need You Now" do grupo Lady Antebellum


Uma certa obviedade nisso. Mas não imaginava, no fundo, que fossem dar mais de um prêmio para este single. O Lady Antebellum deve ter ficado feliz da vida. Espero que isso os inspire para fazer algo mais interessante no futuro - e que, de preferência, não sirva para inspirar Victors e Léos da vida.

Outros indicados da categoria

"Beg, Steal or Borrow" do Ray LaMontagne


Ray quem? Bom, a figura de Ray LaMontagne me fez imaginar o que seria um misto de Jim Croce e Cat Stevens - sua figura é uma perfeita personificação do Folk. Já sua canção é como o Folk: tá meio que direcionada para o mesmo caminho que estilos como Jazz e Blues, que já não existem maneiras de se tirar algo de novo. A diferença é que o Folk consegue se sustentar incrivelmente. A voz de LaMontagne lembra muito a de Damien Rice (outro músico do Folk, mais conhecido pela canção "The Blower's Daughter"). Bem, é interessante, mas não merecia realmente o prêmio.

"Fuck You!" do Cee-Lo Green


Acho que tudo o que foi dito sobre o prêmio Gravação do Ano cabe aqui. No fundo faltou algum sample tirado de um tema de algum filme do Clint Westwood para a coisa pegar bem...

"The House That Built Me" da Miranda Lambert


Como norte-americano ama música Country, esta canção obviamente estaria aqui - por que acham que Lady Antebellum está no topo? De qualquer maneira, Lambert é uma cantora saída de mais um destes programas de revelação de talentos do qual o mundo é tão viciado. A voz de Miranda lembra o que seria uma Dolly Parton jovem. Ou seja, se você quiser saber o que é isso você precisa primeiro ter parentesco com os norte-americanos e em segundo conseguir perguntar para seu tataravô no além como era a voz da Dolly quando jovem...
A canção é bonita e sensível, mas fica no meio do caminho.

"Love the Way You Lie" de Eminem e Rihanna


O povo realmente engoliu isso? A dançante "Only Girl (In The World)" merecia mais mesmo sendo tão profunda quanto um pires. O impressionante é que esta canção causa uma certa saudade da "I Hate That I Love You", o que é no mínimo confuso. Rihanna está subindo cada vez mais e Eminem já está começando a se considerar um ancião do rap (enquanto Kanye West acha que é uma espécie de Senhor do Universo do Rap). O que fazer?

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Melhor Novo Artista (Best New Artist)

Esperanza Spalding


Spalding acabou sendo inovadora ao receber este prêmio pelo fato de ser a primeira vez em que é conquistado por um artista do Jazz. E o mais interessante é que o principal instrumento dela é um contrabaixo. Com um belo rosto, bela voz e um bom domínio de seu instrumento, certamente temos uma surpreendente e inteligente escolha do Grammy (algo realmente surpreendente, considerando o padrão atual da premiação).

Outros indicados da categoria

Justin Bieber


O grande cotado da noite. Aquele do qual as pessoas tinham como certa a vitória e a maior prova de que, ao contrário do que eu imaginava, o Grammy ainda tem um mínimo de inteligente e critério para selecionar premiados. Numa derrota inesperada para Esperanza Spalding, Justin Bieber mostrou que apenas ter um corte de cabelo, ser uma gracinha e saber decorar coreografias - isso tudo regado com uma boa voz, admito - não é o suficiente para o mundo da música, do verdadeiro sentido musical artístico. Só falta alguém publicar um vídeo onde Bieber diz que "não brinca mais" com o pessoal do Grammy. Fãs de Justin Bieber que estão atacando Esperanza por tudo quanto é lado, um recado: deixem a moça em paz. O que ela ganhou foi por mérito próprio e se o talento de Bieber não foi páreo para o de Spalding, não vai ser sua fúria ridícula e infantil (que é, de fato, o que se espera de fãs de Justin Bieber no fundo) que vai mudar alguma coisa.

Obs: Alguém que tenha parado pra ouvir "One Less Lonely Girl" e assistir seu vídeo-clipe realmente pode gostar do que viu e ouviu e, pior, achar que merece algum prêmio sério e relevante?

Florence + The Machine


Esse pessoal meio Indie tem uma certa mania de colocar espécies de sufixos após seu nome para montar seus nomes artísticos. Vide Marina and the Diamonds (da canção "I Am Not A Robot"). Pelo menos no caso de Florence a tal máquina pode ser um apelido para sua banda. Já para Marina... ela deve ser uma ostentadora mesmo! Enfim, apesar da voz boa e da pose Indie diferencial que este projeto tem, falta algo mais para eles terem a chance de abocanharem a estatueta. Fica para a próximo - talvez Melhor Álbum Alternativo.

Mumford & Sons


Esta banda realmente pega o Folk e faz algo interessante - não tão de raiz como faria o The Pogues, mas talvez justamente por isso seja legal, algo contemporâneo. Pena que o Folk seja tão subestimado hoje em dia em prol de coisas como o que a Rihanna anda fazendo, por exemplo. O single de estréia, "Little Lion Man", é bem legal e foi indicado para a categoria Melhor Canção Rock. A voz do vocalista Marcus Mumford lembra um pouco a de Michael Stipe, do R.E.M. e me faz pensar como seria "Losing My Religion" versão Folk. No final das contas, da lista toda, acho que eles eram os mais merecedores do prêmio, seguidos bem de perto pela Esperanza Spalding.

Passadas as categorias gerais, agora vou comentar esporadicamente sobre alguns vencedores de outras categorias.

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Pop - Melhor Performance Vocal Pop Feminina (Best Female Pop Vocal Performance)

"Bad Romance" da Lady Gaga


Obviedade. Realmente os vocais de Lady Gaga estão muito bons naquela que é uma de suas melhores canções de sempre (pois duvido que ela vai conseguir fazer algo que possa enterrar este single). Nesta categoria foi confrontada com "Teenage Dream" da Katy Perry e "Chasing Pirates" da filha mais famosa do Ravi Shankar, Norah Jones. Apesar das duas canções serem boas neste aspecto, sem chances.

Mesmo se fosse para competir em categoria sem definição de gênero, ela deixaria Bruno Mars para trás. Aliás...

Pop - Melhor Performance Vocal Pop Masculina (Best Male Pop Vocal Performance)

"Just the Way You Are" de Bruno Mars


Tremenda puxada de saco para cima de Mars. Como ele está subindo bem rápido, esta foi uma boa maneira de impedir qualquer mínima queda em seu caminho. Cantores como John Mayer, Michael Bublé e Adam Lambert competiram com Mars com grandes chances de vencer, porém foram um tanto injustiçados. Michael Jackson concorreu com "This Is It", mas no fundo foi apenas uma maneira de inserir o Rei do Pop no Grammy, pois achei injusto colocarem uma canção que, apesar de estar bem redondinha em todos os aspectos, ter sido feita em cima de uma demo que provavelmente ele mesmo não aprovaria - pois ele era extremamente perfeccionista.

Pop - Melhor Performance Vocal Pop de um duo ou grupo (Best Pop Performance by a Duo or Group with Vocals)

"Hey, Soul Sister" do Train (versão ao-vivo)


Tudo bem, apesar de Patrick Monahan (e sua voz meio Bono Vox) e sua banda Train terem tido uma boa performance em "Hey, Soul Sister", não acho que foram melhores que o Maroon Five com sua "Misery". O Paramore acabou sendo meio sonolento com "The Only Exception" - eles são mais legais tentado parecer punks. Já a discreta volta da banda Sade, após um hiato de 10 anos, serviu pelo menos para uma indicação ao Grammy (no caso, a canção "Babyfather") - no final das contas, não foi o bastante e "Smooth Operator" sempre será seu insuperável Magnus Opus.

Pop - Melhor Colaboração Pop com Vocais (Best Pop Collaboration with Vocals)

"Imagine" de Herbie Hancock (com participações de P!nk, India.Arie, Seal, Konono Nº1, Jeff Beck e Oumou Sangaré)


As pessoas podem não saber, mas o grande músico de Jazz Herbie Hancock ainda está na ativa. E o mais interessante é esta indicação para o prêmio, que é uma versão de "Imagine" de John Lennon com a participação de uma porrada de gente, como a cantora P!nk, o cantor Seal e o lendário guitarrista Jeff Beck. Considerando as idades de Hancock, John Lennon, Jeff Beck e a própria "Imagine", este momento do Grammy foi regado a naftalina e poeira. E nem mesmo as colaborações de B.o.B., Bruno Mars e Hayley Williams com "Airplanes", a ótima "Telephone" (1, 2) com Lady Gaga e Beyoncé ou "California Gurls" de Katy Perry e Snoop Dogg (fala sério, no que o Dogg vai colaborar pra um prêmio desses?) foram páreo para esta enxurrada de artistas.

Pop - Melhor Álbum Vocal Pop (Best Pop Vocal Album)

The Fame Monster de Lady Gaga


Lady Gaga "arrematou" essa com apenas um EP, enquanto seus concorrentes My World 2.0 de Justin Bieber (talvez quem sabe a versão 2.4), I Dreamed a Dream da Susan Boyle (realmente dá pra considerar um álbum semi-operístico algo Pop?) e Teenage Dream da Katy Perry tiveram o esforço e trabalho de preencherem um CD inteiro. Bem, apesar de Bieber e Perry terem tido mais de 2 grandes hits de cada álbum, a parada ficou com Gaga mesmo. Ah! John Mayer concorreu com seu Battle Studies também...

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Dance - Melhor Gravação Dance (Best Dance Recording)

"Only Girl (In the World)" da Rihanna


Bem, essa foi muito óbvia. Esta é a canção dançante mais legal da Rihanna desde "Don't Stop the Music" de 2007! Nenhum nome de grande destaque participou da competição, com excessão de Lady Gaga (um duo chamado Goldfrapp, o La Roux e a Robyn competiram). Sua "Dancing in The Dark" é bem atrativa e diversificada, um bom trabalho. Mas confesso que Rihanna tá conseguindo subir os meus degraus de conceito lentamente.

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Cara, a categoria Pop Tradicional, com Michael Bublé, Johnny Mathis, Rod Stewart, Barry Manilow e Barbra Streisand é a mais perfeita definição da sonolência! Barry Manilow e Barbra Streisand, principalmente, que me desculpem, mas...

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Rock - Melhor Performance Vocal Rock - Solo (Best Solo Rock Vocal Performance)

"Helter Skelter" de Paul McCartney


Vejamos: um ex-Beatle ganhando um prêmio com um projeto relacionado aos Beatles. Isso deve ser a maior obviedade do mundo da música. Fora que a idade disso é tanta que é melhor nem comentar. A versão em questão foi tirada do álbum Good Evening New York City, lançado em 2009 - primeiro Grammy de Paul McCartney desde 1972, com "Uncle Albert/Admiral Halsey"!! Triste injustiça com "Run Back to Your Side" de Eric Clapton e a curiosa versão de "Crossroads" (versão Cream) feita pelo John Mayer. McCartney, você é bom, mas vai catar coquinho!

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As outras categorias e prêmios não tiveram lá muita relevância - e a parte Rap foi (como sempre) de assustar. E no final das contas sinto que o Grammy dá dois passos e volta um. O que não é muito legal...