Mostrando postagens com marcador The Police. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador The Police. Mostrar todas as postagens

domingo, 5 de maio de 2013

Quick - Polka Medley!

Polka Medley!

A partir do lançamento de seu segundo álbum, o músico "Weird" Al Yankovic passou a produzir os chamados Polka Medley, que consistem em canções clássica e/ou da época feitas em uma versão Polka (uma espécie de música Folk de origem européia, com acordeões e tubas). Desde o lançamento do álbum "Weird" Al Yankovic in 3-D, de 1984, praticamente todos os álbuns tinham um Polka Medley.

Para quem nunca ouviu, vou postar aqui todos os medleys feitos pelo Yankovic. Começando pelo Polka Medley de estreia: o "Polkas on 45" (título inspirado no single "Stars on 45", do grupo homônimo - e possivelmente inspiração para que Al Yankovic criasse sua versão de medleys). Neste medley, "Weird" foca mais em canções de Rock dos anos 60 e 70 (nada contemporâneo, considerando a época).



Lista das canções:

Devo  - "Jocko Homo"
Deep Purple - "Smoke on the Water"
Berlin - "Sex (I'm A...)"
The Beatles - "Hey Jude"
The Doors - "L.A. Woman"
Iron Butterfly  - "In-A-Gadda-Da-Vida"
Jimi Hendrix - "Hey Joe"
Talking Heads - "Burning Down the House"
Foreigner - "Hot Blooded"
Bob Calame - "Bubbles in the Wine"
The Police - "Every Breath You Take"
The Clash - "Should I Stay or Should I Go"
The Rolling Stones - "Jumpin' Jack Flash"
The Who - "My Generation"

domingo, 3 de fevereiro de 2013

AMR - Locked Out of Heaven (Bruno Mars)

Análise: Primeiro single do álbum Unorthodox Jukebox, do Bruno Mars. Lançado em Outubro de 2012, alcançou #1US e #2UK.




A chave no paraíso, não?


———————————————–


Mars se introduziu no grande meio musical sendo uma espécie de porta-voz num estilo onde voz não é o forte. Sua participação, sendo a parte cantada (verdadeiramente cantada, vamos deixar claro) nas canções de Travie McCoy e B.o.B, foi o seu cartão de visitas para o mainstream. E isso, logicamente, lhe rendeu a possibilidade de trabalhar seu potencial em carreira solo.

Acho que canções como "Just The Way You Are", "Grenade" e "The Lazy Song" dispensam apresentações. Tirando a média, estes trabalhos de Bruno Mars transitam entre o dispensável, o mediano e o bom. O que dá a Mars ao menos o ônus da dúvida - caso que eu considero bem relevante, positivamente falando, nos tempos que enfrentamos. E, inevitavelmente, teríamos um novo álbum e um novo carro-chefe, após o sucesso que Mars obteve.



No novo single, temos algo diferente. Bom, mudanças! Porém já podemos sacar coisas não muito agradáveis. Uma certa falta de criatividade, uma vez que a canção lembra um pouco "Roxanne" do The Police (e eu senti uma pontinha de "The Glamorous Life" da Sheila E nesta receita). Críticos também citaram "Talking in Your Sleep", do The Romantics. E como eu costumo dizer, isso dilui o mérito que, ao meu ver, é dividido em pelo menos três.

Isso significa que Bruno Mars está tentando fazer um revival dos anos 80 ou tentando pegar carona nele? É até possível, porém ele (ou a porra de produtores que se revezaram para realizar este trabalho, dentre eles, Mark Ronson) conseguiu passar um camada de verniz atual, que não deixa a canção tão datada. "The Lazy Song" é bem pior do que isso, mas o fato é que não ouço nada bom dele desde "Grenade" ou "Nothin' On You".

Aliás, os anos 80 parecem estar tão enraizados no sujeito que ele está até parecido com um grande ídolo mundial...

Se não se convenceu, assista ao vídeo abaixo...

sábado, 1 de dezembro de 2012

AMR - Somebody That I Used to Know (Gotye)

Análise: Segundo single do álbum Making Mirrors, do cantor Gotye. Lançado em Julho de 2011, alcançou #1US e #1UK.




Escolha o pior: Gotye ou Wouter?

———————————————–


Não sei ao certo se esta canção chegou a receber algum destaque nos veículos comuns aqui no Brasil. Rádios do gênero, as detestáveis trilhas-sonoras de novelas igualmente detestáveis, dentre outros. Agora, se esta que é a canção mais memorável e popular parece-me não muito difundida, o que dizer do próprio artista, Gotye?

Então, aí vai um pouco dele: Wouter De Backer (??) nasceu em 1980 na Bélgica e anos depois se mudou para a Austrália, onde iniciou sua carreira musical. É membro fundador da banda The Basics (juntamente com o baixista Kris Schroeder) em 2002, onde toca bateria. Seu primeiro álbum solo saiu em 2003, com produção e letras próprias.


Sendo o segundo single do álbum (o primeiro foi "Eyes Wide Open"), "Somebody That I Used to Know", foi produzida e escrita pelo Gotye, assim como todo o material por ele interpretado. Porém, é preciso deixar bem claro que a melodia principal na qual a canção se baseia é na verdade um sample, mas precisamente da canção "Seville", de Luiz Bonfá (um compositor carioca). E como sempre gosto de frisar nestes casos, grande parte do méerito é desviada do artista para o produto em questão. Podemos atribuir pontos positivos ao Gotye pela canção certa escolhida para o sample e sua voz, que é acima da média e que lembra bastante a voz do Sting, do The Police.

Destaque para a participação excepcional da cantora Kimbra, que fez uma excelente contra parte no single.

No final das contas a canção está acima da média, feito que pode ser considerado memorável para os dias de hoje. Inclusive mostrando que samples podem ser bem feitos, ao contrário do que demostram "artistas" como Latino. Mas isto já é uma outra história - nada empolgante por sinal...

domingo, 29 de novembro de 2009

AMR - Pérolas do "Pop" 2: Losing My Religion

Esta canção tem um motivo a mais para estar aqui: é pop de um berço alternativo. Mas bota alternativo nisso! A banda R.E.M.! A banda de rock norte-americana sempre foi conhecida por seus hits alternativos como “Orange Crush“, “It’s the End of The World As We Know It (And I Feel Fine)“, “The One I Love“, dentre outros.

Mas com “Losing My Religion“, ele acabaram dando uma escapada por fora de sua bolha alternativa, angariando fãs à nível pop. Alcançou #4US e Out of Time vendeu 10 milhões de cópias. Eles fizeram algo parecido com “Shiny Happy People” (que poderia ser colocado aqui como “Desastres do Pop”, mas não é ruim o bastante). Enfim…


|Canção vencedora de dois Grammys de Melhor Performance Vocal Pop de Duo ou Grupo e Melhor Vídeo-Clipe|

———————————————–

Sobre a banda: O R.E.M. (Rapid Eye Movement) foi formado em 1980 pelo membros Michael Stipe (vocais, violão, teclado, harmonica), Peter Buck (violão, guitarra, mandolin, baixo, teclado), Mike Mills (voicais, baixo, teclado) e Bill Berry (vocais, bateria). Sempre tiveram influências dos anos 60 em suas músicas, assim como o folk também. Com mais de 10 álbuns de inéditas lançados e 64 singles (4 top 10 US – 10 top 10 UK), é um dos grupos alternativos mais bem sucedidos do mundo.

———————————————–

Losing My Religion” foi escrita pela banda toda. O título da canção é uma expressão usada no sul dos Estados Unidos da América, quem significa algo do tipo “perder a civilidade, as estribeiras”. E foi produzida pela banda juntamente com Scott Litt (que já trabalhou com gente como Ian Hunter [do Mott The Hoople], Carly Simon, New Order, Patti Smith, e produziu alguns remixes para o Nirvana nos últimos tempos da banda, etc…).

Peter Buck compôs o riff principal e o refrão vendo televisão, enquanto tentava aprender a tocar seu recém-comprado mandolin. Foi realmente algo bem criativo para um mero experimento num dia de tédio vendo televisão. A canção também tem lá algo de Fleetwood Mac, mais necessariamente a influência que o baixista John McVie tem sobre Mills. E o mais estranho, é que Stipe chegou a comparar sua canção com “Every Breath You Take“, do The Police, no quesito pop.


De qualquer maneira, a canção consegue ter uma força incrível sem destoar das raízes do rock alternativo a qual a banda pertence. É uma espécie de “agradar a gregos e troianos” com qualidade.

O R.E.M. alcançou #4US e #19UK, conseguindo um estrelato que de fato nunca foi lá almejado pela banda. Eles acabaram de alguma maneira sendo jogados no mainstream e não sendo mais exclusividade do pessoal underground (se bem que, mesmo antes de Out of Time, a banda já não era tão underground assim).


Sinceramente, acho o clipe um tanto confuso, apesar disso não tirar seu interesse (acho que a idéia de Stipe foi mesmo soar confuso e bizarro). O vídeo-clipe foi dirigido por Tarsem Singh (que já dirigiu vídeos das En Vogue, e até filmes longa-metragem, mas que sempre foi especialista em dirigir propagandas pra TV [tipo aquela "We Will Rock You" da Pepsi com a Britney Spears, Beyonce e P!nk].), no lugar do próprio Stipe, que costuma dirigir alguns vídeos da banda. De qualquer maneira, ganharam um Grammy e seis prêmios do MTV Video Music Awards (honestamente, quem se importa com prêmios dados pela MTV?).

Apresentação da banda: