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sexta-feira, 19 de abril de 2013

AMR - Just Give Me a Reason (P!nk)

Análise: Teceiro single do álbum The Truth About Love, da P!nk. Lançado em Fevereiro de 2013, alcançou  #1US e #2UK.



Dê-me uma razão para o penteado "Cebolinha" da P?nk...

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E a roqueira Punk Pop com o nome artístico mais gay da categoria, P!nk, continua firme e forte. Apesar de ainda não ter consegui repetir o grande feito que o álbum Missundaztood (seria necessário juntar as vendas dos quatro álbuns sucessores [Try This, I'm Not Dead, Funhouse e The Truth About Love] para superar a marcada de 13 milhões de cópias alcançada por ele), que trouxe as ótimas "Get the Party Started", "Don't Let Me Get Me" e "Just Like a Pill", Pink continua produzindo bom material. E também sendo uma das melhores vozes já surgidas nos últimos tempos - infelizmente a concorrência é pequena demais para traçarmos paralelos.

Desde a crítica feita às patricinhas fúteis em "Stupid Girls", passando pela escrachada aos homens em "U + Ur Hand", até a divertida "So What" e a tensa "Sober", P%nk tem provado ser uma das artistas que realmente merecem esta, digamos, classificação. Deixa comendo poeira nomes como Chris Brown e James Blunt - apenas para citar dois, um deles um dos piores surgidos nos últimos tempos. Em todo projeto que lança, ela sempre mantém a atenção e o interesse fixos. Mas, e o que temos desta vez pode manter o padrão de qualidade ou vai ser um belo tropeço?


O novo single é uma balada romântica. Não é lá o estilo do qual P$nk é especialista. "Who Knew" era interessante, mas longe de ser algo grande para ela. De qualquer maneira, a performance vocal dela e de ate Ruess (o vocalista da banda Fun, que também escreveu a canção com a P!nk) é muito boa (na verdade, dele é meio forçada e caricata, mas ela equilibra). A propósito, esta canção parece muito um projeto do Fun. Provavelmente por ser o mesmo produtor em ambos os casos. Apesar disso, de parecer uma reciclagem de material da banda e denotar um pouco de falta de criatividade, é uma boa canção, mas nada mais.

Fora que em alguns momentos a melodia vocal lembra bastante algumas partes de "You're So Vain" da Carly Simon...

"Raise Your Glass" foi mais impactante e interessante. De qualquer maneira, o mérito foi merecido. Pink está em alta e merece isso. Só espero em breve mais material divertido e mais agitado em seu acervo. "Stupid Girls" ainda é bem atual!

domingo, 25 de novembro de 2012

AMR - Blow Me (One Last Kiss) (P!nk)

Análise: Primeiro single do álbum The Truth About Love, da P!nk. Lançado em Julho, alcançou #5US e #3UK.



Hum... Blow...?

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E a cantora P?nk está de volta com seu estilo Punk Pop (o que, convenhamos, é uma contradição em termos) e um novo álbum. Quatro anos após Funhouse, P$nk se sai com um novo álbum que pode ser marcado como o primeiro de sua carreira a alcançar #1US. Funhouse havia batido na trave com #2US. Vários países como Canadá, Alemanha e Nova Zelândia tiveram o álbum no topo dos charts. Mas pergunto: o que o álbum deve ter de tão bom com relação aos outros para ter este destaque a mais?

"Blow Me" teve um "lançamento" adiantado, quando seu vazamento ocorreu mais ou menos uma semana antes do lançamento oficial. Como o acontecido se deu em um curto período de tempo, não houve um dano significativo - principalmente se comparado com "You Rock My World", do Michael Jackson, do álbum Invincible de 2001, que acabou vazando para net e Jackson teve que acelerar a gravação do vídeo-clipe (no final das contas, a canção conseguiu um #10US e um 2#UK que possivelmente ficou nesta posição graças ao esmagador hit "Can't Get You Out of My Head", que dominou as paradas da época.


De uma certa forma, "Blow Me" é um pouco menos comercial do que de costume para P^nk. É um Rock diferente, algo que nos remete a "U + Ur Hand", porém se levando um pouquinho mais a sério. E, infelizmente, não tem o mesmo teor de diversão que o já citado single ou outros trabalhos dela. Sente-se falta de coisas como "Stupid Girls" e "So What" neste momento, apesar de, tecnicamente, não haver nada de errado com ela. Ao menos sua performance vocal continua sublime, certeira em cada ponto.

Talvez a ideia de se levar um pouco mais a sério seja para se distanciar de coisas como "Don't Let Me Get Me", partindo para um trabalho mais maduro. Mas ainda acho que a P&nk sarrista e divertida consegue ser mais abrangente e interessante que a aparente atual proposta. Esperar pra ver...

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

AMR - Stupid Hoe (Nicki Minaj)

Análise: Segundo single do álbum Pink Friday: Roman Reloaded, da cantora e rapper Nicki Minaj. Lançado agora em Dezembro de 2011, alcançou #59US e #63UK.


Auto-crítica?

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Vejamos... quem diabos é Nicki Minaj? Primeiro, seu verdadeiro nome é Onika Tanya Maraj. E, para não ajudar muito, revelo o fato de a moça ser natural de Trinidad e Tobago. Ou seja, nem se o sujeito fosse um artista do Rap saído, sei lá, de Plutão ele seria tão underground. Talvez esta seja uma espécie de tentativa de resposta ao fato de uma cidade como Zanzibar, na África, ter gerado um artista como Freddie Mercury. Só que aqui tivemos algo beeem diferente. Tipo: o que Trinidad e Tobago tem? A Nicki Minaj, mas veja bem, nossas praias são tão lindas...

Minaj conseguiu grande projeção com seu álbum, Pink Friday. O que teve de maior destaque nele foi o single "Super Bass". E apenas por isso ela já vem sendo considerada uma grande revelação do Pop mundial. Por muito menos tiver alçada a um estrelato injustificado gente como Britney Spears, mas enfim. Cada país tem a estrela Pop que merece (nós temos o Michel Teló e o Luan Santana - o que prova que deus não é brasileiro).


Basicamente, a carreira de Nicki se reveza entre dois itens básicos: ora uma melodia Pop fácil e grudenta, ora a utilização de uma figura bizarra e pouco convencional - mais ou menos o que Lady Gaga faz. Porém a coisa toda acaba soando com gosto de chiclete mascado. Você já viu aquilo uma vez, da segunda vez não vai ter graça. E no fundo eu vejo que a real necessidade de entretenimento dos norte-americanos é uma figura mais bizarra e qualquer coisa para assoviar, em detrimento de algo realmente valoroso.

E o vídeo-clipe de "Stupid Hoe" está gerando polêmica (quem se presta a gerar polêmica é um babaca qualquer, na boa) e censura nos EUA por causa da palavra "hoe" (que significaria "vadia") e outras coisas. Pra mim esta censura é pela ruindade da coisa toda, pois babaca mesmo é a canção, com a artista mostrando uma limitação irritante no seu "cantar". Minaj se enquadra perfeitamente em qualquer categoria que se possa rotular como bizarro. É uma das piores coisas feitas neste ano que passou, sem dúvidas.

E no final, eu digo: esta canção é uma auto-crítica? Bem, considerando o fato dela ter se esfregado num cara sem camisa no vídeo-clipe de "Super Bass" sem motivo aparente, sim, só pode ser. Ela nunca ouviu "Stupid Girls" da P!nk?

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

AMR - Raise Your Glass (P!nk)

Análise: Single tirado da coletânea Greatest Hits... So Far!!!, da P!nk. Lançado agora em Outubro, alcançou #1US e #1UK.


Cheio da cachaça, de preferência!

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E a P!nk conseguiu mais uma vez. A cantora alcançou o primeiro lugar nas paradas com seu novo single, "Raise Your Glass", que foi retirado de sua nova coletânea, chamada Greatest Hits... So Far!!!. E com isso tirou Rihanna com sua "Only Girl (In The World)" do topo. Ela deve ser a cantora com raízes Punk e Rock mais popular dos últimos anos - Joan Jett era legal, mas não conseguia tal aprovação (claro que temos que considerar os públicos das épocas, mas enfim).


E o novo single "Raise Your Glass" foi escrito para as pessoas que acabam não fazendo parte daquele grupinho popular, os excluídos. Aliás, Alecia Moore (o nome da P!nk, pô!) provavelmente já cansou de se sentir assim na vida - mas com certeza não deve ter se deixado levar, assim como qualquer livro de auto-ajuda por aí deve aconselhar. Mas voltando para a música... este single conta, mais uma vez, com vocais muito bem executados da P!nk. Ela é, sem dúvida, uma das melhores vocalistas da atualidade, juntamente com Beyoncé (e em breve poderemos citar a Rihanna, se as coisas continuarem como estão indo). Um de seus diferenciais é que seus vocais se encaixam muito bem tanto com o R&B quanto com o Rock (Punk). Afinal, não é qualquer cantora por aí que consegue fazer uma cover consistente e bacana de "Bohemian Rhapsody", do Queen sem ser vaiada ou ser morta.


Porém, a canção acaba não sendo tão atrativa quanto poderia ser, em minha opinião. Torna-se um Pop mais comum, diferente de canções como a divertida "Stupid Girls", "U + Ur Hand" ou "Funhouse". De uma certa maneira, dá pra sentir a produção musical mais contida, como se toda a energia para algo mais tivesse sido gasta no álbum anterior - ou talvez pra economizar para o futuro, vai saber. O fato curioso é que o refrão da canção se assemelha um pouco com o da canção "Teenage Dream" da Katy Perry (Perry tirou P!nk do topo com seu single "Firework", aliás).

A P!nk continua sendo diferente e atrativa. Em seus mais de 10 anos de estrada, ela conseguiu produzir canções autorais e divertidas. "Raise Your Glass" não chegou muito perto disso, mas ainda temos que esperar o que virá do seu próximo álbum. Claro, isso depois que ela terminar de curtir sua filha que está por vir...

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Prós/Contras Divas 5: P!nk


Níveis

1 - Obra-Prima
2 - Muito Bom
3 - Bom
4 - Aceitável
5 - Ruim
6 - Créeuu

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Os mesmos comentários que fiz a respeito da relação diva x Lily Allen faço para a P!nk. Temos um exemplar do que poderia ser a Kelly Clarkson se fosse mais punk e rebelde. Alguém que quer cantar e que se dane o resto.

Esta é Alecia Beth Moore, mais conhecida como Pink (ou P!nk, ou P1nk, ou P?nk...). O apelido lhe foi dado por amigos porque Alecia corava com muita facilidade em situações constrangedoras e/ou embaraçosas - dá pra imaginá-la corar por qualquer coisa? Do R&B ou Dance Punk, P!nk!


Pink Rock - ou - Pink and Roll

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Gonna Make Ya Move (Don't Stop) (Nível 4: Aceitável)


O nome "Pink" foi inserido provavelmente após ela ficar famosa

Esta é a primeira gravação de Pink após o fim do grupo Choice. Peraí, grupo Choice? Como assim?

Quando Alecia tinha 16 anos, em 1995, ingressou num grupo de R&B chamado Choice, que foi sua primeira incursão pelo mundo da música. Ganharam uma força de LA Reid e Babyface, gravando pela LaFace Records. O grupo acabou em 1998 mas Alecia manteve-se na gravadora e adotou o nome artístico Pink.

Dentro da gravadora, serviu com seus vocais para um projeto chamado "Gonna Make Ya Move (Don't Stop)", de L. Carpella e F. Scandolari. A canção tem mínimos traços de Giorgio Moroder e do cantor drag queen dos anos 80 Divine. Os vocais não estão muito límpidos, ou seja, não dá pra perceber bem que é a Pink. É uma canção apenas regular para as pistas.

Ganhou um aceitável pelas referências de Moroder e Divine. Agora, se foi aceitável para o povo inglês (#196Uk)...


There You Go (Nível 3: Bom)


Uma baladinha R&B que lembra demais a Jennifer Lopez - o que não é bem um indicativo positivo de qualidade. Típico modelo de canção do começo da década 2000. É seu verdadeiro início de carreira. A voz de Pink está bem diferente do atual, ainda no desenvolvimento. Mesmo assim, é uma voz bem adequada para o projeto. Mesmo não tendo a produção (pelo menos direta) de Babyface, dá pra sentir sua influência. A letra, que além de vários outros compositores tem a participação da Pink, trata da mulher rejeitando o cara que a quer de volta. Nada realmente novo...

Agora sim, Pink foi bem aceita nas paradas: #7US e #6UK.


Most Girls (Nível 4: Aceitável)


O que antes quase perceptível em "There You Go" aqui está óbvio: Pink não tinha voz de cantora de Rock (ou Punk, ou Dance Punk). Sua voz tipo R&B era um tanto quanto isenta de algum tipo de distinção. Ou seja, dificilmente alguém - que não conhece essa fase dela - vai ouvir e dizer "é a Pink". Enfim...
"Most Girls" conta com a produção direta do Babyface e ainda tem aquele sabor meio "J-Lo" - mas ainda sim é um tipo bem feito de R&B. Sem diferenças significativas com a canção anterior. O que mostra que a Pink ainda tinha um som muito homogêneo.

Um belo #4US e #5UK.


Get The Party Started (Nível 3: Bom)


"Get The Party Started" marca o início da transição musical da Pink. Esta canção é uma ponte entre o tipo de R&B que ela fazia e o tipo de Rock que ela viria a fazer - vamos dizer que a ponte entre os dois é um tipo de Dance. E quem mais interessante para trabalhar este momento que Linda Perry (ex-4 Non Blondes, banda daquele clássico "What's Up", que é considerado por alguns - injustamente - como uma das piores músicas já feitas na história)? Aliás, pra quem conhece apenas o trabalho de Perry na sua antiga banda, nada vai identificar dela aqui, afinal, é sua primeira composição "dance", longe do Rock.

Detalhe: Pink já chegou a cantar "What's Up" na turnê do álbum I'm Not Dead.

De qualquer maneira, a qualidade musical subiu bem, sem estar tão monótono e já com uma certa identidade. Pena que este trabalho se mostra um tanto repetitivo, batendo demais na mesma tecla. Parece que falta algo para cortar a quilométrica linha que só se repete. Mas nada impede de ser viciante... e é!

Foi muito bem aceita esta nova proposta da Pink, com #4US e #2UK.


Don't Let Me Get Me (Nível 4: Aceitável)


Uma letra que fala sobre conflito interno, coisa comum entre 95% dos adolescentes no mundo. Pink ainda estava mesmo engatinhando musicalmente - ou seja, a canção é Pop (talvez Pop Rock) até o dedão do pé. Aqui ela se tornou uma espécie de adolescente (rebelde). Do R&B pro Pop, isso não parece ser lá muito promissor. Fora que com relação à canção anterior, foi um declínio. Esta canção parece ter sido feita para cantoras como Avril Lavigne ou Hillary Duff (ou Lindsay Lohan, tanto faz), dependendo da situação.

Pode não parecer muito significativo a princípio, mas foi um tipo de marco em sua carreira que vendeu mais de 3 milhões de cópias e também boas posições (#8US e #6UK).


Just Like a Pill (Nível 4: Aceitável)


Em "Just Like a Pill", temos o primeiro exemplar de Rock propriamente dito na carreira da Pink. Inicialmente com um clima obscuro, a canção fala sobre problemas da vocalista com drogas. Apesar de ser uma canção bem marcante para sua carreira, quase não tem o mesmo impacto que suas canções Pop mais simples causaram - porém a canção cresce bastante de sua metade em diante. Muitas vezes as canções feitas mais com o coração não resultam exatamente em popularidade - Madonna e seu American Life sabem amargamente disso. Ao menos podemos comprovar que Pink realmente gosta de fazer coisas diferentes nas divulgações visuais de suas canções. O vídeo-clipe é o mais interessante até o momento.

Um #8US e #1UK.


Feel Good Time (Nível 4: Aceitável)


"Feel Good Time" é um exemplo de como soaria a Pink trabalhando com um produtor de electronica, house - no caso, William Orbit (que já trabalhou com artistas como Madonna). O trabalho até que tem seu interesse, mas acaba destoando com o restante. É bem legal, mas neste caso fica somente como item curioso.

A canção fez parte trilha-sonora do filme Charlie's Angels - Full Throttle ("As Panteras Detonando"), um dos filmes [ironia] mais legais já feitos em Hollywood nos últimos anos [/ironia]. E o fato mais interessante desta canção (ou não) é que o refrão é muito parecido com "Lips Like Sugar" do Echo and The Bunnymen.

Um #60US e #3Uk. Mostrando que Pink tem muito mais reconhecimento na Terra da rainha...


Trouble (Nível 3: Bom)


A Pink do R&B se esvaneceu de vez. Temos uma canção bem Rock, algo entre o Punk Pop e o Rock Alternativo - de boa qualidade. Seu trabalho mais pesado até o momento, "Trouble" mostra que o que Pink queria desde o começo era fazer Rock. Aquela parada de R&B era simplesmente falta de poder sobre a própria carreira. De qualquer maneira, a transição foi muito bem feita - pra melhor, diria. Os vocais da Pink refletem leve influência de Freddie Mercury na maneira de cantar - o que é estranho, já que nem de longe as influências dela incluem o Queen.

Enquanto os EUA não ligaram muito pra canção, com um #68US, a Inglaterra acolheu um belo top 10, com #7UK.


God Is a DJ (Nível 4: Aceitável)


"God Is A Dj" tem um clima mais puxado pro Dance/Pop Punk (com a parte Pop bem destacada) com uma letra um tanto "fofinha". Com linhas como "[...] saying things you can't ignore/Like 'mummy I love you'/'Daddy I hate you'/'Brother I need you'/'Lover hey, fuck you'" ("dizendo coisas que você não pode ignorar/como 'mamãe eu te amo'/'papai eu te odeio'/'Irmão preciso de você'/'Ei amante, vai se f*der'") e "If God Is a DJ/Life is a dance floor/Love is a rhythm/you are the music" ("Se Deus é um DJ/(a) Vida é uma pista de dança/(o) Amor é um ritmo/Você é a música"). Ou seja, denota certo apelo sentimental em parte familiar e em parte amoroso. Isso, de relance, não tem muito a cara da Pink ou de suas músicas - ao menos acaba sendo algo diferente.

A canção tem uma produção mais amarrada e uma boa atuação vocal da Pink. Só falha em não ser uma música muito marcante - meio que se perdendo na irrelevância. Fez parte da trilha-sonora do filme adolescente Meninas Malvadas (Mean Girls), estrelando Lindsay Lohan - o que dá um clima um tanto "infantiloide" para a coisa toda.

Não foi muito bem nos EUA com um #103US e quase pegou um top 10 na Inglaterra com um #11UK.


Stupid Girls (Nível 3: Bom)


Até este momento, "Stupid Girls" é a canção mais divertida da Pink. Numa mistura balanceada de R&B e Pop Rock (o que faz da Pink uma espécie de experiência musical híbrida), ela canta sobre as garotas estúpidas da sociedade (norte-americana, satirizando figuras como Paris Hilton e algo mais sobre as irmãos Olsen, Lindsay Lohan e até mesmo 50 Cent, dentre outos) que pensam em seus cachorrinhos e em serem magras. Digamos que temos aqui uma Pink mais politizada (e engraçada). Fora que sua atuação vocal mais uma vez foi impecável (lhe rendendo uma indicação ao Grammy). Um single bem mais acessível e mais agradável (com críticas interessantes). Não é à toa que já vendeu quase 5 milhões de cópias.

Um #13US e #4UK, apesar ter merecido pelo menos um top 10 nos EUA.


Who Knew (Nível 3: Bom)


Pink fez aqui uma balada bem mais competente que sua "Catch Me While I'm Sleeping". Mais uma vez ela canta sobre as drogas. Porém desta vez é a respeito de um amor perdido por causa delas. E consegue ser bem emocionante nesta empreitada, sendo algo bem diferente de todas as suas outras canções. Principalmente na parte instrumental que foi bem centrada, produzida. É... Pink sabe fazer música bonitinha também!

Um #9US e um #5UK.


U + Ur Hand (Nível 2: Muito Bom)


"U + Ur Hand"! Tipo, este nome mais parece um código ascii. Com certeza uma das faixas mais interessantes da sua carreira. Pop Rock de primeira, simples e efetivo, a letra fala sobre auto-valorização e deixar o cara na mão (literalmente hauhauahau). Juntamente com "Stupid Girls" é sua faixa mais representativa. Um som um pouco mais pesado e uma letra que manda os homens catarem coquinho mostra definitivamente o novo rumo cantora. O vídeo-clipe se baseia em três personagens do ilustrador Martin Emond. O problema é que não foi nem creditado ao autor nem autorizado por seu filho (uma vez que Emond faleceu em 2004).

Alcançou #9US e #10UK.

Hard Candy

Baby Redknuckles


Rocker Bikerboy



Leave Me Alone (I'm Lonely) (Nível 3: Bom)


Esta daqui é meio que um regresso aos tempos de "Get The Party Started" no sentido Pop (lembrando-a bastante), como se fosse uma versão I'm Not Dead da mesma. É a Pink querendo ficar só - contrastando com um outro projeto lançado um pouco depois. Para quem gostava das fases anteriores da Pink (tirando a R&B), vai poder ouvir esta canção com deleite. Seu vídeo-clipe mostra partes de shows da I'm Not Dead Tour - com a Pink cantando, dançado e até mesmo se pendurando em tecidos no teto, como se fosse uma artista de circo! Demais!

Alcançou #34UK.


So What (Nível 2: Muito Bom)


Em "So What" Pink conseguiu seu maior sucesso individual (podemos citar na categoria "coletivo" o álbum M!ssundaztood, que vendeu incríveis 15 milhões de cópias). Este single ficou em primeiro lugar nas paradas de quase todos os países, (e onde não foi um #1, como na França, Holanda e Suécia, ficou com um Top 5) inclusive seu primeiro #1 nos Estados Unidos e mais um na Inglaterra.

O melhor trabalho do produtor Max Martin com Pink (que já trabalhou com Katy Perry e Kelly Clarkson). "So What" é uma grande canção Pop com toques Punk e bem divertida. Aqui vemos mais o quão Pink é desinibida para tratar de certos assuntos. Ela chega a "satirizar o fato de ter perdido seu marido", chegando até a cortar uma árvore com o nome dos dois!

Com seus #1US, #1UK, #1AUS, #1AUT, #1CAN, #1GER, #1IRE e #1NZ. Seu melhor trabalho até o momento.


Sober (Nível 2: Muito Boa)


Já foi escrito aqui no blog um artigo individual sobre a canção "Sober", segue o link:

AMR - Sober (P!nk) - postado originalmente em 23 de Dezembro de 2009.

Please Don't Leave Me (Nível 4: Aceitável)


Ao contrário de "Leave Me Alone (I'm Lonely)", aqui ela clama que não a deixem. Talvez inspirada na sua recente separação de Carey Hart (motociclista que conheceu em 2001) - o que era levado com um humor em "So What" tem um tom mais a sério aqui. Tem sido uma das canções favoritas das rádios easy por aí (a Pink sendo tocada em rádio easy!). A parte instrumental é legal e os vocais estão no ponto. Apenas não é tão marcante para ser representativa...

Um #17US e #12UK.


Fun House (Nível 4: Aceitável)


Em "Funhouse", a Pink tá um pouco mais Punk. Musicalmente falando ela é mais introspectiva, menos Pop. A canção que dá título para o álbum não tem a mesma força que "So What", mas ainda sim é bem trabalhada e não destoa do clima do álbum - muitas vezes uma faixa-título soa desta maneira. É mais uma canção que fala sobre a sua separação - que já não existe mais, já que Pink retomou seu casamento não faz muito tempo.

Conseguiu um #44US e #29UK.


Extra - Lady Marmalade (Nível 2: Muito Boa)


A junção de quatro artistas distintas que rendeu até mesmo um Grammy - e relembrando a canção do grupo LaBelle, que revelou a cantora Patti LaBelle (famosa por trabalhos com artistas como Michael McDonald). Foi um sucesso estrondoso que acabou se tornando o single mais vendido das carreiras de Mýa e Lil Kim.

Ambas talvez não tenham conseguido fazer algo melhor que isso até hoje. Já Aguilera teve seus altos e baixos no quesito qualidade. Pink acabou tendo sua participação um pouco ofuscada pela superestimada Christina (que estava em sua fase pré-Stripped). É memorável principalmente por esta união de artistas que conta até mesmo com a produção de Missy Elliott!

Logicamente, #1US e #1UK.