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domingo, 23 de junho de 2013

AMR - Part of Me (Katy Perry)

Análise: Sétimo single do álbum Teenage Dream, da Katy Perry. Lançado em Fevereiro de 2012, alcançou #1US e #1UK.


Hum... qual parte?

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Katy Perry está chegando na condição de se chamar de maior musa Pop da atualidade. Não que seu repertório seja perfeito, mas de qualquer forma é agradável e caiu no gosto do povo. Seu último álbum, o Teenage Dream, gerou sete singles, sendo que seis deles foram para o topo das paradas. Feito realmente considerável para aquela garota que "beijou outra garota e gostou". Katy declarou certa vez que queria provar que o sucesso obtido com seu álbum de estreia, One of the Boys (2008), não foi mera sorte. E de fato ela provou.

Dá para reparar no capricho e cuidado que a produção de Teenage Dream teve. A produção do álbum envolveu uma enxurrada de gente, um balaio de gatos onde os mais conhecidos são o StarGate e Dr. Luke. Nada de Timbaland, Rick Rubin ou qualquer outro produtor manjado. Houve um esforço coletivo que gerou resultado positivo e satisfatório, numa escolha acertada deste pessoal. Agora vai lá ouvir o que o Timbaland anda fazendo pra você ver que decepção é o atual trabalho daquele que se intitulava "o melhor produtor"...


Dr. Luke foi um dos responsáveis por "Part of Me", último single a chegar no topo das paradas norte-americanas. Apesar de ser inferior aos sucessos "California Gurls" e "Last Friday Night (T.G.I.F.)", o single em questão segura a coesão sobre a qual o álbum foi construído. Aliás, ele foi lançado na re-edição do álbum, tendo sido removido a primeira edição por Katy achar que não encaixava com as outras canções. Ledo engano, como ela pode perceber no final das contas.

Katy está com uma boa média de boas canções por álbum, e esperamos que continue e assim por um bom tempo. Lily Allen pensou em desistir da carreira, mas agora aparentemente pretende voltar; Lady Gaga está perdendo o fôlego; Madonna já praticamente está sem ar. Quem sabe a Senhorita Perry não consiga sustentar um pouco do fardo Pop em suas costas.

sábado, 4 de setembro de 2010

AMR - The Catalyst (Linkin Park)

Análise: Primeiro single do álbum A Thousand Suns, do Linkin Park. Lançado agora no mês de Agosto, alcançou #35US.


Clique para ampliar!

Medo, muito medo!

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Quem não conhece o Linkin Park? A banda de Metal Alternativo e Rap Rock com seus vocalistas Chester Chester Bennington e Mike Shinoda criaram canções que ficaram muito conhecidas, como "In The End", "Numb" (e sua versão com Jay-Z, entitulada "Numb/Encore", "Breaking The Habit" e as minhas recentes "What I've Done" e "Leave Out All The Rest". Enfim, são um dos mais bem sucedidos grupos a misturar o Rock com o Rap em cena (junto com o Limp Bizkit).

"The Catalyst" tem uma proposta bem diferente, algo bem distinto do que a banda costuma fazer. Se você sempre foi curioso pra saber como seria se o Linkin Park se envolvesse com algo do tipo Rock Industrial, temos aqui uma amostra. E no final das contas eu digo: tem certos casos que uma mudança NÃO é bem vinda.


O Mike Shinoda deve ter tido um pesadelo envolvendo Trent Reznor (do Nine Inch Nails) e o Brian Warner (mais conhecido pelo nome de sua banda, Marilyn Manson). Provavelmente uma cruza entre eles. Os vocais de Chester Bennington que soavam bem interessantes e aproveitados em canções como "In The End", fica limitado demais, apenas em gritaria. A capacidade da banda foi bem ignorada e sua relevância consideravelmente reduzida aqui.


Acredito que este single possa servir de prova incontestável que o produtor Rick Rubin está cansado; trabalhando demais. Se por um acaso "The Catalyst" acabasse na gaveta e Rubin se envolvesse em algum projeto com Marilyn Manson (ou o Nine Inch Nails), com certeza ele daria um jeito de encaixar está canção num dos dois - adaptando para cada caso, é claro.

Dá até vontade de falar pro Shinoda voltar com seu antigo projeto, o Fort Minor. Mas é melhor deixar isso beemmm pra lá...

sábado, 24 de abril de 2010

AMR - Love Long Distance (Gossip)

Análise: Segundo single do álbum Music for Men, da banda indie Gossip. Lançado em Setembro de 2009, não alcançou nenhuma posição nos principais charts.


Tá aí uma banda de peso, principalmente pela parte da vocalista...

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A banda indie-punk-dance (oww!) Gossip é no mínimo curiosa. Me lembro da primeira vez que os vi. Não ouvi nada deles, só os achei na net por um acaso, mas o que me chamou a atenção mesmo foi a figura da vocalista Beth Ditto. Uma cantora lésbica e bem, bem acima do peso. Ela faz performances bem ousadas em palco - o que não é exatamente algo novo ou inovador - mesmo com seu sobre-peso. O que torna a coisa no mínimo curiosa. Já imaginaram tipo a Lady Gaga com 120kg dançando "Bad Romance" no meio da platéia? Hauhauahuaha...


"Love Long Distance" reflete o padrão atual de qualidade das bandas que tocam o rock indie atual. No caso do Gossip, é um indie levemente preenchido com dance. Uma mistura que ficou muito bem executada pela banda. Esta parece ser a cara do que pode ser a música nesta nova década.

A canção é no fundo bem simples. Tem uma bateria pra segurar o ritmo de maneira interessante (quem ocupa o cargo na banda é uma mulher, Hannah Blilie), o piano bem acentuado (acredito que esta parte seja trabalho da vocalista). A propósito, a voz de Ditto é bem distinta. Acredito que se não fosse sua forma física, digamos, nada comercial, ela poderia ser jogada na mesma linha de jogo que cantoras como a Duffy. De qualquer forma, as performances devem ser muito legais.


Fora que o álbum foi produzido pelo guru-dos-artistas-que-estão-caídos-ou-que-querem-algo-diferente, Rick Rubin. Rubin está em forma, parecendo uma espécie de Quincy Jones ou George Martin versão underground.

A linha após o primeiro refrão faz referência a um dos maiores clássicos da música negra norte-americana, "I Heard It Through the Grapevine", gravado por Smokey Robinson e sua banda, o The Miracles, Gladys Knight e o seus The Pimps, a versão mais famosa com Marvin Gaye e por último, uma versão rock clássico com o Creedance Clearwater Revival.


Haja força no braço...

Enfim, "Love Long Distance" é uma canção muito atrativa, principalmente na atual situação do mercado fonográfico, onde tudo é muito igual, muito chato. Consegue angariar interesse com simplicidade. E o vídeo-clipe é mais um da linha indie/underground/alternativo. Criatividade sem limites!

Vídeo-clipe:

segunda-feira, 22 de março de 2010

Quick - Already Gone vs Halo

VS
Quem não se lembra da banda OneRepublic com o sucesso "Apologize" remixado pelo Timbaland? Pois é. Foi desta banda que saiu o cantor, compositor e produtor Ryan Tedder, que está ganhando fama escrevendo e produzindo para artistas como Jennifer Lopez, Kelly Clarkson e Beyoncé. As duas últimas vítimas da falta de memória ou noção do produtor.

O fato é que Tedder produziu as canções "Already Gone" da Kelly e "Halo" da Beyoncé, ambos os períodos criativos próximos. O problema é que, sabe-se lá o motivo, Ryan usou o mesmo arranjo para as duas canções! É surpreendente ver como ele quase não mudou nada, mantendo até umas linhas de piano no fundo! Talvez ele tenha resolvido se inspirar no famoso produtor Rick Rubin, que se envolveu em situação parecida: Rubin produziu "Mary Jane's Last Dance" para Tom Petty & The Hearbreakers em 1993 e "Dani California" para o Red Hot Chili Peppers em 2006. Ambas com praticamente a mesma progressão de acordes. Ao menos Rick deu um intervalo de aproximadamente 13 anos, já Ryan...

No final das contas, "Halo" acabou sendo lançada primeiro e Clarkson saiu na luta pra tentar impedir que sua canção fosse lançada no álbum. Não só fracassou em convencer a gravadora das similaridades, - obviamente eles sabiam, no mínimo fizeram de propósito pela polêmica - como a canção acabou sendo lançada como single. Pra quem conhece Kelly e sabe das constantes brigas dela com a gravadora pelos rumos de sua carreira, deve ter imaginado o que isso significou pra ela. No final das contas ela foi acusada de roubar o arranjo da Beyoncé, que também não teve culpa alguma.

Ryan Tedder é o produtor de memória extremamente curta ou de habilidade extremamente limitada. E é triste como ele foi capaz de envolver suas artistas que nada tinham a ver com isso numa confusão destas. Afinal, quem realmente é atacado é o artista, o produtor acaba ficando na surdina. Foi igual com o Red Hot, não seria diferente agora.
Bem, se você é capaz de deixar um rapper/produtor/presunçoso remixar sua música com o intuito de simplesmente adicionar uns gritos de "eehh" no fundo, você definitivamente não bate bem. Vai ser borracheiro ou recepcionista, porque pra música você não tem muito futuro...
Esse remix pode ajudar um pouco a perceber as semelhanças: