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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

AMR - Love on Top (Beyoncé)

Leia também: Prós/Contras Divas 2: Beyoncé
AMR - If I Were A Boy (Beyoncé)
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AMR - Video Phone (Beyoncé & Lady GaGa)
AMR - Telephone (Lady Gaga & Beyoncé)
AMR - Telephone (Vídeo-clipe)
AMR - Ego (Beyoncé)
AMR - Run the World (Beyoncé)

Análise: Quarto single do álbum 4, da Beyoncé. Lançado em Dezembro de 2011, alcançou #20US e #13UK.



Ou então "butt on top"...

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Depois de um, digamos, devaneio anti-comercial e meio fora de seu gênero normal com "Run the World (Girls)", Beyoncé voltou a fazer o velho café com leite, o arroz com feijão de sempre. Quero dizer, na verdade se considerarmos o fato de Beyoncé se esforçar para ser o grande símbolo sexual norte-americano, era pra este café com leite ir vodca e neste arroz com feijão ir muita pimenta...

Mas não é o que acontece em "Love On Top". Aqui ela resolveu deixar um pouco de lado sua transbordante sensualidade para trabalhar em algo mais ameno. Tanto que o que ouvimos nesta gravação é um R&B mais tranquilo, mais contido. Nada de esfregar a bunda em faces alheias ou exacerbar seu feminismo latente. É um projeto "novo", pois o conceito e tudo o mais nos remete aos tempos mais antigos de artistas que, aliás, são referenciados por Beyoncé, como Stevie Wonder.


Pra encurtar e ir direto ao assunto: se você é fã da Beyoncé de áureos tempos de canções como "Baby Boy", "Naughty Girl", "Check On It", "Single Ladies" e outras menos cotadas, não vai se animar com o choque, digamos, cultural que receberá ao ouvir o presente single. Mas se você curte mesmo coisas como a chata de doer "Irreplaceable", "Halo" e "Ego", então possivelmente vai se sentir em casa.

Bom, é bem melhor tecnicamente. Mas eu, apesar disto, prefiro categoricamente que Beyoncé continue fazendo suas firulas feministas e sem tanta qualidade musical. O motivo? Imagina só o Elton John descendo sua qualidade musical e tocando, sei lá, pagode (huhauahuahauah). Acho que é a mesma situação. Beyoncé, keep the single ladies...

segunda-feira, 22 de março de 2010

Quick - Already Gone vs Halo

VS
Quem não se lembra da banda OneRepublic com o sucesso "Apologize" remixado pelo Timbaland? Pois é. Foi desta banda que saiu o cantor, compositor e produtor Ryan Tedder, que está ganhando fama escrevendo e produzindo para artistas como Jennifer Lopez, Kelly Clarkson e Beyoncé. As duas últimas vítimas da falta de memória ou noção do produtor.

O fato é que Tedder produziu as canções "Already Gone" da Kelly e "Halo" da Beyoncé, ambos os períodos criativos próximos. O problema é que, sabe-se lá o motivo, Ryan usou o mesmo arranjo para as duas canções! É surpreendente ver como ele quase não mudou nada, mantendo até umas linhas de piano no fundo! Talvez ele tenha resolvido se inspirar no famoso produtor Rick Rubin, que se envolveu em situação parecida: Rubin produziu "Mary Jane's Last Dance" para Tom Petty & The Hearbreakers em 1993 e "Dani California" para o Red Hot Chili Peppers em 2006. Ambas com praticamente a mesma progressão de acordes. Ao menos Rick deu um intervalo de aproximadamente 13 anos, já Ryan...

No final das contas, "Halo" acabou sendo lançada primeiro e Clarkson saiu na luta pra tentar impedir que sua canção fosse lançada no álbum. Não só fracassou em convencer a gravadora das similaridades, - obviamente eles sabiam, no mínimo fizeram de propósito pela polêmica - como a canção acabou sendo lançada como single. Pra quem conhece Kelly e sabe das constantes brigas dela com a gravadora pelos rumos de sua carreira, deve ter imaginado o que isso significou pra ela. No final das contas ela foi acusada de roubar o arranjo da Beyoncé, que também não teve culpa alguma.

Ryan Tedder é o produtor de memória extremamente curta ou de habilidade extremamente limitada. E é triste como ele foi capaz de envolver suas artistas que nada tinham a ver com isso numa confusão destas. Afinal, quem realmente é atacado é o artista, o produtor acaba ficando na surdina. Foi igual com o Red Hot, não seria diferente agora.
Bem, se você é capaz de deixar um rapper/produtor/presunçoso remixar sua música com o intuito de simplesmente adicionar uns gritos de "eehh" no fundo, você definitivamente não bate bem. Vai ser borracheiro ou recepcionista, porque pra música você não tem muito futuro...
Esse remix pode ajudar um pouco a perceber as semelhanças:


sexta-feira, 10 de abril de 2009

Prós/Contras Divas 2: Beyoncé

Níveis

1 - Obra-Prima
2 - Muito Bom
3 - Bom
4 - Aceitável
5 - Ruim
6 - Créeuu

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O Prós/Contras Parte 2 vai ser de uma cantora que começou muito, muito jovem, cantava junto com outras gostos… digo, outras moças, fez assim muito sucesso, até que resolveu largar o grupo e seguir uma carreira solo de sucesso, casando com um rapper (não se pode acertar sempre né…) e etc, etc, etc… Beyoncé!


Seria este o único talento da Bundon… da Beyoncé? Esperamos que não… quero dizer… ah, sei lá!

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Crazy in Love (Nível 2: Muito Bom)


"Crazy in Love" foi o primeiro single da carreira solo da Beyoncé. Sua porta de saída do Destiny's Child para uma bem sucedida carreira longe das companheiras. Canção de ritmo urgente e agitado, que funciona muito bem mesmo com a participação do Jay-Z - o rap dele se encaixou muito bem aqui! Beyoncé já estréia se apoiando nos clássicos, ou seja, sampleando uma canção antiga. No caso, "Are You My Woman (Tell Me So)" do The Chi-Lites - grupo da gravadora Motown. É a química do velho com o novo gerando um bom resultado.

Baby Boy (Nível 6: Créeuu)


Bem difícil de avaliar. A canção é ruim em todos os aspectos, tanto na letra quanto na produção. Beyoncé acaba desperdiçando sua voz numa interpretação sem sentido. O que pode piorar muito a situação se lembrarmos da participação do rapper Sean Paul - uma das vozes mais irritantes da categoria. Algo diferente demais do que se esperar de alguém que saiu de um grupo como as Destiny's Child. Pena que foi diferente pra pior aqui.

Naughty Girl (Nível 5: Ruim)


"Naughty Girl" é bem, bem pior que a anterior talvez por ir mais fundo ainda na parte promíscua da coisa. Dá pra ver bem qual era o peso que Beyoncé queria ter em sua carreira solo. Ideal para tocar nas rádios. Este projeto denota muito a grande artista vocal que Beyoncé é ou que pretendia ser. Ela parece gastar, desperdiçar seu potencial por algum empurrão comercial a mais. Mais uma vez temos um sample dos anos 70. No caso, "Love to Love You Baby" da Donna Summer, 1975. A canção original já não era grande coisa, apesar de provavelmente ter sido o primeiro grande êxito da cantora, mas aqui nada foi melhorado também...

Check On It (Nível 3: Bom)


"Check On It" foi oficialmente lançada na coletânea #1's das Destiny's Child e posteriormente na versão internacional de B'Day. Lançada como single, arrebentou nas paradas em vários países. A canção é realmente bem legal, com uma boa atuação da Beyoncé. Poderiamos considerar Slim Thug um problema nesta faixa, mas até que incomoda tanto. Talvez tenha começado aqui esta história de lançar um álbum e depois incluir uma canção nova em uma versão deluxe ou coisa do tipo e lançar como single. Ou seja, não fez parte de fato da concepção do álbum. Coisa muito comum hoje em dia...

Déjà Vu (Nível 3: Bom)


Esta canção poderia ser considerada uma "Crazy in Love part 2", por seu envolvente ritmo, urgência e balanço, ou seja, quase um empate técnico. Rodney Jerkins, o Darkchild sabe utilizar instrumentos - pelo menos, em alguns projetos que participa. Parece que ter uma mulher como Beyoncé do lado inspira Jay-Z a fazer um rap mais amarrado com a música. O vídeo-clipe, dentre outras coisas, presta homenagem a exótica dançarina Josephine Baker. Só não dá pra entender o que é a Beyoncé correndo no meio do mato (pois conheço uma sequência envolvendo corrida por milharal muuuito mais interessante). Enfim, uma grande atuação vocal, mostrando que Beyoncé entende da coisa.

Ring the Alarm (Nível 6: Créeuu)


Uma canção um pouco pesada demais em todos os sentidos. Talvez o fato de Swizz Beatz estar na produção explica muito (nota extra: vale lembrar que ele participou do fracasso "I Can Transform Ya" do Chris Brown). No caso de "Ring The Alarm", a urgência não contribui em nada e o clima denso só afunda a canção. Aparentemente a canção parece mais a tradução musical de um pesadelo (literalmente). Beyoncé declarou que esta música foi uma maneira dela botar para fora os sentimentos comprimidos pela sua personagem no filme Dream Girls. Muito, muito abaixo do potencial dela.

Irreplaceable (Nível 6: Créeuu)


Beyoncé também é o tipo de artista que quer se manter ativa no ramo de baladinhas românticas. Capacidade e voz pra isso ela tem de sobra. O problema é que neste caso a coisa ficou bem insossa. Tipo feijão sem tempero. Parece mais uma daquelas canções que sobram das produções dos discos que acaba sendo lançada como lado B de single. Um momento bem fraco da Beyoncé que acabou fazendo bastante sucesso. Mas quem é que se surpreende, não é?

Beautiful Liar (Nível 3: Bom)


Duas grandes artistas do cenário atual juntas em mais uma canção um tanto quanto, digamos, feminista. Uma produção um tanto mais rebuscada, que lembra muito mais a Shakira do que a Beyoncé. Com ótima atuação das duas, claro. No vídeo-clipe, as duas esbanjam um sensualismo tão grande que devem ter sido responsáveis por um grande número de infartos e, em casos extremos, fins de casamentos.

If I Were a Boy (Nível 2: Muito Bom)


Em "If I Were a Boy", Beyoncé sua interpretação mais emocionada, superando, em minha opinião, canções como "Flaws and All". Uma canção com uma produção muito cuidadosa e um tema que sugere que Jay-Z deve ter aprontado alguma ultimamente. Rihanna tem muito que aprender com Beyoncé nesta parte. Dá pra perceber que Beyoncé pôs muito de si própria neste trabalho e isso é algo muito bom de se ver (e ouvir!).

Single Ladies (Put a Ring on It) (Nível 4: Aceitável)


O velho papo das mulheres encalhadas. Beyoncé cantando para mulheres neste perfil é meio estranho, enfim... Esta canção foi uma infame vencedora de um Grammy (infame simplesmente porque não mereceu! até "Check On It" foi melhor o suficiente pra ganhar!). Mais parece que foi um complô para que Beyoncé ganhasse prêmios o bastante para bater um recorde. Mas é mais do que lógico que o Kanye West discorda de tudo o que eu escrever neste post (uahauhauhauh).

Halo (Nível 4: Aceítavel)


As canções "Halo" e "Already Gone", de Beyoncé e Kelly Clarkson, respectivamente, acabaram sendo alvo de uma polêmica. Vítimas da falta de criatividade e noção de Ryan Tedder, o produtor de ambas as canções (líder da banda OneRepublic).


Sobre a canção: é interessante e até bem produzida, mas que na minha opinião meio que deixou um pouco a desejar. Ficou bem no meio do caminho, principalmente para Beyoncé.

Extra: um posterior single, "Ego" (que se encaixa naquele esquema de canção lançada no álbum bem depois) também foi resenhado aqui na Crackolandia!
Confiram: Beyoncé - Ego