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domingo, 21 de março de 2010

AMR - 2000's Jukebox 1

Artista: Michael Gray (04/12/1979)
País de Origem: Inglaterra
Estilo: House, Dance
Hits: "
Borderline", "The Weekend"
Hit da Jukebox: "
The Weekend" (2004, #UK7)


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Provavelmente a década com maior incidência de samples é esta que passou. A década de 00 (!) às vezes passa a impressão de preguiça ou falta de criatividade por tentar renovar ou reciclar peças já existentes - exatamente o que anda acontecendo com filmes. Juntamente com isso (ou justamente por isso) a carreira dos DJ's pelo mundo explodiu. Eles passaram a se multiplicar tal como os rappers. Ao menos estes caras que ficam remexendo um disco de vinil sabe fazer coisas legais.
Em 2004, o DJ Michael Gray surge com o single "The Weekend". Uma batida frenética e dançante que nos remete um pouco ao som dos anos 80. Mas claro que isso não é à toa. O mérito não poderia ser só dele. A canção utiliza samples do clássico de Oliver Cheatham, que fez muito sucesso na época com a canção "Get Down on Saturday Night".

Apesar de não utilizar muita coisa da canção, - limitou-se a usar apenas uma linha, fora um coisa ou outra na parte instrumental - Gray conseguiu fazer seu projeto soar mais interessante do que o Room 5 que sampleou praticamente a canção inteira em sua versão, "Make Luv". O resto foi obra do próprio DJ. A parte vocal conta com a cantora Shena - famosa na cena musical dance/house, o que nos faz pensar que ela deve ser tão conhecida quanto a identidade do Jack o Estripador...
O clipe tenta meio que passar aquela mensagem de "cacete, tenho que trabalhar, mas quando o fim de semana chegar...". Com mulheres dançando num bizarro ambiente que deveria ser um escritório. Agora, se trabalhassem em escritórios mulheres como aquelas, não seria necessário esperar o fim de semana.

Normalmente os DJs são conhecidos por chegarem nas baladas, colocarem seus cds pra tocar e irem tomar cerveja. Não deve ser muito diferente o que alguns fazem em estúdio. Mas dá pra ver que alguns resolvem arregaçar as mangas e fazer algum diferencial. Se Michael Gray não é o DJ mais valoroso ou conhecido, ao menos conseguiu fazer algo divertido com um clássico e nos manter entretidos por uns 10 minutos. Ou mais.

segunda-feira, 8 de março de 2010

AMR - 90's Jukebox 5

Artista: Everything But The Girl (1982 - presente)
País de Origem: Inglaterra
Estilo: Pop, Folk, Jazz, Electronica
Hits: "
I Don't Want to Talk About It", "Missing", "Walking Wounded", "Wrong"
Hit da Jukebox: "
Missing" (1994, #50UK)



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Poucas canções poderiam representar a realidade das rádios FM dos anos 90 e, musicalmente, a década em si quanto "Missing" do Everything But The Girl. Esquisito nome né? Bem, sabemos que existem outros mais estranhos. O fato é que este é um hit radiofônico do tipo que marca uma época mesmo com uma acentuada simplicidade.

O nome foi tirado de um slogan de loja de conveniência por Tracey Thorn e Ben Watt, os responsáveis pelo duo. Adoraria ver no Brasil bandas como nomes do tipo "Amo Muito Tudo Isso" ou até mesmo "Keep Walking". O que me faz sempre pensar que ainda descubro da onde sairam nomes como Blind Melon e Frank Goes to Hollywood...

Inicialmente - ou mais necessariamente, durante uns 10 anos de carreira, aproximadamente - o duo tinha suas raízes no jazz e no folk. Neste período conseguiram um vago sucesso no seu país natal, a Inglaterra. Talvez um sucesso vago demais para qualquer banda...
Passado tanto tempo, eles resolveram mudar o rumo musical de seu projeto e torna-lo mais pop, seguindo a onda da electronica que começava a surgir e definiria parte da história musical dos anos 90. "Missing" foi lançada em 1994 e não chamou muito a atenção em seu próprio país e sequer foi reconhecida nos Estados Unidos. Mas ainda sim, conseguiram fazer algo que remetia com força ao estilo da época.
Se você excluir a ascensão do rap e outras tranqueiras dos anos 90, vai encontrar pérolas como esta. Um detalhe curioso é que foi lançado um dispensável remix da canção pelo DJ Todd Terry - que já remixou clássicos de artistas como Björk, Duran Duran, Kylie Minogue, Michael Jackson e The Rolling Stones. Mas apesar de, na minha opinião, ser algo dispensável, ajudou a canção a ganhar status e posições nas paradas - #2US e #3UK!

Se você se lembra de alguma pérola dos anos 90 nos estilo dessa canção, por favor, diga os nomes nos comentários. Seria ótimo desenterrar estes clássicos.
Versão remix por Todd Terry:

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Aconteceu - Men at Work acusado de plágio


"Men at Work" ou "Kids at Kookaburra"
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Sydney (Austrália), 4 fev (EFE).- Um tribunal de justiça de Sydney
declarou hoje que a música "Down Under", da banda australiana Men at Work, foi plagiada em parte de uma popular canção folk composta em 1934.
O magistrado do Tribunal Federal informou que há um grau de similaridades
entre "Kookaburra" e "Down Under" o que leva a concluir que houve uma
reprodução. "Kookaburra sits in the old gum tree" foi escrita pela professora
Marion Sinclair há 76 anos.
"Down Under" dominou as paradas musicais de 1981 na Austrália, Estados Unidos e Reino Unido, e se transformou em uma espécie de hino nacional para os australianos.
A companhia que está movendo a ação, Larrikin Music, calculou que a
indenização oscilará entre 40% e 60% dos lucros obtidos pela Sony BMG Music
Entertainment e EMI Songs Austrália.
Fonte: EFE

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Vejam só: Uma canção de 1934 é supostamente plagiada por uma canção de 1981 que é, finalmente, acusada formalmente em 2010. Do jeito que as coisas vão, o pagamento da indenização só será feito em 2049. Ou para os tatatatatataranetos de Marion.

Sobre o plágio: é, a melodia é idêntica...

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Aconteceu - Eminem aceita modificar letras de músicas contra gays




Eminem irá se apresentar na Inglaterra pela primeira vez em cinco anos, depois de concordar em mudar as letras de algumas de suas músicas mais controvérsias.

O rapper, que foi confirmado como atração do London's Wireless Festival, disse que estaria disposto a mudar letras homofóbicas para prevenir protestos de grupos gays no evento.

Um representante do grupo ativista OutRagel foi entrevistado pelo Daily Mail, dizendo: "Nós temos uma condição: que ele não utilize letras que incitem o ódio aos gays."

"Ele é livre para expressar sua visão sobre as pessoas homossexuais, desde que fique longe da violência e do ódio. Ele tem muitas letras pra escolher. Nos últimos anos, ele tem se tornado bem comportado."

"Eu acho que ele se tocou de que cantar músicas sobre violência e ódio não colam mais. A sociedade mudou muito nos últimos dez anos."

Fonte : Popline

Sinal dos tempos! Que bom para os homossexuais e que ruim para Eminema : se ele começar a tirar todas as ofensas de todas as músicas, não vai ter quase material nenhum pra apresentar!

Este post foi um oferecimento de Boy George, Elton John e Adam Lambert.

sábado, 26 de dezembro de 2009

AMR - 80's Jukebox 4

Artista: Soft Cell (1978 - 1984/2001 - presente)
País de Origem: Inglaterra
Estilo: Synth-pop/New Wave
Hits: "
Tainted Love", "Torch", "What!", "Say Hello, Wave Goodbye"
Hit da Jukebox: "
Torch" (1982, #2UK)



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É realmente difícil definir qual seria o melhor grupo de synth-pop já visto. Afinal, este não é um tipo de estilo que se ouça tudo de cada artista sem antes ter um derrame auricular ou algo do tipo - se você conhece algum grupo de synth-pop que consiga reverter isso, por favor, apresente. Você aguenta ouvir no máximo umas três canções antes de querer qualquer outra coisa, desesperadamente (o que pode incluir desde um chacoalhão até um gole de pinga).
De qualquer maneira, o Soft Cell conseguiu coisas muito interessantes como a sua versão para o clássico de Gloria Jones, "Tainted Love" (que aliás, já foi sampleado pela aprendiz de Madonna, Rihanna) e a canção em questão, "Torch".

Uma canção com clima desolado e urgente. Sem aqueles aparatos enjoativos normais do estilo. Parece que o Soft Cell estava meio que querendo ser um banda de rock alternativo neste caso - o que não deixa de ser interessante de se imaginar. Afinal, os vocais de Marc Almond combinam tanto com sua proposta com seu duo, quanto com uma possível banda de rock (alternativo, claro).
Aliás, acredito que Almond tenha uma das melhores vozes no ramo (Neil Tennant do Pet Shop Boys tem um vocal apenas adequado, sem o tanto de força que Marc tem). Na canção, uma desconhecida divide os vocais (acredito que seja uma tal de Vicious Pink Phenomena - que no caso seria um fenômeno de anonimato, enfim...), tornando a canção interessantemente diversificada.

E tenho que perguntar: quão comum é uma canção synth-pop com instrumentos de sopro? Ou ainda: quão comum é estes instrumentos não soarem trash neste caso?
"Torch" é, estranhamente, um single a parte de qualquer álbum. Casos como esse até que são comuns (como "Goodbye Tonight" de Paul McCartney & The Wings), talvez uma estratégia de vendas de singles.
Viva o synth-pop! Ou não...

domingo, 20 de dezembro de 2009

AMR - 80’s Jukebox 3

Leia também: AMR - 90's Jukebox 6

Artista: Julian Lennon (08/04/1963)
País de Origem: Inglaterra
Estilo: Rock
Hits: "Too Late for Goodbyes", "Valotte", "Say You’re Wrong", "Saltwater", "I Don’t Wanna Know"
Hit da Jukebox: “Too Late for Goodbyes” (1985, #5US – #6UK)


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Too Late for Goodbyes” é o single de maior sucesso de Julian Lennon, filho do falecido ex-Beatle John Lennon. Lançado em 1985, alcançou um top 10 nos dois mercados fonográficos mais importantes do mundo e marcou uma estréia de respeito (o álbum Valotte vendeu cerca de 1 milhão de cópias).

Pode se dizer que essa é com certeza uma das melhores músicas vindas de um Lennon. E quase dá pra dizer que veio do John, pois a voz e aparência de Julian são idênticas a do pai. Sem dúvida o garoto deve ter sido alçado como nova salvação para os fãs dos Beatles e do próprio Lennon…


A produção fica por conta de Phil Ramone (excelente produtor que nada tem a ver com a banda The Ramones), que já produziu artistas como Paul McCartney, Bob Dylan, Elton John, Paul Simon, George Michael, Carly Simon, e vários outros. Que ao perceber a responsabilidade do projeto, com certeza se esmerou para o trabalho.

Talvez a carreira de Julian não tenha realmente deslanchado justamente por sua semelhança com John. As pessoas provavelmente ligavam um ao outro sem ligar para a identidade musical existente em cada um. Ou seja: se não vai fazer igual ao pai, então quem liga?

Pena, porque o garoto realmente tinha algo a dizer. Parece que agora ele está colaborando com o irmão caçula, Sean Lennon.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

AMR - 80’s Jukebox 2

Artista: The Bolshoi (1983 - 1988)
País de Origem: Inglaterra
Estilo: Post-Punk/Rock Alternativo
Hits: “Sunday Morning“, “A Way“, “Happy Boy
Hit da Jukebox: “Sunday Morning” (1986, esta canção não entrou nos charts)


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Esta é uma das canções alternativas mais interessantes e criativas que já ouviu. The Bolshoi parece ter influências do The Cure em seu som, porém ainda mais alternativo (Trevor Tanner parece uma versão minimalista - mais ainda! - de Robert Smith).


Sunday Morning” é uma canção que fala sobre algo que deve se encaixar bem com os brasileiros: as fétidas e monótonas manhãs de domingo - ao menos não é neste horário que passa Domingo Legal e Domingão do Faustão na TV. E até que o som deles (com alguns mínimos elementos góticos) soa bem trabalhado e produzido comparado com outras bandas do mesmo estilo.

Infelizmente (ou felizmente, para o pessoal do underground), The Bolshoi nunca conseguiu alcançar o topo, não tendo assim seu talento e criatividade devidamente reconhecidos.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Aconteceu - Amy Winehouse é internada por vazamento de silicone



O pai de Amy Winehouse disse em seu novo programa de TV que a cantora foi internada no último domingo (15) porque sua prótese de silicone vazou.
Diversos sites especializados divulgaram a notícia na segunda-feira dando conta de que a artista inglesa havia sido hospitalizada devido a uma reação a medicamentos.
De acordo com o site da MTV britânica, Mitch disse, apontando para o peito: “Não foi por causa de um resfriado. Ela só teve um vazamento.”
Winehouse fez um implante nos seios no mês passado. Ela teria gasto 35 mil libras (cerca de R$ 100 mil) na cirurgia plástica.

Bom, pelo menos não é “Winehouse é encontrada com 3 kg de cocaína”.

sábado, 14 de novembro de 2009

Prós/Contras Divas 3: Amy Winehouse

Níveis

1 - Obra-Prima
2 - Muito Bom
3 - Bom
4 - Aceitável
5 - Ruim
6 - Créeuu

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Eu poderia ser um completo idiota começando um artigo sobre Amy Winehouse falando sobre seu problema com drogas, escândalos e etc… Mas venho dizer que, na lógica mais simples e pura que NÃO É ISSO QUE WINEHOUSE ESTÁ VENDENDO! Se uma pessoa é trouxa o suficiente pra comprar um disco dela pelo que se lê nos jornais, azar, muito azar. Não se encontra por aí um dvd oficial da Winehouse escrito “Melhores Escândalos” ou coisa parecida.

Deixem as fofocas e coisas do tipo para desocupados como Leão Lobo - coisas tão importantes quanto a carreira de gente como ele.

O terceiro Prós/Contras é sobre esta artista britânica de voz forte chamada Amy Jade Winehouse!


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Stronger Than Me (Nível 3: Bom)


Este é o primeiro single de sua carreira. E como é de costume de toda a cantora underground, acabou ficando de fora do top 50 em seu país: #71UK. Se bem que isso só serve pra mostrar o quão os britânicos são um saco com os próprios conterrâneos. É uma música interessante de produção mais simples. Apesar da sensação de “barzinho com 10 mesas ma só 3 ocupadas”. A letra fala sobre um namorado ter de mostrar, ser mais forte que a companheira… O velho feminismo - que em partes tem bastante razão.

Take The Box (Nível 2: Muito Bom)


Uma canção mais voltada para o Jazz. Dá até pra imaginar uma versão desta canção interpretada pela Billie Holiday. A letra é confusa - e talvez seja um de seus méritos: a impressão é que personagem está depressiva, bêbada. Amy cita até o próprio cachorro na canção. O clipe mostra Amy tocando guitarra num salão escuro cheio de globos luminosos, dentre outras cenas. Conseguiu se sair melhor que o single anterior nas paradas: #57 UK. É uma das canções mais interessantes do álbum, junto a "Stronger Than Me", "You Send me Flying" e "Fuck Me Pumps". Dá pra notar uma tal carga de sentimento nela.

E também tem um remix muito bom dela. Vale a pena conferir: “Take The Box” (The Headquarters Mix).

In My Bed/You Sent Me Flying (Nível 3: Bom/2: Muito Bom)



Singles de duplo lado A são coisas curiosas… A impressão que se tem é que se uma das músicas acaba sendo ruim para o gosto público, ainda se tem uma segunda opção no mainstream. Isso infelizmente só deixa a coisa meio confusa, mas de qualquer forma…

"In My Bed" tem um clima meio confuso, no meio da desolação, urgência, raiva… tipo uma versão hard/avesso do clima da "Take The Box". Antônimo de singles. É mais ou menos como se Thelonious Monk entrasse em estúdio com o Kanye West ou o Jay-Z (parece bizarro né? mas até que tem sentido). Sobre a letra: "In My Bed" ("Em Minha Cama"), mais óbvio, impossível! Duas coisas que atraem a audiência ao extremo: amor/sexo e tragédia (se duvida, lembre-se: o filme Titanic arrecadou quase 2 bilhões de dólares). Um trabalho interessante, de força e movimento.

Contém samples da versão de “Apache” feita pelo obscuro porém interessante grupo Incredible Bongo Band, de 1973. A versão original foi escrita por Jerry Lordan e lançada pelo excelente The Shadows, de Marvin Hank, nos anos 60.

"You Sent Me Flying" é muito bem trabalhada e tem uma atuação vocal ótima de Winehouse. O tipo de coisa que o público deveria levar em consideração. Winehouse mostra o quanto sabe cantar em momentos simples como este. No início, o primeiro acorde tocado lembra "Rocket Man" do Elton John. Mas só o primeiro acorde. De longe um dos trabalhos mais significativos de Winehouse. Provavelmente sua melhor canção. Na sua versão do álbum, no final da faixa tem uma canção-surpresa (aquelas que o artista, por algum motivo, omite - os chamados "easter eggs") chamada “Cherry”, que deixa a impressão de que Amy visitou o Brasil. Mais necessariamente o Rio de Janeiro (alerta, alerta: bossa nova!!!).

Resumindo: ambas conseguiram um #60 UK. Merecia bem mais, claro, mas...

Fuck Me Pumps/Help Yourself (Nível 2: Muito Bom/5: Ruim)


Tudo o que foi dito sobre single de lado A duplo serve aqui.

"Fuck Me Pumps". Wow! Aparentemente é uma expressão que significa algum tipo de sapatos femininos (aparentemente de salto alto). A canção mais divertida e desinibida da Amy. Tanto a canção quanto o clipe. Onde ela sai pelas ruas cantando com um microfone, entrando em carros alheios, na frente de bares onde garotas vomitam… O clipe às vezes parece uma pegadinha do tipo “Borat”, pela naturalidade das cenas e proposital amadorismo das cenas. Um achado!

Mas ao chegarmos em "Help Yourself", a qualidade cai, e bastante. É aqui que Winehouse dá sua primeira grande derrapada. A música é tão ruim que deveria ser lado C (hauhauhauaa). Agora, falando sério, a música sequer foi incluída em sua versão norte-americana. Acho que os norte-americanos não se ligam muito em auto-ajuda ou em música arrastada.

Ambas conseguiram um #65 UK, injusto para "Fuck Me Pumps". Já para "Help Yourself"…

Rehab (Nível 5: Ruim)



Pode parecer algum tipo de aversão da minha parte com relação que é popular ou coisa do tipo. Mas uma faço questão de enfatizar: "Rehab" é tipo o que o João Gordo fez pro mundo punk, “traiu o movimento, véio” ~ Dado Dolabella. Ou seja: cadê o underground que encaixava tão bem na figura Winehouse?

Apesar do tema sobre drogas estar presente, - coisa que faz a canção ainda ter traços underground - a canção é pop demais. Virou uma espécie de Soul/Jazz de plástico (algo que se assemelha minimamente o rumo que Alicia Keys está tomando). A letra enfatizando a inanição de Winehouse com relação ao seu problemas com drogas não ajuda em nada. Os arranjos acabam sendo um pouco exagerados. Claro que existe coisa pior no mundo da música, mas Amy tem poder pra mais que isso.

E é lógico: 7# UK e #9 US…

You Know I’m No Good (Nível 3: Bom)


Esta canção mostra um pouco da linearidade jazz do álbum - ou seja, distante da parte pop "Rehab". Vamos dizer maldosamente que seria uma "salvação-pós-Rehab". É interessante notar que alguém conseguiu reacender alguma nesga de interesse no jazz no século 21. Amy deveria ganhar um tipo especial de Grammy por ter reanimado o estilo. Uma das melhores canções do álbum e da carreira da Winehouse.

No vídeo-clipe, Amy é uma espécie de criminosa sendo questionada por um investigador com fotos e etc. Bem produzido. Pena que não não podemos ver coisas toscas e divertidas nele como no vídeo-clipe da "Fuck Me Pumps" . Mas considerando a temática da letra, isso faz sentido… Alcançou #16 UK e #58 US.

Back to Black (Nível 3: Bom)


Clima denso, lembra um pouco um funeral. Ou pelo menos como eles devem ser na Inglaterra. Amy manteve firme a parte jazz do disco, principalmente no que se diz respeito a qualidade. Para quem cultua a tristeza, essa faixa é realmente admirável. Pra que não cultua, também. Mark Ronson é um produtor da faixa. Grande trabalho dele, um produtor que acredito que deva sofrer de algum tipo de “dupla personalidade musical”. Às vezes nem parece que foi ele quem produziu algumas faixas… No clipe, Amy enterra seu coração! Isso sim é que é sutileza…

Conseguiu um top 25 nos UK, apesar de merecer bem mais.

Tears Dry on Their Own (Nível 3: Bom)


Acredito que esta canção seja o melhor exemplo da fusão do jazz-Amy com o pop-Amy. Ou maior exemplar disto no álbum e talvez na carreira inteira dela. Pode-se dizer que pra combater o clima mais triste, denso que algumas faixas propuseram, "Tears..." foi feita. Na parte pop muito superior a "Rehab". A propósito, ambas têm vários elementos instrumentais em comum.

Atingiu #16 UK, melhor posição em seu país desde a própria "Rehab".

Love is a Losing Game (Nível 3: Bom)


É a designada faixa lenta do álbum, falando sobre o amor com melancolia. É o momento Soul do álbum. Uma das melhores do álbum. O mais profundo neste sentido, aliás. A canção foi escrita apenas por Amy, e possivelmente tem influencias de seu conturbado relacionamento com seu marido, Blake. O vocais são tristes e bem melancólicos. Existe por aí uma versão em que Amy canta com um instrumental mais ameno, mais minimalista - meio Bossa Nova.

Pegou um top 50 (#46UK).

Extra - Valerie (Nível 3: Bom)


Bem, este single não é da Amy, mas sim seu produtor, Mark Ronson, para seu álbum “Version” de 2007 - um trabalho onde ele faz covers de outros artistas com participações especiais. Mais especificamente, "Valerie" é uma cover da banda indie The Zutons (quem?). A canção parece um lado B de single ou outtake do "Back to Black" que deveria ter sido aproveitada. É divertida e legal, mais até que a versão original.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

AMR - Pérolas do "Pop" 1: All I Wanna Do

Bem, analisando algumas coisas no mundo pop (que é sempre lembrado com preconceitos do tipo "se é popular é ruim", "se é polular é descartável"), sempre pode-se achar alguma coisa que seja bem feita mesmo sendo feito para consumo imediato (ou não, sei lá)! Resumindo: assim como em qualquer outra área, o pop também tem seu lado bom e ruim… Sendo assim, começo duas espécies de sub-seções: "Pérolas do Pop" e "Desastres do Pop", começado pelo primeiro…


| Canção vencedora de dois Grammys de Gravação do Ano e Melhor Performance Vocal Pop Feminina e que também rendeu a Sheryl um de Melhor Novo Artista|

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Antes de mais nada, falemos um pouco sobre ela: Sheryl Suzanne Crow!

Nascida em 11 de Fevereiro de 1962, ela é multi-instrumentista que começou a carreira como backvocal do Michael Jackson na sua primeira turnê mundial, a Bad Tour, que durou de 1987 até 1989.
Após isso, Sheryl foi fazendo pequenos trabalhos no campo da música até conseguir sua estréia com o álbum Tuesday Night Music Club e o single “All I Wanna Do“.

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All I Wanna Do” foi escrita por uma porrada de gente, entres eles, a própria Sheryl Crow e Bill Bottrell (que já trabalhou com o Eletric Light Orchestra, o supergrupo Traveling Wilburys, Tom Petty, Elton John, Madonna, Rosanne Cash, Michael Jackson, Linda Perry e outros). Foi baseada num poema chamado “Fun” (Diversão) escrito pelo poeta Wyn Cooper.


Inclusive, a produção ficou por conta do próprio Bottrell, que resolveu investir aqui nas slide guitars (aquelas chamadas por alguns de “guitarra de mesa”, que são verticais e têm um som diferenciado por, geralmente, não ser usados os dedos para executar os acordes), que se encaixaram bem e deram incrivelmente certo na canção. Crow ganhou merecidamente o Grammy pela performance vocal (isso nos tempos que o Grammy ainda tinha alguma credibilidade… Hoje em dia, qualquer mané dá com a testa num teclado ou berra feito um macaco e ganha um Grammy), que está muito acima da média e se sobrepõe diante de certas coisas que estavam aparecendo nos anos 90 (Crystal Waters que me desculpe, mas aqui a Sheryl conseguiu ser muito mais proveitosa no sentido de fazer um pop com qualidade - tá certo que com uma certa raiz folk, coisa que nada tem a ver com a Waters, mas enfim...).


Sheryl alcançou 2ª posição nos charts dos US e 4ª nos charts da UK (isso também num tempo onde não era todo mundo que chegava lá no alto… hoje em dia coisas como Soulja Boy Tell 'Em e coisas piores figuram por lá… lamentável…) e as vendas do single devem ter chego a 1 milhão de cópias no mundo (500 mil só nos US e 200 na UK) e é o magnum opus da cantora.
Deixo aqui o clipe da canção (que do qual existem duas versões, uma com e outra sem o Billy da letra, que sabe-se lá porque, foi cortado). Aqui está a versão com Billy: