quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

AMR - Blame It (Jamie Foxx)

Análise: Segundo single do álbum Intuition, de Jamie Foxx. Lançado em Janeiro nos EUA e em Abril na Inglaterra, alcançando #2US.


É, culpe a cerveja… – ou – Como o Ray Charles tá style!

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O taxista do Tom Cruise, digo, Jamie Foxx (sim, ele mesmo, o ator) aparentemente é um cara multi-uso. Vocês podem não saber – viver numa caverna reduz em muito as despesas – mas Foxx tem uma carreira musical de mais de 10 anos! E num caso desses você pensa: ou a coisa fede pra cacete ou simplesmente tá lá. Acertou quem foi na segunda.

Mas neste caso, dá pra se dar algum destaque. “Blame It” conseguiu ir longe e alcançou #2US (Ray Charles, digo, Jamie Foxx já havia estado no topo juntamente com Kanye West na canção “Gold Digger” – #1US e #2UK).

Como eletrônica, “Blame It” funciona muito bem. Se o auto-tune causasse câncer, metade dos artistas norte-americanos estariam condenados. Mas aqui ele se encaixa perfeitamente no contexto e não incomoda. Mas também não disfarça o fato de o policial do Miami Vice, digo, Jamie Foxx e T-Pain não terem realmente voz pra tanto…


O clipe é luxuoso e recheado de participações especiais. Podem ser vistos: Jake Gyllenhaal (ator e cowboy selado), Forest Whitaker (ator), Ron Howard (diretor, mais conhecido pelo filme “Cocoon” e ”O Código da Vinci/Anjos e Demônios”), Samuel L. Jackson (ator), Quincy Jones (cantor e produtor) e alguns fracassados como Mos Def (o rapper com a voz mais irritante da história, vencendo até mesmo JaRule) e LeToya (a para sempre esquecida ex-Destiny’s Child). Enfim, pura figuração de luxo…

É, dá pra ouvir sem medo e até se divertir. O que se pode dizer de um cara fora de sua área (ator) que consegue ser melhor na música do que quem é da área (cerca de 85% dos artistas)?

Vídeo da canção:

AMR - I Can Transform Ya (Chris Brown)



Análise: Primeiro single do álbum Grafitti, de Chris Brown. Lançado no mês de Setembro, alcançando #20US e #26UK.



Que tal tentar transformar Chris Brown num artista de verdade ou sua música em coisa boa?

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Acho que umas 6 pessoas já devem saber que Chris Brown lançou um álbum novo (eu sinceramente só fui saber agora). Então resolvi ouvir algo do novo material ao saber que ele está sofrendo um grande boicote das lojas lá nos EUA, devido ao fato de Brown ter resolvido espancar sua então namorada Rihanna (Brown se estressou com o boicote e até excluiu sua conta no Twitter, do tipo: grande merda!).


Inclusive o trabalho não tem sido bem recebido e tem tido números muito baixos. O que nos faz pensar o quão poderoso é um boicote ou quão poderoso é o Wal Mart.

Enfim, ouvindo a canção “I Can Transform Ya“, pode-se chegar na seguinte conclusão: quão poderosa pode ser uma música ruim. Boicote que nada. O novo trabalho de Brown é uma porcaria. É simplesmente a pior coisa que ele já fez (como se isso ainda fosse possível). Incrivelmente
constrangedor. Ouvindo esta canção, dá saudades da “Morning After Dark” do Timbaland – com suas paquitas SoShy e Nelly Furtado. Sério!


Err... uma foto do Lil Wayne...

Como disse a Ms Sunshine, o suicídio de carreira (ou suicídio comercial) tá ficando na moda. Pois isso nos faz pensar em que tipo de mistura etílica os executivos de gravadoras usam pra aprovar uma merda dessas. Eles simplesmente devem pensar que os fãs do Chris Brown ouvem qualquer coisa - o que não tá longe de ser verdade. Impressionante como nada funciona aqui.

O clipe é insosso, mal-feito e ridiculamente inspirado no filme “Transformers”. Já que é pra abusar de efeitos especias, deviam fazer isso pra alterar a cara de idiota do Brown. Pois só assim para se tentar levar seu trabalho a sério…

E mais duas coisas:

1 – Nunca, jamais, em tempo algum, chame Lil Wayne se você quiser que algo seja, no mínimo, comercial. É burrice pura e simples.

2 – Brown, não culpe boicotes e coisas do tipo pelo seu fracasso. Culpe sua falta de talento e de consistência. Siga um conselho e vá ser dançarino na Broadway, ao menos talento pra isso você tem.

A visão do inferno:

AMR - 80’s Jukebox 2

Artista: The Bolshoi (1983 - 1988)
País de Origem: Inglaterra
Estilo: Post-Punk/Rock Alternativo
Hits: “Sunday Morning“, “A Way“, “Happy Boy
Hit da Jukebox: “Sunday Morning” (1986, esta canção não entrou nos charts)


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Esta é uma das canções alternativas mais interessantes e criativas que já ouviu. The Bolshoi parece ter influências do The Cure em seu som, porém ainda mais alternativo (Trevor Tanner parece uma versão minimalista - mais ainda! - de Robert Smith).


Sunday Morning” é uma canção que fala sobre algo que deve se encaixar bem com os brasileiros: as fétidas e monótonas manhãs de domingo - ao menos não é neste horário que passa Domingo Legal e Domingão do Faustão na TV. E até que o som deles (com alguns mínimos elementos góticos) soa bem trabalhado e produzido comparado com outras bandas do mesmo estilo.

Infelizmente (ou felizmente, para o pessoal do underground), The Bolshoi nunca conseguiu alcançar o topo, não tendo assim seu talento e criatividade devidamente reconhecidos.

Quick - Lady GaGa é a mais escutada online em 2009



GaGa e Perez Hilton ensinando a cheirar padê
Lady Gaga é a maior artista em termos de música tocada online do ano, de acordo com o site proeminente de música Last.fm. Faixas do seu álbum The Fame foram tocadas mais de 18.5 milhões de vezes no site, cuja comunidade possui 35 milhões de usuários.
A empresa analisou as faixas dos álbuns inteiros que foram escutados por uso de Streams no site para chegar ao seu top ten.
Fonte :
LadyGaGa.nu
Se eles tivessem contado as minhas estatísticas, esse número estaria na casa dos 100 milhões.

AMR - All I Want For Christmas Is You - Mariah Carey

Versão Natalina!



Ah, o verão…digo, ah, o Natal : época de comer o peru (oi?), beber aquela Cidra básica por ser um jantar super familiar e, para países anglofônicos, ouvir All I Want For Christmas Is You novamente. A canção de Mariah Carey é o primeiro single do seu álbum de natal lançado em 1994, Merry Christmas, e o último dos clássicos do gênero.

À época do lançamento do álbum, Mariah estava casada com ninguém mais, ninguém menos que o presidente da Columbia Records, Tommy Mottola – se for necessário dizer, gravadora de Carey. Os planos de promoção de Mottola eram implacáveis : a cantora lançava um CD por ano, em meio a promoções infindáveis (maridão sempre zelando pelo conforto e saúde de sua esposa, né?). Só lhe faltava então, comercialmente falando, lançar um álbum de Natal – que, enquanto o artista for popular, sempre terá vendas garantidas na temporada das festas. Mas a canção que pegou mesmo foi uma só.

Esta obra-prima da felicidade alheia foi composta pela própria Carey e por Walter Afanasieff – produtor muito respeitado que já criou muitos sucessos para as Destiny’s Child, Lionel Richie, Christina Aguilera, a própria Mariah, Céline Dion, entre outros; inclusive co-produzindo My Heart Will Go On. Os dois se afastaram após o álbum Butterfly (1996) de MC por motivos que até hoje ninguém sabe muito bem; o fato é que a partir desse período, a cantora despertou toda a sua piriguetisse hip-hopesca e tem trabalhado com produtores e composites como P.Diddy, DJ Clue, Jermaine Dupri, Swizz Beatz e similares. A voz adocicada e poderosa de Carey levou o potencial da música às últimas consequências, além de a própria imagem de Mariah (na época) ser compatível com essa ingenuidade sincera (?) do Natal. Vê como as coisas mudam? Hoje Mariah parece estar sempre pronta pra te jogar na parede e te levar para um quarto escuro.

As regras da Billboard Hot 100 no período do lançamento do single não permitiram que a canção entrasse em sua parada, por não ter acontecido o lançamento físico do single. Mas sin problemas : a canção entra nas paradas todos os anos na época natalina; em 2005, com ajuda do então recente álbum The Emancipation Of Mimi, a canção atingiu o #1 da parada de singles recorrentes e também #1 na Hot Digital Singles. A música conseguiu ainda ser o primeiro ringtone natalino a vender mais de 1 milhão de cópias pelo mundo.

Há ainda três versões de videoclipes : uma em que vemos uma Mariah (magrinha, rs) rolando pela neve com seu cachorro falecido há cerca de um ano, Jack, outra em que ela está (magrinha também) num set de uma espécie de programa dos anos 60 e outro que é o da versão So So Def Remix – totalmente dispensável.

Curtam o mais divertido deles :