Mostrando postagens com marcador nelly furtado. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador nelly furtado. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 19 de março de 2013

Quick - Capas Exóticas 23

Quando se fala da música portuguesa (sem referências ao fado, sim?), muita gente pode ser sua mente dominada por bandas como Moonspell ou Xutos & Pontapés. Ou não, simplesmente ninguém conhece nada que tenha vindo de Portugal no mercado fonográfico. Mas calma, não que os artistas de lá não tenham qualidade, simplesmente nós não somos inteirados do assunto. O máximo que conhecemos é a Nelly Furtado, que é descendente. Ah, o Steve Perry do Journey também tem seu pé na terrinha portuguesa. Enfim, se estes são os poucos referenciais do assunto que temos, imagina se existe a possibilidade de conhecermos Quim Barreiros...

Nome do single: "Recebi Um Convite"
Ano de Lançamento: 1975
Estilo: Música Pimba


Ao que entendi, Barreiros faz aquele tipo de música que utiliza muito duplo sentido, que é (ou já foi) tão popular aqui no Brasil. Tirando o sotaque e o clima fado, isso aqui combina muito com o Gauchesco que foi arrancado do trono no sul do país pelo Sertanejo Universitário. Eu sinceramente não sei o que é pior. Talvez o que vemos reproduzido na capa represente a qualidade da coisa toda. Já nem sei mais o que dizer...

sábado, 11 de setembro de 2010

AMR - Hot N' Fun (N.E.R.D.)

Análise: Primeiro single do álbum Nothing do grupo N.E.R.D., de Pharrell Williams. Lançado em Maio, alcançou #49UK.


N.E.R.D. - Nada de Especial, Ridículo Demais?

———————————————–

O grupo de Rock, Hip-Hop e Funk N.E.R.D. (No-one Ever Really Dies) é formado pelo já conhecido do público Pharrell Williams, Chad Hugo (que justamente com Williams integra o famoso duo de produtores The Neptunes - produtores de artistas como Britney Spears, Snoop Dogg e Justin Timberlake) e Shay Haley (que mais serve como "enfeite de palco" - se é que isso é possível - do que um apoio substancial para o projeto). O objetivo do The Neptunes com este projeto é algo mais próximo do Rock com o Hip-Hop e o Rap (realmente, nada mais NERD que isso). Porém, de boas intenções...

"Hot N' Fun" começa com uma batida envolvente e um baixo mais cru, nos remetendo inicialmente ao Funk. Porém o que se ouve em seguia é apenas uma "mistureba" mal remendada de Rock, Funk e Hip-Hop. Mais ou menos a mesma coisa que você pegar os ingredientes de um bolo e jogar tudo de qualquer jeito na panela e botar pra assar. Ou seja, se experimentos desmedidos não dão certo na culinária, por quê dariam em algo como a música (que pode ser tão complexo quanto?).


A participação de Nelly Furtado serviria pra ser a cereja do bolo, mas considerando as participações dela em projetos como "Give It to Me" com Timbaland e Justin Timberlake e "Morning After Dark" com (de novo) Timbalnd e a recém-chegada SoShy, só nos fazem pensar que isso tá mais para desespero em não conseguir manter o sucesso súbito que conseguiu pelas mãos de Timbaland. Em resumo: se não estivesse escrito na capa do single que Furtado está no projeto, seria bem provável que ninguém notasse...

Alguém tem que dizer para o Pharrell e pro Chad que para se fazer Rock e Funk necessitasse primeiro saber o que está se fazendo. Ou seja, não é só porque sua música tem guitarra significa que pode classificada de Rock (viu, Pitty??). E não é só porque o baixo tem destaque, signifique que se tem um belo exemplar de Funk (que tal ouvir "Genius of Love" do Tom Tom Club ou até mesmo "Another One Bites The Dust" do Queen, para se ter uma ideia de como fazer a coisa fluir?). Depois de ouvir estes exeplos, é só filtrar tudo com a personalidade do projeto e pronto.


Estes três membros como o N.E.R.D. dão um ótimo The Neptunes (ou seja, uma subtração em cima do peso-morto Shay Haley teria de ser feita). A banda soa no máximo medíocre, não servindo nem pra embalar final de balada ou coisa pior. É uma espécie de fusão do Linkin Park com o Red Hot Chili Peppers que deu incrivelmente errada - sem querer, é claro, ofender nenhuma das bandas citadas.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

AMR - Beautiful (Akon e Negra Li)

A pedidos do meu amigo Willian, resenhei esta canção. Caso tenha alguma sugestão, é só mandar por comentários!

Análise: Terceiro single do álbum Freedom do cantor e rapper Akon. Tendo uma versão com a cantora Negra Li (versão desta resenha). A versão original foi lançada em Janeiro de 2009 e alcançou #19US e #8UK.


A ironia com certeza pode ser a melhor das piadas (principalmente quando já prontas!)

———————————————–

Posso me lembrar como se fosse ontem quando saiu a notícia, um tanto enfumaçada, de que o vocalista Di, do NX Zero (- 34 + 9²) estaria gravando uma música com ninguém menos que Nelly Furtado. Obviamente de início estranhei muito e resolvi pesquisar. Resultado? A canção "All Good Things Come To An End" tinha em sua versão original a participação do Chris Martin do Coldplay. Em vários países, cantores locais fizeram uma participação na faixa. Obviamente os vocais foram gravados separadamente para uma mixagem final. É possível que nem o próprio Chris tenha se encontrado com Nelly em estúdio, o que dirá um cantor de uma bandinha como o NX0+24.

Claro que o mesmo acontece com "Beautiful" do Akon. Negra Li de fato não entrou em estúdio com o dublê de cantor senegalense. Mas pelo menos houve um vídeo-clipe onde os dois apareciam juntos. Só isso já é muito mais que o Di (que possivelmente deve ter conhecido alguma nesga do repertório da Nelly no momento da gravação) conseguiu em âmbito internacional. Mas vamos ao que interessa...


A canção é a típica música de balada e já tem a cara do Akon. Pelo menos isso demonstra um mínimo de identidade. Sua voz continua aquela mesma coisa: Akon como um cantor é um rapper medíocre.

Não foi diretamente produzida por ele, o que indica que Akon sabe se cercar de produtores que já entendem bem de sua "musicalidade". Ou seja, estes caras deveriam mesmo ser estudantes do oculto, do anormal. Pois conseguir entender e encontrar alguma musicalidade nos trabalhos de Akon é algo admirável (ou não).

Negra Li tem trabalhos vocais bem melhores em sua carreira. Aqui só vale a curiosidade de uma "parceria" com Akon, um artista internacional. Até mesmo a micro-participação dela na canção "Eu Ainda Gosto Dela" do Skank foi mais relevante. Talvez culpa da má influência do Auto-Tune no mundo. Dá pra perceber um mínimo de efeito digital em cima da voz de Negra Li, que soou totalmente desnecessário aqui.


Agora, assim como aconteceu com a canção da Nelly, Negra Li em "Beautiful" não é exclusividade tupiniquim. A versão mexicana conta com a ex-RBD Dulce Maria (que ganha por pouco da capacidade vocal de Akon). Até mesmo o vídeo-clipe é igual! Dá até pra imaginar a Negra Li, a Dulce Maria e outras artistas de outros países em uma fila, esperando pra gravar sua versão do vídeo...

No final das contas, "Beautiful" é simplesmente um item curioso. Assim como foi o "All Good Things Come To An End". Só mesmo a Wanessa (Camargo) pra conseguir arrastar estrangeiros pro estúdio. Será que ela os ameaça com audições dos discos do seu pai para convencê-los?

Sortudos mesmo são os canadenses que, em sua versão, além de não terem nenhuma enganação do tipo participação especial nacional (ufaaa, sem Avril Lavigne!), não tem a participação do Kardinal Offishall - que ironicamente é canadense.

Vídeo:

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

AMR - I Can Transform Ya (Chris Brown)



Análise: Primeiro single do álbum Grafitti, de Chris Brown. Lançado no mês de Setembro, alcançando #20US e #26UK.



Que tal tentar transformar Chris Brown num artista de verdade ou sua música em coisa boa?

———————————————–

Acho que umas 6 pessoas já devem saber que Chris Brown lançou um álbum novo (eu sinceramente só fui saber agora). Então resolvi ouvir algo do novo material ao saber que ele está sofrendo um grande boicote das lojas lá nos EUA, devido ao fato de Brown ter resolvido espancar sua então namorada Rihanna (Brown se estressou com o boicote e até excluiu sua conta no Twitter, do tipo: grande merda!).


Inclusive o trabalho não tem sido bem recebido e tem tido números muito baixos. O que nos faz pensar o quão poderoso é um boicote ou quão poderoso é o Wal Mart.

Enfim, ouvindo a canção “I Can Transform Ya“, pode-se chegar na seguinte conclusão: quão poderosa pode ser uma música ruim. Boicote que nada. O novo trabalho de Brown é uma porcaria. É simplesmente a pior coisa que ele já fez (como se isso ainda fosse possível). Incrivelmente
constrangedor. Ouvindo esta canção, dá saudades da “Morning After Dark” do Timbaland – com suas paquitas SoShy e Nelly Furtado. Sério!


Err... uma foto do Lil Wayne...

Como disse a Ms Sunshine, o suicídio de carreira (ou suicídio comercial) tá ficando na moda. Pois isso nos faz pensar em que tipo de mistura etílica os executivos de gravadoras usam pra aprovar uma merda dessas. Eles simplesmente devem pensar que os fãs do Chris Brown ouvem qualquer coisa - o que não tá longe de ser verdade. Impressionante como nada funciona aqui.

O clipe é insosso, mal-feito e ridiculamente inspirado no filme “Transformers”. Já que é pra abusar de efeitos especias, deviam fazer isso pra alterar a cara de idiota do Brown. Pois só assim para se tentar levar seu trabalho a sério…

E mais duas coisas:

1 – Nunca, jamais, em tempo algum, chame Lil Wayne se você quiser que algo seja, no mínimo, comercial. É burrice pura e simples.

2 – Brown, não culpe boicotes e coisas do tipo pelo seu fracasso. Culpe sua falta de talento e de consistência. Siga um conselho e vá ser dançarino na Broadway, ao menos talento pra isso você tem.

A visão do inferno:

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

AMR - Morning After Dark (Timbaland)

Análise: Primeiro single do álbum Shock Value 2 (continuação do famigerado Shock Value de 2007) de Timbaland, lançado em Dezembro de 2009. Single com participação de SoShy (quem?) e, posteriormente, Nelly Furtado, alcançou #6UK.


Hum, capa escura demais… Seria Timbaland se escondendo de vergonha?

———————————————–

O egocêntrico rapper e produtor Timbaland voltou. O que isso significa só ouvindo (infelizmente) pra saber!!

Com o projeto Shock Value, o rapper Timbaland, um artista do Hip-hop e Dance, junta artistas de outros gêneros para fazer uma fusão musical. Desta experiência híbrida podem sair coisas legais como "The Way I Are" – com participação da ótima Keri Hilson -, coisas cretinas como "Give It to Me" – com a Nelly Furtado e o pior vocalista que o ‘N Sync já teve, Justin Timberlake - e coisas um tanto neutras como "Apologize" – da banda OneRepublic, de Ryan Tedder (convenhamos, Timbaland retirar um solo de guitarra de uma música pra colocar seus gritos no fundo e mudar uma coisinha ou outra pode fazer de uma canção relevante?).


Aqui Timbaland tenta repetir a fórmula, mas acho que o que se pode dizer por enquanto é: Fail!

A produção parece ficar a cargo de quem andou ouvindo muito Electronica sob o efeito de drogas ilícitas – resta saber se o usuário foi o próprio Timbaland ou o tal do Jroc (um produtor que parece um irmão bastardo do Eminem). A introdução até que soa interessante, mas Timbaland insiste em usar aquelas batidas que ele usa em praticamente todas as músicas que ele produz, o que torna tudo repetitivo e enjoativo. A canção acaba soando muito exagerada em todos os sentidos e as interpretações das meninas não fazem muita diferença. A propósito, a participação de Nelly foi adicionada posteriormente possivelmente na esperança de captar maior atenção.


"Morning After Dark" tenta refazer a trilha de "Give it to Me" – primeiro por ser o primeiro single, segundo por ter Nelly Furtado – trocando Justin Timberlake por SoShy (com relação a isso, melhorou 200%). Porém, só podemos nos perguntar: como Timbaland pôde pensar por um segundo que esta música tinha potencial pra single? Até onde eu entendi, ele quis elevar aos holofortes sua cria, SoShy (recém contratada da Mosley Music Group, de propriedade do rapper). Foi uma espécie de presente de grego às avessas, pois apesar de "Morning After Dark" ter alcançado um considerável top 10 na Inglaterra (#9UK), falhou em entrar no top 50 nos Estados Unidos (#61US). Resumindo: a mesma piada contada duas vezes não tem graça - pelo menos não para os norte-americanos (o senso de humor britânico é mesmo bizarro).

Aparentemente – ou, milagrosamente – esta canção não contém samples. O que isenta o resto da comunidade musical de alguma culpa indireta neste desastre. Mas que prova que Timbaland devia descer um pouco do salto, se não tem sequer motivos pra se manter nele.