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quarta-feira, 12 de junho de 2013

AMR - Blurred Lines (Robin Thicke)

Análise: Primeiro single do álbum Blurred Lines, de Robin Thicke. Lançado em Março de 2013, alcançou #1US e #1UK.


Blurred Song, se é que me entendem...

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O Brasil tem um tipo muito grande e abrangente de atraso no que se refere às novidades do mundo. Obviamente na música não seria diferente. Muita coisa que lá fora fez sucesso e apaziguou, aqui é começar a ser visto como a canção do momento. É mais do que evidente que não me refiro ao cantor Robin Thicke. Temos também o caso de artistas mais regionais não serem conhecidos amplamente em outras partes do mundo por motivos óbvios. E é aí que se encaixa Thicke.

Ele escreve para outros artistas (Christina Aguilera, só pra citar um) e também faz participações e tem uma carreira solo regular (regular no sentido de se manter, não de ter efetivo sucesso). Nada muito suficiente para que ele seja conhecido pelo público tupiniquim. Porém, eu preciso enfatizar que se depender do que temos no single "Blurred Lines", as coisas podem perfeitamente se manter assim. Thicke não tem qualquer interesse que justifique uma consolidação em solo nacional (da mesma maneira que gente como o Akon não tinha, e agora vemos onde deu).


A atuação de Robin neste single não é solitária e acredito que os motivos sejam bem claros. O peso que os nomes de Pharrell e T.I. têm com certeza impulsionaram a coisa toda. E lá vão eles, mais uma vez, por intermédio de terceiros, parar no topo das paradas. A produção ficou a cargo do Pharrell, que apesar de não ser ruim, não é nada inventiva, soando como algo que você já ouviu antes (e eu não quero dizer que ouvi algo assim no single "Give It 2 Me" da Madonna, que teve participação dele na produção, lógico que não!). O que temos no vocais são os rappers fazendo o sempre fazem (T.I. em uma atuação apagada e Pharrell usando seu irritante falsetto — como se sua voz em timbre normal fosse suportável) e Thicke cantando, meramente. Nada disso é o bastante para justificar um chart topper.

Não é por nada, mas a presença do Pharrell já me fez não esperar por grande coisa. E eu estava certo. Agora vamos esperar pra ouvir o que o Robin Thicke tem para nos mostrar de seu novo álbum. Honestamente, não estou empolgado. Este topo simultâneo nas paradas foi um dos mais sem atrativos dos últimos tempos...

domingo, 19 de maio de 2013

AMR - Get Lucky (Daft Punk)

Análise: Primeiro single do álbum Random Access Memories, do Daft Punk. Lançado em Abril de 2013, alcançou #14US e #1UK.



Com o Nile Rodgers do lado? Nem precisa...

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Eu não sei quanto ao resto do mundo, mas quando ouço falar no Daft Punk, as únicas coisas que me vêm são "Around the World" , "One More Time" e "Harder, Better, Faster, Stronger". Este trio contém tudo o que precisa saber sobre o grupo e o que é necessário para se divertir. De resto, não sei nada. Mas ainda sim, valem algumas informações adicionais...

O duo musical de rapazes que usam capacetes e roupas futurísticas surgiu no ano de 1993. Tocando o gênero dance House, acabaram se tornando uma das referências no estilo. Embora relativamente conhecidos, as vendagens dos álbuns nunca foi expressiva (pelo menos comparando com artistas um pouco mais populares). O último trabalho, Human After All, de 2005, não chegou a ter 150 mil cópias vendidas nos Estados Unidos. Possivelmente isso tenha sido a razão do intervalo de 8 anos entre este trabalho e o novo, Random Access Memories.


E o Daft Punk traz em "Get Lucky" é algo bem diferente dos já citados e famigerados projetos. Aquele clima House que permeia seus trabalhos está bem longe aqui. O single foi produzido pelo Daft Punk mesmo, mas tem uma pegada Funk, possivelmente inspirada por Nile Rodgers, o lendário músico que foi responsável, juntamente com Bernard Edwards, pela banda Chic - fora os inúmeros álbuns que ambos produziram durante suas carreiras. Fora que a participação de Rodgers é um belo contrabalanço se consideramos que Pharrell Williams também está na faixa. Mas, por incrível que pareça, sua participação não compromete! Talvez a presença de Nile tenha feito com que Pharrell se esforçasse para não fazer merda, sei lá.

O Funk com o toque do Daft Punk de uma mistura legal. Uma direção diferente e interessante. Não é algo marcante como trabalhos anteriores, mas a qualidade é realmente boa aqui. Vida longa ao Nile Rodgers!

terça-feira, 29 de maio de 2012

AMR - Desastres do "Pop" 5 - Money Maker

Depois de mais de um ano, o Desastres do "Pop" aqui se encontra para botar o dedo em riste contra o lixo tóxico que a indústria musical insiste em derramar nos nossos ouvidos! Pode parecer preconceito, mas parece que o Hip-Hop e Rap insistem em andar na linha da ruindade. É realmente difícil você ouvir alguma coisa que possa chegar perto de satisfatório neste ramo - dedos sobram. E é exatamente isso o que acontece quando se junta o Ludacris e o Pharrell em um mesmo estúdio, numa mesma gravação.

Seu primeiro lugar na parada saiu do terceiro álbum, Chicken-n-Beer, e chama-se "Stand Up" - que com certeza não teve graça alguma. E depois do seu segundo topo com "Money Maker", felizmente ele não conseguiu mais chegar lá. E a culpa não é atribuída apenas a ele, mas também ao Pharrell e o The Neptunes.


Exatamente, o negócio é sempre o dinheiro...

|Este legítimo desastre se tornou um grande sucesso nos Estados Unidos e ainda faturou um Grammy!|

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O rapper Ludacris (nascido Christopher Brian Bridges, em 11 de Setembro de 1977 - olha a data de nascimento do rapaz!) começou sua carreira nos anos 90, mas especificamente em 1998 e conseguiu lançar um trabalho oficialmente em 2000, com o álbum Back for the First Time.

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Estamos em 2006, um ano muito produtivo para o campo do Hip Hop e Rap. Produtivo não por ter forjado verdadeiros clássicos do gênero, mas sim por uma cambada de gente querer ganhar dinheiro em cima disto e, por consequência, saturar um mercado que já está injustificadamente "bem" preenchido. Temos Timbaland destilando toda sua falta de modéstia e Justin Timberlake achando que realmente é um grande artista. Um ano nada fácil para a música.


Aparentemente, precisavam de um hit de verão para preencher tal lacuna. E adivinhe só o que é que foi escolhido para ingrata tarefa? Misturar Ludacris e Pharrell um mesmo projeto deveria ser considerado atentado ao violento aos ouvidos... Num ano que o ritmo estava em alta e que ambos estavam na onda da badalação, o desastre iminente era inevitável. Talvez tão ruim seria uma união entre Lil Wayne e T-Pain ou Flo-Rida com o diabo, sei lá... Apenas para termos uma ideia de como as coisas estavam na época, "Money Maker" tirou "SexyBack" do Timberlake do primeiro lugar e depois foi substituído por "My Love", também do Justin! Sem contar "Grillz" do Nelly, "Ridin'" do Chamillionaire e "London Bridge" da Fergie.




Uma coisa que eu sempre falo, e até mesmo já posso incluir como vetor de ruindade, é o fato de rappers não se conterem quando estão em um estúdio e berrarem ao fundo como se fosse alguma comunicação tribal. Isso é de extremo mal gosto de muito irritante. Fora que chamar o Pharrell para participar cantando é algo meio inócuo. Tirando a sua participação em "Beautiful" do Snoop Dogg, seus vocais são ínfimos - na sua participação no single "Give It 2 Me" da Madonna, se você espirrar não percebe que ele está lá. Um intérprete de linguagem de sinais seria mais notado.




Sem comentários...


Aparentemente esta foi uma espécie de releitura do clássico de Elmore James, "Shake Your Money Maker". Se isso era pra ser uma homenagem, talvez ficar quieto seria a melhor maneira de homenagear. Clássicos não precisam de releitura, por mais que os "gênios" da atualidade pensem o contrário.


Diz aí, Elmore!



sábado, 11 de setembro de 2010

AMR - Hot N' Fun (N.E.R.D.)

Análise: Primeiro single do álbum Nothing do grupo N.E.R.D., de Pharrell Williams. Lançado em Maio, alcançou #49UK.


N.E.R.D. - Nada de Especial, Ridículo Demais?

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O grupo de Rock, Hip-Hop e Funk N.E.R.D. (No-one Ever Really Dies) é formado pelo já conhecido do público Pharrell Williams, Chad Hugo (que justamente com Williams integra o famoso duo de produtores The Neptunes - produtores de artistas como Britney Spears, Snoop Dogg e Justin Timberlake) e Shay Haley (que mais serve como "enfeite de palco" - se é que isso é possível - do que um apoio substancial para o projeto). O objetivo do The Neptunes com este projeto é algo mais próximo do Rock com o Hip-Hop e o Rap (realmente, nada mais NERD que isso). Porém, de boas intenções...

"Hot N' Fun" começa com uma batida envolvente e um baixo mais cru, nos remetendo inicialmente ao Funk. Porém o que se ouve em seguia é apenas uma "mistureba" mal remendada de Rock, Funk e Hip-Hop. Mais ou menos a mesma coisa que você pegar os ingredientes de um bolo e jogar tudo de qualquer jeito na panela e botar pra assar. Ou seja, se experimentos desmedidos não dão certo na culinária, por quê dariam em algo como a música (que pode ser tão complexo quanto?).


A participação de Nelly Furtado serviria pra ser a cereja do bolo, mas considerando as participações dela em projetos como "Give It to Me" com Timbaland e Justin Timberlake e "Morning After Dark" com (de novo) Timbalnd e a recém-chegada SoShy, só nos fazem pensar que isso tá mais para desespero em não conseguir manter o sucesso súbito que conseguiu pelas mãos de Timbaland. Em resumo: se não estivesse escrito na capa do single que Furtado está no projeto, seria bem provável que ninguém notasse...

Alguém tem que dizer para o Pharrell e pro Chad que para se fazer Rock e Funk necessitasse primeiro saber o que está se fazendo. Ou seja, não é só porque sua música tem guitarra significa que pode classificada de Rock (viu, Pitty??). E não é só porque o baixo tem destaque, signifique que se tem um belo exemplar de Funk (que tal ouvir "Genius of Love" do Tom Tom Club ou até mesmo "Another One Bites The Dust" do Queen, para se ter uma ideia de como fazer a coisa fluir?). Depois de ouvir estes exeplos, é só filtrar tudo com a personalidade do projeto e pronto.


Estes três membros como o N.E.R.D. dão um ótimo The Neptunes (ou seja, uma subtração em cima do peso-morto Shay Haley teria de ser feita). A banda soa no máximo medíocre, não servindo nem pra embalar final de balada ou coisa pior. É uma espécie de fusão do Linkin Park com o Red Hot Chili Peppers que deu incrivelmente errada - sem querer, é claro, ofender nenhuma das bandas citadas.