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sexta-feira, 1 de julho de 2011

AMR - 2000's Jukebox 9

Artista: Paramore (2004)
País de Origem: Estados Unidos da América
Estilo: Rock Alternativo
Hits: "That's What You Get", "Misery Business", "The Only Exception"
Hit da Jukebox: "Misery Business" (2007, #26US - #17UK)


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O Paramore não é uma banda tão desconhecida assim, ainda sim resolvi escrever sobre eles porque o som deles, apesar de seguir a leva atual que não tem muito critério de qualidade, tem seu interesse - mais especificamente a canção "Misery Business", de 2007.

O Rock Alternativo da banda se mistura um pouco com o Punk Pop. Ou seja, dá pra chamar a Hayley Williams de Avril Lavigne? Sim e não. Talvez o Paramore seja bem menos açucarado que um material ou outro da Avril (coisas como "Complicated" chegam perto de coisas como "The Only Exception"), mas ambos ainda ostentam aquelas canções "Punk mais nem tanto" que não são o melhor exemplo de citação positiva ("That's What You Get", que até que é legalzinha e do outro lado, "Sk8er Boi"). No final das contas, a comparação entre Paramore (Haley Williams) e Avril Lavigne pode gerar protestos vindos dos fãs, mas que faz todo sentido faz.


A canção pode ser confundida com o primeiro single da banda, a estréia (pelo menos aqui no Brasil), pois as faixas do primeiro álbum, All We Know Is Falling, não foram lá muuuito difundidas. De qualquer maneira, a rotatividade de "Misery Business" (juntamente com outros trabalhos da banda apartir daqui) foi decisiva para uma mínima consolidação da banda.

Esta é uma das melhores canções da banda, frenética, bem trabalhada (pelo menos é acima da média) e a voz de Hayley se encaixa perfeitamente com este estilo. Aliás, a garota até deu uma forcinha, juntamente com o Eminem, para o estreante B.o.B. na canção "Airplanes" mostrando que tá conseguindo sair um pouco da estratosfera do Rock Alternativo para ir pro Hip Hop Alternativo - evolução? Não sei, hauahuahauah...

sábado, 21 de maio de 2011

AMR - 2000's Jukebox 7

Artista: Diddy (04/11/1969)
País de Origem: Estados Unidos da América
Estilo: Hip-Hop, R&B, Rap
Hits: "Can't Nobody Hold Me Down", "I'll Be Missing You", "I Need a Girl (Part One & Two)", "Last Night"
Hit da Jukebox: "Last Night" (2007, #10US - #14UK)


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Bom, primeiramente, Diddy é um artista bem conhecido. Mas como a canção em questão é realmente do meu agrado, resolvi inclui-la nesta Jukebox. A mais rica figura da história do Hip-Hop (não, não é o Jay-Z, por incrível que pareça),com toda sua pompa e arrogância típica dos artistas do gênero - e sendo artista deste gênero - conseguiu produzir canções interessantes. A homenagem ao falecido rapper Notorius B.I.G., "I'll Be Missing You" (que sampleia "Every Breath You Take" do The Police) é bem bonita, mas por ser um sample de um grande clássico dos anos 80 e a contribuição de Diddy sendo seu rap, dificilmente dá pra colocar os créditos nele. Já na mais recente "Last Night" o crédito também não pode ser muito bem direcionado a ele pela participação de Keyshia Cole, que salva a canção por cantar, pura e simplesmente.

Mas verdade seja dita: a batida e a atmosfera criadas por Diddy e Mario Winans (produtor, cantor e multi-instrumentista e trabalhou predominantemente com Diddy, mas já teve trabalhos com Tamia e Lil Flip) é envolvente, sem ser tediosa - apesar de ser um tantinho repetitiva em alguns momentos. Poucas vezes o Hip-Hop conseguiu ser tão interessante, minimalistamente falando, quase conceitual. O que, vindo de um artista que é bem famoso, mas não tem grandes trabalhos e reconhecimentos no mainstream (mais ou menos o Jay-Z sendo casado com a Beyoncé, por exemplo) é bem relevante.


Mas é claro que quando se trata do mundo maravilhoso do Rap e Hip-Hop (e, claro, de Diddy), ele não poderia receber muitos créditos (que já lhe foram tirados em 50% por Keyshia Cole, no caso desta canção). "Last Night" utiliza como sample uma variação da batida de uma canção relativamente desconhecida: "Erotic City", do Prince, canção lançada originalmente em 1984 com um lado B. Mas tudo bem, não vou só meter o pau... O que Diddy e Mario fizeram é bem mais interessante e atrativo do que a canção do Prince. Algo que vale a pena ouvir.

domingo, 1 de maio de 2011

AMR - 2000's Jukebox 6

Artista: Amy Macdonald
País de Origem: Escócia
Estilo: Soft Rock, Folk Rock, Indie Rock
Hits: "Poison Prince", "Mr Rock & Roll", "This Is The Life"
Hit da Jukebox: "Ths Is The Life" (2007, #2UK)


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Amy Macdonald é uma cantora que aprender música por conta própria pegando o violão de seu pai. Inspirada em uma banda de Rock Alternativo chamada Travis (da interessante "Sing") - uma fonte de inspiração peculiar e muito interessante, aliás. Com alguma habilidade considerável na bagagem, a moça saiu tocando em pubs com apenas 15 anos. Depois de mandar as demos "Mr Rock & Roll" e "This Is The Life" para algumas gravadoras, Amy conseguiu um contrato com a Vertigo.

Em 2007, sai seu álbum de estréia chamado This Is The Life. E foi dele que saiu seu cartão de visitas, a canção "This Is The Life". O álbum vendeu 3 milhões de cópias e o single chegou em segundo nas paradas da Inglaterra. Foi uma interessante estréia para uma garota de, até então, 20 anos de idade.


Sua pegada ritmada e constante marcam uma característica tanto nesta faixa quanto na "Mr Rock and Roll" - é algo alternativo e bem interessante de se ouvir. Com um dinamismo legal e nada muito sintético como muitas "musas" do alternativo por aí realizam.

Ela não conseguiu o caminho mais mainstream que artistas como Lily Allen percorreram, mas ao menos não precisou, sei lá, ser apresentadora de talk show e sair metendo a boca em todo mundo para poder aparecer e se consolidar. Tá, tá bem, ela não tá exatamente consolidada. Mas está no caminho certo. Se seu som tivesse alguns elementos mais sintéticos ela com certeza poderia ser confundida com algo dos anos 80.


Os últimos trabalhos dela não têm tido grande destaque, mas ela é jovem (atualmente com 23 anos) e uma carreira recente. Se Roy Orbison demorou cerca de 25 anos para produzir um hit relevante (foi mais ou menos esta a distância entre "Pretty Woman", de 1964, e "You Got It", de 1989), Amy ainda pode surpreender e lançar algo tão cativante e interessante como este hit - só espero que não caia no lado comercial sem-graça.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

AMR - Morning After Dark (Timbaland)

Análise: Primeiro single do álbum Shock Value 2 (continuação do famigerado Shock Value de 2007) de Timbaland, lançado em Dezembro de 2009. Single com participação de SoShy (quem?) e, posteriormente, Nelly Furtado, alcançou #6UK.


Hum, capa escura demais… Seria Timbaland se escondendo de vergonha?

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O egocêntrico rapper e produtor Timbaland voltou. O que isso significa só ouvindo (infelizmente) pra saber!!

Com o projeto Shock Value, o rapper Timbaland, um artista do Hip-hop e Dance, junta artistas de outros gêneros para fazer uma fusão musical. Desta experiência híbrida podem sair coisas legais como "The Way I Are" – com participação da ótima Keri Hilson -, coisas cretinas como "Give It to Me" – com a Nelly Furtado e o pior vocalista que o ‘N Sync já teve, Justin Timberlake - e coisas um tanto neutras como "Apologize" – da banda OneRepublic, de Ryan Tedder (convenhamos, Timbaland retirar um solo de guitarra de uma música pra colocar seus gritos no fundo e mudar uma coisinha ou outra pode fazer de uma canção relevante?).


Aqui Timbaland tenta repetir a fórmula, mas acho que o que se pode dizer por enquanto é: Fail!

A produção parece ficar a cargo de quem andou ouvindo muito Electronica sob o efeito de drogas ilícitas – resta saber se o usuário foi o próprio Timbaland ou o tal do Jroc (um produtor que parece um irmão bastardo do Eminem). A introdução até que soa interessante, mas Timbaland insiste em usar aquelas batidas que ele usa em praticamente todas as músicas que ele produz, o que torna tudo repetitivo e enjoativo. A canção acaba soando muito exagerada em todos os sentidos e as interpretações das meninas não fazem muita diferença. A propósito, a participação de Nelly foi adicionada posteriormente possivelmente na esperança de captar maior atenção.


"Morning After Dark" tenta refazer a trilha de "Give it to Me" – primeiro por ser o primeiro single, segundo por ter Nelly Furtado – trocando Justin Timberlake por SoShy (com relação a isso, melhorou 200%). Porém, só podemos nos perguntar: como Timbaland pôde pensar por um segundo que esta música tinha potencial pra single? Até onde eu entendi, ele quis elevar aos holofortes sua cria, SoShy (recém contratada da Mosley Music Group, de propriedade do rapper). Foi uma espécie de presente de grego às avessas, pois apesar de "Morning After Dark" ter alcançado um considerável top 10 na Inglaterra (#9UK), falhou em entrar no top 50 nos Estados Unidos (#61US). Resumindo: a mesma piada contada duas vezes não tem graça - pelo menos não para os norte-americanos (o senso de humor britânico é mesmo bizarro).

Aparentemente – ou, milagrosamente – esta canção não contém samples. O que isenta o resto da comunidade musical de alguma culpa indireta neste desastre. Mas que prova que Timbaland devia descer um pouco do salto, se não tem sequer motivos pra se manter nele.