quinta-feira, 14 de março de 2013

AMR - Let Me Love You (Ne-Yo)

Análise: Segundo single do álbum R.E.D., do Ne-Yo. Lançado em Julho de 2012, alcançou #6US e #1UK.




Que título mais auto-ajuda...

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Antes (bem antes, muito antes) Ne-Yo que Akon...

O cantor Ne-Yo, ao contrário do que possam pensar os desavisados, ainda está na ativa. Tá, isso não é tão surpreendente quanto saber que o Usher ainda está, mas de qualquer maneira, podemos nos lembrar de épocas que singles como "So Sick" e "Closer" estavam em alta por aí. Fora que Ne-Yo consegue fazer uma excelente contra-partida ao arremedo de cantor Chris Brown, na linhagem de imitadores de Michael Jackson. Ambos se inspiram e dançam de forma muito parecida ao ídolo, porém um deles se diferencia por gostar de boxe unissex...

Mas se Ne-Yo ainda não é a melhor opção que você possa pensar para o apocalipse musical que estamos passando, basta lembrar que é muito melhor ele sendo mediano do que um Akon enchendo o saco com sua voz esganiçada achando que sabe cantar além de fazer rap. Triste otimismo, aliás.


Primeiramente, tive a leve impressão de que esta canção utilizava samples de "Betty Davis Eyes" da cantora oitentista Kim Carnes. As introdução são bem aparecidas e, honestamente, considerando o que ouvi depois (e apesar de eu não gostar muito do hit da Kim Carnes), teria sido uma tremenda salvação para a canção. O maneirismo (ou deveria dizer momice) vocal que Ne-Yo utiliza no início é plenamente dispensável. Melhoraria muito o nível da coisa toda se tivesse sido diferente.

A canção começa parecendo algo mais puxado para uma balada romântica, mas depois passa para algo mais agitado. Onde já ouvimos isso? Donna Summer Mode On. O fato é que Ne-Yo já foi mais criativo, inventivo. Agora ele está muito semelhante aos produtos genéricos da área que atua, como Taio Cruz, Jason Derülo (este já mais destacado) e etc. Talvez fosse a hora dele rever todo seu trabalho anterior e pensar em algo parecido. Se quiser continuar aparecendo.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Quick - One Direction pro sapato...

A única direção que o sapato teve foi esta...





Obs: se tivesse sido realmente a Taylor Swift quem fez isso, obviamente este seria o maior mérito musical da sua carreira!

terça-feira, 12 de março de 2013

AMR - 80's Jukebox 14

Artista: Joe Esposito
Origem: Estados Unidos da América
Hits: "Lady, Lady, Lady", "You're the Best", "Come into My Life"
Hit da Jukebox: "Lady, Lady, Lady" (1983)



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Um das coisas que marcaram bem os anos 70 e 80 foram os filmes musicais ou com temática musical. Vários deles foram produzidos e acabaram ficando na memória - positiva ou negativamente. Temos o Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, filme de 1978 baseado no álbum de mesmo nome e no Abbey Road dos Beatles, que teve o Bee Gees e o Peter Frampton (ambos em alta na época, o primeiro pelo álbum Saturday Night Fever e o outro por ter o álbum ao-vivo de maior vendagem até o momento). Tivemos o clássico Grease, também de 1978, com John Travolta e Olivia Newton-John, o Dirty Dance, com Patrick Wayze e Flashdance.

No caso, vou falar de uma canção específica de um filme específico. No caso, o filme Flash Dance, lançado em 1983. O enredo trata de uma garota que sonha em ser bailarina e tenta conciliar isso com o trabalho. O filme mostra o trajeto da moça, terminando sem mostrar se ela de fato conseguiu a vaga numa escola de dança que tanto almejava. E neste ínterim, o filme prestigia o telespectador com uma das melhores trilhas já organizadas para um filme. Clássicos como "Gloria", da falecida Laura Branigan (responsável também pela ótima "Self Control"), "Maniac" do Michael Sembello, "Flashdance... What a Feeling", produzida por Giorgio Moroder e escrita pelo próprio em parceria com Keith Forsey e Irene Cara, a interprete da canção - canção, aliás, vencedora do Oscar e Globo de Ouro de Melhor Canção Original de 1984.


Uma canção da trilha que teve menos destaque que as já citadas mas que ainda sim merece atenção é a terna "Lady, Lady, Lady", de Joe Esposito. Escrita também port Keith Forsey e Giorgio Moroder (e apesar de eu não ter encontrado informações a respeito, parece também ter sido produzida por Moroder). A letra sombria fala de uma moça solitária e de alguém querendo tirá-la desta triste situação. A produção também foi bem caprichada, ao nível do Giorgio (outra canção parecida com esta em alguns aspectos, que atende este padrão é "Take My Breah Away" do Berlin, também arranjada por Moroder).

Apesar de não ter tido tanta atenção (além de ser impossível todas as canções de uma trilha terem destaque, a concorrência no caso foi bem acirrada), esta tímida canção tem uma beleza especial, única. É uma destas músicas que fica mais pro fundo do baú, que você tem trabalho de chegar até ela, tirando outras coisas de cima, mas que vale plenamente o esforço. A propósito, a melhor maneira de conhecer a plenitude é ver o filme. Um clássico, do tipo que não se fabrica mais, nunca mais...

segunda-feira, 11 de março de 2013

Quick - Capas Exóticas 22

Enquanto vemos pela internet vários vídeos em que as pessoas usam gatos e cachorros para fazer graça e ganhar visualizações no Youtube. Quem nunca viu gatos tocando piano, cachorros pulando feito cangurus e qualquer bizarrice do tipo? Porém, cheguei a conclusão de que a ideia já não é assim tão recente. E quem resolveu aloprar animais inocentes desta vez foi a desconhecida banda Nelson.

Nome do álbum: Because They Can
Ano de Lançamento: 1995
Estilo: Pop Rock


Eu gostaria muito de entender o conceito utilizado aqui. O motivo de se colocar perucas loiras em cães. Porém, pra quem já viu imagens de cães pedalando triciclos, cães "falando" e outras coisas do tipo, não vai achar nada aqui. Mas se animais tivessem senso para entenderem o quão ridículo eles são tratados em certos momentos, algumas pessoas seriam mordidas com mais frequência... 

domingo, 10 de março de 2013

AMR - Scream & Shout (Will.I.Am)

Análise: Quarto single do álbum #willpower, do Will.I.Am. Lançado em Novembro de 2012, alcançou #3US e #1UK.




Talvez até pior do que misturar vodca com whisky...

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Um líder de um grupo musical que poucas vezes passa a barreira da mediocridade com seus projetos e uma cantora com voz de garça sem ar. Realmente poderia sair daí alguma coisa relevante ou ao menos minimamente considerável? Tantas outras parcerias unissex foram feitas, algumas bom êxito, outras não. Que não se lembra de Colbie Caillat com Jason Mraz em "Lucky" ou James Morrison com Nelly Furtado em "Broken Strings". Claro que o que temos aqui é um exemplo diferente. O Hip Hop, ou Electro Dance do Will.I.Am com o Pop famigerado da Britney Spears. Realmente não anima...

O último lançamento de Britney foi "Criminal", que surpreendentemente é um single aceitável, principalmente se tratando dela. Já Will.I.Am tem se esforçado para que seu álbum seja mais bem sucedido que o anterior, o ignorado Songs About Girls. Quem não se lembra do cretino e ao mesmo tempo divertido hit "I Got It from My Mama". E o líder do Black Eyed Peas resolveu trazer Britney Spears de carona para alavancar o álbum e trazer visibilidade à carreira da moça. Afinal, quem não acha que já é uma tradição juntar dois artistas diferentes (ou não) num duo improvável?


O projeto tem mesmo a cara do Will.I.Am e do caminho que o Black Eyed Peas tem tomado ultimamente. Seria ótimo se isso se limitasse só à carreira solo dele, pois deixava o grupo livre para coisa melhor. Mais precisamente, a coisa toda soou bem melhor aqui do que o que ele fez com o grupo. Ou seja, tecnicamente falando, sim: a música não é ruim. E até parte deste mérito pode ser atribuído a Britney. Afinal, a voz dela aqui não é nada parecida com o que costuma ser. A Britney não soando como Britney é uma tremenda vantagem!

No balanço geral, temos o mesmo William (encheu o saco escrever o nome dele estilizado), sem inovações e com as mesmas limitações, uma Britney com voz de anunciante de aeroporto, e uma batida bacana pro pessoal que gosta de dançar mas não saber bem como fazer isso. É um Pop meramente adequado, e é mais do que necessário para suprir demandas de mercado e satisfazer o público deste segmento.