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terça-feira, 12 de março de 2013

AMR - 80's Jukebox 14

Artista: Joe Esposito
Origem: Estados Unidos da América
Hits: "Lady, Lady, Lady", "You're the Best", "Come into My Life"
Hit da Jukebox: "Lady, Lady, Lady" (1983)



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Um das coisas que marcaram bem os anos 70 e 80 foram os filmes musicais ou com temática musical. Vários deles foram produzidos e acabaram ficando na memória - positiva ou negativamente. Temos o Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, filme de 1978 baseado no álbum de mesmo nome e no Abbey Road dos Beatles, que teve o Bee Gees e o Peter Frampton (ambos em alta na época, o primeiro pelo álbum Saturday Night Fever e o outro por ter o álbum ao-vivo de maior vendagem até o momento). Tivemos o clássico Grease, também de 1978, com John Travolta e Olivia Newton-John, o Dirty Dance, com Patrick Wayze e Flashdance.

No caso, vou falar de uma canção específica de um filme específico. No caso, o filme Flash Dance, lançado em 1983. O enredo trata de uma garota que sonha em ser bailarina e tenta conciliar isso com o trabalho. O filme mostra o trajeto da moça, terminando sem mostrar se ela de fato conseguiu a vaga numa escola de dança que tanto almejava. E neste ínterim, o filme prestigia o telespectador com uma das melhores trilhas já organizadas para um filme. Clássicos como "Gloria", da falecida Laura Branigan (responsável também pela ótima "Self Control"), "Maniac" do Michael Sembello, "Flashdance... What a Feeling", produzida por Giorgio Moroder e escrita pelo próprio em parceria com Keith Forsey e Irene Cara, a interprete da canção - canção, aliás, vencedora do Oscar e Globo de Ouro de Melhor Canção Original de 1984.


Uma canção da trilha que teve menos destaque que as já citadas mas que ainda sim merece atenção é a terna "Lady, Lady, Lady", de Joe Esposito. Escrita também port Keith Forsey e Giorgio Moroder (e apesar de eu não ter encontrado informações a respeito, parece também ter sido produzida por Moroder). A letra sombria fala de uma moça solitária e de alguém querendo tirá-la desta triste situação. A produção também foi bem caprichada, ao nível do Giorgio (outra canção parecida com esta em alguns aspectos, que atende este padrão é "Take My Breah Away" do Berlin, também arranjada por Moroder).

Apesar de não ter tido tanta atenção (além de ser impossível todas as canções de uma trilha terem destaque, a concorrência no caso foi bem acirrada), esta tímida canção tem uma beleza especial, única. É uma destas músicas que fica mais pro fundo do baú, que você tem trabalho de chegar até ela, tirando outras coisas de cima, mas que vale plenamente o esforço. A propósito, a melhor maneira de conhecer a plenitude é ver o filme. Um clássico, do tipo que não se fabrica mais, nunca mais...

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Especial - Rock in Rio 4 2011 - 25/09


Tivemos no dia 25 a chamada Noite do Metal. Várias bandas do estilo fizeram seu barulho esta noite. E quando digo "barulho" estou dizer que, de fato, foi barulho. Você é fã de Metal? Desculpa aí...

Slipknot


Um show do Slipkot serve basicamente para quem gosta de barulho e mais barulho com alguns solos de guitarra e personalidades histriônicas e imagem bizarra. Bem, quem gosta de Rock gosta de solos, mas quem realmente gosta de Rock gosta de solos e de sons elaborados e com sentido - o que não é bem o caso. E com relação aos membros da banda, só posso dizer que se tratando de membros de banda se escondendo atrás de caricaturas esquisitas, sou muito mais o Gorillaz, que pelo menos são muito mais hamônicos e atraentes em sua empreitada. Se, de uma certa maneira, o Metallica seria um som mais para iniciados, o Slipkot seria apenas para um seleto e minúsculo grupo (com o perdão da piada fácil): os finalizados. Que diferença faz o Hard Rock e os outros gêneros...


Metallica


Considerando todos os atos da noite e que, dentre eles, o Metallica é o mais notório, digo por puro instinto que,na chama Noite do Metal, os responsáveis pelo álbum Kill 'Em All foram o que se teve de melhor. Mas como não entendo quase nada deste gênero (sub-gênero ou sei-lá-o-que), apenas posso dizer por instinto. O Metallica tem uma boa base de fãs no Brasil e esta noite serviu, basicamente, para mostrar que além de ser imperante o mau gosto com o Funk Carioca (que na verdade não é Funk - essa gente nunca deve ter ouvido falar de James Brown), Axé, Pagode e Sertanejo Universitário (o que me faz pensar o quão chato e medíocre deve ser um universitário pra ter sua colocação utilizada em um nome de gênero musical) , também temos muita gente que têm ouvidos ao Metal - o que, na minha opinião, só denota ainda sim mau gosto, pois para mim este gênero é apenas um amontoado desvairado e ensandecido som de guitarra e bateria bem pesados, nada elaborado e, de uma certa maneira, de apelo fácil demais. Apenas posso dizer que é para iniciados - e, por fora disso, "Sad But True", "Nothing Else Matters" e "Enter Sandman" para quem é de fora da coisa.


Motörhead


O Motörhead é uma bnada de Rock pesado que tem notoriedade e um público fiel. Mas não apenas isso. Também tem idade para caramba, sendo a banda mais velha a se apresentar nesta noite. Direto ao ponto e sem frescuras, os caras mandaram ver, fizeram o que tinham que fazer no lugar certo. Ou seja: fizeram Rock num festival de Rock - foi óbvio, mas foi o que de mais coerente poderia ocorrer (e, convenhamos, o Medina tava precisando de umas doses disso direto na veia, mas só consegue enxergar outra$ coi$a$ chamando gente como a Perry e a Rihanna).

E foi isso. Uma das bandas mais importantes e respeitadas do estilo fazendo com maestria algo que faltou muito neste Rock in Rio até então...


Gloria


Cara, Gloria? Estes caras saíram do mesmo buraco que Nx Zero e Charlie Brown Jr. Eles são tipo mais voltados pra algo que possa ser chamado de heavy. E digo: mais misteriosa que a pergunta "como é que o Nx Zero foi parar no Rock in Rio 4?" é a pregunta "Como o Gloria conseguiu?". Bom, considerando o próprio Nx Zero e a Cláudia Leitte, até que esta pergunta não é tão difícil de responder: basta apenas erguer um pouquinho mais o volume e fazer uma voz gutural ridícula e irritante. Por que não chamaram o Ozzy Osbourne...


Coheed and Cambria


Olha, eu confesso que nunca tinha ouvido falar nestes caras nem ouvido nada do som deles. Baseado nisso, infelizmente não posso tecer comentários mais profundos e abrangentes do que: o cabelo desse cara é bizarro, isso não é nome de banda de Rock e o som deles condiz perfeitamente com a proposta do festival e, considerando o placar geral, eles estavam no lugar certo na hora certa.


Assim que possível, a noite do dia 29 será revista!