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quarta-feira, 24 de julho de 2013

AMR - Ohh La La (Britney Spears)

Análise: Single parte da trilha-sonora do filme Smurfs 2, da Britney Spears. Lançado em Junho de 2013, alcançou #54US.



Oh la la... Smurfete!

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A erroneamente proclamada Princesa do Pop parou com as esquisitices já faz um tempo. Quem se lembrar dos ataques com guarda-chuvas, de cabeça raspada e etc? Ah, isso sem contar beijos lésbicos, casamentos etéreos e mais um montão de coisas que tornam o mundo da música uma imensa massaroca de marketing em detrimento do que realmente é importante: a música de qualidade/divertida.

Britney aquietou seu marketing bizarro (mais parece que ela passou o bastão para a Lady Gaga), e sumiu das vistas na mesma proporção. Seu último trabalho visível foi "Criminal", em 2011 (não conta "Scream & Shout" com o Will.I.Am, pois os créditos são divididos), e desde então o máximo que ela tem feito é ser jurada em programa de talentos musicais (contradição!). Seu mais recente single veio de uma trilha-sonora. O que se tem disso?


Vocalmente falando, Britney é uma artista que não evolui em nada. E mesmo se de fato está havendo uma evolução, não temos como saber, pois ela não para de cantar com a mesma voz irritante que consolidou sua carreira no final dos anos 90. É como manias que você não consegue largar, como roer unha: é algo ruim, mas você não resiste, tem que fazer. Falando da canção em si, é uma das coisas mais irrelevantes e esquecíveis que Spears fez até o momento. Algo do nível de "Radar". Boa parde dos últimos singles dela estavam um tantinho acima da média, o que é notável, mas aqui não há nada, nada.

O vídeo da canção é, obviamente, relacionado ao clima infantil advindo dos Smurfs. Isso é irônico, uma vez que Britney é uma pessoa que alicerçou sua carreira na imagem sexista. Foi como a Madonna escrever livros infantis depois de queimar cruzes e tornar seu corpo mais conhecido que nota de R$2. Mais uma canção que também não.

domingo, 10 de março de 2013

AMR - Scream & Shout (Will.I.Am)

Análise: Quarto single do álbum #willpower, do Will.I.Am. Lançado em Novembro de 2012, alcançou #3US e #1UK.




Talvez até pior do que misturar vodca com whisky...

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Um líder de um grupo musical que poucas vezes passa a barreira da mediocridade com seus projetos e uma cantora com voz de garça sem ar. Realmente poderia sair daí alguma coisa relevante ou ao menos minimamente considerável? Tantas outras parcerias unissex foram feitas, algumas bom êxito, outras não. Que não se lembra de Colbie Caillat com Jason Mraz em "Lucky" ou James Morrison com Nelly Furtado em "Broken Strings". Claro que o que temos aqui é um exemplo diferente. O Hip Hop, ou Electro Dance do Will.I.Am com o Pop famigerado da Britney Spears. Realmente não anima...

O último lançamento de Britney foi "Criminal", que surpreendentemente é um single aceitável, principalmente se tratando dela. Já Will.I.Am tem se esforçado para que seu álbum seja mais bem sucedido que o anterior, o ignorado Songs About Girls. Quem não se lembra do cretino e ao mesmo tempo divertido hit "I Got It from My Mama". E o líder do Black Eyed Peas resolveu trazer Britney Spears de carona para alavancar o álbum e trazer visibilidade à carreira da moça. Afinal, quem não acha que já é uma tradição juntar dois artistas diferentes (ou não) num duo improvável?


O projeto tem mesmo a cara do Will.I.Am e do caminho que o Black Eyed Peas tem tomado ultimamente. Seria ótimo se isso se limitasse só à carreira solo dele, pois deixava o grupo livre para coisa melhor. Mais precisamente, a coisa toda soou bem melhor aqui do que o que ele fez com o grupo. Ou seja, tecnicamente falando, sim: a música não é ruim. E até parte deste mérito pode ser atribuído a Britney. Afinal, a voz dela aqui não é nada parecida com o que costuma ser. A Britney não soando como Britney é uma tremenda vantagem!

No balanço geral, temos o mesmo William (encheu o saco escrever o nome dele estilizado), sem inovações e com as mesmas limitações, uma Britney com voz de anunciante de aeroporto, e uma batida bacana pro pessoal que gosta de dançar mas não saber bem como fazer isso. É um Pop meramente adequado, e é mais do que necessário para suprir demandas de mercado e satisfazer o público deste segmento.


terça-feira, 24 de abril de 2012

AMR - Criminal (Britney Spears)

Leia também: AMR - 3 (Britney Spears)
AMR - Hold It Against Me (Britney Spears)
AMR - I Wanna Go (Britney Spears)

Análise: Quarto single do álbum Femme Fatale, da Britney Spears. Lançado em Setembro de 2011, alcançou #55US.




"He is a hunter
He's no good at all
He is a loser, he's a bum, bum, bum, bum"

Poético... tche, tcherere, tcheche...

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Britney Spears continua se mantendo bem na ativa com o passar dos anos. Após o grande estardalhaço que foi seu ensaio fotográfico para a Rolling Stone quando ela tinha apenas 17, com as vendas dos seus primeiros álbuns decolando, Spears se encontrou em uma rua sem saída. Afinal, seu grande trunfo no show business foi o marketing, e a ideia de Britney sustentar sua carreira, sucesso e fama em suas músicas é meio absurda. Após o álbum Britney, de 2001, ela precisou fazer algo mais para aparecer, algo mais ou menos no nível do ensaio fotográfico. Resultado? Um beijo na Madonna num programa de TV - na mesma época da parceria musical. A partir daí, a baixaria foi chegando em meio ao estrondo de hits como "Toxic" e "Me Against the Music" (tenho que dizer que o título desta canção é bem realista).

Quem não se lembra do conturbado casamento com Kevin Federline, o cabelo raspado, as aparições bizarras que lembravam a Amy Winehouse, agressões de carros com guarda-chuva, "tá gorda - não tá gorda". Enfim, sabe-se lá o que ocorreu neste período. Talvez um golpe de marketing para manter-se visível (embora de uma maneira estúpida), que perdurou entre o lançamento do álbum In The Zone (2003) e Blackout (2007). Isso tudo me dá a impressão de que o foco desta carreira nunca foi verdadeiramente a música, mas sim o marketing que garante a rentabilidade. Mas apesar disso, tenho a impressão de que a partir do álbum Blackout, Britney teve uma melhora na qualidade musical (excluindo, claro, sua atuação vocal indigente e pejorativamente jocosa). Pena que essa impressão só durou até o lançamento de Femme Fatale...


Digo isso porque singles como "Hold It Against Me" e "I Wanna Go" são tão representativas e interessantes quanto uma parede branca. Alguns singles dos dois últimos álbuns tinham algo mais no quesito diversão. E logo o single que, na minha opinião, conseguiu se sair melhor no meio disso tudo foi ignorado pela massa (um #55US). "Criminal", apesar de não ser a melhor coisa do mundo, pelo menos tem um diferencial e se aproxima de projetos anteriores. Alguns citaram alguns toques de Folk na canção, o que existe, de fato. Porém é preciso dizer que é algo realmente mínimo, uma pitadinha, apenas para dar um toque diferente ao projeoto - já imaginaram como seria esquisito Britney no Folk? Os empresários nem sonhariam... Detalhe: o single deveria ter se saído melhor, pois se envolveu numa polêmica sobre o estímulo de uso de armas em seu vídeo-clipe na Inglaterra. Talvez tenha sido uma polêmica um pouco séria demais...

Enfim, acho que a coisa fica no 0 x 0. Não só o impacto do single ou do álbum como toda a carreira da chamada Princesinha do Pop. E lembrando de todas as asneiras passadas na carreira de Spears, deixo aqui uma frase "muito coerente" dita por ela (pelo menos que é atribuída a ela, o que não acho difícil de acreditar, considerando a cara de pau e a vontade de ganhar dinheiro de empresários) no começo de sua carreira (não, não no Club do Mickey):


"Quero ser um bom exemplo para os jovens e não fazer nada de estúpido. As coisas ruins... acontecem porque os adolescentes perdem a autoconfiança. Se você encontra algo que o faça feliz... então terá mais confiança em si mesmo"

Britney Spears