sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Aconteceu - Boletim Musical (14/01/2011)

"Banda Maroon 5 pega o avião do U2 emprestado"


A situação do U2 tá tão complicada que eles já estão até alugando o jato pros outros??

"Jonas Brothers podem lançar novo álbum em 2011"


E eu achando que o fim do mundo ia ser em 2012...

"'Não estamos nem dormindo', diz vocalista do NX Zero sobre o Rock in Rio"


Já com relação ao público, é justamente esta a previsão; um sono profundo.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

AMR - 90's Jukebox 8

Artista: Gary Moore (04/04/1952)
País de Origem: Irlanda do Norte
Estilo: Hard Rock, Blues, Rock, Jazz
Hits: "Parisienne Walkways", "Out in the Fields", "Still Got the Blues (For You)", "Cold Day in Hell"
Hit da Jukebox: "Still Got the Blues (For You)" (1990, #31UK)


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O guitarrista norte-irlandês Gary Moore nasceu em meio aos problemas de seu país envolvendo o IRA (Exército Republicano Irlandês) e o Reino Unido - o desejo do IRA em se separar do Reino Unidos e os conflitos religiosos. Durante sua adolescência, passou a ouvir grandes ídolos da guitarra como Jimi Hendrix e Eric Clapton (ao mesmo tempo amigos e rivais), o que com certeza serviu de grande inspiração para seu futuro como guitarrista.

Moore é um músico que já explorou alguns vertentes da música durante sua carreira. Indo desde o Blues e Jazz até o Hard Rock. Já trabalhou com artistas como Ozzy Osbourne e a banda de Rock Thin Lizzy (das ótimas "Whiskey in the Jar" e "The Boys Are Back in Town"). Fora que, durante mais ou menos 5 anos, Gary pertenceu a uma banda de Blues-Rock/Rock Psicodélico chamada Skid Row (não confundir com a banda norte-americana de Heavy Metal). Neste período, Moore adquiriu grande notoriedade, chegando a tocar com o lendário ex-guitarrista dos Beatles, George Harrison (inclusive na guitarra solo em uma versão ao-vivo da clássica "While My Guitar Gently Weeps", onde a guitarra solo era originalmente tocada por seu ídolo, Eric Clapton).


Apesar de todo este currículo que Gary Moore carrega em sua bagagem musical, sua maior pérola, seu Magnum Opus da guitarra é a canção "Still Got The Blues (For You)". Além do clima melancólico que os acordes poderosos da guitarra carregam, Moore é capaz de fazer uma guitarra "chorar" como poucos por aí. Assim como é o caso de canções como "Brothers in Arms" do Dire Straits, onde Mark Knopfler consegue fluir seus sentimentos de maneira bela e tranquila através da guitarra, podemos sentir uma onde semelhante vinda do som de Moore, de uma maneira um pouco mais poderosa.

Além de conseguir fazer sua guitarra "chorar gentilmente", Moore também é dotado de uma excelente e desfrutável voz - o que com certeza foi o ponto principalmente para impulsioná-lo para uma boa carreira fora das bandas, com destaque próprio. Do mesmo jeito que Eric Clapton conseguiu um destaque maior em carreira solo do que quando estava nas várias bandas do qual fez parte ou fundou (Yardbirds, John Mayall & the Bluesbreakers, Cream, Blind Faith e Derek and the Dominos).


"Still Got The Blues (For You)" tem um dos riffs de guitarra mais famosos dos anos 90 e até da música, do Rock mundial. Tem a força e a delicadeza paradoxalmente unidas em uma voz que emana melancolia pura. Com certeza, um grande clássico.

No final das contas, Gary Moore pode, sem dúvida, ser posto no mesmo hall de guitar heroes onde se encontram George Harrison, Eric Clapton, Mark Knopfler, Jimi Hendrix e vários outros artistas que conseguem fazer de sua guitarra também sua voz - e chorar através dela.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Quick - Cartões Motivacionais 23

Sebo - BBB 11

Só para constar...

Começou mais uma vez o advento da ignorância brasileira e vertente para a Globo ganhar dinheiro em cima da burrice alheia, Big Brother Brasil 11...

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

AMR - Airplanes (B.o.B., Hayley Williams & Eminem)

Leia também: AMR - Nothin' On You (B.o.B. & Bruno Mars)

Análise: Segundo single do álbum
B.o.B Presents: The Adventures of Bobby Ray do B.o.B. (Bobby Ray Simmons, Jr.), com participação de Hayley Williams do Paramore. Lançado em Abril, alcançou #2US e #1UK.


Esse avião é pequeno demais ou o assento é muito alto!

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Agora que está chegando 2011, eu quero dar uma renovada. Não sei perceberam, mas eu não costumo resenhar dois singles que tenham vindo do mesmo álbum. Mas agora quero mudar o conceito, como já devem ter reparado no caso do AMR - Somebody to Love do Justin Bieber (e isso obviamente vai aumentar o número de artigos escritos). Bom ou ruim? Veremos...

O recém-chegado rapper B.o.B. além de provar o fato de ter um nome artístico tosco e foneticamente inviável, mostrou que veio para mostrar serviço (ou veio pra cai de peito no trampo, tá ligado?). O rapaz anda surpreendendo com as posições nas paradas e com um álbum que, baseado nos dois primeiros singles, tem uma produção consideravelmente acima da média. O álbum tem uma porrada de produtores adjuntos, mas aquela história de "muita gente metendo a mão" acaba não comprometendo aqui.


O produtor Alex da Kid (Alex Kidd?) e o DJ Frank E (que é um dos responsáveis pela deprimente e lamentável "Yeah 3x" do Chris "Sova na Mulherada" Brown) cuidaram da faixa. Apesar da participação do DJ Frank E, a canção tem muito conteúdo musicalmente falando. Parece haver uma preocupação especial com relação a isso. Tanto que em "Nothin' On You" e "Airplanes" pode-se ouvir claramente instrumentos como piano tocados de uma maneira minimamente elaborada. E as tradicionais batidas do Hip-hop agrupadas a isto não não prejudicam o produto.

Mesmo assim ainda faço questão de ressaltar que a voz e a maneira de "declamar" o rap de B.o.B. continua sem muita inspiração e distinção. Você pode reparar nisso mais incisivamente ouvindo a chamada "Airplanes Part Two", que contém a participação de Eminem como vocalista. Apenas ouça o rap do Eminem, comparem com o de B.o.B. e tirem sua conclusão - lembrando, é claro, que B.o.B. ainda é um filhote do Brooklyn perto do Eminem em termos de carreira e notoriedade.


Para a parte cantada da canção que os rappers tanto necessitam para ter um mínimo de viabilidade comercial, foi chamada a cantora Hayley Williams, da banda Paramore. Isso inclusive é estampado com destaque na capa do single - e eu estou falando sobre o fato dela pertencer ao Paramore. Em todo o lugar que eu vejo, ela é referida com este complemento. Será que ela nunca vai conseguir uma projeção, um destaque singular, aparte de sua banda? Uma pena, pois Hayley cumpre bem sua parte nos vocais desta canção, ajudando muito na parte de qualidade musical do projeto.

O single seguinte, "Magic" (com participação de Rivers Cuomo banda Weezer) acaba quebrando esta tradição da "qualidade musical imaculada", porém contém um rap mais divertido e solto. No final das contas, B.o.B. tá se dando muito bem em um âmbito geral e não tem como tirar o crédito dele. Tá merecido.


A "Part Two", com Eminem: