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quarta-feira, 19 de junho de 2013

Quick - Capas Exóticas 29

Eu me lembro do sucesso que foi o filme The Mask (O Máskara) de 1994. Um dos grandes sucessos do Jim Carey. O filme acabou gerando um desenho animado também, que fazia uma extensão do filme, com mais vilões, novas histórias e etc. Neste desenho, dois vilões foram criados a partir de radiação. O Gosmento e o Cara-de-Peixe. Dois nerds que acabaram ganhando "poderes". O Gosmento era uma massa de gosma gigante, o que realmente podemos considerar como algum tipo de poder. Enquanto o Cara-de-Peixe virou um peixe gigante e fedido. Tudo isso para dizer que eu descobri que o inimigo mal cheiroso do Máskara lançou um álbum! Captain Beefheart...

Nome do álbum: Trout Mask Replica
Ano de lançamento: 1969
Estilo: Rock Psicodélico, Blues Rock


Você consegue pensar em algo mais inventivo (e bizarro) que isso? Talvez só o Máskara mesmo...


sábado, 4 de fevereiro de 2012

AMR - 60's Jukebox 6


Artista: Simon Dupree and the Big Sound (1966 - 1969)
País de Origem: Inglaterra
Estilo: Rock, Pop Rock, Rock Psicodélico
Hits: "Thinking About My Life", "Broken Hearted Pirates", "I See The Light", "Kites"
Hit da Jukebox: "Kites" (1967, #8UK)



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O início da banda Simon Dupree and the Big Sound veio após algumas metamorfoses. Iniciaram carreira como os The Howling Wolves, uma homenagem ao músico do Blues Howlin' Wolf, depois mudaram para os The Road Runners (não, não é uma homenagem ao Papa-léguas). Os três principais membros eram os irmãos Shulman (Derek, Phil e Ray), talentosos multi-instrumentistas. A banda seguinte veio a ser a Simon Dupree, que contava com o baixista Peter O'Flaherty, o tecladista Eric Hine e o baterista Tony Ransley.

Após conseguirem um contrato, começaram a tentar a sorte com seus singles. Infelizmente, "I See The Light" não foi bem aceito e a banda tentou um caminho diferente e mais ousado, uma caminho já estava sendo sedimentado, o psicodelismo. E foi dentro deste clima que foi composta a canção "Kites", que conseguiu colocar a banda no top 10 da Inglaterra.


A canção de fato tem um clima diferente do que era feito na época e do que era explorado pela própria banda. É uma misto de balada romântica com os climas psicodélicos. Isso tudo pouco depois que o Pink Floyd lançou seu primeiro trabalho, The Piper at the Gates of Dawn, um dos maiores exemplares do Rock Psicodélico já feitos.

Porém, este foi o maior feito dos irmãos Shulman e sua banda. Lançaram mais algumas canções e fizeram uma série de shows. Inclusive, durante certo período, o tecladista Eric Hine ficou doente e foi substituído por Reginald Dwight, nosso querido Elton John.

Estranhamente, a banda fez um lançamento sobre o nome The Moles, chamado "We Are The Moles" (parte 1 e 2), sem revelarem em momento algum quem eram. Até que o líder do Pink Floyd revelou que a banda na verdade era o Simon Dupree.

Irritados por serem taxados com o estilo Blue-eyed Soul (que seria tipo um Blues feito por gente branca), os irmãos Shulman encerraram as atividades da banda e começaram um projeto muito ousado dentro de um também novo estilo musical. Assim, formaram a Gentle Giant, tocando o Rock Progressivo. Uma mudança da água para o vinho...

Medley de "Kites" e "Thinking About My Life"

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

AMR - 90's Jukebox 8

Artista: Gary Moore (04/04/1952)
País de Origem: Irlanda do Norte
Estilo: Hard Rock, Blues, Rock, Jazz
Hits: "Parisienne Walkways", "Out in the Fields", "Still Got the Blues (For You)", "Cold Day in Hell"
Hit da Jukebox: "Still Got the Blues (For You)" (1990, #31UK)


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O guitarrista norte-irlandês Gary Moore nasceu em meio aos problemas de seu país envolvendo o IRA (Exército Republicano Irlandês) e o Reino Unido - o desejo do IRA em se separar do Reino Unidos e os conflitos religiosos. Durante sua adolescência, passou a ouvir grandes ídolos da guitarra como Jimi Hendrix e Eric Clapton (ao mesmo tempo amigos e rivais), o que com certeza serviu de grande inspiração para seu futuro como guitarrista.

Moore é um músico que já explorou alguns vertentes da música durante sua carreira. Indo desde o Blues e Jazz até o Hard Rock. Já trabalhou com artistas como Ozzy Osbourne e a banda de Rock Thin Lizzy (das ótimas "Whiskey in the Jar" e "The Boys Are Back in Town"). Fora que, durante mais ou menos 5 anos, Gary pertenceu a uma banda de Blues-Rock/Rock Psicodélico chamada Skid Row (não confundir com a banda norte-americana de Heavy Metal). Neste período, Moore adquiriu grande notoriedade, chegando a tocar com o lendário ex-guitarrista dos Beatles, George Harrison (inclusive na guitarra solo em uma versão ao-vivo da clássica "While My Guitar Gently Weeps", onde a guitarra solo era originalmente tocada por seu ídolo, Eric Clapton).


Apesar de todo este currículo que Gary Moore carrega em sua bagagem musical, sua maior pérola, seu Magnum Opus da guitarra é a canção "Still Got The Blues (For You)". Além do clima melancólico que os acordes poderosos da guitarra carregam, Moore é capaz de fazer uma guitarra "chorar" como poucos por aí. Assim como é o caso de canções como "Brothers in Arms" do Dire Straits, onde Mark Knopfler consegue fluir seus sentimentos de maneira bela e tranquila através da guitarra, podemos sentir uma onde semelhante vinda do som de Moore, de uma maneira um pouco mais poderosa.

Além de conseguir fazer sua guitarra "chorar gentilmente", Moore também é dotado de uma excelente e desfrutável voz - o que com certeza foi o ponto principalmente para impulsioná-lo para uma boa carreira fora das bandas, com destaque próprio. Do mesmo jeito que Eric Clapton conseguiu um destaque maior em carreira solo do que quando estava nas várias bandas do qual fez parte ou fundou (Yardbirds, John Mayall & the Bluesbreakers, Cream, Blind Faith e Derek and the Dominos).


"Still Got The Blues (For You)" tem um dos riffs de guitarra mais famosos dos anos 90 e até da música, do Rock mundial. Tem a força e a delicadeza paradoxalmente unidas em uma voz que emana melancolia pura. Com certeza, um grande clássico.

No final das contas, Gary Moore pode, sem dúvida, ser posto no mesmo hall de guitar heroes onde se encontram George Harrison, Eric Clapton, Mark Knopfler, Jimi Hendrix e vários outros artistas que conseguem fazer de sua guitarra também sua voz - e chorar através dela.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

AMR - 80's Jukebox 7

Artista: Marty Balin (30/01/1942)
País de Origem: Estados Unidos da América
Estilo: Rock Psicodélico, Folk Rock
Hits: "Hearts", "Atlanta Lady", "What Love Is"
Hit da Jukebox: "Hearts" (1986, #8US)


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Quem não se lembra da banda Jefferson Airplane? Bem, acredito que aqui o caso não seja o de lembrar, mas sim o de conhecer - afinal, esta fase da banda tinha clássicos como "Somebody to Love" e "White Rabbit" que são desconhecidos da maioria do público. Apesar de serem pioneiros no Rock Psicodélico, não tiveram exatamente um grande destaque na cena do Rock mundial.

Nas duas canções citadas, os vocais ficavam por conta de Grace Slick (que deixou a música pra se dedicar mais a pintura). Porém a banda tinha outro vocalista chamado Marty Balin - que também tocava percussão, guitarra e, uma vez ou outra, baixo. Balin participou da banda desde sua criação em 1966 até o ano de 1971. Martin participou de alguns álbuns da Jefferson Starship (uma espécie de "spin-off" da Airplane), com várias idas e voltas pra o mesmo.


Balin, como qualquer membro de banda de Rock que sai de uma banda e não entra em outra de imediato, lançou sua carreira solo. O resultado é que o material feito por Balin preenche bem a demanda exigida por rádios FM dedicadas ao mundo das canções Easy. E seu maior (e talvez único realmente conhecido) é o single "Hearts".

Canção escrita pelo músico Jesse Barish e produzida por um tal de John Hug (que chegou a participar da trilha-sonora do filme Os Caça-Fantasmas), "Hearts" tem uma boa performance vocal de Balin, onde pode-se perceber melhor sua voz - na Airplane/Starship isso não era tão claro, principalmente nos casos onde ele tinha que dividir os vocais com Slick. Fora que a canção tem uma estrutura incomum: é uma espécie de refrão (ou ponte, ou verso) que se repete insistentemente. Isso pode parecer massante e chato na teoria, mas neste caso não compromente - pelo contrário, soa muito interessante.


No final das contas, após uma série de álbuns lançados e seus diversos retornos ao Starship mostram que a sua carreira solo não engrenou. Mas ao menos "Hearts" foi uma bela maneira dele mostrar o que tinha a dizer fora de sua antiga banda. Easy Rock Rocks!