segunda-feira, 5 de julho de 2010

AMR - Dark Side of The Sun (Tokio Hotel)

A pedidos da nossa leitora Nana, aqui vai a resenha de uma canção do Tokio Hotel!

Análise: Terceiro single do álbum Humanoid, do Tokio Hotel. Lançado agora no final de Junho.


Hum... Emonoid?

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O Tokio Hotel é uma banda que se pode definir como um misto de estilos: Rock Alternativo, Emocore ("Don't Jump" tem um bom referencial disto) e até mesmo o Glam Rock (obviamente devido a cabeleira pouco usual do vocalista Bill Kaulitz e as apresentações da banda, especialmente as baseadas no novo álbum). Pode-se até mesmo somar o Teen Pop, que foi um estilo usado inicialmente pela banda.

O fato é que a banda alemã é integrante da segunda divisão do Rock (ou qualquer vertente associável) na Europa. Muito bem sucedidos em seu próprio país, porém bem distantes de agradar aos ingleses ou aos norte-americanos - e até mesmo os japoneses, que costumam se afeiçoar com este tipo de som).


"Darkside of The Sun" é o terceiro single do novo álbum, Humanoid. Geralmente, a banda lança o single em duas línguas (alemão e inglês), porém não foi o que aconteceu neste caso - talvez não tenham encontrado algum apelo significativo para justificar um lançamento na Alemanha.

Na minha opinião, o single tem sim muito apelo para os alemães. Porém apenas para o povo alemão mesmo. A introdução meio que deixa a entender mais uma faixa no estilo da já citada "Don't Jump", mas temos algo fora do sentimentalismo um tanto emo para algo bem mais alternativo. Talvez a banda estivesse puxando um pouquinho da parte pesada do Rammstein, uma banda também alemã, como influência em seu som.


O clima mais urgente e barulhento da canção destoa e desvaloriza a voz de Kaulitz, que chega até mesmo a ser um tanto escondida pelos efeitos em alguns breves momentos. Dá para notar rapidamente que a fase Teen Pop do começo da banda cai muito melhor do que o Alternativo que a banda demonstra atualmente. Um exemplo disto é a ótima "Through The Monsoon".

No final das contas, parece mesmo que eles estavam querendo soar como a banda norte-americana Marilyn Manson. Só falta passar do Rock Alternativo para o Rock Industrial (eca!). Esperamos que Bill não resolva manipular sua aparência da maneira que Brian Warner (o Marilyn Manson da banda) faz.

domingo, 4 de julho de 2010

Quick - Katy Perry e Justin Bieber Oops


É... a vida imitando a arte!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

AMR - A História de Lily Braun (Maria Gadú)

Análise: Quarto single do álbum homônimo da cantora Maria Gadú.


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Primeiramente, vamos desvendar a origem de Lily Braun!

A canção foi composta por Chico Buarque e Edu Lobo para um espetáculo musical em 1983 - baseado em um poema de Jorge de Lima, datado em 1938, gerando uma turnê. O musical era algo bem diversificado, misturando poesia, balé e teatro - dentre vários outras vertentes artísticas. Foi uma turnê muito bem sucedida, com público total de 200 mil pessoas em quase 200 apresentações, englobando até mesmo outro país, Portugal.


Na trilha-sonora lançada, "A História de Lily Braun" é interpretada por Gal Costa. O projeto inteiro contou com a participação de artistas como Milton Nascimento, Simone, Gilberto Gil, Tim Maia e Zizi Possi. Gente de peso, projeto de "responsa"!

Em 2009, a canção foi resgatada por esta revelação da MPB, Maria Gadú - que apareceu bastante com o hit de estréia, "Shimbalaiê". Gadú, com seus 23 anos, tem uma voz bonita, apesar de não ser tão distinta. Ela já interpretou o clássico "Ne Me Quitte Pas" (que se encontra seu disco de estréia) e até já trabalhou com a cantora Ana Carolina.

É simplesmente impossível analisar este trabalho de Maria Gadú sem compará-lo a versão original de Gal Costa e também sua versão interpretada pelo compositor da faixa, Chico Buarque. Logo me vejo obrigado a fazer uma tripla análise. Então vamos primeiro analisar as versões de Maria Gadú, Gal Costa e Chico Buarque, respectivamente - e fazendo as devidas comparações.

Maria Gadú


Maria manteve aquele clima meio blues, meio jazz que permeia as duas versões anteriores. Uma das diferenças é que aqui o clima da canção é cadenciado, ou seja, tem um clima mais ameno, mais traquilo - adaptado ao estilo vocal de Gadú. Aliás, todas as versões nos fazem imaginar aqueles bares dos anos 30 - ou qualquer época relacionada. É algo realmente diferente na MPB atual, o que não deixa de ser irônico: algo distinto na atual MPB é na verdade um resgate da antiga MPB tendo como base um trabalho de um consagrado músico do estilo - com o detalhe de ser um projeto de uns 26 anos de idade!

Gal Costa


Bem... Gal Costa é uma consagrada cantora, considerada a melhor em território nacional. Ou seja, pode parecer um grande covardia compara-la com alguém no comecinho como Gadú, mas vamos lá. O o clima aqui já é um pouco mais movimentado, lembrando velhos clássicos do jazz. Somando isso a grande e graciosa voz de Gal Costa, podemos dizer que isso poderia mesmo ter sido composto em épocas antigas, tipo uns 50 anos atrás - e sim, isso foi, definitivamente um elogio. Buarque conseguiu fazer um reinvenção de estilo, assim como Gadú conseguiu tirar o pó de cima consideralvemente.

Chico Buarque e Edu Lobo


Como boa parte dos compositores que escrevem e compõe para outros artistas ou projetos, Chico Buarque fez a sua versão para seu trabalho. A letra criada por Chico Buarque e Edu Lobo tem aquele charme e mistério exigidos para tal projeto. Buarque é um bom intérprete, isso é tão incontestável quanto o título de melhor cantora do Brasil que Gal Costa ostenta. Mas que é muito estranho um homem cantar uma letra com uma protagonista, isso é! Chico e Edu cantando coisas como "[...] o homem dos meus sonhos [...]" e "[...] disse que meu corpo era só dele aquela noite [...]" soa realmente estranho. Me lembra quando Barry Gibb, do Bee Gees, tentava interpretar, com sua banda, canções que eles fizeram para cantoras como Samantha Sang e Barbra Streisand - o resultado final era um Barry um tanto sem graça modificando a letra "I'm a woman in love" para "you are a woman in love". Claro que neste caso, não tem como fazer qualquer alteração, nem de gênero.

Enfim, Gadú teve o mérito de fazer um bom trabalho com material reciclado - material de primeira, diga-se de passagem. Obviamente que algo bom e de valor artístico como este não recebeu tanto destaque nem foi single oficial (apenas um promo). No final das contas: ponto para a Gadú...

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Quick - Cartões Motivacionais 7

quarta-feira, 30 de junho de 2010

AMR - Acapella (Kelis)

Análise: Primeiro single do álbum Flesh Tone, da Kelis. Lançado agora em Fevereiro, alcançou #5UK.


Eu te conheço de algum lugar...


Ahh!

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Já perdi a conta de quantos artistas estão saindo do Hip-Hop para adentrar o Electropop com o objetivo de ganhar uns trocados a mais. Claro que se compararmos ambos os estilos, veremos que não é um negócio apenas bom para o bolso, mas também uma evolução artística - é só ver o caso do The Black Eyed Peas, que depois que "mudou" do Hip-Hop pro Electro/Dance, ficou metade de 2009 no topo das paradas.

Kelis é a mais nova proprietária de seu novo Electropop. Mas, como sempre, nos confrontaremos com a pergunta clássica - aquela mesma feita para o The Black Eyed Peas - sobre essa mudança: a coisa toda melhorou ou piorou? Bem, considerando o fato de a Kelis ser a autora do pior Milkshake da história, fica óbvio que a mudança de estilo lhe fez bem. Mas isso não significa que ela tenha se tornado a salvação da música...


"Acapella" mostra alguma evolução vocal relevante de Kelis com relação a "Milkshake". Até parece que na segunda, Kelis realmente não estava se levando a sério, como se tivesse brincado com os amigos, desafiando: "quer apostar quanto que eu entro em um estúdio que gravo uma música chamada milkshake?". Pois em certos momentos da nova canção, Kelis faz algo próximo de cantar, sério.

A propósito: quem chama "Milkshake" de R&B tinha que ser trancafiado em alguma masmorra para sempre, tamanha heresia!


A produção de David Guetta ajudou na transição de estilos de Kelis, mas apesar de conseguir extrair algo diferente e até divertido dela, soa muito repetitivo e enjoado. Mais uma derrapada dessas e Guetta mostrará que é um produtor tão limitado quanto pode ser aquele tipo de DJ que chega na festa/evento, coloca um disco pra rodar e vai procurar o que fazer até a festa acabar. Oops...

O single seguinte, "4th of July (Fireworks)", é "musicalmente" superior. Talvez Guetta devesse tentar aprender algo com o produtor da faixa, o DJ Ammo - que foi co-produtor de "Your Love Is My Drug" da Kesha e que já trabalhou com artistas como Pitbull e Jordin Sparks.

Lembrem-se: Qualquer coisa é melhor do que tomar um milkshake da Kelis...