segunda-feira, 19 de abril de 2010

AMR - Thinking 'Bout Somethin' (Hanson)

Análise: Primeiro single do álbum Shout It Out, com lançamento previsto para Junho, do grupo pop Hanson. Lançado no dia 5 de Abril.


Com vocês, a boa e velha girl-band, digo, boy-band...

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Anos 90. Muita coisa aconteceu nesta década. Dentre elas o surgimento de coisas como o Hanson (claro que também me refiro à coisas como Backstreet Boys e 'NSync, mas neste caso a coisa é mais infantil, mais "Bieberiana"...). Quem não se lembra do grupo formado por três irmãos, - Isaac, Taylor e Zac Hanson, que mais pareciam três meninas - que foi um fenômeno teen, catapultados pelo hit "Mmm Bop" (???), que alcançou primeiro lugar nas paradas?.

Pois é, os rapazes (rapazes ;-) ) ainda estão na ativa, com inacreditáveis 8 álbuns na bagagem (alguém ouviu algum fragmento destes trabalhos ou ouviu falar nisso?), um deles para ser lançado em Junho, Shout It Out, que contém o single "Thinking 'Bout Somethin'".


Bem, pra começar, a canção tem sua base contruída sob o piano elétrico Wurlitzer (instrumento muito popular no rock, durante os anos 70 e 80, mais conhecido e especialmente utilizado pela banda Supertramp), o que dá um toque bastante diferente, porém, retrógrado. Fora que os metais usados deveriam dar um clima de força, mas além de reforçar o clima retrógrado, nos fazem lembrar ligeiramente o Lou Bega... Até que na parte da guitarra não está mal. Seja lá quem toca (será que é um deles?), domina bem o instrumento.

O álbum é todo escrito e produzido pelo grupo. Que aliás sempre foi envolvido na parte de desenvolvimento de seus trabalhos (desde o início!! quando eram crianças!!). Mas vejam só, nem Justin Bieber ou Miley Cyrus ficam se metendo na produção de seus trabalhos. O que lhes dão algum mérito. Principalmente a Bieber. Enfim...


Este trabalho atual do Hanson é bem, bem melhor do que as canções que os lançaram ao estrelato. Mas, pelo visto, ainda está longe de ser algo realmente significativo. Os anos 90 se foram e ao menos não temos mais mmm bop, da buda dop, da buda dop, mmm bop...

Vídeo:

domingo, 18 de abril de 2010

AMR - Walk With You (Ringo Starr)

Análise: Primeiro single do álbum Y Not do ex-baterista dos Beatles, Ringo Starr. Com participação de seu ex-companheiro de banda, Paul McCartney.


Quebrei a cabeça, mas não consegui fazer uma piada aqui, foi mal...

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O Ringo com certeza foi um dos caras mais superestimados e subestimados da história. Como assim? Explico...

Ringo sempre foi superestimado por ser o baterista de uma das maiores bandas da história do rock. Seu cargo era invejado por milhares de bateristas e Pete Best (baterista original dos Beatles) com certeza deve ter passado anos pensando na galinha dos ovos de ouro que perdeu.

Agora, Ringo também foi subestimado simplesmente por ser o baterista da banda. Ainda mais neste caso, onde a supremacia Lennon/McCartney existia. George Harrison ficava no meio do "fogo cruzado", tentando mostrar uma música ou outra dentre os "nãos" dados pelos companheiros dominantes do grupo. Com muito esforço consegui incluir um material seu a mais nos álbuns - no final das contas, All Things Must Pass, álbum onde George colocou boa parte das cançoes rejeitadas na época da banda, se tornou o álbum solo de um Beatle mais vendido da história.


O fato é que Ringo só escreveu duas canções (sozinho) enquanto estava com a banda, "Don't Pass Me By", e "Octopus's Garden". Talvez a explicação mais simples para isso é que Ringo não tava afim de medir forças com Lennon/McCartney, simplesmente cumprindo seu papel como baterista. Aliás, a inanição de Starr neste sentido era tanta que os outros membros até escreviam canções para Ringo cantar, de maneira a mantê-lo mais ativo na banda ("With a Little Help From My Friends" e "Yellow Submarine", por exemplo) - eles tentavam manter o costume de que todos teriam de cantar em pelo menos uma canção do álbum.

40 anos depois do fim do grupo, Ringo lança mais um álbum, Y Not, que tem a participação do seu ex-companheiro de banda, Paul McCartney. Inicialmente era apenas para McCartney tocar baixo na canção "Peace Dream", (seu principal instrumento na banda, apesar de Paul ser um multi-instrumentista, tocando desde piano até bandolim) mas acabou participando com vocais na canção "Walk With You".

A canção tem algo meio celta, gospel. Minimalistamente bem produzida, a canção passa muito longe dos sucessos de sua carreira solo, como "Back Off Boogaloo", "Photograph" e "You're Sixteen". Como não há mais aquela pressão da época do fim dos Beatles, - onde um queria disputar com o outro quais seriam os melhores trabalhos de um ex-membros da banda - Ringo apenas faz música por fazer música. Sem grandes pretensões. O que pode ser até uma vantagem, considerando a quantidade de artistas antigos que só ficam estorvando querendo aparecer (Paul Anka tirando uma casquinha de "This Is It", canção que escreveu com Michael Jackson, sintetiza bem a situação). E também pode ser desvantagem, pois o que se pode querer com algo que vai do nada pra lugar nenhum?


A participação de Paul é um plus-chamariz pra fãs do Fab Four, embora isso não seja intencional, longe disso. Claro que os vocais dele são bem melhores que o de Ringo, mas isso também já não significa muita coisa hoje em dia.

Recomende essa canção pro seu avô se ele curtia os Beatles ou se simplesmente ele gosta de ficar curtindo certos tipos de músicas enquanto descansa na cadeira de balanço. Sem risco algum.

Canção:

sábado, 17 de abril de 2010

Aconteceu - Boletim Musical (17/04/2010)

"Susan Boyle diz que quer fazer dueto com Lady Gaga"


Esse com certeza seria o Estúdio Coca-Cola* mais bizarro da história! Wow!

*Quem não se lembra, a Coca-Cola promove junto a MTV um programa onde os artistas/bandas de estilos bem diferentes se juntam para interpretar suas canções.

"Antes de vir ao Brasil, Chris Brown esgota ingressos em 20 minutos"


Lembrando que o público do Chris Brown deverá ser formado em sua grande maioria por mulheres de malandro... ou simplesmente gente surda.

"Snoop Dogg quer gravar com Susan Boyle"


E essa com certeza deverá ser a viagem a base de pó e maconha mais louca da história da música!
As más línguas dizem que eles vão samplear a música "Dona Gigi". Hum...

Sebo - Cretinice Alheia 2

O Antonio Tabet, do site Kibe Loco escreveu em seu blog hoje um post que encaixa perfeitamente numa edição do Cretinice Alheia, pois então aí vai o link:


;)

AMR - Soldier of Love (Sade)

Análise: Primeiro single do álbum Soldier of Love, lançado em Dezembro de 2009. Primeiro single e álbum lançados pela banda em um período de quase 10 anos. Alcançou #52US e #123UK.


Soldier of Love ou São Jorge?

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A banda Sade (sim, Sade é um projeto, não a carreira solo da vocalista que, numa atitude modesta como a de Eddie Van Halen e Jon Bon Jovi, colocou seu nome na banda) estava há quase 10 anos fora do ar, sem lançar material desde 2001, quando lançaram o álbum Lovers Rock, de 2000 e o single "King of Sorrow", de 2001.

Não se sabe o motivo de tanto tempo fora da música. Porém, dá pra perceber que o que foi acumulado durante este tempo foi refletido neste álbum. Afinal, a faixa-título é um pouco parada, centrada demais - tipo o tempo demorado para a concepção do projeto. Sade, que terminou seu casamento há alguns anos, provavelmente se inspirou bem neste fato para escrever a canção. A ligação entre casamento, soldado, exército e etc com certeza familiariza com a cabeça de milhões de casais...


Pode esquecer aquela suavidade e romantismo que vaga por canções como "Smooth Operator" - de longe a melhor canção da banda. O negócio aqui é falar do amor de uma maneira crua, assim como ele costuma aparecer para as pessoas às vezes. Quem não precisa ser um soldado pra lidar com uma esposa naqueles dias?

Suponho que a Sade preveu o desastre musical que ia ser a década e resolveu pular logo no começo. O que tem sentido, pois vários artistas antigos meio que quebraram a cara viajando (ou boiando mesmo) pela década sem conseguir nada. O AC/DC estava no mesmo caminho até lançar Black Ice, onde entregaram mais do mesmo. Não que os fãs ligassem, mas não impressiona quem queria ouvir algo um pouco mais elaborado.

E aí é que está. Quem nunca ouviu nada da Sade pode até dizer que "Soldier of Love" soa um tanto elaborado para uma banda de rótulos R&B, Soul e Jazz - estilos meio que considerados mais simples (se você ouvir "Cantaloupe Island" do Herbie Hancock, vai perceber que o jazz, por exemplo, não é tão simples assim). Você realmente já ouviu uma canção trip-hop elaborada (tente ouvir o Portishead e ver se é algo complexo)?


Apesar de não ter ido bem nas paradas com o single, o álbum tá vendendo bem e sendo elogiado. Mas eu fico me perguntado como seria um próximo álbum agora que Sade fincou de novo suas raizes na música. Pensando bem, Sade meio que "criou" um novo estilo: o trip-hop romântico - pra não dizer emo. Imagina a Sinéad O'Connor vagando pelo trip-hop. Não ficou muito longe disso. Blergh!

Vídeo: