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domingo, 18 de abril de 2010

AMR - Walk With You (Ringo Starr)

Análise: Primeiro single do álbum Y Not do ex-baterista dos Beatles, Ringo Starr. Com participação de seu ex-companheiro de banda, Paul McCartney.


Quebrei a cabeça, mas não consegui fazer uma piada aqui, foi mal...

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O Ringo com certeza foi um dos caras mais superestimados e subestimados da história. Como assim? Explico...

Ringo sempre foi superestimado por ser o baterista de uma das maiores bandas da história do rock. Seu cargo era invejado por milhares de bateristas e Pete Best (baterista original dos Beatles) com certeza deve ter passado anos pensando na galinha dos ovos de ouro que perdeu.

Agora, Ringo também foi subestimado simplesmente por ser o baterista da banda. Ainda mais neste caso, onde a supremacia Lennon/McCartney existia. George Harrison ficava no meio do "fogo cruzado", tentando mostrar uma música ou outra dentre os "nãos" dados pelos companheiros dominantes do grupo. Com muito esforço consegui incluir um material seu a mais nos álbuns - no final das contas, All Things Must Pass, álbum onde George colocou boa parte das cançoes rejeitadas na época da banda, se tornou o álbum solo de um Beatle mais vendido da história.


O fato é que Ringo só escreveu duas canções (sozinho) enquanto estava com a banda, "Don't Pass Me By", e "Octopus's Garden". Talvez a explicação mais simples para isso é que Ringo não tava afim de medir forças com Lennon/McCartney, simplesmente cumprindo seu papel como baterista. Aliás, a inanição de Starr neste sentido era tanta que os outros membros até escreviam canções para Ringo cantar, de maneira a mantê-lo mais ativo na banda ("With a Little Help From My Friends" e "Yellow Submarine", por exemplo) - eles tentavam manter o costume de que todos teriam de cantar em pelo menos uma canção do álbum.

40 anos depois do fim do grupo, Ringo lança mais um álbum, Y Not, que tem a participação do seu ex-companheiro de banda, Paul McCartney. Inicialmente era apenas para McCartney tocar baixo na canção "Peace Dream", (seu principal instrumento na banda, apesar de Paul ser um multi-instrumentista, tocando desde piano até bandolim) mas acabou participando com vocais na canção "Walk With You".

A canção tem algo meio celta, gospel. Minimalistamente bem produzida, a canção passa muito longe dos sucessos de sua carreira solo, como "Back Off Boogaloo", "Photograph" e "You're Sixteen". Como não há mais aquela pressão da época do fim dos Beatles, - onde um queria disputar com o outro quais seriam os melhores trabalhos de um ex-membros da banda - Ringo apenas faz música por fazer música. Sem grandes pretensões. O que pode ser até uma vantagem, considerando a quantidade de artistas antigos que só ficam estorvando querendo aparecer (Paul Anka tirando uma casquinha de "This Is It", canção que escreveu com Michael Jackson, sintetiza bem a situação). E também pode ser desvantagem, pois o que se pode querer com algo que vai do nada pra lugar nenhum?


A participação de Paul é um plus-chamariz pra fãs do Fab Four, embora isso não seja intencional, longe disso. Claro que os vocais dele são bem melhores que o de Ringo, mas isso também já não significa muita coisa hoje em dia.

Recomende essa canção pro seu avô se ele curtia os Beatles ou se simplesmente ele gosta de ficar curtindo certos tipos de músicas enquanto descansa na cadeira de balanço. Sem risco algum.

Canção:

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

AMR - Coincidências 1

Quem nunca se indignou quando percebeu que um artista copiou a obra de outro, ou simplesmente alegou que um artista quis homenagear o outro com uma citação musical e etc?

Como eu estou pouco criativo hoje, resolvi inventar esse nome estúpido - pelo menos como tapa-buraco - para falar sobre um assunto que acho interessante: o plagio ou "homenagem".

Iniciarei com uma canção clássica dos anos 90 que fez muito sucesso e a cabeça de muita gente por sua beleza. "
All My Life" da dupla K-CI & Jojo (não, o Jojo não é a aquela garota que, apesar da voz boa e forte, já enjoou com aquela música "Too Little Too Late"). Que alcançou o topo das paradas norte-americanas e encantou o mundo todo.

A canção foi feita especialmente para a recém-nascida filha de Jojo e só não foi um One Hit Wonder da banda porque 2Pac já havia os ajudado a alçar a primeira posição.


Uma bela canção, realmente...

Um belo dia, eu resolvi fazer mais uma das minhas explorações arqueológicas musicais pela net e desenterrei a canção "
Hold Me 'Til The Morning Comes". Canção de Paul Anka com uma baita ajuda de Peter Cetera, ex-Chicago. A canção é do começo dos anos 80 e faz parte da volta - ou tentativa - de Paul Anka ao mainstream. Inclusive, desta mesma época datam as colaborações de Anka com Michael Jackson na agora mundialmente conhecida "This Is It" (conhecida anteriormente como "I Never Heard", na voz da cantora Sa-Fire) e "Love Never Felt So Good" (canção praticamente desconhecida do público maior e bem conhecida pelos fãs do Rei do Pop).



Visto isso, enfim resolvi conferir o que Peter Cetera poderia fazer junto com um cantor como Paul Anka...


"Não é de chicagar de raiva?"

Enfim, existem outras versões desta canção pela net. O que me faz crer que vários takes desta canção foram feitos, com mudanças no instrumental e vocais.

Bem, podemos dizer que não foi plágio intencional nem homenagem. Simplesmente dizer que aconteceu o mesmo com George Harrison e seu plágio não-intencional de "My Sweet Lord" em cima de "He's So Fine" das Chiffons.

Fora que "All My Life" tem elementos da canção "Cliffs of Dover" do guitarrista Eric Johson, de 1990 - que pelo visto também quis homenagear Anka - e também elementos de "Dancing In The Moonlight" do King Harvest.
Ok, ok. Vamos chamar isso simplesmente de influência. Mas, só por curiosidade, experimentem ouvir "Say Goodbye" do Chris Brown. Coincidência?
Homenagem vai... Nunca se sabe o que esperar de um fã do Chris Brown...