quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

AMR - Fire Burning (Sean Kingston)

Análise: Primeiro single do álbum Tomorrow de Sean Kingston. Lançado em Abril de 2009. Alcançou #5US e #12UK.


Tá pegando fogo no Sean Kingston!! Ah não... é o globo de espelhos...

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Primeiramente Sean Kingsize, digo, Kingston vai ser sempre lembrado como "o cara que conseguiu fazer merda com a canção "Stand By Me". Ou seja, não bastou a interpretação pouco inspirada e que nada acrescentou de John Lennon. Sean Momo King, digo, Kingston simplesmente surgiu no mundo da música destruindo um clássico. Visto isso, continuo a análise...

"Fire Burning" é mais uma canção que fala sobre as garotas lindas e gostosas rebolando e etc. Aliás, por que não colocam uma garota "kingsize" igual o Sean Kingston para paquerálo nestes clipes? É sempre uma bonitinha e tal. Sean não deve se enxergar mesmo (o que seria um caso de cegueira crônica).


A canção é bem dançante e sai bem dos trilhos reggae por onde o artista sempre passa. Produzida pelo RedOne, responsável por alguns hits de ninguém mais, ninguém menos que Lady Gaga - o que me faz pensar o quão interessante essa canção poderia se tornar na voz dela. Sean mostra mais uma vez que não tem voz pra cantar mais alto do que num karaokê - tem gente que usa o auto-tune como se fosse soro ou um balão de oxigênio. Ao menos sua voz aqui soa dentro do padrão, não compromete.

Mesmo assim, "Fire Burning" consegue ser mais interessante e divertida do que a própria "Beautiful Girl" e a irrelevante "Take Me There". O que me faz pensar que Sean devia se amarrar a RedOne assim como os Beatles se amarram à George Martin. Quem sabe assim Sean KingKongston para de destruir clássicos pra fazer algo no mínimo, hum, dançante?


Pra mim, Kingston é marca de pendrive! Tenho dito...

Vídeo:

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Quick - I'mma Be Rocking That Body - The Black Eyed Peas (Vídeo-clipe)

Considerações rápidas :

No começo do clipe, Will.I.Am mostra ao restante dos Peas uma máquina que supostamente cantaria e faria os raps do grupo sem grande trabalho. Apl, Taboo e Fergie revoltam-se e dizem que "não são robôs" - bem...acho que vocês deveriam ter reclamado disso antes de o The E.N.D. ter sido produzido! Parece até algum tipo de referência à própria perda de identidade.

O clipe lembra um mix de várias alucinações sucessivas e referências culturais : Transformers, funk (carioca), Daft Punk, tudo - menos hip-hop, é claro. Uma clara continuação da linha high-tech (high-mainstream?) que o grupo decidiu tomar. Os maçantes (para alguns) 10 minutos de vídeo parecem querer aglutinar todos os atrativos possíveis para que alguém continue o assistindo.

Tudo aqui parece uma espécie de piada pronta para o Crackolândia : ainda no começo do clipe, ocorre uma discussão entre os Peas e Will.I.Am, o que faz com que Fergie saia do "estúdio" e vá embora com sua moto. O clipe começa, e quando acaba, vimos que tudo não passava de um sonho que Ferguson tivera. Ela caiu da moto, e estava jogava no chão. Os Peas a avistam e perguntam o que aconteceu...então a cantora diz : Eu tive uma grande ideia para um vídeo!

Pois é...só mesmo uma pancada na cabeça...

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Aconteceu - Jay-Z condena regravação de We Are The World


Jay-Z explicou sua ausência na regravação de "We Are The World". O rapper declarou que os artistas deveriam gravar uma nova música ao invés de remixar "We Are The World", clássico de Michael Jackson, 'tão intocável quanto Thriller'.

Sabendo que muitas pessoas estão se perguntando porque Jay-Z preferiu não participar da regravação de "We Are The World", o rapper compartilhou seu ' interessante ponto de vista a respeito'. Jay explicou que nada, mesmo que cheio de estrelas, poderá chegar próximo da gravação original.

"Eu sei que todos vão entender de forma errada: 'We Are The World', eu amo, entendo a causa e acho ótimo. Mas eu acho que 'We Are The World' é como 'Thriller' para mim. Não quero nem vê-lo sendo 'tocado' ".

"Eu sou fã de música. Eu sei o quão ruim é a situação no Haiti. Aplaudo os esforços: milhões foram arrecadados através de doações via mensagem de texto. Então, eu valorizo os esforços e tal, mas para mim 'We Are The World' é musicalmente intocável, assim como 'Thriller'. Algumas coisas são simplesmente intocáveis. É um esforço valioso, mas pra mim, continuará sendo intocável".

Depois dessas declarações à MTV, Jay-Z soltou um comunicado oficial, onde disse adorar a ideia de reciclar um clássico. "Como todos sabem, eu tenho um tremendo respeito por Quincy Jones. E claro, eu o acho genial, assim como o mundo. Mas penso que é hora de fazermos uma nova música. Eu tentei fazer isso com "Stranded". Eu não tentei fazer 'We Are The World', mas tentei mostrar o nosso lado, como nos sentimos".
Fonte : Popline

A vida é muito engraçada mesmo. Enquanto grandes lendas da música tomam decisões totalmente questionáveis, um rapper (estes que geralmente são tomados como desmiolados) faz uma das declarações mais sensatas dos últimos tempos.
Hova, hova!

Pra quem ainda não ouviu a canção (e tiver coragem) :

AMR - 90's Jukebox 2

Artista: William LaTour (provavelmente 1962)
País de Origem: Estados Unidos da América
Estilo: Dance
Hits: "People Are Still Having Sex", "Blue"
Hit da Jukebox: "People Are Still Having Sex" (1991, #35US - #15UK)


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LaTour é um desses caras multimídia que já trabalhou como radialista, usando sua voz para outros projetos radiofônicos, escritor de paródias e etc. Mas sua maior realização foi como "músico". Ou melhor dizendo, no mundo da música.

Além de sua música "Blue", que esteve na trilha sonora do filme "Atração Fatal" e que fez relativo sucesso, LaTour fez outra canção que lhe tornou um legítimo One Hit Wonder: "People Are Still Having Sex". Ser um One Hit Wonder significa viver de uma glória única do passado que nunca mais vai se repetir. Então, se você é artista e sabe que não vai fazer nada mais produtivo, aproveite seus 15 minutos de fama (ou seus 4:30, depende da extensão de sua pequena obra).


LaTour é o tipo de DJ que mexia com instrumentos musicais variados, não só com "sintetizador A", "sintetizador B", "sintetizador X". O interessante de seu trabalho foi a inclusão de intrumentos - ou melhor dizendo, músicos de verdade - especialmente teclados. Na sua canção pode ser ouvir uma bateria bem trabalhada, piano e até mesmo sample de música clássica, "Toccata and Fugue in D Minor" de Bach (não presente na versão do vídeo-clipe)!

Dá pra dizer que o rótulo dance foi derramado sobre uma canção pré-realizada, sendo moldada e direcionado ao público que quer se divertir na pista. Algo muito legal na época - anos 90, claro, porque se isso toca sem nenhum tipo de remixagem nas pistas de dança, as pessoas vão pensar que o DJ acabou bebendo demais ou coisa pior...

Na letra, LaTour fala sobre as pessoas fazerem sexo e é isso. Bem, se as pessoas se assustavam com as asneiras que Madonna falava na época, talvez ele assustasse um pouco. Mas enfim, no Bronx ou no Brooklyn o que deve ter assustado mesmo é uma canção estranha que não tem rap ou hip-hop.

É legal ver dance elaborado, hoje em dia isso até existe ainda, mas é tão escasso que até parece coisa de One Hit Wonder... oops!

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Especial - We Are The World 25 for Haiti (por Reid)


Um infeliz acontecimento ocorreu logo no início de 2010: um desastre natural abateu o Haiti causando destruição, mortes e desolação. A situação do país ficou realmente terrível e triste.

Visto isso, vamos falar de uma iniciativa por parte de artistas para ajudar aquele país: uma nova versão do clássico "We Are The World". Canção composta por Michael Jackson e Lionel Richie, produzida por Quincy Jones e Michael Omartian e interpretada por vários artistas sob o nome de USA for Africa para ajudar os famintos daquele país.

O remake conta novamente com a supervisão de Quincy Jones e a participação de vários artistas atuais (a participação de Michael Jackson foi mantida, mostrando que pelo menos alguns porcento de bom senso estavam presentes no projeto).

Pergunta: Poderia uma canção clássica sendo refeita por artistas atuais dar certo?
Resposta: O que vale é a intenção, não?

A produção na parte musical não mudou muito simplesmente para manter o vínculo com o antigo projeto. Mas dentre as coisas que alguns chamam de "liberdade artística", eu chamo de "falta de noção" ou "ideía de jerico", temos até mesmo um rap. O que dizer?

Vou analisar a canção dividindo as classes artísticas dos artistas, na melhor ordem possível e analisar da maneira mais simples.

Temos Justin Bieber, Miley Cyrus e Nick Jonas dando suas contribuições. Mas por que? Bem, Miley até que se entende. Ao meu ver, ela é uma artista que está crescendo com força na música e tem uma conexão grande com o público juvenil. O que seria uma maneira de transmitir uma boa mensagem para esta faixa etária. Mas Bieber mais parece estar ali porque esqueceram de colocar na porta do estúdio uma placa escrita "apenas maiores de 1,50m". A participação dele acrescentou pouquíssimo - ou até mesmo nada - na introdução, principalmente se considerarmos Kenny Rogers. Sobre Nick Jonas é melhor simplesmente não falar nada - exatamente como sua participação foi.

Temos também Nicole Scherzinger e Jennifer Hudson. Bem, Nicole tem uma voz no máximo adequada. Infelizmente ela é o tipo de cantora que faz o tipo "até sei cantar, mas sei rebolar bem melhor". Mas acho que ela entrou no clima da coisa que conseguiu interpretar bem. Sobre Jennifer Hudson, ela tem um potencial imenso e foi uma das melhores escolhas no projeto. Grande revelação.

Temos artistas muito experientes como Tony Bennett e Barbra Streisand. O problema foi Bennett que resolveu mudar o tom da canção - talvez de propósito, talvez por não se lembrar como era a canção mesmo. Barbra e sua voz continuam melhores cada ano que passa. Pena que ela não participou da versão original.

As vozes bonitas e fortes de Josh Groban, Mary J. Blige, Celine Dion, Toni Braxton e até mesmo Fergie reforçam bem o projeto. Groban e Blige se mostram grandes artista de sua época assim como muitos artistas do USA for Africa se mostraram em suas épocas. Fora que Dion sempre consegue uma interpretação melhor que a outra - e aqui ela consegue mostrar isso mais uma vez.
A voz de P%nk está surpreendente. Apesar de não parecer, é uma das artistas de maior potencial de sua geração. Eles pesam no lado positivo da balança dos artistas deste projeto.

A parte do rap foi simplesmente constrangedora. Só porque rap é um dos novos sons da década - era pra ser apenas da década passada, mas pelo visto essa praga vai se estender através do tempo - eles acharam que seria legal incluir aqui. Mas é bom observar que o new-wave e sonoridades como a do B-52s e do Duran Duran não estavam exatamente presente no projeto anterior...

LL Cool J, Will.I.Am, Snoop Dogg, Busta Rhymes, Kanye West e outros menos cotados são responsáveis pelo momento mais constrangedor da canção. E mais impressionante que isso é o fato de West não se sentir incomodado por ter que dividir espaço com outro rapper ou outro artista. Estranho. Enfim, o tipo de idéia que devia ter ficado na cabeça de quem quer que tenha ousado pensar nisso.

Akon, T-Pain e Lil Wayne resolvem mostrar que definitivamente não sabem cantar ao inundar suas participações no auto-tune. Na época do projeto original, entrava no estúdio quem sabia cantar. Agora entra quem tem duas pernas e coordenação motora o bastante para ir na direção da porta. Triste, muito triste. E dispensável.

Michael Jackson está no projeto. Pena que só uma colagem de sua participação original e não sua presença em estúdio. Sua presença foi apenas em corações. É bom ver que fizeram exatemente algo que ele faria para ajudar aos outros.

Houveram muitos e muitos outros artista no projeto. Mas infelizmente isso não fez dele mais relevante. Uma nova canção talvez seria mais interessante e certa para o objetivo, pois comparações são inevitáveis. O que acontece aqui é que, musicalmente falando, não fez diferença alguma. E o que valeu mesmo foi a intenção. Mas, claro, parabéns aos artistas pela iniciativa.

Que Deus proteja os haitianos e os ajude neste momento tão difícil.