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terça-feira, 11 de junho de 2013

Quick - Human Jukebox 90's Megamix 2

Desta vez, o Human Jukebox Benny, da banda Axis of Awesome, faz uma outra versão do Megamix dos anos 90, desta vez cantando e tocando em um teclado. Muito bom!



domingo, 5 de fevereiro de 2012

Quick - Human Jukebox 90's Megamix

Pro pessoal que viveu os anos 90 em sua plenitude!



Senti falta de algumas coisas interessantes neste megamix:


Quando eu lembrar de mais eu posto aqui...


terça-feira, 10 de janeiro de 2012

AMR - Coincidências 8

Leia também: AMR - 70’s Jukebox 4

Para os nascidos nos anos 80, poucas coisas foram tão marcantes, musicalmente falando, quanto o Dance dos anos 90. Peças clássicas como "The Rhythm of the Night", do grupo Corona (aliás, coma brasileira Olga Souza), a famosíssima "Gonna Make You Sweat (Everybody Dance Now)" do C+C Music Factory com seu riff de guitarra imediatamente assimilável e a cantora italiana Gala com "Come Into My Life", são exemplos de como o estilo foi explorado à exaustão e definiu uma década. Enfim, são vários e vários outros projetos que trabalharam em cima do estilo: o Erasure com sua "I Love to Hate You", Cher com "Strong Enough" e "Believe", Sophie Ellis-Bextor com a ótima "Murder on the Dancefloor". É uma infinidade de opções.


Um dos vários grupos criados sobre o gênero, o La Bouche, foi criado em 1994 pelo produtor Frank Farian (sim, o mesmo responsável pelo setentista Boney M e pelo escandaloso e polêmico Milli Vanilli nos anos 90) e contava com os membros Melanie Thornton e Lane McCray. Estrearam com a moderada "Sweet Dreams", que era um exemplar comum do gênero, mas que ainda sim lembra a faceta da década. O projeto seguinte, "Be My Lover" segue a mesma linha - o que mostra que o La Bouche meio que estava preso na segunda divisão do mundo Dance.

Enquanto ativo, La Bouche lançou três álbuns. Em 2000, a vocalista Melanie resolveu seguir carreira solo e foi substituída por Natacha Wright. Porém, em 2001 foi vítima de um trágico acidente de avião, acidente que também tirou a vida de dois membros de outro grupo, o Passion Fruit. O La Bouche se dissolveu no mesmo ano.

Um dos maiores sucesso do grupo saiu do terceiro álbum, SOS. "You Won't Forget Me" foi lançado em 1997 e conseguiu um #9UK (posição superior ao seus dois primeiros e mais famosos singles, embora tenha decepcionado nos EUA com um #48US).



No distante ano de 1969, a banda de Rock neerlandesas Shocking Blue (da vocalista Mariska Veres) lançou o álbum At Home, com seu maior sucesso, a canção "Venus". Mas, além desta, outra canção também fez relativo sucesso e moldou a personalidade musical da banda. "Never Marry a Railroad Man", inclusive, já foi resenhada aqui.


Yeah, I won't forget it...

Logo no início de cada canção já dá para sacar a parte, digamos, referenciada. A melodia vocal com a qual Mariska abre a canção do Shocking Blue é idêntica à melodia com a qual Melanie abre a canção do La Bouche. Talvez a diferença seja, sei lá, 28 anos ou Rock pra Dance.

Coincidência?

Bem... Há uma distância muito grande tanto de tempo quanto de estilo entre os dois projetos. Mas há também uma grande similaridade entre as melodias vocais. De resto ambas seguem um caminho diferente e sem semelhanças. Acredito que possa caber, mais uma vez, o caso de plágio não-intencional. De qualquer maneira, fica novamente aquela dúvida pelo fato de Frank Farian ter seu dedo aqui. Milli Vanilli realmente é algo que ficou marcado no nome deste produtor.

quinta-feira, 17 de março de 2011

AMR - 90's Jukebox 10

Artista: Corona (1993 - presente)
País de Origem: Itália
Estilo: Eurodance
Hits: "The Rhythm of the Night", "Baby Baby", "Try Me Out"
Hit da Jukebox: "The Rhythm of the Night" (1993, #11US - #2UK)


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Ah, o Eurodance! Tantos exemplares deste ritmo existem registrados em CDs que dominaram os anos 90. Grupos como Alcazar (que fizeram um sucesso razoável sampleando "Spacer" do grupo Sheila & The Black Devotion, numa canção chamada "Crying at the Discoteque"), Snap! (da famosa "Rhythm Is a Dancer", considerada o primeiro exemplar de Eurodance), Eiffel 65 ("Blue [Da Ba Dee]" e "Move Your Body"), La Bouche ("Be My Lover") e artistas como Haddaway (da maçante "What Is Love"). São canções realmente memoráveis e em sua grande maioria, descartáveis. Aliás, falando em descartável, aqui no Brasil eram estes artista internacionais e porcarias como Pagode e Axé que dominavam os ouvidos alheios - comparando o Eurodance com estes ritmos brasileiros, ele se torna sem dúvida um exemplo clássico de bom gosto e conceito artístico.


Enfim, no meio disso tudo, mais especificamente em 1993, surge mais um projeto musical neste segmento. E claro, como sempre, um grande hit para colar nos ouvidos. De fato, "The Rhythm of the Night" cumpre mesmo a função de carrapato musical, grudando e botando para dançar. O grupo italiano Corona, que foi composto naquele mesmo ano, foi fundado por Francesco Bontempi e Olga Souza. O que provavelmente ninguém sabe até hoje é que Olga Souza, aquela voz que canta* "this is the rhythm of the night, the night, oh yeah, this is the rhythm of my life" pertence a uma brasileira. Olga é ex-funcionária do Banco do Brasil e dançarina que resolveu tentar a sorte na música, fazendo duas decisões acertadas: largar o emprego para investir na vida artística e cair fora do Brasil, é claro.

E uma brasileira acabou contribuindo para a, digamos, manufaturação de um grande hit internacional Dance. Não que isso mereça realmente muito crédito, pois apesar de "The Rhythm of the Night" ser realmente bem legal, soa tão datada que até parece uma nota de cruzado. Além de datada, bem descartável, sem real valor musical. Mas como existem muitas pessoas que não estão realmente preocupadas com qualidade (gente que é capaz de ouvir coisas como "Se alguém me perguntar por quê eu gosto de você, eu gosto" ou "De chocolate nosso amor é feito, então não tem jeito, gruda em mim" e gostar realmente não tem nenhum critério). Mas o que importa neste caso é simplesmente se divertir, não?

Este single e seus companheiros do Eurodance e todos os outros ritmos relacionados merecem ter o pó removido de sua superfície uma vez ou outra. E pra quem viveu sua infância nos anos 90, isso dá uma gostosa sensação de nostalgia (tipo quando você ouve qualquer coisa dos Mamonas Assassinas). Saudades...