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terça-feira, 23 de julho de 2013

Quick - Polka Medley! 6

O Polka que Yankovic fez no álbum Alapalooza (1993) foi diferente dos outros. Até mesmo do Polka feito com as canções dos Rolling Stones. Weird Al transformou a clássica "Bohemian Rhapsody" do Queen em um Polka!

terça-feira, 9 de abril de 2013

AMR - Coincidências 10

Muito antes de nossos ouvidos reclamarem de coisas como One Direction e Justin Bieber, havia projetos de cunho semelhante em outras décadas. De uma certa maneira, podemos considerar os Beatles como avós de coisas como Backstreet Boys. sei que a comparação vai fazer muita gente querer bater a cabeça na parede, mas basicamente estes projetos atendiam a certos objetivos em comum. Fazer meninas gritarem histericamente enquanto compravam o máximo possível de produtos relacionados. Neste ínterim, eles eram capazes de produzir tanto coisas aberratórias e/ou aberratórias como "Ob-La-Di, Ob-La-Da" (Beatles) ou um repertório majoritariamente irrelevante (Backstreet Boys). Bem, falando nos Backstreet Boys, eles dispensam apresentações...


Os anos 90 foram profundos no que diz respeito ao que chamamos de Boy Band. Profundo dentro deste universo, claro. Muitas coisas vieram das outras décadas (anos 70 com Jackson Five, anos 80 com, sei lá, New Edition). Anos 90 foram inundados: Backstreet Boys, *Nsync, Westlife, Five. Os dois primeiros citados foram os de maiores destaques e o primeiro foi o primeiro a explodir. Singles como "As Long as You Love Me", "Quit Playing Games (with My Heart)" e "I Want It That Way" encheram os quartos de adolescentes de posters e o sacos dos pais e de quem tivesse por perto.

Os cinco primeiros álbuns tiveram vendagem excelente, mas o período após o hiato de 2002-2005 acabou defasando o grupo e eles não recuperaram a imensa popularidade. O single "Incomplete", de 2005, foi o melhor resultado até o momento. Até mesmo a saída de um dos membros do grupo ocorreu, mas como este tipo de empreitada solo não dá certo para todos (margem mínima, diga-se de passagem) e Kevin Richardson voltou ao grupo.

Em 2001, mesmo ano de lançamento do álbum Black and Blue, o grupo lançou uma coletânea chamada The Hits: Chapter One. E neste álbum, eles incluíram o single "Drowning", que havia sido gravado para o álbum de inéditas, mas que foi deixado de lado por falta de espaço. O single teve um desempenho um tanto frio na casa do tio Sam (#28US) e bem aceito na casa da rainha (#4UK).


E falando em bandas etéreas, em 1978 nascia o Duran Duran na onda do New Wave. Eles foram responsáveis por canções interessantes, como "Save a Prayer", "The Reflex" e "The Wild Boys". Porém, de meados dos anos 80 em diante, a banda esfriou, tendo "A View to a Kill" o último sucesso deles naquela década (lançado em 1985!). O álbum Duran Duran (The Wedding Album) foi uma espécie de volta, para avisar que ainda existiam, que respiravam e ainda tocava. O single de destaque desta empreitada foi "Ordinary World", lançado em 1993 e alcançou #3US e #6UK.


Ordinária Coincidência!

A estrutura central das duas canções seguem um ritmo e até ambientação muito parecidas até certo momento. Claro que o Duran Duran segue o tipo desolação do mundo e o Backstreet Boys segue a desolação do amor. Seja lá o que isso tudo possa significar. O fato é que as primeiras partes dos refrões são muito parecidas.

Se isso não foi o bastante para vocês, existe algo mais incisivo a respeito...

O cantor Mauro Scocco, cantor sueco com mais de 20 anos de carreira, lançou em 1997 um disco de melhores hits. Como estratégia comum, foi incluída uma faixa bônus, a última do disco. Ela foi intitulada "Långsamt Farväl" (algo como "Lento Adeus").


Neste caso, até o instrumento usado foi o mesmo. Praticamente a mesma linha de piano. A semelhança é absurda, passando muito, aliás, a linha da mera semelhança.

Ou seja, o single de um grupo americano que pode ter sido influenciado por artistas ingleses e um sueco. Isso sim é que chamo de globalização (e talvez, quem sabe, coincidência)!

sábado, 2 de março de 2013

AMR - 80's Jukebox 13

Artista: Freddie Mercury
País de Origem: Zanzibar
Estilo: Rock, Glam Rock
Hits: "I Was Born to Love You", 
"Living on My Own", "The Great Pretender"

Hit da Jukebox: "Living on My Own" (1985, #50UK)




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Costumo evitar escrever a Jukebox com um artista mais conhecido, mas acho que este caso poderia ser uma bela exceção. Todo mundo conhece Freddie Mercury, sua incrível persona artística e os clássicos imortais criados no Queen. Mas pouco se sabe de sua carreira solo além dos trabalhos com Montserrat Caballé e a sua cover para "The Great Pretender". Na sua curta e pouco difundida carreira solo, existe sempre uma pérola a ser explorada. E no caso, uma que foi retirada de sua concha nos anos 80, mas que acabou por brilhar em definitivo nos anos 90. "Living on My Own".

Primeiramente, a canção é bem pessoal, falando sobre a tão ferrenha solidão que o astro sentia, por mais que tivesse tanta gente aos seus pés. Ele conseguiu expor bem este lado solitário e sombrio através da letra, mas a canção em si está bem na proposta da carreira solo de Freddie: soar como algo diferente do que já tinha feito com o Queen. Era um Freddie mais Dance, mais sintético - diferente até mesmo do novo caminho musical que o Queen havia tomado anos atrás, incorporando o Funk ao seu Hard Rock.


A canção (produzida por Mercury e Mack, produtor que trabalhava constantemente com o Queen e o Electric Light Orchestra) teve um vídeo-clipe. Ele foi filmado durante a festa de 39 anos de Freddie, em Munique. O tema da festa era ir vestido daquilo o que a pessoa mais gostasse. E Freddie foi vestido de... Freddie! Estavam presentes também Barbara Valentin e Jim Hutton, as duas pessoas que dividiam o coração de Mercury no momento (sim, uma mulher disputava Freddie com Hutton, antes de Freddie tomar a decisão final). E mesmo com tanta divulgação, a canção teve apenas um #50UK.

Porém, 8 anos após o lançamento do single e dois após a morte de Freddie, um remix intitulado "Living on My Own (No More Brothers Mix)" foi lançado e surpreendentemente alcançou um #1UK por duas semanas. Acabou sendo o primeiro e único sucesso de Freddie no topo das paradas em carreira solo. No geral, o remix ficou de acordo com a década de 90, e possivelmente Mercury aprovaria o projeto. Aliás, esta versão ficou tão popular que a versão original praticamente não é conhecida. Segue a versão remix:

quinta-feira, 17 de março de 2011

AMR - 90's Jukebox 10

Artista: Corona (1993 - presente)
País de Origem: Itália
Estilo: Eurodance
Hits: "The Rhythm of the Night", "Baby Baby", "Try Me Out"
Hit da Jukebox: "The Rhythm of the Night" (1993, #11US - #2UK)


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Ah, o Eurodance! Tantos exemplares deste ritmo existem registrados em CDs que dominaram os anos 90. Grupos como Alcazar (que fizeram um sucesso razoável sampleando "Spacer" do grupo Sheila & The Black Devotion, numa canção chamada "Crying at the Discoteque"), Snap! (da famosa "Rhythm Is a Dancer", considerada o primeiro exemplar de Eurodance), Eiffel 65 ("Blue [Da Ba Dee]" e "Move Your Body"), La Bouche ("Be My Lover") e artistas como Haddaway (da maçante "What Is Love"). São canções realmente memoráveis e em sua grande maioria, descartáveis. Aliás, falando em descartável, aqui no Brasil eram estes artista internacionais e porcarias como Pagode e Axé que dominavam os ouvidos alheios - comparando o Eurodance com estes ritmos brasileiros, ele se torna sem dúvida um exemplo clássico de bom gosto e conceito artístico.


Enfim, no meio disso tudo, mais especificamente em 1993, surge mais um projeto musical neste segmento. E claro, como sempre, um grande hit para colar nos ouvidos. De fato, "The Rhythm of the Night" cumpre mesmo a função de carrapato musical, grudando e botando para dançar. O grupo italiano Corona, que foi composto naquele mesmo ano, foi fundado por Francesco Bontempi e Olga Souza. O que provavelmente ninguém sabe até hoje é que Olga Souza, aquela voz que canta* "this is the rhythm of the night, the night, oh yeah, this is the rhythm of my life" pertence a uma brasileira. Olga é ex-funcionária do Banco do Brasil e dançarina que resolveu tentar a sorte na música, fazendo duas decisões acertadas: largar o emprego para investir na vida artística e cair fora do Brasil, é claro.

E uma brasileira acabou contribuindo para a, digamos, manufaturação de um grande hit internacional Dance. Não que isso mereça realmente muito crédito, pois apesar de "The Rhythm of the Night" ser realmente bem legal, soa tão datada que até parece uma nota de cruzado. Além de datada, bem descartável, sem real valor musical. Mas como existem muitas pessoas que não estão realmente preocupadas com qualidade (gente que é capaz de ouvir coisas como "Se alguém me perguntar por quê eu gosto de você, eu gosto" ou "De chocolate nosso amor é feito, então não tem jeito, gruda em mim" e gostar realmente não tem nenhum critério). Mas o que importa neste caso é simplesmente se divertir, não?

Este single e seus companheiros do Eurodance e todos os outros ritmos relacionados merecem ter o pó removido de sua superfície uma vez ou outra. E pra quem viveu sua infância nos anos 90, isso dá uma gostosa sensação de nostalgia (tipo quando você ouve qualquer coisa dos Mamonas Assassinas). Saudades...