segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Especial - Rock in Rio 4 2011 - 01/10


Skank, Maroon 5, Coldplay e até mesmo um resquício do Barão Vermelho pós-Cazuza (por assim dizer). Talvez esta tenha sido uma das noites melhores no quesito qualidade. Tivemos até mesmo uma banda mexicana de Pop Rock! Cool...

Maroon 5


O Maroon 5 é uma banda bem legal. Infelizmente as circunstâncias pelas quais a banda liderada por Adam Levine não foram muito dignas: substitutos de última hora do Jay-Z! Eles deveriam se sentir ofendidos com isso, mas já que esta é uma oportunidade da grande... Tenho certeza de que fizeram um trabalho bem melhor do que o rapper faria.

O Maroon 5 deu um grande espetáculo com clássicos como "Sunday Morning", "Makes Me Wonder", "This Love", "She Will Be Loved", a minha favorita "Wake Up Call" e a nova "Misery". E o melhor de tudo: sem a pretensão sem propósito do Rap!


Skank


Considero o Skank uma das bandas mais interessantes e divertidas do Brasil. Eu considerava criativa também, mas depois que eles plagiaram até Paul McCartney, deixei esta denominação de lado... Enfim, o setlist do Skank simplesmente não apresentou grandes novidades. O repertório incluiu "Vamos Fugir", "Garota Nacional", "Jack Tequila", "É Proibido Fumar" e até "Uma Partida de Futebol". De novidade mesmo apenas "Sutilmente" e "Eu Ainda Gosto Dela" (com participação da Negra Li), ambas do último álbum. Não foi inovador, mas foi bom de qualquer maneira...


Frejat


O Frejat é um bom guitarrista. Como vocalista já é um pouco menos conceitual (principalmente se o colocarmos ao lado do Cazuza - não à toa o Cazuza era o vocal principal). Considerando isso, um show essencialmente de covers não seria lá uma grande ideia. Tim Maia, Cássia Eller, Legião Urbana, Paralamas e até o próprio Cazuza. Tudo entrou no caldeirão. Obviamente ele cantou canções de sua banda, o Barão Vermelho. E apenas uma música não era cover. Então por que o Barão não veio junto? Vai entender...


Coldplay


O bom e velho Coldplay veio tocar no Rock in Rio. Nada mais certo, pois apesar de não serem totalmente Rock, são artistas competentes e bons músicos - talvez um pouco introspectivos demais em seu alternativo um tanto "mainstream", mas o mérito continua intacto. As ótimas "Clocks", "Yellow" e "Viva La Vida" foram executadas para o público do festival. Pena que faltaram "Trouble" e "Don't Panic", excelentes canções do primeiro álbum da banda. Enfim, Coldplay, venham sempre!


Maná


Uma banda de Rock mexicano. Hum, interessante. Os caras até que estavam no lugar certo na hora certa, mas senti falta de alguma coisa. De qualquer maneira, com o nível atual das coisas, estava inteiramente de bom tamanho. Eles mostraram que a cultura mexicana não se resume apenas ao velho chapéu exagerado e tequila. E, tirando o Rock na medida normal da coisa, foi só isso.


Em breve: o desfecho de um dos maiores festivais de Rock do mundo...

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Especial - Rock in Rio 4 2011 - 30/09


Digamos que na noite do dia 30 tivemos apenas 1/5 de Rock. Esta pequena fração foi sustentada pelo guitarrista Lenny Kravitz. De resto, tivemos uma verdadeira salada musical. É... não tá fácil para o Rock mesmo.

Marcelo D2


Alguém consegue me dizer o que Marcelo D2 tem de Rock? Se você me disser que ao menos ele tem em comum com certa parte do público a maconha, digo que não é suficiente. Enfim, nunca fui muito ligado no D2 nem musicalmente (Rap não é algo lá muito fácil de digerir) e nem como figura pública (alguém que defende a legalização da maconha, que é a mesma coisa que lutar pelo direito das pessoas ficarem cada vez mais retardadas). O show, principalmente comparando com o conceito do nome "Rock in Rio", pode ser descrito com uma palavra que soa simbólica aqui: uma droga...


Jota Quest


Todos sabemos (pelo menos eu acho) que o Jota Quest não é Rock - eles são mais puxados para o Funk (embora flertem ocasionalmente com o estilo). Não significa que seja ruim, mas ficou fora da casa. De qualquer maneira, o Jota Quest é uma atração muito melhor do que poderia ser Ivete Sangalo num evento destes. Rogério Flausino se mostra (pelo menos ao-vivo) um vocalista um tanto limitado. É impressão minha, ou a canção "Fácil" foi omitida deste show?


Lenny Kravitz


Fly away! Uhulll! Sim, houve Rock nesta noite fatídica para os roqueiros cabeludos do Rock in Rio. O guitarrista amante do brasil tocou usa consagrada "Fly Away", "It Ain't Over 'Til It's Over", "Where Are We Runnin'", "American Woman" e "Are You Gonna Go My Way" - fora outras boas do seu repertório. Podemos dizer que o senhor Kravitz salvou esta noite do festival. E se a dosagem de Rock já era boa o bastante, imagine para quem teve que ouvir Shakira e Ivete Sangalo! Ovações e mais ovações para Lenny!


Ivete Sangalo


Deve ter sido um momento tão sofrido para os roqueiros quanto foi o show da Claudia Leitte (ou menos o show do Nx Zero). As pessoas que vão assistir uma banda de Rock com sua guitarras, seu som pesado e toda a força e transgressão do estilo e se deparam com Axé Music. Não que eu ache que a Ivete mereça o mesmo tratamento que o Carlinhos Brown no Rock in Rio de 2001, mas foi inadequado de qualquer maneira.

E vamos confessar uma coisa: que foi legal ver a chuva de garrafas no Brown, isso foi huaahuahuaha!


Shakira


O show da Shakira contou com coisas como uma cover de "Nothing Else Matters" do Metallica (!!!), "País Tropical" do Jorge Benjor (com participação da Ivete Sangalo) e sucessos antigos como "Estoy Aquí" e "Whenever, Wherever". Fora outras canções legais como "Las de La Intuición", "Loca", "Hips Don't Lie" e "Waka Waka". Foi bom, mas incoerente com o festival, obviamente. Os roqueiros possivelmente perderam a fé após este show. Ou desistiram do Rock in Rio e festivais em geral e foram ouvir Rock trancados nos seus quartos ou resolveram aderir de vez ao Pop e ao Axé...


A noite seguinte já teve um percentual muito maior de Rock. Mas agora, depois disso tudo, eu pergunto: será que faz diferença? Veremos...

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Aconteceu - Rafinha Bastos é afastado do CQC

Motivo seria declaração polêmica enquanto apresentava o programa


Rafinha Bastos não estará na bancada do CQC desta segunda-feira (3). A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da Band nesta manhã.

O afastamento foi anunciado pelo fato de Rafinha ter dito ao vivo no humorístico que comeria a cantora Wanessa Camargo e seu bebê. A afirmação causou repúdio e muitas pessoas se manifestaram contra o rapaz, incluindo seus colegas de programa, Marcelo Tas e Marco Luque.

Neste fim de semana, a cúpula da Band se reuniu para definir a posição que tomaria com Rafinha Bastos por causa de suas declarações. Sua permanência no programa, bem como continuação na emissora ainda estão sob avaliação. Até o momento, a única medida tomada foi a retirada do humorista da edição de hoje da atração.

Até a manhã desta segunda-feira, os assessores e empresário do humorista não haviam recebido nenhuma notificação oficial da emissora e declararam que ele estava preparado para apresentar o CQC.

Fonte: Terra.com.br


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Eu assisti o momento da piada. Entrou por um ouvido e saiu pelo outro simplesmente por se tratar de uma piada. UMA PIADA. E ela com certeza continuaria sendo uma piada (sem graça ou com graça, não cabe discussão de mérito aqui) se não fosse a nata conservadora transformá-la nisso tudo.

O CQC já perdeu grande parte do seu mérito devido ao fato de a Band puxar a rédea dos caras com relação aos políticos. Perder Rafinha Bastos seria a última pá de cal em cima deste programa tão interessante.

E tudo porque alguns hipócritas politicamente corretos não sabem distinguir uma piada da vida real.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Especial - Rock in Rio 4 2011 - 25/09


Tivemos no dia 25 a chamada Noite do Metal. Várias bandas do estilo fizeram seu barulho esta noite. E quando digo "barulho" estou dizer que, de fato, foi barulho. Você é fã de Metal? Desculpa aí...

Slipknot


Um show do Slipkot serve basicamente para quem gosta de barulho e mais barulho com alguns solos de guitarra e personalidades histriônicas e imagem bizarra. Bem, quem gosta de Rock gosta de solos, mas quem realmente gosta de Rock gosta de solos e de sons elaborados e com sentido - o que não é bem o caso. E com relação aos membros da banda, só posso dizer que se tratando de membros de banda se escondendo atrás de caricaturas esquisitas, sou muito mais o Gorillaz, que pelo menos são muito mais hamônicos e atraentes em sua empreitada. Se, de uma certa maneira, o Metallica seria um som mais para iniciados, o Slipkot seria apenas para um seleto e minúsculo grupo (com o perdão da piada fácil): os finalizados. Que diferença faz o Hard Rock e os outros gêneros...


Metallica


Considerando todos os atos da noite e que, dentre eles, o Metallica é o mais notório, digo por puro instinto que,na chama Noite do Metal, os responsáveis pelo álbum Kill 'Em All foram o que se teve de melhor. Mas como não entendo quase nada deste gênero (sub-gênero ou sei-lá-o-que), apenas posso dizer por instinto. O Metallica tem uma boa base de fãs no Brasil e esta noite serviu, basicamente, para mostrar que além de ser imperante o mau gosto com o Funk Carioca (que na verdade não é Funk - essa gente nunca deve ter ouvido falar de James Brown), Axé, Pagode e Sertanejo Universitário (o que me faz pensar o quão chato e medíocre deve ser um universitário pra ter sua colocação utilizada em um nome de gênero musical) , também temos muita gente que têm ouvidos ao Metal - o que, na minha opinião, só denota ainda sim mau gosto, pois para mim este gênero é apenas um amontoado desvairado e ensandecido som de guitarra e bateria bem pesados, nada elaborado e, de uma certa maneira, de apelo fácil demais. Apenas posso dizer que é para iniciados - e, por fora disso, "Sad But True", "Nothing Else Matters" e "Enter Sandman" para quem é de fora da coisa.


Motörhead


O Motörhead é uma bnada de Rock pesado que tem notoriedade e um público fiel. Mas não apenas isso. Também tem idade para caramba, sendo a banda mais velha a se apresentar nesta noite. Direto ao ponto e sem frescuras, os caras mandaram ver, fizeram o que tinham que fazer no lugar certo. Ou seja: fizeram Rock num festival de Rock - foi óbvio, mas foi o que de mais coerente poderia ocorrer (e, convenhamos, o Medina tava precisando de umas doses disso direto na veia, mas só consegue enxergar outra$ coi$a$ chamando gente como a Perry e a Rihanna).

E foi isso. Uma das bandas mais importantes e respeitadas do estilo fazendo com maestria algo que faltou muito neste Rock in Rio até então...


Gloria


Cara, Gloria? Estes caras saíram do mesmo buraco que Nx Zero e Charlie Brown Jr. Eles são tipo mais voltados pra algo que possa ser chamado de heavy. E digo: mais misteriosa que a pergunta "como é que o Nx Zero foi parar no Rock in Rio 4?" é a pregunta "Como o Gloria conseguiu?". Bom, considerando o próprio Nx Zero e a Cláudia Leitte, até que esta pergunta não é tão difícil de responder: basta apenas erguer um pouquinho mais o volume e fazer uma voz gutural ridícula e irritante. Por que não chamaram o Ozzy Osbourne...


Coheed and Cambria


Olha, eu confesso que nunca tinha ouvido falar nestes caras nem ouvido nada do som deles. Baseado nisso, infelizmente não posso tecer comentários mais profundos e abrangentes do que: o cabelo desse cara é bizarro, isso não é nome de banda de Rock e o som deles condiz perfeitamente com a proposta do festival e, considerando o placar geral, eles estavam no lugar certo na hora certa.


Assim que possível, a noite do dia 29 será revista!

domingo, 25 de setembro de 2011

Especial - Rock in Rio 4 2011 - 24/09


Continuando o review sobre as noites do festival Rock in Rio 4 - 2011, temos bom e ruins números na noite do dia 24/09. O dia é 24 e o NxZero tocou. Hummm... isso explica muita, muita coisa...

Red Hot Chili Peppers


Possivelmente a maior atração da noite. A banda acabou sofrendo um desfalque quando o excelente guitarrista John Frusciante resolveu deixar a banda pela segunda vez. Felizmente Anthony Kiedis e banda não contrataram um segundo Dave Navarro. O guitarrista Josh Klinghoffer, que já tocou com Beck e Gnarls Barkley, assumiu o posto. E o que tivemos?

As clássicas "Under the Bridge", a cover de Stevie Wonder, "Higher Ground", "By The Way", "Californication", "Give It Away" e até a mais recente "Dani California". Josh até que é habilidoso, mas tenho a impressão que o buraco que ficou quando John extraiu suas raízes da banda não poderia ser preenchido. O solo de "Californication" deixou a desejar. No geral poderia ter sido melhor. Mas ainda sim é muito melhor do que o que vem por aí...

Obs: Com aquele bigode, se o Anthony cortar o cabelo mais curto, vai ficar a cara do ator Milhem Cortaz, o Fabio da série Tropa de Elite.


Stone Sour



Confesso que não conheço quase nada do Stone Sour. e também não sei bem o motivo deles terem sido chamados. Tapar buraco? Dependendo de que, até que podemos nos considerar no lucro. De qualquer maneira, a única canção que de fato conheço da banda, "Through the Glass" (que fez relativo sucesso aqui) foi bem executada. E considerando a situação geral, ficou tudo no positivo. Apenas falta mais alguns hits para o pessoal assimilar...


Nx Zero


Tá. Não é Axé nem Pop. Mas agora quer chamar de Rock ainda é exagero. A criação da Arsenal (os mesmos responsáveis por aquele lixo de curta vida que foi o tal de Dogão - o rapper cachorro desenho contra a pirataria que só significou gasto inútil para eles) se apresentou no Rock in Rio - e eu desconfio de ameaça de morte, macumba, intervenção divina (ou maligna). Enfim, os caras chegaram lá e é isso. Acho que a relevância disso equivale a participação da Nina Hagen no primeiro Rock in Rio!

Os caras conseguiram o prodígio de serem vaiados num festival de Rock com a Cláudia Leitte!


Snow Patrol


O pessoal alternativo do Snow Patrol também marcou presença como uma das principais atrações do dia. Não são tão populares, mas ainda sim melhores que o Nx Zero... De qualquer maneira, o maior hit deles aqui no Brasil, "Open Your Eyes". Foi satisfatório, apesar da voz do vocalista Gary Lightbody não soar tão bem ao-vivo. Mesmo assim, não há reclamações, sendo tudo bem executado pelos músicos e garantido o que, se não for um dos melhores show, pelo menos algo longe dos ruins, dos nota ZERO, sacaram?


Capital Inicial


O show do Capital foi bem interessante. Dinho provou ser um bom artista em palco, levantando a platéia com ânimo, satisfação e emoção. O set da banda incluiu "Independência", "Natasha", a recente "Depois da Meia Noite", a cover da Legião Urbana, "Que País é Esse?", "À Sua Maneira", a cover de Kiko Zambianchi e o medley do Aborto Elétrico, "Música Urbana", "Fátima" e "Veraneio Vascaína".

Das duas partes nacionais da noite, sem dúvida alguma o Capital Inicial salvou a pátria. Se você ouviu o Nx Zero e ficou com vergonha alheia, pode se consolar com o Capital, que mandou muito bem. Eles ao menos têm um repertório consistente (obviamente devido a ajuda de Renato Russo), mas isso não compromete de maneira alguma o resultado final.


Os Paralamas e os Titãs fizeram falta na parte nacional da coisa, mas o Capital segurou bem a parada. Esta, até o momento, é a noite mais Rock do festival. Vamos ver o que teremos mais adiante.