Bem, na lista de assuntos que Lily Allen quer tratar, ela já falou sobre acabar com ex-namorados, sobre viagens no ácido (hauahauah), sobre seu irmão, etc… E por que não sobre frustração e insatisfação sexual, ejaculação precoce e afins? A faixa é algo bem diferente do que Lily já fez antes e bem diferente do single anterior. É country. Pseudo-country, como os críticos andaram chamando… Mas se o pseudo-country consegue ser melhor e mais interessante que o próprio country… enfim. Greg Kurstin deve ter assistido bang-bang demais!
Peço desculpas a Reba McEntire, Willie Nelson, Garth Brooks e compania, mas é se isso for o exemplar de algum tipo de sub-gênero (Pseudo-Country), é muito melhor que o "verdadeiro"!
O clipe se passa num programa de TV Country extinto (usando imagens e dublando o falecido Porter Wagoner, músico country e apresentador do programa que realmente existiu). O mais legal é a reação dos músicos com a letra da música, hilário! Conseguiu um #5UK, o que já é um avanço, considerando “Smile” #1UK / “LDN”#6UK.
Fuck You (Nível 3: Bom)
Acho que só a Lily Allen mesmo pra conseguir fazer uma canção com tom otimista, piano alegre, letra crítica, voz tranquila e recitando “Fuck You” no refrão. Isso me lembra a canção “Sexed Up” do Robbie Williams. O single de 2003 tem um clima bem romântico, quase emocionante. Aí você resolve prestar atenção no que Williams tá cantando… coisa do tipo: “Eu espero que você se exploda”, “vai se foder, eu não gostava do seu gosto”… coisa fina… Uma canção bonita que parecia falar de amor, na verdade falando do fim do mesmo…
Enfim, “Fuck You” é uma música legalzinha, de produção simples, pra dizer no mínimo. Seria como se "Alfie" fosse produzida no período da TPM ou coisa do tipo. E o motivo de ter conseguido um #153UK/#68US é fácil de se responder: conservacionismo hipócrita puro e simples. Enfim, injustiças estão por aí por toda a parte mesmo…
22 (Nível 5: Ruim)
“22” é o tipo de canção que você sabe que não é descartável. Mas que por mais que você tenha consciência da idéia de que uma canção pode melhorar qualitativamente conforme vá se repetindo as audições, infelizmente não é o caso desta. A canção se leva tão a sério que meio que acaba perdendo a graça. É mais ou menos o que acontece com 95% dos rappers: muita pretensão, pouca diversão, pouca qualidade. E o culpado? Greg Kurstin…
E simplesmente caiu nas graças do público brasileiro por um motivo óbvio: a canção foi trilha-sonora de novela da Globo, subterfúgio para qualquer artista no mundo inteiro ganhar uma nesga de atenção. Sério!
O clipe mostra duas Lilys em idades diferentes no que seria uma boate. Seria algo do tipo “antes e depois”. Fotografia estilosa. Mas infelizmente, nem o clipe ajuda a erguer a canção…
Who’d Have Known (Nível 4: Aceitável)
Canção cadenciosa, intimista até certa parte… Em certas partes dela te passa aquela sensação de “já ouvi em algum lugar”. E existem duas possibilidades: 1 - o fato de “Who’d Have Known” samplear “Shine” do Take That (os Blackstreet Boys ingleses) e 2 – ela dá a impressão de ser uma espécie de demo, esqueleto da canção “The Fear“. Ou seja… “The Fear” é uma espécie de plagio de “Shine“?
Vai entender…
O clipe é o que se tem de mais interessante… Allen interpreta uma mulher obcecada pelo Elton John! Com direito a sequestro, cativeiro e tudo mais… Bem que o próprio Elton poderia ter participado do vídeo-clipe, porém, existe um fato que pode tornar este vídeo uma espécie de ironia (do jeitinho que Lily gosta) ou simplesmente uma espécie de pedido de desculpas - graças ao acontecido abaixo, Lily perdeu a chance de sair em turnê com Elton!
Bem, imagem vale mais que palavras, mas uma pequena introdução antes:
Ambos estavam para entregar alguma premiação ou coisa do tipo, e Allen estava bêbada. John está visivelmente desconfortável com a situação e provoca Allen que rebate… enfim:
Lily Allen + Elton John = Rock ‘n’ Roll!
Extra – Oh My God (Nível 3: Bom)
Este é mais um single lançado do álbum de covers do Mark Ronson, “Version“. Que aliás, só de ouvir os primeiros minutos já dá pra meter um belo carimbo “Made By Mark Ronson”.
O interessante é que os vocais de Lily Allen se encaixaram muito bem ao estilo “Mark” de remixar. Já que Lily está com um papo de deixar por um tempo o mundo da música, ela bem que poderia pensar melhor e construir algo apenas com Ronson. Com certeza ia ser algo bem interessante.
O clipe (assim como aconteceu no caso de “Valerie“, com Amy Winehouse) não tem a participação direta de Allen. Ela é representada por um modelo 3D (bem bonitinho, por sinal). Mas fora isso, nada de especial.
Extra – Drivin’ Me Wild (Nível 4: Aceitável)
Putz… Lily Allen e um rapper. Lily é uma experimentalista, porém, o resultado aqui foi meio indigesto. Lily Allen acabou meio ofuscada e dispensável. Common (quem?) - como a maioria dos rappers - é do tipo que precisa de um vocalista cantando o refrão ou alguma parte da música por não conseguir sustentá-la sozinho. O problema é que ele não segura interesse nem no seu rap nem Lily com sua interpretação. Definitivamente ela não serve como parte comercial em canção de rap.
O clipe é confuso, meio sem sentido (LDN, LSD…) e, apesar de ser bem filmado, em partes é um tanto mal feito. Mas enfim… o resultado final não é de todo ruim…