sábado, 12 de março de 2011

AMR - Ching Ching Ching (Nikka Costa)

Análise: Primeiro single do álbum PRO WHOA!, de Nikka Costa. Lançado em 2010, alcançou #77 nas paradas da Alemanha.


Ching? Hã?

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A filha do Don Costa cresceu. Se você não sabe de quem eu estou falando, muito provavelmente isso vai refrescar sua memória:


Se por um acaso isso não serviu, você deveria cogitar a hipótese de morar em outro lugar que não seja uma caverna...

Enfim, anos se passaram após a estréia desta estrela mirim, mais especificamente uns 30 anos! Algumas estrelas baixinhas conseguem uma carreira brilhante demonstrando muito talento para a coisa - Stevie Wonder e Michael Jackson, para citar dois grandes exemplos. Também há estrelas que não são exatamente um exemplo de qualidade artística genuína - Justin Timberlake, Bow Wow... e Justin Bieber? E existem os que acabaram ficando, digamos, em cima do muro.

Nikka Costa pode ser alocada nesta terceira categoria. Lançou ao todo 8 álbuns em toda sua carreira. E nunca mais se ouviu falar dela desde "On My Own". Ela é uma espécie de One Hit Wonder precoce. Seu pai, Don Costa, que é constantemente lembrado por seu trabalho com Frank Sinatra, lançou a carreira de sua filha - e acabou reforçando o título de One Hit Wonder após não ter influenciado mais sua vida artística - Costa faleceu em Janeiro de 1983, quando Nikka tinha 10 anos.


Após tantos anos, Nikka investiu na sua carreira percorrendo basicamente ritmos como Funk, Soul e Blues - o que denota que ela realmente queria tirar algo de qualidade de sua carreira. Porém ela nunca mais teve o destaque de outrora (excetuado um círculo fechado de poucos fãs legítimos).

Agora, aparentemente seguindo a moda, Costa lança seu novo single com uma pegada mais puxada pro... Electropop? Nah, não chega a tanto. Mas a parte do Electro é verdadeira. Talvez imaginando alcançar um público maior - ou simplesmente querendo seguir uma nova direção em sua carreira - ela resolveu realizar esta mudança. E "Ching Ching Ching" é apenas comum - principalmente se você considerar que ela já teve coisas muito melhores em sua carreira antes de tomar este novo rumo (exemplo: "Push And Pull" do álbum Everybody Got Their Something de 2001, que lembra a canção "Broken" da extinta banda feminina Antigone Rising).


A canção é uma balada agitada e bonitinha, assim como era bonitinho o rostinho infantil de Nikka (pegaram a referência)? Se você for considerar apenas "Ching Ching Ching", não houve algo que possa ser chamado de grande evolução - um retrocesso quando muito. Claro que é válido a vontade dela em querer aparecer mais, seja por uma maior projeção artística, $eja por algun$ outro$ motivo$ de$conhecido$, mas neste caso faltou talvez um pouco mais de ousadia.

Resumindo, Nikka e sua voz são sim boas. Mas eles combinam muito mais com um violão do que com artifícios eletrônicos...

quarta-feira, 9 de março de 2011

Quick - Capas Exóticas 5

O poder de Deus representado pela música e, principalmente, por um "karate chop" numa pilha de tijolos? É... a fé nunca foi tão violenta! Considerando isso, poderíamos considerar gente como Bruce Lee e Chuck Norris verdadeiros mensageiros de Deus. Acho que nada soaria tão curioso após o lançamento disso até a chegada do Padre Marcelo... Ele é Mike Crain, The Karatist Preacher!

Nome do álbum: God's Power
Ano de lançamento: ?
Estilo: Provavelmente Gospel...


Vou me encurtar nos comentários porque não quero fanáticos religiosos proferindo suas neuras por aqui. Mas basta dizer que os próprios representantes desta "categoria" acabam fazendo galhofa de suas próprias crenças - certamente que de maneira involuntária, mas ainda sim isso nos denota uma falta de noção vinda justamente de quem não deveria deixar isso acontecer.

A quantidade de bizarras imagens representativas de gravações religiosas que se pode encontrar é bem interessante (leia-se hilária). Alguém aí também pensou na possibilidade de Mike Crain fazer um dueto com Carl Doulgas (aquele da simbólica "Kung Fu Fighting")?

Conheço um "preacher" muito mais divertido...

sexta-feira, 4 de março de 2011

Quick - Cartões Motivacionais 25

quarta-feira, 2 de março de 2011

Aconteceu - Boletim Musical (02/03/2011)

"Cantor do Black Eyed Peas é novo diretor de inovação da Intel"


Isso me lembrou aquela velha tela azul do Windows...

"CSI 'mata' Justin Bieber"


Personagem vivido pelo cantor na serie policial terá um final trágico...

Típico caso onde a vida deveria (com urgência) imitar a arte!

"Intérprete de Borat viverá Saddam Hussein no cinema"


Tá bem, essa não é musical, mas eu tenho que comentar...

Qualquer ser de bigode protuberante tem obrigatoriamente que ser interpretado por Sacha Baron Cohen? Freddie Mercury, Saddam Hussein... quem mais?



Ned Flanders?


Frank Zappa?


Mario?

Melhor nem pensar...

terça-feira, 1 de março de 2011

AMR - Run Back to Your Side (Eric Clapton)

Análise: Canção lançada no último álbum de inéditas de Eric Clapton, Clapton, de 2010. O álbum alcançou #6US e #7UK.


Um verdadeiro bluesman nunca deixa a estrada

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Um dos maiores ídolos da história da música, Eric Clapton está com 65 anos. Após uma vida recheada de problemas com drogas e álcool, gerador de grandes clássicos como "Wonderful Tonight" e "Tears in Heaven", problemas conjugais envolvendo várias amantes, a trágica perda de seu filho e de grandes amigos (como Duane Allman do The Allman Brothers, George Harrison, Jimi Hendrix, Stevie Ray Vaughan e Billy Preston), Clapton agora só quer curtir sua carreira gravando o que bem entende, sem se preocupar em agradar alguém ou gerar hits. E sua grande paixão, o Blues, está ali para lhe dar uma estrada para percorrer (mais um pouco).

Eric andou tocando com o Allman Brothers, com Jeff Beck (que, juntamente com Clapton e Jimmy Page, passou pela lendária banda The Yardbirds) e também com seu antigo companheiro de Blind Faith, Steve Winwood. De músicos geniais Eric vive cercado, sem dúvida. E para seu último álbum, intitulado apenas Clapton, foram chamados músicos como J.J. Cale (responsável pela canção "Cocaine", que Clapton regravou com grande êxito), Paul Carrack (ex-Ace, da ótima canção "How Long"), Sheryl Crow (da clássica canção dos anos 90, "All I Wanna Do"), Nikka Costa (aquela menininha filha do Don Costa, intérprete de "On My Own" e também Winwood. O resultado é um álbum sem compromisso, gravado tranquilamente, revisando clássicos do Blues que Clapton tanto adora - o estilo que o criou para o mundo da música.


A canção que escolhi para a resenha foi selecionada por ser a única no qual Clapton se envolveu na composição. E depois que vi que ela foi indicada para um Grammy (Melhor Performance Vocal Rock - Solo). De resto, Eric se dedicou a recriar versões para canções Blues de músicos como J.J. Cale, Robert Wilkins e Melvin Jackson, só pra citar três.

"Run Back To Your Side" tem um clima que a torna facilmente identificável como uma canção de Clapton. Sua pegada Blues-Rock é bem característica e lembra bastante a versão de sua banda Cream para a clássica "Cross Road Blues", do guitarrista Robert Johnson, em 1937 - o que, na verdade, acaba denotando um pouco de falta de criatividade. Os vocais de Clapton não mudaram muita coisa com os anos (como aconteceu com artistas como Elton John - que na verdade, em certo período de sua carreira, teve que passar por uma cirurgia envolvendo a garganta - e talvez Daryl Hall), continua um bom intérprete e um guitarrista de mão cheia.


Eric Clapton, assim como Elton John, Stevie Wonder e vários outros artistas já viram sua época passar. Mas garanto que mesmo levando suas carreiras modestamente, sem se preocupar tanto com a fabricação de hits, eles soam muito melhores e qualificados do que a grande maioria do pessoal que age hoje em dia...