domingo, 19 de dezembro de 2010

Prós/Contras Divas 6 (parte 2): Madonna


Níveis


1 - Obra-Prima
2 - Muito Bom
3 - Bom
4 - Aceitável
5 - Ruim
6 - Créeuu

———————————————–

Prós/Contras Edição Extra!

Continuando nossa longa escavação arqueológica em cima dos singles da Madonna, chegamos aos anos 90. Década onde a maior parte da projeção da Madonna foi baseada no sexualidade. Foi deixado de lado o som dos anos 80 para ser adotado algo mais contemporâneo e mais sexual. O chocante na época porém bobo hoje em dia livro SEX foi lançado para dar mais uma alavancada (e polemizada) na carreira da Madonna. Bem, uma coisa é certa: os anos 90, no final das contas, acabaram sendo de alguma maneira mais fracos para ela. Por que será?


Erotica... hum?

———————————————–

Erotica (Nível 4: Aceitável)


Foi com "Erotica" que Madonna iniciou seus trabalhos pelos anos 90, foi seu carro alegórico de entrada para a nova década (desconsiderando os singles de trilhas-sonoras e coletâneas). Este single tem um clima denso, algo profundo - tecnicamente falando, claro. Pois o tema, como o título já escancara, é o sexo e suas ramificações.

No final das contas, "Erotica" acaba sendo o single menos representativo da carreira da Madonna - não começando tão bem assim. Tem um refrão um pouco atrativo, porém não é o suficiente para justificar o resto. Tanto que este single é o primeiro single de trabalho de um álbum da Madonna a não chegar no topos das paradas nos Estados Unidos desde Like a Virgin.

Uma outra versão deste single, chamada "Erotic", foi lançada para ajudar a promover o então recente livro Sex - livro este que hoje em dia soa tão besta e sem graça que merece ser esquecido. O detalhe interessante é que a embalagem do single era uma embalagem camisinha! É... pra ouvir esse negócio realmente precisa-se de proteção...


Bem, um #3US e #3UK... Tá bom mas não tá.


Deeper & Deeper (Nível 2: Muito Bom)


Escrita pela Madonna, Shep Pettibone e Anthony Shimkin, "Deeper & Deeper" é uma Dance típica dos anos 90 com leves traços da chamada House. Nitidamente Madonna deixou a sonoridade dos anos 80 para trás, mas só fazendo uma análise de sua passagem pelo anos 90 para saber se isso é bom ou ruim. Aquela parte, digamos, plástica do seu som não está mais aqui - embora ela comece a utilizar outro tipo de sonoridade que pode soar mais plástica, artificial ainda se não for bem conduzida.

Na mesma linhagem de singles como "Vogue" (que será analisada posteriomente), "Deeper & Deeper" tem até mesmo um toque latino (e também grandiloquente) em certo momento. Mas mesmo assim não soa tão diversificada quanto poderia - mas eu acredito que esse seja, digamos, um princípio básico do House - e bem mais interessante que a "Erotica", por exemplo. Pelo menos ela está cantando um pouco melhor do que na década passada. O vídeo-clipe faz referência ao legado artístico de Andy Warhol (seus filmes, mais especificamente). Em resumo: bem filmado.

Uma contagem regressiva de #7US e #6UK.


Fever (Nível 4: Aceitável)


A história de "Fever" vem de muito antes do álbum Erotica, da Madonna. Em 1956 o artista Little Willie John gravou esta canção em um estilo R&B/Rock 'n' Roll. Após isso, várias outras versões foram feitas para ela. A lista é realmente grande; uma porrada de artistas resolveram cantar isso - parece até "To Love Somebody" do Bee Gees ou "Yesterday" dos Beatles, que tiveram uma porrada de versões por aí.

Madonna estava em estúdio gravando uma canção chamada "Goodbye to Innocence" (profético?), até em certo momento ela começou a cantar a letra de "Fever" por cima e acabou gostando o resultado. No final, a canção ficou no álbum e "Goodbye to Innocence" não foi utilizada em nenhum álbum.

Eu acabei conhecendo essa música enquanto explorava o espólio videográfico de apresentações dos Beatles. Como? Explico... Ao achar por um acaso um vídeo de uma apresentação dos Beatles tocando o medley "Kansas City/I'm a Loser/Boys", resolvi ver o que mais tinha disponível daquela apresentação. Foi quando achei um vídeo de uma cantora chamada Lyn Cornell; e ela interpretava esta canção num estilo mais jazzista. Achei bem legal, mas pra ser honesto ficou na minha cabeça por uns 15 minutos apenas... mas valeu o conhecimento em geral.

Mas voltando para a Madonna... Não vemos nada de R&B ou Jazz, lógico. Temos mais do Dance e House que permeia o álbum. Mas sinceramente, se compararmos a canção que a original (até mesmo no diferente contexto no qual Madonna inseriu a canção), dá pra sentir um retrocesso - o que definitivamente não é bom. Mais parece aquela cover promocional que entra como bônus em alguma versão especial do álbum ou de algum outro país tipo Japão ou ainda lado B de single. Você consegue captar traços/referências de outra artista desta época, Crystal Waters - e mais especificamente o single "Gypsy Woman (She's Homeless)".

E apesar dos pesares, ainda acho a versão do Little Willie John mais dançante...

Foi para as paradas apenas da Inglaterra com um #6UK.


Secret (Nível 2: Muito Bom)


Primeiro single do álbum Bedtime Stories de 1994, "Secret" mostra um lado mais R&B da Madonna - o que veio a ser algo muito, muito positivo para ela se compararmos com os outros singles do começo da década. Temos uma canção mais amena, mais melancólica, algo bonito de se ouvir - também uma coisa não muito comum de se ouvir vindo da Madonna, convenhamos. Afinal, mesmo sua sonoridade dançante ter largado o artificialismo dos anos 80, ainda sim Madonna soa mais interessante em projetos R&B.

A canção foi escrita pela Madonna, Dallas Austin e o Shep Pettibone e produzida pelos dois primeiros. E ao meu ver, "Secret" se tornou meio que uma canção resistente ao tempo, do tipo que pode se ouvir 10, 15 anos após que vai continuar soando atual. Aliás, a maneira com a qual a canção foi promovida na época que é que soa bastante atual: no ano de 1994, Madonna lançou na internet 30 segundos do single para divulgação - coisa nada usual na época. Juntamente com este sample, vem uma mensagem escrita pela própria Madonna (ou escrita pelos publicitários dizendo que foi a Madonna só para dar um up na coisa).

Quem diria que anos depois não só esta, mas várias canções no mundo seria comercializadas legal e ilegalmente por este meio de comunicação.

Merecidos #3US e #5UK. Apesar de eu achar que merecia até um pouquinho mais...


Take a Bow (Nível 2: Muito Bom)


Este é o maior hit do álbum Bedtime Stories e um dos maiores hit da carreira da Madonna. Uma linda balada romântica, com uma cuidadosa produção, letra que fala sobre o amor de maneira muito poética e que, sabe-se lá o porquê, nunca foi feita apresentação dela em turnê alguma - ela e Babyface apenas fizeram uma performance da canção no American Music Awards de 1995. O tempo que o single ficou no topo das paradas dos Estados Unidos (sete semanas!) foi um recorde na carreira da loira.

E esta é de fato a primeira colaboração de Madonna com um grande artista. Babyface (Kenneth Edmonds) escreveu e produziu a faixa juntamente com a cantora, fora seus vocais de fundo que foram incluídos no pacote. O resultado do trabalho dos dois foi também que "Take a Bow" se tornou o single mais vendido de 1995.

Sem dúvida nenhuma esta é uma das mais belas canções já lançadas pela Madonna, juntamente com "Like a Prayer" e "You'll See". A voz da Madonna não está muito diferente dos que foi nos projetos daquela época, mas está mais tomada pela emotividade exigida pelo projeto - um grande trabalho!

Um mais que merecido #1US e um injusto #16UK.


Human Nature (Nível 5: Ruim)


O último single do álbum Bedtime Stories acaba se mostrando péssimo e fazendo uma grande queda de qualidade com relação ao outros singles. O quanto destoado este single é comparado com os anteriores é algo gritante. Seria uma espécie de revival de Erotica que ficou totalmente fora de lugar e hora aqui. Não dá pra ignorar que foi uma tentativa de fazer algo diferente, mas também não dá pra dizer que foi algo realmente significante.

Escrita e produzida por Madonna e Dave Hall, "Human Nature" trata mais diretamente da polêmica que envolveu o álbum Erotica e o dispensável livro Sex. Coisa que na época causou muito alarde, hoje em dia soa bobo e ingênuo. Tentando se aproveitar duas vezes do mesmo tipo de marketing só fez com que a coisa toda soasse velha e usada - o que de fato é verdade. Este single parece uma versão reciclada de algo vindo do álbum anterior.

O vídeo-clipe nos lança aquela baboseira de sadomasoquismo que tudo (ou quase tudo) tem a ver com as "travessuras" da Madonna com seu álbum e livros anteriores. Notem que atos como esse iriam inspirar artistas como Christina Aguilera a fazer porcarias no futuro...

Para encerrar, Madonna resolveu samplear uma canção para servir de base para seu single. O que eu digo é: não dá pra culpar a Madonna totalmente pela ruindade do projeto... No final das contas, eu conheço outra "Human Nature" muito, muito melhor!

Um óbvio #46US e um contestável #8UK...


Frozen (Nível 2: Muito Bom)


Aqui está um bom exemplo de uma tentativa de algo diferente que deu certo (diferente de "Human Nature"). "Frozen", do super-consagrado álbum Ray of Light (20 milhões de cópias vendidas) segue uma linha bem diferente de Pop plástico dos anos 80 ou de baladas românticas dos anos 90: temos um exemplar de Trip-Hop, algo bem interessante vindo de uma artista como a Madonna. Vemos uma Madonna mais gótica, mas obscura no belo vídeo-clipe da canção - e sem sutiãs cônicos ou vestidos de topless. Algo que realmente dá pra levar a sério.

Madonna traz novamente William Orbit e Patrick Leonard, unidos, para a produção do single. Escrito pela Madonna e Leonard, a letra trata de um homem "emocionalmente congelado" - exatamente com o clima de Música Ambiente da canção deixa transparecer, você se sente dentro do coração de tal pessoa, com seus sentimentos gélidos.

Eu considero "Frozen" uma espécie de pedido de desculpas pelo que foi "Human Nature". É como se você resolvesse fazer algo de novo, só que na maneira correta, com tinha que ser. E a resposta foi óbvia: o novo single foi aclamado e considerado um dos melhores de sua carreira.

E no final das contas, um #2US (tá, foi bom, mas não acho que foi um resultado injusto ela não conseguir o #1) e um #1UK.


Ray of Light (Nível 3: Bom)


Em "Ray of Light" vejo a melhor atuação vocal da Madonna nos anos 90. Pra falar bem a verdade, vejo a melhor atuação vocal da Madonna em toda sua carreira - ela soa como qualquer outra cantora menos ela. A mistura de Dance com House deste single serviu de recipiente para que ela tentasse dar o seu melhor (pelo menos vocalmente falando). É uma das faixas mais modernas de sua carreira até então.

A canção tem um clima urgente e vocais fortes. A produção ficou também por contade William Orbit com Madonna. "Ray of Light" também contém samples de outro projeto. No caso, "Sepheryn" de Clive Maldoon e Dave Curtiss - bem, até que é legalzinha e não ficou muito reconhecível na versão da Madonna, o que deixa uma comparação em cima do muro.

Esta música foi utilizada na campanha de divulgação do Windows XP associada com a imagem Bliss e também ganhou dois Grammys (Melhor Gravação Dancante e Melhor Vídeo-Clipe), perdendo o de Gravação do Ano para a óbvia "My Heart Will Go On" da Celine Dion (do também óbvio filme Titanic).

Resultado? #5US e #2UK...


Drowned World/Substitute for Love (Nível 3: Bom)


Este single parece ser uma segunda incursão de Madonna pelo Trip-Hop, juntamente com "Frozen" - porém temos os climas ligeiramente alterados aqui, diferente da pegada mais gótica do outro single (algo me diz que a Madonna deve ter adorado ouvir o Portishead nos anos 90...), mas mantendo aquela Música Ambiente no ar. O trabalho de William Orbit de Madonna aqui foi de fazer algo mais Easy, sem as conotações e clima mais densos. Mesmo assim, não conseguiu o mesmo grau de imersão do supracitado single por talvez ser parecido demais.

A canção (escrita por Orbit, Madonna, Rod McKuen, Anita Kerr e David Collins) chegou a ter uma versão bem diferente da atual chamada "No Substitute For Love", com letra um pouco diferente e melodia bem distinta. E no final das contas este single não foi lançado nos Estados Unidos.

Dá pra perceber que quando a Madonna deixa o sadomasoquisto e a sacanagem de lado tudo flui com mais qualidade e interesse. O problema é que esta fase vagabunda acaba servindo de inspiração para outras cantoras Pop fazem suas imbecilidades baseadas nisso. É uma espécie de herança maldita da música.

Como não teve lançamento pro Tio Sam, a canção conseguiu um #10UK.


The Power of Good-Bye (Nível 3: Bom)


A balada Pop "The Power of Good-Bye" foi escrita pela Madonna e por Rick Nowels (que escreveu o clássico "Heaven is a Place on Earth", de Belinda Carlisle). Mais uma vez Patrick Leonard e William Orbit juntam suas forças criativas com Madonna. Canção meso Electronica, meso Acústica, ainda contém alguns elementos do agora exaustivamente explorado pela Madonna, Trip-Hop. Rumores apontam o tema da letra como sendo o seu ex-marido, Sean Penn.

É uma canção muito bonita e até tocante. A voz de Madonna está surpreendemente boa - o cuidado feito neste campo no álbum Ray of Light é realmente incrível. Porém, não é uma canção muito comercial, apenas para "uso pessoal", para compor sua fossa. No fundo é apenas para iniciados - ou seja, pra quem já passou por coisas como "Like a Virgin" e chegou até aqui inteiro.

Um #11US e #6UK...



Nothing Really Matters (Nível 5: Ruim)


Baseando se em "Nothing Really Matters", dá pra sentir uma saudade enorme de "Like a Prayer", pois era uma canção com força, densidade e beleza dificilmente copiáveis. O que ouvimos neste single em questão é algo parecido, pelo menos se não em proposta pelo menos em clima. Só que a coisa toda aqui não progrediu muito, sendo assim um dos singles mais fracos do álbum nas paradas do Tio Sam.

Além da produção padrão de Madonna e William Orbit, esta canção conta com a colaboração de Marius de Vries, que já produziu vários artistas como Rufus Wainwright, Pet Shop Boys, Kylie Minogue, U2, Annie Lennox e Josh Groban. O currículo do cara é variado, porém não dá pra notar uma grande e referenciada mudança e distinção. E o maior erro da canção é justamente esse: parece um galho de árvore numa floresta. Não dá pra enxergar de longe de diferenciar do restante. Mais ou menos como foi o caso de "The Power of Good-Bye", é apenas para iniciados, fãs de carteirinha da Madonna.

Um #93US que até da pra considerar uma injustiça, pois não foi tãoo ruim assim e um #7UK.


A penúltima parte está por vir: A década 2000.

Aconteceu - Boletim Musical (19/12/2010)

"Baterista do AC/DC é condenado por posse de droga"


Putz! já viram a cara do líder e guitarrista da banda, Angus Young?? E é o baterista que vai preso por posso de drogas? Isso tá me cheirando a perseguição ou corpo mole...

"Willow Smith e Justin Bieber se juntam em turnê"


Possíveis nomes para a turnê: "Só Para Baixinhos Tour" ou "Are You Kidding Me? Tour". Você escolhe.

"Pai de Michael Jackson conhece o Pelourinho"


Podiam amarrar este velho safado e aproveitador no tronco e dar o que ele merece... o que acham?

Especial - Destaques Musicais de 2010


Por Ms. Valentini e Reid


Mais um ano que passou e o que tivemos? Com certeza não foi o Black Eyed Peas dominando totalmente a cena, mas pra compensar tivemos a Ke$ha abrindo a conta anual...


Eminem, Rihanna e Katy Perry tiveram bastante destaque este ano (no caso dos dois primeiros, um dando a mão ao outro). Sem falar de Usher, Justin Bieber, Bruno Mars, B.o.B., etc...
A Crackolândia preparou mais um especial sobre o que valeu, o que não valeu e o que não fedeu nem cheirou neste ano de 2010.

Assim como no ano passado, os artistas serão classificados como "Bom", "Ruim" e "Neutro", no sentido produtivo da coisa.

———————————————–
Akon


Ruim - Os feitos de Akon durante o ano de 2010 não foram nada destacáveis. Na verdade, seu novo álbum Akonic era pra ter saído ainda este ano. Porém, os atrasos nas gravações mudaram o lançamento para o ano que vem. E ao considerar o single "Angel", mesmo se ele tivesse lançado o álbum este ano, não faria diferença nenhuma, pois a única coisa que ele fez de relevante este ano - e olha que a relevância disto é puramente histórica, musicalmente falando: o projeto We Are The World 25 (1,2).

Fora que sua participação no single "Hold My Hand" com Michael Jackson (que vazou na net uns anos atrás) não significou grande coisa para sua carreira - foi uma atuação apagada e sem sentido, como se Jackson quisesse emprestar seu prestígio para dar uma moral pro cara.

The Black Eyed Peas


Neutro - O motivo para o Black Eyed Peas ter um status Neutro é que seu álbum anterior, The E.N.D. (The Energy Never Dies), foi tão bem aceito que mesmo o balde de água fria que foi o single "The Time (Dirty Bit)" pode apagar a recém adquirida hegemonia por Will.I.Am e sua trupe. Pode ser cedo para julgar o álbum The Beginning apenas pelo seu primeiro single, mas que foi constrangedor ver Will.I.Am pagar de Bill Medley versão "balada, cerveja quente e mulher feia", isso é...

Resumindo: não foi tão relevante que vai marcar ainda mais o nome The Black Eyed Peas e nem tão ruim que vá afundar o grupo na lama.

B.o.B.


Bom - O rapper estreante B.o.B. (Bobby Ray Simmons, Jr) teve um ano muito bom. Seu primeiro trabalho alcançou uma grande escala. "Nothin' On You" chegou em primeiro lugar nos Estados Unidos e Inglaterra, contando com a ajuda do cantor havaiano Bruno Mars. Não obstante, o segundo single, "Airplanes" conseguiu quase o mesmo feito, com um segundo lugar na terra do Tio Sam e primeiro na terra da Rainha - fora a ajuda de Hayley Williams do Paramore e do Eminem.

Como apenas sucesso comercial não basta, dá pra dizer que ambos os singles têm uma produção muito cuidadosa e esmerada. Coisa que é muito difícil achar hoje em dia e achar nas canções dos rappers em suas estréias. Mesmo não tendo grande distinção em sua voz ou no seu modo de fazer rap, B.o.B. merece pelo menos um parabéns pelo diferencial.

Bruno Mars


Neutro - O músico Bruno Mars conseguiu uma grande visibilidade neste ano que passou. Na verdade, podemos chamar Mars de um excelente "vai com as outras" (uma espécie de Marcos Mion do mundo da música, só que com talento), pois foi com o destaque compartilhado com B.o.B. e Travie McCoy que ele conseguiu uma maior projeção e, assim, colocar seu single "Just The Way You Are" em primeiro lugar nas principais paradas. Seus trabalhos com os citados artistas foram interessantes, mas seu single foi apenas adequado. Vamos esperar algo mais profundo e surpreendente de Mars ano que vem.

Chris Brown


Ruim - "O Ministério da Música Adverte: Bater na sua namorada (ainda mais sendo outra artista famosa) pode ferrar com a sua carreira". Alguém devia ter estampado isso na testa do Chris Brown. Sua carreira que antes desfrutada de prestígio e altas posições nas paradas foi reduzido a cada vez menos crédito à sua persona artística (e pessoal também). E vamos ser bem sinceros: as coisas para Brown não estão ruins assim apenas porque ele bateu na Rihanna - seus trabalhos têm sido cada vez mais inexpressivos. O single da vez "Yeah 3x" conseguiu posições mais decepcionantes que seu outro desastrado carro-chefe "I Can Transform Ya" (no caso, um #22US).

Da próxima vez, arranja uma carreira onde não se precise de talento - ou não bata em ninguém.

Eminem


Bom - O rapper branquelo teve um 2010 mais consistente do que nos últimos anos. Lançou mais um #1US ("Not Afraid") com um álbum que tem sido sucesso de vendas (Recovery), teve grande êxito na sua participação em "Love The Way You Lie" com a cantora Rihanna e ainda teve uma ponta na parte dois do single que o novato B.o.B. lançou ("Airplanes"). E o mais impressionante disso tudo é que ele não precisou pisar na cabeça de ninguém para subir como subiu (o que além de impressionante é estranho pra caramba)! Parece que ele finalmente descobriu que dá pra subir na vida sem usar os outros como degraus, usando sua própria capacidade.

Justin Bieber


Bom - E o garota tá crescendo... de criança já está na adolescência. Bieber tem conseguido cada vez mais sucesso e influência por motivos que pra mim são desconhecidos - ele sequer faz o que Michael Jackson fazia na idade dele! Mas verdade seja dita, Bieber está sendo bem sucedido como artista, divertindo a massa e dando lenha para a grande fornalha do mundo Pop. Com seu álbum My World 2.0, ele conseguiu fazer um trabalho um pouco mais maduro que no seu EP My World. Bom, é o mínimo que pode se esperar, pois se ele está crescendo não deveríamos esperar que ele continuasse brincando de boneca... "Baby" e "Somebody to Love" estão mostrando uma faceta mais adulta do artista, mesmo que a realidade esteja longe disso.

Katy Perry


Bom - A moçoila teve um 2010 que pode considerar dela. Trabalhou duro em cima do álbum Teenage Dream para provar para o mundo que seu trabalho anterior, One of the Boys (com os hits "I Kissed a Girl" e "Hot 'n' Cold") não foi pura sorte de iniciante. E conseguiu, pois os três singles dali extraídos foram direto para o primeiro lugar nos Estados Unidos e uma colaboração com um grande astro (depende do ponto de vista) por lá, Snoop Dogg. "Peacock" parece mais espécie de homenagem de mal gosto ao clássico "Hey Mickey" de Toni Basil. Mas no placar geral temos muitos pontos para Perry, que se continuar neste ritmo vai se tornar um dos maiores referenciais do Pop em seu país e no mundo.

Ke$ha


Neutro - Quem diria que aquela moça que no começo de 2009 estava em primeiro lugar nas paradas com um backing vocal não-creditado no hit "Right Round" de Flo Rida estaria um ano depois em primeiro lugar por conta própria? "Tik Tok" ficou os meses de Janeiro e Fevereiro dominando as paradas - uma estréia realmente surpreendente. Mais tarde ela ainda conseguiria emplacar "We R Who We R" e chamaria a atenção com "Your Love Is My Drug".

Mas o maior problema de Ke$ha é simplesmente incorrigível. E isto porque ela precisa deste "problema": sua voz. Sua voz é um tanto irritante e serve cambaleante como um veículo para seu Dance-Pop moderninho. Ela pode ter conseguido alguns feitos fora do normal este ano, mas para mostrar que é realmente um artista que merece algum respeito vai ter que ir muuuito mais longe...

Rihanna


Bom - E Rihanna continua rumando em busca de seu objetivo de dominação mundial. Pelo menos podemos dizer isso no mundo da música Pop. Ela está mostrando que às vezes levar uma sova pode ser tão efetivo quando uma ferradura ou um pé-de-coelho (sacaram a referência entre sova e ferradura, hã hã?). Apesar de ainda não ter ultrapassado as vendagens de seu disco de estréia Music of The Sun, Loud tem tudo para se tornar um marco na carreira de Rihanna tal qual foi Good Girl Gone Bad - não dá pra considerar Rated R (com a ultra-rara excessão para "Russian Roulette" - possivelmente o single mais belo e relevante de sua carreira) por acabar sendo pretensioso demais.

Ela tem uma longa escada para subir e parece que finalmente está pisando direito nos degraus. Só esperamos que não aparece o Chris Brown novamente para empurrá-la desta escada...

Usher


Neutro - Usher não teve um ano marcante como foi o ano de lançamento do álbum Confessions, mas ainda sim conseguiu alguns mínimos feitos. Além de "OMG" e "DJ Got Us Falling In Love" terem tido grande êxito, seu filho branco, Justin Bieber, está gerando frutos. Ele tem sido apontado (muito) equivocadamente como o novo Rei do Pop. Algo totalmente inviável, pois além deste ser um trono tão intransferível quanto o trono de Elvis Presley como Rei do Rock, Usher está bem longe de ter os quesitos mínimos para tal função.

Ou você realmente acha que só pelo fato de Usher imitar passos de Michael Jackson ele pode ser o novo mega astro do momento?

———————————————–

O "seja lá o que for" eu citei ano passo apareceu aqui. Vamos ver agora "o que diabos o futuro nos reserva"...

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Quick - Cartões Motivacionais 21


Essa foi a melhor huahauhauauah...