sábado, 24 de abril de 2010

AMR - Love Long Distance (Gossip)

Análise: Segundo single do álbum Music for Men, da banda indie Gossip. Lançado em Setembro de 2009, não alcançou nenhuma posição nos principais charts.


Tá aí uma banda de peso, principalmente pela parte da vocalista...

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A banda indie-punk-dance (oww!) Gossip é no mínimo curiosa. Me lembro da primeira vez que os vi. Não ouvi nada deles, só os achei na net por um acaso, mas o que me chamou a atenção mesmo foi a figura da vocalista Beth Ditto. Uma cantora lésbica e bem, bem acima do peso. Ela faz performances bem ousadas em palco - o que não é exatamente algo novo ou inovador - mesmo com seu sobre-peso. O que torna a coisa no mínimo curiosa. Já imaginaram tipo a Lady Gaga com 120kg dançando "Bad Romance" no meio da platéia? Hauhauahuaha...


"Love Long Distance" reflete o padrão atual de qualidade das bandas que tocam o rock indie atual. No caso do Gossip, é um indie levemente preenchido com dance. Uma mistura que ficou muito bem executada pela banda. Esta parece ser a cara do que pode ser a música nesta nova década.

A canção é no fundo bem simples. Tem uma bateria pra segurar o ritmo de maneira interessante (quem ocupa o cargo na banda é uma mulher, Hannah Blilie), o piano bem acentuado (acredito que esta parte seja trabalho da vocalista). A propósito, a voz de Ditto é bem distinta. Acredito que se não fosse sua forma física, digamos, nada comercial, ela poderia ser jogada na mesma linha de jogo que cantoras como a Duffy. De qualquer forma, as performances devem ser muito legais.


Fora que o álbum foi produzido pelo guru-dos-artistas-que-estão-caídos-ou-que-querem-algo-diferente, Rick Rubin. Rubin está em forma, parecendo uma espécie de Quincy Jones ou George Martin versão underground.

A linha após o primeiro refrão faz referência a um dos maiores clássicos da música negra norte-americana, "I Heard It Through the Grapevine", gravado por Smokey Robinson e sua banda, o The Miracles, Gladys Knight e o seus The Pimps, a versão mais famosa com Marvin Gaye e por último, uma versão rock clássico com o Creedance Clearwater Revival.


Haja força no braço...

Enfim, "Love Long Distance" é uma canção muito atrativa, principalmente na atual situação do mercado fonográfico, onde tudo é muito igual, muito chato. Consegue angariar interesse com simplicidade. E o vídeo-clipe é mais um da linha indie/underground/alternativo. Criatividade sem limites!

Vídeo-clipe:

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Oops - Lady Gaga



Au-au!!

Aconteceu - Homem é condenado por ataque a Noel Gallagher

Homem é condenado por ataque a Noel Gallagher no Canadá


"Um homem que subiu no palco durante um show do Oasis no Canadá e empurrou Noel Gallagher, foi condenado a 12 meses de prisão domiciliar, segundo informações daNME.

Daniel Sullivan invadiu o palco onde o grupo se apresentava no 5º Festival de Island Park, na cidade de Toronto. Gallagher ficou com 3 costelas quebradas após o ataque.
Em uma declaração após o acidente, o ex-líder do Oasis disse que jamais iria se recuperar totalmente dos ferimentos.
Apesar da condenação, Sullivan terá o direito de sair da prisão domiciliar para trabalhar."

Fonte: Terra

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Esse negócio de não se recuperar totalmente é uma tremenda veadagem. Principalmente se tratando do arrogante Noel Gallagher. É capaz do agressor ter se machucado muito mais...

quarta-feira, 21 de abril de 2010

AMR - Good Girls Go Bad (Cobra Starship)


Análise: Primeiro single do álbum
Hot Mess, da banda Cobra Starship, com participação de Leighton Meester. Lançado em Maio de 2009, alcançou #7US.


Por que me veio Gossip Girl na cabeça?

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O Cobra Starship é uma banda com aproximadamente 5 anos de existência e que mistura em seus estilo vários gêneros como o rock alternativo, synth-pop e o dance. Vendo isso, basta saber se esta mistureba resulta em algo audível - indigestões musicais como Tom Waits só surgem de séculos em séculos!

"Good Girls Go Bad" é uma espécie de punk-pop. Tem toda aquela agressividade e pseudo-atitude de banda punk e a viabilidade comercial do pop - sem o "gosto" plástico e sem ser descartável. Algo bem interessante hoje em dia. Tanto que a canção chegou no top 10 nos Estados Unidos.


A banda não é ruim e parece ter aprendido bastante coisa nestes 5 anos de estrada. Se bem que considerando o punk e o dance - dois estilos que não exigem lá muita prática e/ou habilidade - como gêneros centrais da banda, não dá pra colocar totalmente o mérito neles...

Gabe Saporta (um uruguaio!) é um vocalista apenas adequado para o projeto. Mas isso não significa que faça feio, pelo contrário. Se sai muito melhor nos vocais que muitos outros artistas como Timbaland, por exemplo (que o tipo de produtor que tem que mantar a boca bem longe de qualquer tipo de microfone).


Dá pra perceber também traços de electro-pop no caminho. O que com certeza deve ser resultado da "Nova Emenda Lady Gaga da Dance Music Atual" (tá bom, eu inventei isso, mas isso bem que parece existir!). O fato de Leighton Meester (da já aqui resenhada canção "Somebody to Love") participar do projeto reforça isso, pois ela é uma clara e nova expoente do electro-pop.

Sobre Leighton: sua participação aqui é bem melhor do que no seu próprio single. Enquanto em "Somebody to Love" ela mostra um canto mais introspectivo, aqui ela resolve soltar melhor a voz e provar que é uma cantora de algum valor, afinal - obviamente não estamos falando de uma canção do tipo Celine Dion né?


Enfim, pode parecer algum tipo de perseguição geral da minha parte em dizer que o refrão desta canção lembra muito a introdução de "Just Dance" da dona Gaga. Deixa pra lá vai...

AMR - 2000's Jukebox 4

Artista: Spiller (23/04/1968)
País de Origem: Itália
Estilo: Dance, House
Hits: "Groovejet (If This Ain't Love)", "Cry Baby"
Hit da Jukebox: "Groovejet (If This Ain't Love)" (2000, #1UK)


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O DJ italiano Spiller é o maior DJ do mundo. Obviamente não estamos falando de qualidade musical. Afinal, ambas a condições foram um subterfúgio para uma piada. O rapaz mede 2,06 cm e deve ter muitas dificuldade na hora de andar na rua, para não bater a cabeça em postes e etc.

O DJ trabalha em cima do dance e do house, com grande influência da Disco Music, aquele estilo musical criado nos anos 70 e que quase morreu ali mesmo - tendo sobrevida no início dos anos 80. Para reforçar o efeito disco na canção, Spiller chamou Sophie Ellis-Bextor para cantar no projeto. Ellis-Bextor é uma proeminente artista na fusão do dance com a disco - ou seja, ela é chegada em desenterrar artefatos. Na época da gravação, Sophie ainda não estava com a carreira solo lançada, pois participava da banda de rock alternativo theaudience.


"Groovejet (If This Ain't Love)" tem todos os elementos que nos remete aos tempos da discoteca. A percussão, a guitarra com a pegada meio funk (favor não confundir com o execrável batidão de favela) e até os violinos (que foi muito presente naquela época, principalmente nos trabalhos de Barry White). Se esta canção tivesse sido lançada nos anos 70, seria um hit interessante, diferenciado - de deixar o Bee Gees intrigado.

Porém, é preciso dizer que praticamente nada daí saiu lá do alto da cabeça do DJ. Como é de costume da maioria dos DJs do mundo, "Groovejet" sampleia outra canção. No caso, a canção (obviamente disco music) "Love Is You" da cantora Carol Williams. E como acontece na grande maioria dos casos, o sample ficou bem, bem melhor que a original. Principalmente comparando Sophie Ellis-Baxtor com Carol Williams.


Com este single, Spiller acabou impedindo a ex-Spice Girl Victoria Beckham de alcançar o topo das paradas com seu primeiro single, "Out of Your Mind". Porém acabou sendo retirado de lá pela medíocre (lembrem-se: medíocre não é ruim, é mediano) "Music" da Madonna.

Poucos revivals da Disco Music conseguem ser bons ou relevantes. Spiller conseguiu aqui fazer algo legal e até reciclar uma canção da época. Hoje em dia ele deve sobreviver do saudosismo daquele pessoal que adorava dançar sob as luzes dos globos de luzes. Nada mal...