sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

AMR - 70’s Jukebox 4

Artista: Shocking Blue (1967 - 1974 [reunião para shows em 1985])
País de Origem: Países Baixos
Estilo: Rock
Hits: “Venus“, “Send Me A Postcard“, ”Never Marry A Railroad Man
Hit da Jukebox: “Venus” (1970, #1US – #8UK)


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Na passagem dos anos 60 para os anos 70, o rock finalmente ia se fundindo com o pop de uma maneira interessante, sem palhaçadas. E o Shocking Blue foi um dos pioneiros nesta parte (talvez o Mungo Jerry ou até os Herman’s Hermits tenham começado antes, mas ainda sim, a coisa aqui tem uma certa diferença – fora que falar dos Beatles seria uma verdadeira obviedade…).

Venus“ com certeza é uma canção marcante mesmo sendo um pop simples. Talvez um exemplar prematuro do pop rock (hauhauaha). Seu visual junkie/hippie destoa um pouco do estilo musical, mas isso só torna a coisa diferenciada do resto. O que é diferente é inovador. Ponto positivo pra eles!


A canção foi escrita, composta, produzida e tocada - uau! – pelo guitarrista da banda, Robbie van Leeuwen. E falando em pop, esta canção foi cantada também pelo grupo Bananarama em 1986 (tipo, fazer o que né…) e conseguiu exatamente as mesmas posições nas principais paradas (US e UK) que a original.

Dá pra levar a sério algo chamado Bananarama? Huahuahau, foi mal…

Extra:

Encontrei uma versão ao-vivo em 1985, época que a banda voltou a tocar junta. Aqui temos um super jam de artistas locais tocando junto:

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

AMR - 3 (Britney Spears)

Leia também: AMR - Hold It Against Me (Britney Spears)
AMR - I Wanna Go (Britney Spears)
AMR - Criminal (Britney Spears)


Análise: Último single da Britney Spears saído da sua coletânea de singles The Singles Collection. Lançado em Outubro de 2009, alcançou #1US e #7UK.



Uma Britney é pouco, duas é bom, três… ah, sei lá!

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Vamos fazer uma breve volta ao tempo, relembrando um pouco da carreira de Britney Spears.

As coisas estavam indo bem para ela em 2004 de um modo geral. Então ela (ou seja lá quem decidiu isso) resolveu fazer uma cover de Bobby Brown (logo quem! [no caso, "My Prerrogative" ! Britney conseguiu o prodígio de ficar de fora do top 100 das paradas!!]) e acabou desandando em todos os sentidos. Daqui pra frente sua carreira caiu muito em popularidade, com Britney cada vez mais sumida da mídia e rendendo cada vez menos para sua gravadora. Um indicativo de que as coisas já não estavam muito bem foi o ridículo beijo Christina-Madonna-Britney – que tirando lésbicas e tarados, não interessou a ninguém com um mínimo de massa cefálica.

Aí Britney passou por um turbilhão de escândalos que acabaram tirando as coisas dos trilhos - mais ou menos do mesmo jeito que Amy Winehouse infelizmente insiste em fazer - até que ela resolveu recomeçar a trabalhar. E o mais surpreendente é que ela conseguiu resultados até que bem satisfatórios. O combo "Gimme More", "Piece of Me", "Break the Ice", "Womanizer", "Circus" e "If U Seek Amy" mostrou que ela se afastou um pouco daquele pop-chiclete-sabor-plástico que ela vinha fazendo desde o início da carreira. O problema é que ela resolveu exagerar um pouco, meio que parecendo uma espécie de rainha do Auto-Tune (aparentemente, Britney saiu do Pop pra entrar no Electropop)... E o resultado é "3".



A letra fala sobre sexo a 3 - como o pessoal mais antenado nestas coisas já teve ter associado. Lily Allen canta sobre ejaculação precoce, Britney canta sobre sexo a 3 e Madonna, escreva o que eu digo, ainda vai cantar sobre zoofilia (mais especificamente com cavalos). Nada promissor, acreditem. Ver a Penélope Nova falando sobre sexo para pessoas desavisadas e sem noção alguma do assunto (por incrível que pareça) deve ser mais interessante que a letra da música. Não que pudéssemos esperar algo mais do que isso, mas é só pra deixar avisado caso você tenha um mínimo de esperança.

Já o clipe só deixa uma coisa bem clara: Britney está louca pra mostrar (ou provar) que está magra. Depois de toda aquela discussão que foi imposta sobre o peso da moça, isso parece ter sido o objetivo principal, na frente até mesmo da música. E isso ficava um pouco evidente em vídeos como o de "Circus", mas aqui está óbvio.


Bem, eu poderia dar 3 motivos para esta música ser ignorada, mas acho que já esculhambei demais (tá, tá, eu queria muito falar sobre o single "Radar", que foi lançada em dois álbuns, em um puro disperdício de tempo e dinheiro, mas acho que já tá bom assim hauhauah).

Britney, deixe o Auto-tune pra quem realmente sabe fazer algo interessante com isso (tipo pessoas que fazem seu cachorro latir pra afinar o latido ou pessoas da internet que pegam mêmes para fazer medleys engraçadíssimos.


terça-feira, 1 de dezembro de 2009

AMR - Desastres do “Pop” 1: Crank That (Soulja Boy)


Bem, vou ser muito, muito direto aqui: esta aqui é uma das maiores bostas que já ouvi! Tipo, de sair fumacinha e tudo. O tipo de coisa que pode ser usada como tortura psicológica para se arrancar informações de um prisioneiro ou até mesmo para fazer sua criança comer tudo o que tá no prato.

O título (e sub-título bem modesto e sem egocentrismo) é “Crank That (Soulja Boy)“. A “canção” chegou a ficar 7 semanas no topo das paradas dos EUA (o que mostra que a qualidade musical baixou extremamente por lá, a população de rappers aumentou e que 2012 realmente é inevitável) e só poderia mesmo ter sido produzida por um pentelho de 17 anos. Que também é responsável pela constrangedora “Kiss Me Thru the Phone” (realmente, se tratando desse cara, só por telefone mesmo).


Nossa, como ele é rico! Aqui no Brasil tem um monte destes e nem falamos nada…


|Essa porra recebeu uma indicação de Melhor Canção Rap no Grammy e mesmo sendo tão ruim não conseguiu ganhar, que primor…|

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O cara se chama DeAndre Cortez Way, mas se auto-intitulou ridiculamente de “Soulja Boy Tell ‘Em”. Nasceu em 1990 e é classificado como “produtor” (o que deve deixar gente como Quincy Jones e George Martin enojados de pertencerem à classe!).

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Vamos tentar analisar isso humanamente: alguém gosta de gritos? Se você não for um drogado ou masoquista em potencial, provavelmente não gosta de gritos, principalmente em música. O primeiro grande defeito é esse: Pra que chamar um bando de desocupados pra ficar gritando no fundo de uma gravação? Fora que a canção no geral parece ter sido feita de improviso, ali na hora mesmo, depois de uma noitada cheia de bebida ou coisa do gênero. Você pode fazer várias coisas na vida na base do improviso e fazer bem, mas no caso da música, você precisa ter no mínimo talento. E acho que não é preciso dizer que aqui sobram gritos e falta talento…


Detalhe: Soulja deve ter gravado isso nos fundos da casa dele. Afinal, parece que ele pegou o que tinha de lixo lá pra usar como instrumento (inclusive um disco do 50 Cent. Sacaram?).
Esse cara é uma espécie de máquina de fazer dinheiro, assim com a maioria dos rappers. Dá saudade de coisas como Sugarhill Gang (aquilo sim era rap de interesse).

Sobre o vídeo, não encontrei nenhum com embed ativo para encaixar aqui no blog, aqui vai o link pra quem interessar: http://www.youtube.com/watch?v=LpocrqvP2Yg

E pra compensar, uma música do Sugarhill Gang, “Apache (Jump On It)“:

AMR - Não Me Leve A Mal (Let Me Live) (Wanessa [Camargo])


Segundo single do álbum Meu Momento, Não Me Leve A Mal parece ser uma espécie de remix de algumas das cantoras mais populares atualmente : Shakira, Beyoncé e Jennifer Lopez, com participação especial de Alicia Keys e Victoria Beckham no figurino. O arranjo é interessante, mas não muito – soa americanizada/cópia demais (como se todas hoje em dia não fossem).

http://www.youtube.com/watch?v=8yKo5guLDFY

O embed foi desativado pelo usuário ¬¬..

E….falando em americanizado, o single é cantado em português e inglês – daí o nome bilíngue – talvez numa tentativa de atingir maiores públicos musicais. A impressão que fica é que Wanessa – que já apelou até para Ja Rule – está atirando para todos os lados para conseguir maior atenção, o que eu sinceramente não sei se vai funcionar a longo prazo. O material que ela anda apresentando, como dito anteriormente, é só uma recombinação de fatores de sucesso – tática que se prova ineficaz quando o assunto é deixar uma marca maior do que 2 ou 3 meses na música. O videoclipe não segue outro rumo : é cheio de referências a estilos e cantoras do mundo pop; podemos destacar como mais gritantes a cena da parede vinda claramente de Ego de Beyoncé e o visual cabelo-lambidinho à la Vicky Beckham na mesma parte do vídeo.

Wanessinha – que não usa mais o nome “Camargo” – voltou, mas será que pra ficar? Se for nesse ritmo, tomara que não.

domingo, 29 de novembro de 2009

AMR - Pérolas do "Pop" 2: Losing My Religion

Esta canção tem um motivo a mais para estar aqui: é pop de um berço alternativo. Mas bota alternativo nisso! A banda R.E.M.! A banda de rock norte-americana sempre foi conhecida por seus hits alternativos como “Orange Crush“, “It’s the End of The World As We Know It (And I Feel Fine)“, “The One I Love“, dentre outros.

Mas com “Losing My Religion“, ele acabaram dando uma escapada por fora de sua bolha alternativa, angariando fãs à nível pop. Alcançou #4US e Out of Time vendeu 10 milhões de cópias. Eles fizeram algo parecido com “Shiny Happy People” (que poderia ser colocado aqui como “Desastres do Pop”, mas não é ruim o bastante). Enfim…


|Canção vencedora de dois Grammys de Melhor Performance Vocal Pop de Duo ou Grupo e Melhor Vídeo-Clipe|

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Sobre a banda: O R.E.M. (Rapid Eye Movement) foi formado em 1980 pelo membros Michael Stipe (vocais, violão, teclado, harmonica), Peter Buck (violão, guitarra, mandolin, baixo, teclado), Mike Mills (voicais, baixo, teclado) e Bill Berry (vocais, bateria). Sempre tiveram influências dos anos 60 em suas músicas, assim como o folk também. Com mais de 10 álbuns de inéditas lançados e 64 singles (4 top 10 US – 10 top 10 UK), é um dos grupos alternativos mais bem sucedidos do mundo.

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Losing My Religion” foi escrita pela banda toda. O título da canção é uma expressão usada no sul dos Estados Unidos da América, quem significa algo do tipo “perder a civilidade, as estribeiras”. E foi produzida pela banda juntamente com Scott Litt (que já trabalhou com gente como Ian Hunter [do Mott The Hoople], Carly Simon, New Order, Patti Smith, e produziu alguns remixes para o Nirvana nos últimos tempos da banda, etc…).

Peter Buck compôs o riff principal e o refrão vendo televisão, enquanto tentava aprender a tocar seu recém-comprado mandolin. Foi realmente algo bem criativo para um mero experimento num dia de tédio vendo televisão. A canção também tem lá algo de Fleetwood Mac, mais necessariamente a influência que o baixista John McVie tem sobre Mills. E o mais estranho, é que Stipe chegou a comparar sua canção com “Every Breath You Take“, do The Police, no quesito pop.


De qualquer maneira, a canção consegue ter uma força incrível sem destoar das raízes do rock alternativo a qual a banda pertence. É uma espécie de “agradar a gregos e troianos” com qualidade.

O R.E.M. alcançou #4US e #19UK, conseguindo um estrelato que de fato nunca foi lá almejado pela banda. Eles acabaram de alguma maneira sendo jogados no mainstream e não sendo mais exclusividade do pessoal underground (se bem que, mesmo antes de Out of Time, a banda já não era tão underground assim).


Sinceramente, acho o clipe um tanto confuso, apesar disso não tirar seu interesse (acho que a idéia de Stipe foi mesmo soar confuso e bizarro). O vídeo-clipe foi dirigido por Tarsem Singh (que já dirigiu vídeos das En Vogue, e até filmes longa-metragem, mas que sempre foi especialista em dirigir propagandas pra TV [tipo aquela "We Will Rock You" da Pepsi com a Britney Spears, Beyonce e P!nk].), no lugar do próprio Stipe, que costuma dirigir alguns vídeos da banda. De qualquer maneira, ganharam um Grammy e seis prêmios do MTV Video Music Awards (honestamente, quem se importa com prêmios dados pela MTV?).

Apresentação da banda: