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quinta-feira, 21 de março de 2013

AMR - The Celestials (Smashing Pumpkins)

Análise: Primeiro single do álbum Oceania, do Smashing Pumpkins. Lançado em Junho de 2012.




Ou "Smashed Career"...

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Os anos 90 e as pérolas que carregou durante a extensão de uma década. Tivemos muitas coias surgidas desta década, mas poucas sobreviveram. E quando digo que poucas sobreviveram, não é a penas o caso de bandas acabaram, mas sim da recusa de se entregar ao fim, numa contumácia ora constrangedora, ora irritante. Não podemos culpar ninguém em tentar ganhar a vida e reviver os louros de uma época não muito distante, mas talvez exigir dos tais que não sejam apenas uma marionete do seu passado.

Dito isso, descubro que a volta do Smashking Pumpkins (a banda havia se separado em 2000, e o líder Billy Corgan com o baterista Jimmy Chamberlin em 2001, para depois se revelar um fracasso e se dissolver dois anos depois) em 2005 não foi apenas para fazer turnês e shows apenas para não morrer de fome. Pelo contrário, a banda tem se mostrado relativamente produtiva (em quantitativo, não necessariamente qualitativo), com três álbuns lançados desde então - um deles está sendo lançado em volumes através dos anos, pretensão que não é vista desde os tempos do Rock Progressivo e nunca soou tão inadequada.


Bem, no geral, não é uma canção ruim. Temos os esganiço um tanto estridente que é capaz de reproduzir a voz do Billy Corgan, mas ainda sim é uma canção bem proveitosa. Não deixei de pensar que, com a devida adaptação, este poderia fazer parte da sumida banda 50 Seconds to Mars (do ator Jared Leto). Ou, ao menos, manter a base da canção e apenas substituir Corgan por Leto. Aliás, substituir Corgan por qualquer outro cantor...

Bem, no geral, talvez não signifique qualquer salvação ou melhoria na música em geral. As antigas bandas por aí não têm representado isso. Uma música regular uma vez ou outra, para lembrar que eles existem. Mas é preciso mais que isso para justificar as insistentes atividades...


quinta-feira, 14 de julho de 2011

AMR - 2000's Jukebox 10

Artista: My Chemical Romance (2001)
País de Origem: Estados Unidos da América
Estilo: Rock Alternativo, Pop Punk, Emocore
Hit da Jukebox: "Helena" (2005, #33US - #20UK)


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Possivelmente, a primeira palavra que surge na cabeça da grande maioria das pessoas que ouvem o nome My Chemical Romance é "Emo". E não tiro a razão destas pessoas - afinal de contas, no que é que você vai pensar quando vê a figura do vocalista Gerard Way na época de "Helena"-, pois o rótulo Emo com certeza afasta muita gente que não curte lamúrias, gente se vestindo de maneiras esdrúxulas e se portando de maneira depressiva (não profunda como o Gótico). Mas o interessante é que, tirando o visual de Way, não daria exatamente para associar a banda a este estilo.

Dito isso, acho que já deu para remover uma parte do preconceito que impera sobre a banda. Não que canções como "I Don't Love You" sejam um grande cartão de visitas, longe disso. Tanto que a banda já não tem mais a mesma projeção que tinha há uns 5, 6 anos atrás. Acho que baseado nisso eles resolveram fazer canções menos, digamos, pretensiosas - e daí possivelmente nasceu "Teenagers" - que puxa a banda para algo mais Pop.


"Helena" a princípio não tem nada de distinto com relação a qualquer coisa que tocava na época ou comparando com bandas no estilo do My Chemical Romance. Começa com uma pesada guitarra rítmica e os vocais mais gritados de Gerard Way. De fato você pode ouvir isso em qualquer lugar. Mas algo nesta canção pode prender o interesse mesmo caindo na vala comum. Mas no final das contas tem de haver algo que te faça comprar o produto.

E analisando a coisa no contexto Pop, a parte mais atrativa da canção para mim (e possivelmente a parte que me influenciou em pelo menos 80% em escolher essa canção) é o refrão. É uma melancolia derramada, com uma força imensa para tentar te fazer chegar o mais próximo possível do que possa ser estar emocionado - tanto que, ouvindo, você fica com uma sensação de estar com o ouvido "cansado" pelo esforço. E, bem, é um esforço até que positivo se tratando de uma banda no meio do mar do Rock atual.

Obs: O vocalista Gerard Way é a cara do líder do The Smashing Pumpkins, Billy Corgan. Aliás, Way é superior tanto na voz de Corgan quanto com sua banda...


Gerard Way - Billy Corgan