Mostrando postagens com marcador Patrick Stump. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Patrick Stump. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

AMR - Stereo Hearts (Gym Class Heroes)

Análise: Primeiro single do álbum The Papercut Chronicles II, do Gym Class Heroes com participação de Adam Levine. Lançando em Junho de 2011, alcançou #4US e #3UK.



Sim, "gim", muito "gim"...

——————————————

Muito provavelmente você deve conhecer o Gym Class Heroes pela música "Cupid's Chokehold", que contém samples da canção "Breakfast in America", da banda Supertramp e com Patrick Stump (Fall Out Boy) fazendo os vocais no refrão no lugar de Roger Hodgson. Fora disso, talvez você já tenha ouvido também "Clothes Off!!", também com a participação de Stump. Acredito que seja só. Pois o grupo de Rap e Hip Hop é tão genérico que só mesmo um sample de uma canção famosa e um vocalista de uma banda que estava em alta para dar uma levantada nos caras.

O que quero dizer é que o Gym Class Heroes é apenas mais um grupo no já supra saturado mercado do Hip Hop. E sem uma grande distinção fica difícil dar algum destaque. Eles samplearam um artista do passado, chamaram alguém que saiba cantar de verdade para fazer os vocais e desferiram suas linhas como todos fazem. Isso é tão variado e inovador quanto uma edição do Zorra Total ou do BBB...


No caso de "Stereo Hearts", eles apenas cumprem meia fórmula: deixam o passado descansar em merecida paz, mas trazem alguém em alta no momento. No caso, Adam Levine do Maroon 5. Talvez seja uma boa ideia chamar Levine para o projeto, pois pode ser uma maneira de induzir o público de sua banda a consumir a música do Gym Class Heroes - uma maneira de faturar alto, digamos. Temos como base disto o fato de o Maroon 5 estar com um estilo musical um tanto diferente nos últimos tempos. Mas isso seria o mesmo que afirmar que a base de fãs dos Rolling Stones vai passar a ouvir Will.I.Am por causa da participação de Mick Jagger em "T.H.E." - o que seria uma grande tolice.

A participação de Adam não adiciona nada ao projeto. É surpreendente saber que este single foi consideravelmente popular na época de seu lançamento. Tenho impressão de que isso mais aconteceu por falta do que ouvir na época do que por mérito artístico. Fora que devo deixar Adam avisado: um dos últimos artistas que se envolveu com o Gym Class Heroes, o próprio Patrick Stump hoje segue em carreira solo e o Fall Out Boy depositado em um hiato sem tempo definido. Se gostas mesmo do Maroon 5 deveria pensar melhor nos projetos a participar por aí...

Eu ia dizer que valia muito mais a pena ouvir o The Black Eyed Peas porque era um Hip Hop que divertia mais, mas acabei lembrando que eles se direcionaram para o Dance com mero$ objetivo$ artí$tico$. Então fica a dica para você: procura no Youtube por Sugarhill Gang e talvez até The Grandmaster. A naftalina nunca cheirou tão bem...

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

AMR - Spotlight (Patrick Stump)

Análise: Primeiro single do álbum Soul Punk (com previsão de lançamento para Fevereiro) do Patrick Stump (membro da então banda em hiatus Fall Out Boy). Seu single de estréia lançado no mês de Novembro.



Caramba, que indecisão!

——————————————

O Fall Out Boy é para mim uma das bandas mais legais surgidas nesta década que passou. O Panic at The Disco se mostrou muito interessante com os singles "I Write Sins, Not Tragedies" e "But It's Better If You Do", mas eles acabaram não indo além destes dois projetos. Já a banda do vocalista e guitarrista Patrick Stump e do baixista Pete Wentz produziu canções como a punk "Sugar, We're Goin' Down", a divertida "Dance Dance", a alternativa e interessante "This Ain't a Scene, It's an Arms Race" e a curiosa "Thnks fr th Mmrs" (que, mais curioso ainda, foi produzida pelo Babyface!!).

As canções e os vídeo-clipes mostram uma banda inventiva e diferente. E considerando a chatice atual que ronda a cena musical, isso definitivamente não é de se jogar fora. Mas infelizmente, apesar de bem recebido, o último álbum Folie à Deux não produziu nenhum grande single ou algo divertido como os dois últimos projetos. No final das contas, a banda resolveu dar um tempo e os membros foram cuidar de seus projetos pessoais.


E o que anda fazendo Patrick Stump?

Primeiramente Stump resolveu emagrecer! O vocalista está magro e quase irreconhecível. Talvez seja para dar a si próprio uma nova faceta artista juntamente com seu primeiro trabalho solo, o álbum Soul Punk, com lançamento previsto para o mês de Fevereiro. E neste trabalho, Patrick resolveu fazer mais ou menos o que já era de costume em sua banda: umas pitadas de Punk com um pouquinho de R&B (um pouquinho) e as tradicionais pegadas Pop. O resultado deste caldeirão só poderá ser conferido no mês seguinte, mas um acetato já foi lançado para o público.

Aliás, aí está o grande porém do primeiro single de Patrick Stump. Ele marca, de uma certa maneira, uma indecisão musical por parte do artista, pois ele gravou duas versões da canção Spotlight: uma denominada "New Regrets" e outra denominada "Oh Nostalgia". Como ele é o responsável pela produção do álbum, ele manda né... Vamos falar um pouco de cada versão.

"New Regrets"


Seria a versão mais moderna da coisa, com seu clima mais dançante e o uso ostensivo de sintetizadores. Se você for analisar esta versão tecnicamente, levando em conta coisas óbvias como a atual cena musical, certamente esta versão seria a mais adequada para um lançamento comercial. Os vocais de Patrick não estão muito diferentes do que são com o Fall Out Boy, e isso com certeza é algo bom; Stump tem uma boa voz e ela se adequa bem aqui. (Aliás, a voz dele foi por muito tempo "calada" pelo fato dele antigamente ser baterista e ter caído no posto de vocalista por um acaso - inclusive caindo também no posto de guitarrista, um instrumento que ele teve que aprender imediatamente.)

"Oh Nostalgia"


Já esta versão aqui, como o título já faz referência, seria algo um pouco mais reservado, que nos remete aos tempos mais antigos mesmo (claro que nem tanto assim). No lugar dos sintetizadores temos um piano. A canção toda, comparada com a outra versão, soa um pouco intimista, com um cuidado um pouquinho maior na interpretação vocal. Os refrões não mudam muito, pois o objetivo seria mesmo o de agitar. Para quem prefere mais curtir uma música do que dançá-la, esta versão é mais interessante. Possivelmente Patrick tocou parte ou todos os instrumentos, e ouvindo as canções percebe-se que ele é também um ótimo instrumentista.


Qual das versões é melhor?

Honestamente, é difícil dizer. Simplesmente isso vai virar de ouvinte para ouvinte. As canções são legais e espero que as seguintes sejam boas (e que não causam tamanha indecisão e Patrick a ponto dele querer fazer mais de uma versão para cada). No final das contas, eu ainda sinto falta do tempo em que ele era gordinho e cantava "Dance Dance" ou "This Ain't a Scene, It's an Arms Race". Os bons tempos podem voltar, eu espero...