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domingo, 8 de abril de 2012

AMR - Set Fire to The Rain (Adele)

Análise: Terceiro single do álbum 21, da Adele. Lançado em 21 de Novembro de 2011, alcançou #1US e #11UK.



Set fire to the rain...??



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A cantora Adele continua sua meteórica trajetória pelo país do sucesso. Ela já conseguiu que os três primeiros singles do seu segundo álbum atingissem o topo das paradas norte-americanas e continua firme com seu vozeirão. Aparentemente temos um novo fenômeno crescendo aqui e este é, obviamente, diferente dos fenômenos que foram vistos circulando pelo hall musical dos últimos anos. Vale lembrar que Britney Spears já foi considerada um fenômeno - agora vocês entendem o que eu quero dizer e entendem que o significa da palavra "fenômeno" nos últimos anos é algo um tanto depreciativo...

O fato é que Adele está tocando bastante. E assim como os fenômenos de outrora, está tocando até demais. "Rolling in The Deep", o primeiro single e catapulta para o sucesso e "Someone Like You" são boas canções, mas que já torraram o cérebro do mais paciente, dedicado e devoto ouvinte. É aquela tal estória: tudo que é demais, estraga. Nos resta saber se teria "Set Fire to The Rain" o mesmo triste e repetitivo destino. Tá certo que ambas são introspectivas, mas o nível da canção em questão é maior ainda, exigindo uma atenção mais apurada do ouvinte - aproveitando-se do fato de que agora Adele já não é mais aquela curiosidade escancarada que outrora fora.



Parece-me que "Set Fire to The Rain" tem uma dedicação maior que os singles anteriores, mas acho que esta impressão seja pelo fato de eu achá-la mais profunda e tocante, também reforçada pelo fato de as outras se tornarem cansativas pelas ostensivas reproduções. Ela (pelo menos, ainda) não tem o mesmo número de execuções, e por isso ainda não é tão conhecida do grande público.

Dificilmente imaginei que veria o Soul circular pelos charts com tal popularidade. A Amy Winehouse conseguiu fazer isso de maneira brilhante, mas infelizmente este brilhantismo foi apagado parte por sua pouca dedicação e parte pela mídia imbecil e tacanha que gosta de viver de migalhas, com o dedo em riste para qualquer coisa que não fosse musical, como algo que de fato devesse ser levado em consideração. Sem contar o fato dos idiotas que apontam qualquer coisa a respeito do peso de Adele. Em resumo: se você gosta de música apenas ouça a música, pois Amy se foi e são poucos os que se deleitaram com sua arte sem se importar com bebedeiras e escândalos. Nem com sobrepeso.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

AMR - Rolling in the Deep (Adele)

Análise: Primeiro single do álbum 21, da cantora Adele. Lançado em Novembro de 2010, alcançou #1US e #2UK.


Enquanto isso, ela deita e rola nos chart da Billboard...

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A cantora inglêsa Adele Laurie Blue Adkins, de 23 anos, mais uma artista que ganhou uma forcinha da divulgação do MySpace e vencedora de 2 Grammys em 2009 (Melhor Nova Artista e Melhor Performance Vocal Pop Feminina) é a atual ocupante do topo da Billboard. Já são 5 semanas no alto e mais duas semanas ela vai passar "Born This Way" da Lady Gaga como o single de maior tempo no topo em 2011. Mas será que a canção "Rolling in the Deep" de fato merece estar lá?

Primeiramente, vamos falar sobre os vocais. Esta parte é indiscutível. É evidente a grande capacidade vocal de Adele, tanto em estúdio quanto em suas apresentações. Ela tem uma das melhores e mais potentes vozes já surgidas nos últimos tempos. Apesar de ter boa voz, Lady Gaga não chega no mesmo patamar (e já que ela preferiu o caminho mais fácil, o comercialismo de quem prefere muito mais imagens e atitudes do que a música em si...) e temos um bom produto para colocar ao lado de Amy Winehouse (que teve um Back to Black um grande trabalho, mas que teve algo melhor ainda em sua estréia com Frank). E o fato dela não ter o visual espalhafatoso das outras duas (o cabelo colméia da Amy Winehouse e, bem, todo o resto da Lady Gaga) contribui positivamente.


As composições de Adele são um misto de R&B, Soul e Jazz. A coisa toda gira basicamente sobre estes rótulos. Em alguns momentos é mais Jazz - como em suas baladas regidas pelo piano - e mais R&B e Soul, como é o caso do single em questão. Ela consegue transformar o Gótico oitentista e alternativo de Robert Smith em algo mais Soul - de fato, alma -, com sua cover de "Lovesong" (aliás, algo mais ou menos parecido com o que Cary Brothers fez com "Something About You" do Level 42 - uma transição bem sucedida de estilos).

Talvez um ponto negativo para Adele é o fato de não ter lá uma grande presença de palco. Concordo que o estilo no qual ela trabalha não permite lá um show pirotécnico ou coisa parecida, e assim como Amy Winehouse, acaba por ser um pouco inibida, tenta (é, tenta) uma presença mais marcante. Cara, até mesmo o Michael Bublé, que só falta ter escrito "Jazz" na testa se mexe bastante no palco (sua apresentação de "Crazy Little Thing Called Love" chega a surpreender).


Adele está no seu segundo álbum, tem 2 Grammys na bagagem e um poderoso #1 nos Estados Unidos (conseguiu um #1 na Inglaterra com "Someone Like You"). Ou seja, algo parecido com o que Winehouse conquistou. Só espero que a Adele consiga chegar ao estúdio para o terceiro álbum conseguindo desviar bem de escândalos, amantes, álcool e drogas no caminho. Talvez ela saiba que a música é a coisa mais importante.