sexta-feira, 23 de março de 2012

Quick - Capas Exóticas 15

Temos nesta edição mais uma capa com apelo sexual. Obviamente não tão explicita quanto a edição nº 12, mas chega perto. Aliás, a ousadia de usar algo tão cheio de pudor quanto o corpo para chamar a atenção e criar polêmica já não é mais algo novo, inovador ou empolgante (falando, claro, fora do ponto de vista sexual). Em resumo, podemos dizer que daqui a pouco vai ser mais escandaloso e inventivo colocar pessoas vestidas nas capas de projetos musicais - do mesmo jeito que não é nada usual ver a Valéria Valenssa vestida...

E a criativa banda, que se chama Boxer, resolveu se utilizar das curvas corpóreas para promover seu trabalho não é lá muito conhecido, mas vale pelo menos uma pequena olhadela (pela capa?).

Nome do álbum: Below the Belt
Ano de lançamento: 1975
Estilo: Rock



Para quem não comprou o álbum, o deslumbre não passo dos seios descobertos da moça, que aliás não era uma mera modelo desconhecida (ela se chama Stephanie Marrian, e além de modelo também era atriz e até se arriscou na música). Agora, para quem adquiriu o material, foi contemplado com um nu frontal completo, sem luvas de boxe ou qualquer outro acessório. A pergunta que vem em seguida é: who cares??

Tentei buscar algum material para averiguar a qualidade (musical, claro), mas infelizmente não encontrei vestígios. A única coisa que encontrei foram comentários de que a capa fez mais sucesso e chamou mais a atenção do que o próprio álbum - o que eu já desconfiava que fosse acontecer. A banda encerrou atividades após três álbuns devido a morte do tecladista e vocalista Mike Patto. Quanto a Stephanie, hoje é uma senhora de 63 anos que vive em Londres, nada mais...

terça-feira, 20 de março de 2012

AMR - Give Me All Your Luvin' (Madonna)

Leia também: AMR - Celebration (Madonna)


Análise: Primeiro single do álbum MDNA, da Madonna com participações de Nicki Minaj e M.I.A. Lançado agora em Fevereiro, alcançou #10US e #37UK.


Ou "Give me more make-up"...

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Não, meu desavisado e tarado leitor. Não se trata de uma segunda incursão pelo mundo lésbico com beijos constrangedores. Madonna não colocou seus lábios em Nicki Minaj e M.I.A. como fez na Britney Spears e na Christina Aguilera - possivelmente ela tenha se tocado do quão constrangedor isso é. Mas não deixa de ser um tipo de golpe de marketing, chamando duas artistas de nova geração para participar. A Nicki Minaj eu entendo, pois está - sabe-se lá como - se destacando bem, mas e a M.I.A.? Talvez seja uma espécie de releitura do The Good, The Bad and The Ugly (sendo o The Ugly obviamente a M.I.A.); Se bem que a coisa poderia ser convertida para The Old, The Crazy and What The Fuck? (Madonna, Minaj e M.I.A., respectivamente)...

De qualquer maneira, a parceria foi muito melhor e mais proveitosa do que a anterior. No single "Revolver", que teve a participação de Lil Wayne. Mas não posso deixar de citar: com o Lil Wayne na parada, até mesmo Justin Timberlake fica bem em uma participação. Madonna declarou que quis trabalhar com ambas por considerá-las poderosas e independentes - a Nicki Minaj não poderia ser dependente de homem algum, afinal, qual iria querer encarar? Deixando as piadas infames de lado, vamos ao que interessa...


Madonna faz um Pop básico que aliás, não sei o motivo, me lembrou alguns vagos momentos da P!nk - tipo "Please, Don't Leave Me". Não que eu esteja chamando a P!nk de Pop básico, mas é que esta canção da P!nk é meio fora de esquadro pra ela e no final é como a coisa toda acaba soando. Aliás, este single me lembra um pouco o "4 Minutes", só que este é mais divertido, e até as participações são superiores - mesmo sendo a Nicki Minaj e algo tão underground e de pouco destaque como a M.I.A. Realmente não há nada que comprometa no resultado final, nem mesmo as momices e a pantomima de Minaj - coisa que, digo novamente, ela deve ter infelizmente aprendido com o Wyclef Jean. E sobre a M.I.A., eu realmente não consigo destacar nada, desculpa.

Madonna começou iniciada na arte Pop e assim terminará. Só espero que de tempos em tempos ela faça coisas do tipo "Spanish Eyes", "Secret" e "Take a Bow". Como não é sempre que saem canções como estas a coisa toda não é banalizada e a garantia de qualidade é maior desta maneira. Vai fundo, Madonna...

domingo, 18 de março de 2012

AMR - 60's Jukebox 8

Artista: The Honeycombs (1963 - 1967)
País de Origem: Inglaterra
Estilo: Rock, Pop
Hits: "Have I the Right?", "Is It Because", "That's the Way"
Hit da Jukebox: "Have I the Right?" (1964, #5US - #1UK)



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Em geral, podemos dizer que as bandas dos anos 60 não tinha lá muito originalidade. Afinal, qual delas se abstiveram de utilizar o indefectível terninho preto? Ou as canções de no máximo 3 minutos de duração? Algumas têm dois vocalistas, enquanto outras têm apenas um intérprete, mas sempre haverá o duo de guitarras. Enfim, sempre existem características que definem esta classe musical - como se diz por aí: "nada se cria, tudo se copia".

Porém, uma banda criada em 1963 possuía uma característica que a distinguia das demais: o singelo, mero fato de ter como baterista uma mulher! É... os Beatles tinham o Ringo Starr, os Rolling Stones (que simplesmente não endossou este cartilha politicamente correta das bandas de Rock da época e tinham uma postura anárquica) tinham o Charlie Watts e o Honeycombs tinha Honey Lantree. Bo Diddley sempre andar com uma mulher tocando guitarra em seus shows era algo diferente, mas uma banda de Rock nos anos 60 com uma mulher na bateria é extrapolar o nível de originalidade.


E logo de cara a banda lançou um #1UK com a canção "Have I The Right?", em 1964. Os favos de mel (honeycombs) realmente sabiam ser doces, açucarados, pois a letra da canção consegue ser bem melosa, tipicamente o tipo de música que as bandas da época adoravam fazer e o pessoal adorava ouvir. Mas fora isso e o fato da bateria ser esmurrada por uma moça, não temos grandes atrativos ou grandes distinções do que se fazia na época.

Nos Estados Unidos, a canção também fez um bom sucesso, sendo impulsionada pela famigerada Invasão Britânica. Os norte-americanos estavam consumindo em massa todo o material importado com este rótulo. E já que os ingleses ela exímios na arte de produzir estas bandas...

quinta-feira, 15 de março de 2012

Quick - Champinhons?

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Puff...

AMR - I Am Woman (Jordin Sparks)

Análise: Single da cantora Jordin Sparks lançado em Maio de 2011, alcançou #82US.



...que resolveu emagrecer

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O último projeto lançado pela cantora Jordin Sparks (vencedora da sexta temporada do programa American Idol, que lá fora dá resultado, ao contrário da versão brasileira que consegue alavancar apenas os destaques bizarros que vão pra lá para serem humilhados), a canção "I Am Woman", foi produzido pelo Ryan Tedder. Bem, eu prestei atenção, mas não vi nenhuma outra canção de artistas produzidos pelo Tedder igual esta (nem mesmo da Beyoncé!). O que signifca que Ryan deixou o passado para trás...

Mas preciso deixar avisado a todas as cantoras que saem do American Idol que é melhor não se meterem com o Ryan Tedder, pois de uma maneira ou outra o resultado final não vai ser lá muito agradável. Jennifer Hudson já caiu nas garras dele, e Carrie Underwood só escapa por ser uma artista do Country. Fuja, Fantasia Barrino!

Mas pelo menos tem algo aqui que nos remete à Beyoncé: a entonação em prol das mulheres. Claro que a Beyoncé geralmente faz isso usando sua bunda, por isso comparações são esparsas e não passam disso. Para tentar fazer uma comparação extra, digo também que temos meras lembraças de "Run The World (Girls)". Claro que eu poderia citar também seu emagrecimento, mas vamos deixar estas besteiras de lado.


Este single tem um clima diferente, um R&B mais agressivo, longe do clima calmo e desolado de "No Air", de 2008, por exemplo (com Chris Brown participando, talvez a palavra "desolado" se justifique). Não ficou lá essas coisas, de qualquer maneira, principalmente por não faz jus à voz de Sparks, que fica praticamente toda escondida por trás dos efeitos sonoros da canção. Isso é um tipo de recurso justificável para gente como Britney Spears, não Jordin Sparks.

Talvez tenha sido, de fato, uma boa ideia uma mudança na direção, no rumo musical da cantora. É sabido que é preciso se reinventar de vez em quando. Pena que, pelo menos em primeiras tentativas, nem sempre funciona. Resta sabermos se o maior trunfo de Jordin Sparks vai continuar sendo "No Air" e o de Ryan Tedder vai ser "Halo"/"Already Gone" ou "Apologize"...