quinta-feira, 14 de julho de 2011

AMR - 2000's Jukebox 10

Artista: My Chemical Romance (2001)
País de Origem: Estados Unidos da América
Estilo: Rock Alternativo, Pop Punk, Emocore
Hit da Jukebox: "Helena" (2005, #33US - #20UK)


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Possivelmente, a primeira palavra que surge na cabeça da grande maioria das pessoas que ouvem o nome My Chemical Romance é "Emo". E não tiro a razão destas pessoas - afinal de contas, no que é que você vai pensar quando vê a figura do vocalista Gerard Way na época de "Helena"-, pois o rótulo Emo com certeza afasta muita gente que não curte lamúrias, gente se vestindo de maneiras esdrúxulas e se portando de maneira depressiva (não profunda como o Gótico). Mas o interessante é que, tirando o visual de Way, não daria exatamente para associar a banda a este estilo.

Dito isso, acho que já deu para remover uma parte do preconceito que impera sobre a banda. Não que canções como "I Don't Love You" sejam um grande cartão de visitas, longe disso. Tanto que a banda já não tem mais a mesma projeção que tinha há uns 5, 6 anos atrás. Acho que baseado nisso eles resolveram fazer canções menos, digamos, pretensiosas - e daí possivelmente nasceu "Teenagers" - que puxa a banda para algo mais Pop.


"Helena" a princípio não tem nada de distinto com relação a qualquer coisa que tocava na época ou comparando com bandas no estilo do My Chemical Romance. Começa com uma pesada guitarra rítmica e os vocais mais gritados de Gerard Way. De fato você pode ouvir isso em qualquer lugar. Mas algo nesta canção pode prender o interesse mesmo caindo na vala comum. Mas no final das contas tem de haver algo que te faça comprar o produto.

E analisando a coisa no contexto Pop, a parte mais atrativa da canção para mim (e possivelmente a parte que me influenciou em pelo menos 80% em escolher essa canção) é o refrão. É uma melancolia derramada, com uma força imensa para tentar te fazer chegar o mais próximo possível do que possa ser estar emocionado - tanto que, ouvindo, você fica com uma sensação de estar com o ouvido "cansado" pelo esforço. E, bem, é um esforço até que positivo se tratando de uma banda no meio do mar do Rock atual.

Obs: O vocalista Gerard Way é a cara do líder do The Smashing Pumpkins, Billy Corgan. Aliás, Way é superior tanto na voz de Corgan quanto com sua banda...


Gerard Way - Billy Corgan

domingo, 10 de julho de 2011

Quick - O Advento do Auto-Tune 4


"Desrespeitado público!"

sábado, 9 de julho de 2011

AMR - I Wanna Go (Britney Spears)


Leia também: AMR - 3 (Britney Spears)
AMR - Hold It Against Me (Britney Spears)
AMR - Criminal (Britney Spears)



Análise: Terceiro single do álbum Femme Fatale, da Britney Spears. Lançado agora no mês de Junho, alcançou #22US.


Vai logo e não enche...

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E a senhorita Spears continua na sua jornada montanha-russa de qualidade musical. Sua "Hold It Against Me" teve um grande sucesso injustificado, uma amostra de como o povo norte-americano está nada exigente e uma justificativa para o sucesso arrebatador que o Rap e Hip-Hop têm na região. Se isso não é culpa da Britney ela tá longe de ser uma solução.

"I Wanna Go" lembra muito aquelas canções de artistas relativamente desconhecidos (ou que, pelo menos, você sequer faz questão de associar nomes) que saiam naqueles CDs de Dance que perduravam nos anos 90. Coisas babacas como aquele CD "O Filé do Mion", que na verdade continha coisas como CPM 22, Supla, Falamansa, Frank Aguiar e até mesmo Lady Zu! (Mion não consegue ser coerente selecionando faixas e muito menos trabalhando na TV)


Enfim. O Dance da Britney tem aquele gosto de macarrão instantâneo - com a vantagem de que o macarrão dura mais tempo e tem um gosto melhor. De fato não sei o que dá para destacar na canção, pois se tentamos falar da voz, eu me limito a dizer que Britney (ou os executivos da gravadora) ainda insiste(m) na ideia de usar aquela voz nada natural, irritante e dispensável que ela derrama em todos os seus projetos.

Se a voz dela não é (nem de longe) seu forte, pelo menos deveríamos nos divertir com a música (que já foge ao seu departamento - quando ela tentou se introduzir nesta área, veio o álbum In The Zone, que a definiu como uma espécie de cantora tipo piranha movida à marketing como a Christina Aguilera). E aí é que está: ela lançou projetos até que audíveis, como "Circus" ou "Womanizer". Mas pelo visto, isso acabou.


O vídeo-clipe tem como introdução uma espécie de crítica direta à mídia, mostrando, na verdade, que ambos não são exatamente um grande exemplo. Temos referências a filmes como O Exterminador do Futuro 2, Crossroads (filme estrelado pela própria Britney, que apesar de ter ido razoavelmente bem nas bilheterias, foi esculhambado pela crítica especializada) e até mesmo "Thriller" de Michael Jackson. Ao menos quem gosta de cultura Pop já tem o que discutir por 15 segundos na tradicional rodinha nerd...

Esta canção é indicada somente para fãs. Não vai converter ninguém nem vai fazer a diferença para que não gosta do estilo. É o velho e desgastado mais do mesmo em que time que está ganhando não se mexe, que infelizmente estende-se incansavelmente...

Obs: Sei que pareço teimoso insistindo nisso, mas... já não está todo mundo sabendo que a Britney está magra??

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Quick - Michael Jackson vs Mr Bean


Hehehehe...

terça-feira, 5 de julho de 2011

AMR - Never Let Me Go (The Human League)

Análise: Segundo single do álbum Credo, do The Human League. Lançado agora em Março.


Talvez seja a hora de já irem...

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Uma das coisas mais interessantes sobre o The Human League, na minha opinião, é que tudo começou com a ideia de fazer música, comprar instrumentos e não saber lá muita coisa de ambos. Eles são, definitivamente, uma banda que começou do zero. Tipo o Ramones. E, ao que tudo indica, Philip Oakey, Ian Craig Marsh e Philip Adrian Wright (fundadores da banda) são excelentes autodidatas, pois se apresentavam no mesmo ano em que começaram a coisa toda, 1977. Claro que o papel de Philip Oakey era relativamente mais fácil por ser vocalista, mas enfim...


A banda é melhor lembrada por singles como "Don't You Want Me" de 1981 e "Human" de 1986. Neste estágio, já haviam sido convocadas as vocalistas Joane Catherall e Susan Sulley - que estão até hoje no grupo, junto com Philip Oakey. Suas músicas com sintetizadores em tudo quanto é canto conquistou muita gente nos anos 80. Porém, como muitas coisas dos anos 80 (especialmente do final dos anos 70 até meados dos anos 80), eles acabaram não tendo mais o que dizer - com uma pequenina excessão de "Tell Me When", em 1995, que quase pegou o Top 5 da Inglaterra (#6UK). A banda conta com 34 anos de estrada.

E depois de um hiato de quase 10 anos (com um último lançamento em 2001 com Secrets), eles voltaram com Credo. E quem ajudou o grupo com a produção foi o I Monster, duo de Electronica meio psicodélico de pouca representatividade. E claro, Monster combina com Credo...


A canção, apesar de vir de um grupo proeminente dos anos 80, é relativamente atual - possivelmente graças ao duo I Monster. Aliás, podemos até qualificar o atual trabalho como Synthpop - o que, neste caso, não sei dizer se é bom ou ruim. Mas pelo menos é dançante. A participação do único membro original do The Human League, Philip Oakey, é apenas no backvocal, deixando as garotas conduzirem o barco.

O single tá longe de ser divertido como as canções do grupo costumavam ser. Talvez eles estejam querendo um trabalho mais sério, entrar numa nova fase. Se caso este seja o real objetivo, era melhor eles voltarem a tocar seu New Wave recheado de sintetizadores - só que dessa vez um pouco mais instrumental!


Nota final: O vídeo-clipe da canção é o resultado adquirido da experiência de uma pessoa que ganha uma câmera filmadora e, dentre os efeitos especiais embutidos, descobre aquele efeito de espelho. O resultado deste tipo de experiência costuma não ser lá muito agradável...