quarta-feira, 20 de outubro de 2010

AMR - 80's Jukebox 7

Artista: Marty Balin (30/01/1942)
País de Origem: Estados Unidos da América
Estilo: Rock Psicodélico, Folk Rock
Hits: "Hearts", "Atlanta Lady", "What Love Is"
Hit da Jukebox: "Hearts" (1986, #8US)


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Quem não se lembra da banda Jefferson Airplane? Bem, acredito que aqui o caso não seja o de lembrar, mas sim o de conhecer - afinal, esta fase da banda tinha clássicos como "Somebody to Love" e "White Rabbit" que são desconhecidos da maioria do público. Apesar de serem pioneiros no Rock Psicodélico, não tiveram exatamente um grande destaque na cena do Rock mundial.

Nas duas canções citadas, os vocais ficavam por conta de Grace Slick (que deixou a música pra se dedicar mais a pintura). Porém a banda tinha outro vocalista chamado Marty Balin - que também tocava percussão, guitarra e, uma vez ou outra, baixo. Balin participou da banda desde sua criação em 1966 até o ano de 1971. Martin participou de alguns álbuns da Jefferson Starship (uma espécie de "spin-off" da Airplane), com várias idas e voltas pra o mesmo.


Balin, como qualquer membro de banda de Rock que sai de uma banda e não entra em outra de imediato, lançou sua carreira solo. O resultado é que o material feito por Balin preenche bem a demanda exigida por rádios FM dedicadas ao mundo das canções Easy. E seu maior (e talvez único realmente conhecido) é o single "Hearts".

Canção escrita pelo músico Jesse Barish e produzida por um tal de John Hug (que chegou a participar da trilha-sonora do filme Os Caça-Fantasmas), "Hearts" tem uma boa performance vocal de Balin, onde pode-se perceber melhor sua voz - na Airplane/Starship isso não era tão claro, principalmente nos casos onde ele tinha que dividir os vocais com Slick. Fora que a canção tem uma estrutura incomum: é uma espécie de refrão (ou ponte, ou verso) que se repete insistentemente. Isso pode parecer massante e chato na teoria, mas neste caso não compromente - pelo contrário, soa muito interessante.


No final das contas, após uma série de álbuns lançados e seus diversos retornos ao Starship mostram que a sua carreira solo não engrenou. Mas ao menos "Hearts" foi uma bela maneira dele mostrar o que tinha a dizer fora de sua antiga banda. Easy Rock Rocks!

Quick - O Advento do Auto-Tune 2

Continuo achando pérolas criadas com o Auto-Tune, aí vai:

Versão Original


Auto-Tune


Huahauhauhauh!! Simplesmente o melhor uso de Auto-Tune que já vi até agora!

Aprendam, Lil Wayne, Kanye West e T-Pain!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Aconteceu - Boletim Musical (14/10/2010)

"Justin Bieber vira boneco"


Eu dizer que boneca seria mais adequado é algo óbvio demais? Desculpe...

"Justin Timberlake dá um tempo na carreira musical"


Nossos ouvidos agradecem! Agora ele pode se dedicar mais na arte da moda e do bom gosto, como podem ver acima.

"Fresno será vaiado no show do Bon Jovi"


Hey! Desta vez a obviedade não foi minha hein...

AMR - Window Seat (Erykah Badu)

Análise: Primeiro single do álbum New Amerykah Part Two (Return of the Ankh) da cantora Erykah Badu. Lançado em Fevereiro, alcançou #95US.


Erykahwho?

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Erykah Badu. Não, eu não estou bêbado em frente ao teclado tentando escrever um artigo sobre um single internacional lançado pela Maria Gadú. Este é mesmo o nome da figura. Badu é um misto de Soul, Funk, Jazz, Hip-Hop, R&B e o que mais vier pelo caminho. Na ativa desde 1996, Erykah conseguiu uma pontinha no mainstream graças a um vídeo controverso.

A estréia de Badu, o álbum Baduizm (#2US) e o single "On & On" (#12US-UK) chamaram um tanto a atenção, com o single proporcionando até mesmo um Grammy para a artista em 1998. Ela já se envolveu com rappers como André 3000 (com quem teve um filho) e Commom e participou do filme Irmãos Cara-de-Pau 2000. É, tirando o primeiro álbum, não há realmente muito o que contar sobre a moça... Afinal, juntamente com outro hit dela chamado "Bag Lady", percebemos o quanto sua discografia é homogênea demais - todas as músicas parecem ser uma continuação uma da outra ou feitas da mesma base.


Enfim, o single em questão, "Window Seat" não foge deste filão: é tão sem personalidade não dá pra destacar muita coisa. O estilo vocal de Badu lembra bastante Amy Winehouse e alguns traços lembram até alguns momentos mais amenos da Janet Jackson. Apesar de serem bons referenciais, isso acaba por denotar um pouco mais a pouca distinção de Erykah no meio musical.

Aliás, "Window Seat" acabou sendo seu segundo pior trabalho nas paradas, com um #95US, somente atrás de "Didn't Cha Know?", de 2000, com um #113US. E baseado nisso - talvez até pela própria Erykah estar prevendo - o vídeo-clipe deste trabalho vem com aquela proposta chocante de marketing para atrair a atenção e aumentar as vendas.


Nele, Badu anda por uma rua, tirando a roupa. Quando fica totalmente nua, ela está na mesma rua onde ocorreu o assassinato de John Kennedy. E o mais "chocante" (o entre aspas é pelo fato disso ser chocante apenas para os facilmente impressionáveis e influenciáveis) é que ela acaba sendo atingida por um tiro, cai no chão. Basicamente é isso. É mais ou menos a mesma coisa que você combinar um beijo lésbico com outras duas estrelas recentes ou pedir pra um cantorzinho de quinta tirar parte do seu decote no meio de um show. Ou seja, pura e simples perda de tempo.

Erykah Badu não é uma cantora que exatamente fez ou faz diferença na cena musical e também não vai ser desta vez. Mas quero deixar claro que se não é a melhor coisa do mundo, pelo menos consegue ser melhor - ou menos irritante - que muita coisa por aí. Ouça sem contra-indicações.

Quick - Cartões Motivacionais 16 (Justin Timberlake 4)