quarta-feira, 14 de abril de 2010

AMR - Desastres do "Pop" 3 - Kiss Kiss

Leia também: AMR - I Can Transform Ya (Chris Brown)



Para mim, Chris Brown é com certeza um dos artistas mais sortudos dos últimos tempos. Com muito, muito mais sorte que juízo, claro. Afinal, como alguém consegue fazer as músicas que faz e ainda ter uma carreira? Pior: como alguém consegue bater na Rihanna e ainda ter imbecis o suficiente pra dar suporte pra isso? Tudo bem que não se deve misturar a vida pessoal com a profissional, mas aqui neste caso, um boicote e uma surra bem demorada são merecidas.

Enfim, Brown apareceu com a canção "Run It" com seus 15 anos. Uma espécie de Justin Bieber da periferia, movido à drogas do tipo rap e hip-hop. Ou seja, em vez de "Xou da Xuxa" temos um "Cidade de Deus". Pois até hoje o rapaz nos enche os ouvidos (e o saco) com sua canções que pesam tanto quanto um saco de penas, mas que parecem chumbo no cérebro.

Mas nenhuma dele me irrita mais que "Kiss Kiss"...


"Me dá um beijinho, vai?"

|O cretinismo em forma de música aqui não ganhou nenhum prêmio importante, como o Grammy, mas conseguiu mais uma vez provar a falta de bom-gosto dos norte-americanos com um #1US|

———————————————–

Christopher Maurice Brown nasceu em 5 de maio de 1989. Começou sua carreira com 15 anos e já lançou 3 álbuns e vários singles. Tem envolvimentos com a justiça por ter espancado sua ex-namorada, a cantora Rihanna.

———————————————–

De novo acontece aquele problema que, de tanto eu reclamar aqui no blog, já devem ter decorado: pra que se chama um ou vários caras pra ficar gritando e/ou dizendo coisas de entendimento nulo ao fundo de uma música? Se eu quiser algo assim, eu vou pra uma feira livre (que deve ser beeem mais agradável) ou assisto uma sessão no Congresso Nacional (não dá pra saber o que é menos improdutivo).

O principal problema de "Kiss Kiss" é a famigerada ferramenta, subterfúgio e desculpa esfarrapada de quem não sabe cantar: o auto-tune. O filhote desta ferramenta veio com o produtor Giorgio Moroder, ajudou a ser popularizado por Peter Frampton e Cher e agora é usada indiscriminadamente por gente desqualificada (Akon, Akon...). Isso devia servir pra retocar, arrumar imperfeições vocais de quem tem um mínimo de talento. Agora, pegar o T-Pain e o Lil Wayne e querer um milagre, é pedir demais. No caso desses dois é pedir demais mesmo!


A produção do projeto ficou sob a responsabilidade do próprio T-Pain, que na verdade deve ter sido o verdadeiro inventor do auto-tune. Esse negócio deve ter nascido na garganta dele depois de uma noitada de drogas ou coisa pior. E possivelmente ele deve usar esse efeito de voz até mesmo em casa.

A preguiça de Brown em esboçar algo que pareça com cantar é disfarçada - ou pelo menos tentaram - com o auto-tune e outros efeitos - claro que jogar o naco de voz que é a do T-Pain por cima não foi, definitivamente, uma boa idéia. Pra você ter uma ideia, ouvindo isso dá pra sentir saudade de "Wall to Wall", a tentativa babaca e patética de Chris fazer seu próprio "Thriller".

O mais curioso é que "Kiss Kiss" tirou do topo das paradas outra bosta fumegante: "Crank That (Soulja Boy)". É aquela história: quanto mais você mexe na merda, mais ela fede. E no caso, foi uma merda em cima da outra...


Kiss, kiss, kiss! Soc, pow, paf...

Continuo firme com minha opinião de que Brown é um dos piores artistas surgidos nesta década que passou, servindo, quando muito, como dançarino na Broadway - ou até mesmo como falsificador, aproveitando seu talento em copiar ("Gimme That" é uma versão "epic fail" de "Smooth Criminal", do Rei do Pop, Michael Jackson, que tem participação de outro desastre movido à auto-tune: Lil Wayne).

Não vamos nem falar do álbum Graffiti, não é? Certas coisas falam por si...

Vídeo:

Aconteceu - Boletim Musical (14/04/2010)

"Conrad Murray alega que Michael Jackson se matou"


Ha! Obviedade! Muito surpreendente essa! Como se ele fosse confessar o assassinato não é?

"Lil Wayne vira anjo da guarda em presidio"


Anjo da Guarda é um cargo onde a pessoa tem que cuidar dos outros presos, para que não cometam suicídio. Considerando que é o Lil Wayne o cara, só digo uma coisa: Se ele abrir a boca pra cantar, vai acontecer um belo genocídio...

"Álbum recém-lançado de Justin Bieber alcançou 20 mil cópias no Brasil"


Vejam só, ele já igualou a marca do disco Clube da Criança da Xuxa (20 mil cópias, 1984)!

Se continuar assim, ele bate fácil, fácil a série de discos Xuxa Só Para Baixinhos!

terça-feira, 13 de abril de 2010

AMR - Coincidências 2

The Pretenders. Que curte bastante o rock dos anos 70 e 80 com certeza conhece o banda fundada por Chrissie Hynde em 1978. Mais conhecidos pelos hits "Brass in Pocket", "Back On The Chain Gang"e as mais bem sucedidas "Don't Get Me Wrong" e "I'll Stand By You".



Esta última, uma canção romântica que fala sobre apoio, foi lançada em 1994 e permance como o último grande hit lançado pela banda, ocupando #16Us e #10UK. Escrita pela própria Chrissie em parceria com Billy Steinberg e Tom Kelly (que trabalharam com artistas como Madonna, Cindy Lauper, Whitney Houston, e banda como Heart, The Dinivyls e The Bangles). A produção ficou a cargo de Ian Stanley (que tocou no Tears for Fears e produziu artistas como Natalie Imbruglia e Tori Amos e bandas como A-Ha, Propaganda e The Human League). Provavelmente a cação mais emocionada da banda.


Voltando um bom tempo no passado, a cantora Bonnie Tyler, artista do chamado "Country Rock", ainda estava pra lançar o grande hit internacional "Total Eclipse Of The Heart", de 1984, que ocupou o primeiro lugar em vários países e recebeu indicação ao Grammy.


Mas ainda em 1977, Bonnie lançou o clássico "It's a Heartache", que define bem o que era (ou o que é) o country rock e que alcançou #3US e #4UK. Um grande hit na época ,que foi cantado até pelo Rod Stewart (que parece que tava tentando algum tipo de recorde de maior número de covers feitos por um artista).


"It's an 'Ear-Ache'"

Não sei se se encaixa o famigerado subterfúgio "plágio não-intencional" aqui, mas tá bem óbvia a semelhança instrumental nos versos. Não é 100%, mas com certeza dá pra perceber algo bem substancial aqui.

A letra de "It's A Heartache" ficou a cargo de Ronnie Scott e Steve Wolfe e a produção por David Mackay. Mas como podem ver, são produtores diferentes. Não aconteceu algo sem noção como foi o caso Ryan Tedder. A preguiça ainda não havia se instalado nos estúdios...

Gosto muito do The Pretenders, uma das bandas mais legais dos anos 80. Mas invarialmente, "I'll Stand By You" me deixa pessoalmente decepcionado ter plageado outra canção. Intencional ou não intencional. Mas ainda sim não deixa de ser uma grande canção que é usada hoje em dia por vários artistas para a caridade (Girls Aloud, Carrie Underwood e Shakira usaram a canção com este objetivo).

Coincidência?

Como não acredito que tenha sido realmente intencional, digo que é uma grande homenagem para uma cantora de country rock. É isso!

domingo, 11 de abril de 2010

AMR - 2000's Jukebox 2

Artista: Mick Jagger (26/07/1943)
País de Origem: Inglaterra
Estilo: Rock
Hits: "State of Shock" (com The Jacksons), "Hard Woman", "Dancing In The Street" (com David Bowie), "Goddness In The Doorway"
Hit da Jukebox: "Goddness In The Doorway" (2001)


———————————————–

Se você não vive em uma caverna, provavelmente conhece a banda The Rolling Stones. Surgida nos anos 60 e com clássicos através dos anos, é uma das bandas mais conhecidas e bem sucedidas da história da música, e uma espécie de concorrente direta de outra banda muito conhecida: The Beatles.

Seu frontman, Mick Jagger, também é uma das personalidades mais conhecidas deste ramo. Seu fama é quase tão grande quanto de sua banda, por ser um artista muito bom em palco e também por alguns pequenos escândalos sexuais - tipo um filho com uma brasileira, chifrando esposa e etc.


Mas sua carreira solo nunca de fato decolou, sendo mais uma vertente "cult", digamos, de sua música, de sua arte. Aliás, serve quando muito como uma maneira de expor suas ideias que não seriam aceitas pelos membros do The Rolling Stones e uma maneira de irritar Keith Richards - que nunca gostou do fato de Jagger ter uma carreira paralela (e ridiculamente, pra contrariar, resolveu lançar a sua própria, num ato infantil e controverso).

"Goddness In The Doorway", faixa-título de seu último álbum, é algo realmente muito diferente do que Jagger costuma fazer com os Stones. Fugindo do rock "clássico" para algo mais alternativo. Selvagemente alternativo, diria. Pois temos aqui um esmero na produção que realmente não é comum no caso de Mick.


Tanto que em sua voz houve um cuidado maior, Jagger se esforçou mais neste quesito - apesar de sabermos que este definitivamente não é o forte dele (isso, claro, se não compararmos sua voz com a de Keith Richards). Jagger é um bom compositor, músico e artista em geral. Mas sua voz não é uma das maiores do rock, isso é fato. Numa banda de rock, muitas vezes, vozes assim são o bastante para dar conta do projeto e é só.

Jagger cuida de boa parte instrumental do projeto (e no álbum inteiro). Toca gaita, violão, guitarra e até percussão. Fora o verdadeiro exército de músicos que constam no mesmo. Bono, Wyclef Jean e Lenny Kravitz também deram o ar da graça no álbum - o que me dá a impressão que a reunião era apenas uma bebedeira com os caras que converteu-se em música.

Talvez Jagger tenha cansado da carreira solo, talvez não tenha mais nada a dizer ou mesmo estava pensando no sucesso comercial solo que nunca veio. O fato é que Goddness In The Doorway foi lançado em 2001 e foi o último projeto de Mick. Após isso, ele lançou com sua banda A Bigger Bang com a ótima "Rain Fall Down" e sairam numa turnê bem sucedida.

Quem não se lembra do público de mais de 1 milhão de fãs lá no Rio de Janeiro? Provavelmente foi batido não só um recorde de público como um recorde de contravenções. Fora os artistas babacas e metidos da Globo que estavam lá num camarote VIP de um show GRATUITO! Pô, nessas horas os traficantes deviam mostrar alguma utilidade...
Momento único do show: Luciana Gimenez na platéia assistindo Mick Jagger cantando "Oh No, Not You Again", que serviria (ou como dizem que de fato foi) como ironia para a modelo-desprivilegiada-cerebralmente.

Aconteceu - Boletim Musical (11/04/2010)

"Novo álbum : Mariah Carey volta ao estúdio e grava com Jermaine Dupri"



É verdade que ela vai compor a trilha sonora de Moby Dick?
PS : Medo do Jermaine!!

"Selena Gomes nega que esteja tentando substituir Miley Cyrus"



Como se Miley fosse insubstituível...

Bônus Miley Cyrus :

"Miley Cyrus diz que vai queimar peruca de Hannah Montana após último episódio do seriado"



Fofa, faz isso não. Sua carreira já foi queimada o suficiente nesse quesito, não desconta na peruca!