terça-feira, 16 de março de 2010

Especial - Justin Bieber



Ele não sai da MTV nem do Youtube, já se apresentou para o presidente dos Estados Unidos e (para os moderninhos) está todos os dias nos Trending Topics do Twitter. Mas mesmo assim você não tem a mínima ideia de quem é esse rapaz? Pois não se preocupe - você vai saber agora.

Justin Drew Bieber (01/03/1994) é canadense de Stratford, Ontario. Com pouca idade (risos), já se saía muito bem em concursos de talentos e começou a postar vídeos de suas apresentações no Youtube. Foi dessa maneira que Scooter Braun (produtor e executivo) o descobriu e o levou para Atlanta, Georgia, para discutir uma carreira com ninguém mais, ninguém menos que Usher - que abriu as portas para uma audição com o presidente da gravadora Island Def Jam, L.A. Reid. Nada mal pra quem só queria que sua família e amigos vissem as apresentações...

O garoto é a sensação do momento no mundo adolescente. E talvez por isso você não tenha a menor ideia de quem ele é : você é adulto(a) e não dá a mínima. Mas ano passado, Bieber tinha marcada uma aparição em um shopping dos Estados Unidos e não pôde entrar pois suas fãs histéricas lotaram o recinto, inclusive pondo em risco a estrutura do local.

O motivo pelo qual Justin faz tanto sucesso talvez seja meio óbvio : ele é "mainstremicamente" bonito, tem um cabelo da moda, tem seus tiques de dança à la R&B, canta sobre algo entre amor e devoção e é fofuxo. A onda Taylor Swift aparentemente atingiu o lado "masculino" da coisa!

O que não é óbvio é que o garoto tem sim muito talento. Ele toca o violão, teclado, bateria e quem diria! O trompete também. Além de ter uma voz bonita - pelo menos nesse estágio da vida, quero ver se ele vai sobreviver à "puberdade". Mas vou ser sincera : o que está movimentando a carreira de Bieber no momento não é nenhum de seus dotes artísticos (o que poderia muito bem ser corrigido, se fosse o caso, com Auto-tune), mas sim a sede norte-americana por um produto musical para a faixa dos 12-18 anos. E se você não tem mais de 30 anos, sabe que isso não é novo. Ricky Martin no Menudo, Aaron Carter nos Backstreet Boys e Justin Timberlake no 'N SYNC são só alguns exemplos de que, pelo menos desde a década de 80, o mundo, mas melhor representado pelos Estados Unidos, precisa suprir o nicho criado para essa faixa etária. Quer dizer, a surpresa pelo garoto ter logo de cara participado de um projeto tão "prestigioso" como a regravação de We Are The World não deveria existir se lembrássemos friamente que tudo se repete, nada se cria...

A sonoridade atual de Bieber não passa da mediocridade (lembremos que medíocre = mediano, comum) e talvez isso não seja culpa dele, mas sim do fenômeno no qual ele foi imerso. Que agente ligado a uma grande gravadora mandaria o seu mais novo te$ouro fazer uma participação numa música com alguém que não vende muito, mas que tem certo prestígio artístico, como a cantora Björk? E qual a real possibilidade de um menino de 16 anos tomar as rédeas de sua carreira? E mais : qual a projeção que ele conseguiria se seu trabalho fosse menos pré-fabricado? Poucos são os artistas que conseguem fazer tudo o que querem logo de início. Ou quem saber ele não quer fazer pop-chiclete mesmo..

De qualquer maneira, após certo tempo escrevendo para esse blog, minha opinião sobre os novos artistas mudou. Há de se entender que, apesar de certas pessoas ganharem dezenas de milhões de dólares para sorrir em rede nacional, elas ainda são humanas como todos os mortais. Elas vão errar e mudar, para pior ou para melhor. Bieber ainda tem a vida toda para mudar e errar, errar e mudar de novo. Desejo a uma pessoa com tanta potencialidade assim que transgrida sem maiores problemas essa fase inicial e se torne um músico realmente produtivo. Mas para isso, a carreira de Justin deve se pautar em seu talento e não em seu estereótipo. E quanto a isso - só podemos esperar, porque vai demorar um tempinho...

segunda-feira, 15 de março de 2010

AMR - Telephone (Vídeo-clipe)

Lady Gaga parece realmente ter os genes pop no sangue. Seus clipes inicialmente eram simplistas, porém interessantes. Que conforme vão adquirindo um aspecto mais complexo, mais amplo, tornam-se também mais interessantes. E "Telephone" é, até o momento, seu projeto mais ousado.
Gaga parece estar querendo fazer mini-filmes em vez de clipes, exatamente como Michael Jackson. O que triplica o interesse em sua arte. Afinal, já não se cansaram de clipes filmados num fundo branco (tipo Beyoncé em Video Phone)? Lady Gaga parece não querer deixar algo que ainda tem muito o que mostrar morrer.


"Telephone" é absurdamente bem filmado. A tecnologia hoje em dia permite imagens cada vez mais nítidas e impressionantes. Fora que a direção de câmera também não deixa por menos - pelo menos nas cenas que compõe a estória em si, não a parte musical.
Mas claro que nem tudo é um mar de flores... Pra começar, a cena do beijo. Soou extremamente gratuita e ridícula. Até parece que a Madonna resolveu ir dar umas dicas nos sets de filmagem. Afinal, ela é especialista em se utilizar de coisas do tipo para atrair o marketing quando provavelmente seu trabalho musical não vai chamar a atenção o suficiente. Na boa, Gaga não precisa disso.
Algumas cenas de dança acabaram sendo filmadas com alguns excessos de cortes. Alguém andou picotando na sala de edição. Talvez um jogo de câmera mais elaborado ajudaria na compreensão geral das cenas. Falando em filmar mulheres, o que são aquelas carcereiras? Devem ser aquelas dançarinas de "Bad Romance" mostrando o motivo de usarem aquelas máscaras...
Algumas cenas denotam bem que o roteiro foi escrito pelo diretor Jonas Akerlund e pela própria Gaga. Só esqueceram de dizer que foi escrito durante uma seção de cogumelos alucinógenos. As cenas no "restaurante" são as mais "criativas". Quem assistiu os filmes "Adrenalina" e "Adrenalina 2: Alta Voltagem" vai se familiarizar rápido. A semelhança de estilos é tanta que só faltava Chev Chelios (personagem de Jason Statham nesta série) entrar lá e sair no sopapo com o Tyrese Gibson (namorado da Beyoncé no vídeo).
É, isso é beeeem Lady Gaga, hauahuaha!
E falando nesse negócio de estilo, essa parte de copi... digo, ser tão criativo e lembrar a série Adrenalina denota a participação, de alguma maneira, do diretor Quentin Tarantino. Ao assistir o vídeo isso fica meio óbvio. O interessante é que a van utilizada por Lady Gaga e Beyoncé é a mesma que a personagem A Noiva utilizou nos filmes da série Kill Bill - The Pussy Wagon.
A participação da Beyoncé fica meio que ilustrativa. Desta vez Gaga não sumiu ao lado da escultural ex-Destiny's Child - isso seria sacanagem demais. Mas foi uma aparição adequada, afinal.
O vídeo é realmente interessante, apesar de algumas bolas fora. Mas o interesse de algum artista de manter uma das coisas que Jackson sabia fazer de melhor é muito legal. Espero que continue assim!

sexta-feira, 12 de março de 2010

Quick - Telephone (Vídeo-clipe) (Lady Gaga e Beyoncé)

quarta-feira, 10 de março de 2010

AMR - In My Head (Jason Derülo)

Análise: Segundo single do álbum homônimo do artista Jason Derülo. Lançado agora em Fevereiro, alcançou #9US e #1UK.


Jason Brown ou Chris Derülo, dá no mesmo!

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Derülo é uma espécie de substituto musical. Depois que Chris Brown resolveu jogar sua carreira - que simplesmente não era lá grande coisa - na lata do lixo batendo em uma mulher (na Rihanna!!), apareceu Jason Derülo pra tapar a lacuna que ficou com os boicotes (merecidos) na carreira de Brown. Pelo menos até Jason resolver fazer o mesmo que Chris e jogar sua carreira - que até agora não mostrou nada demais, mais ou menos igual ao Brown - fora.


Não sei bem por que, mas a maioria dos trabalhos de artistas atuais nos remete ao som de Lady Gaga. Não sei se é a onda do momento (modinha do electro-pop) ou se o pessoal resolveu mesmo adotar o estilo Gaga de ser pra tirar uns trocados em cima. O fato é que "In My Head" tem uma estrutura musical muito parecida (ou mesmo idêntica) a "Just Dance" em alguns momentos. O tempo dos versos e até a melodia vocal é muito parecida. Poderia até ser tema de um Coincidências...

Tirando a excessiva influência da Lady, não dá pra definir muito bem. Na verdade, por não ter grande distinção, a canção simplesmente cai na vala comum das canções do gênero, sem grande destaque ou algo que se salve. Ao menos podemos exaltar o fato de Jason ser muito superior no aspecto vocal, comparado com Chris.


Aparentemente, "In My Head" teria como título original "In My Bed". O que denota o uso de algum artifício sexual para chamar a atenção, típico de quem não confia muito em seu taco musical (né, Madonna?).

Em seu segundo single, tudo o que Derülo conseguiu foi soar como Lady Gaga. Espero que no futuro o dublê de Chris Brown não acabe soando como Ke$ha! Eca...

Vídeo:

segunda-feira, 8 de março de 2010

AMR - 90's Jukebox 5

Artista: Everything But The Girl (1982 - presente)
País de Origem: Inglaterra
Estilo: Pop, Folk, Jazz, Electronica
Hits: "
I Don't Want to Talk About It", "Missing", "Walking Wounded", "Wrong"
Hit da Jukebox: "
Missing" (1994, #50UK)



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Poucas canções poderiam representar a realidade das rádios FM dos anos 90 e, musicalmente, a década em si quanto "Missing" do Everything But The Girl. Esquisito nome né? Bem, sabemos que existem outros mais estranhos. O fato é que este é um hit radiofônico do tipo que marca uma época mesmo com uma acentuada simplicidade.

O nome foi tirado de um slogan de loja de conveniência por Tracey Thorn e Ben Watt, os responsáveis pelo duo. Adoraria ver no Brasil bandas como nomes do tipo "Amo Muito Tudo Isso" ou até mesmo "Keep Walking". O que me faz sempre pensar que ainda descubro da onde sairam nomes como Blind Melon e Frank Goes to Hollywood...

Inicialmente - ou mais necessariamente, durante uns 10 anos de carreira, aproximadamente - o duo tinha suas raízes no jazz e no folk. Neste período conseguiram um vago sucesso no seu país natal, a Inglaterra. Talvez um sucesso vago demais para qualquer banda...
Passado tanto tempo, eles resolveram mudar o rumo musical de seu projeto e torna-lo mais pop, seguindo a onda da electronica que começava a surgir e definiria parte da história musical dos anos 90. "Missing" foi lançada em 1994 e não chamou muito a atenção em seu próprio país e sequer foi reconhecida nos Estados Unidos. Mas ainda sim, conseguiram fazer algo que remetia com força ao estilo da época.
Se você excluir a ascensão do rap e outras tranqueiras dos anos 90, vai encontrar pérolas como esta. Um detalhe curioso é que foi lançado um dispensável remix da canção pelo DJ Todd Terry - que já remixou clássicos de artistas como Björk, Duran Duran, Kylie Minogue, Michael Jackson e The Rolling Stones. Mas apesar de, na minha opinião, ser algo dispensável, ajudou a canção a ganhar status e posições nas paradas - #2US e #3UK!

Se você se lembra de alguma pérola dos anos 90 nos estilo dessa canção, por favor, diga os nomes nos comentários. Seria ótimo desenterrar estes clássicos.
Versão remix por Todd Terry: