segunda-feira, 15 de março de 2010

AMR - Telephone (Vídeo-clipe)

Lady Gaga parece realmente ter os genes pop no sangue. Seus clipes inicialmente eram simplistas, porém interessantes. Que conforme vão adquirindo um aspecto mais complexo, mais amplo, tornam-se também mais interessantes. E "Telephone" é, até o momento, seu projeto mais ousado.
Gaga parece estar querendo fazer mini-filmes em vez de clipes, exatamente como Michael Jackson. O que triplica o interesse em sua arte. Afinal, já não se cansaram de clipes filmados num fundo branco (tipo Beyoncé em Video Phone)? Lady Gaga parece não querer deixar algo que ainda tem muito o que mostrar morrer.


"Telephone" é absurdamente bem filmado. A tecnologia hoje em dia permite imagens cada vez mais nítidas e impressionantes. Fora que a direção de câmera também não deixa por menos - pelo menos nas cenas que compõe a estória em si, não a parte musical.
Mas claro que nem tudo é um mar de flores... Pra começar, a cena do beijo. Soou extremamente gratuita e ridícula. Até parece que a Madonna resolveu ir dar umas dicas nos sets de filmagem. Afinal, ela é especialista em se utilizar de coisas do tipo para atrair o marketing quando provavelmente seu trabalho musical não vai chamar a atenção o suficiente. Na boa, Gaga não precisa disso.
Algumas cenas de dança acabaram sendo filmadas com alguns excessos de cortes. Alguém andou picotando na sala de edição. Talvez um jogo de câmera mais elaborado ajudaria na compreensão geral das cenas. Falando em filmar mulheres, o que são aquelas carcereiras? Devem ser aquelas dançarinas de "Bad Romance" mostrando o motivo de usarem aquelas máscaras...
Algumas cenas denotam bem que o roteiro foi escrito pelo diretor Jonas Akerlund e pela própria Gaga. Só esqueceram de dizer que foi escrito durante uma seção de cogumelos alucinógenos. As cenas no "restaurante" são as mais "criativas". Quem assistiu os filmes "Adrenalina" e "Adrenalina 2: Alta Voltagem" vai se familiarizar rápido. A semelhança de estilos é tanta que só faltava Chev Chelios (personagem de Jason Statham nesta série) entrar lá e sair no sopapo com o Tyrese Gibson (namorado da Beyoncé no vídeo).
É, isso é beeeem Lady Gaga, hauahuaha!
E falando nesse negócio de estilo, essa parte de copi... digo, ser tão criativo e lembrar a série Adrenalina denota a participação, de alguma maneira, do diretor Quentin Tarantino. Ao assistir o vídeo isso fica meio óbvio. O interessante é que a van utilizada por Lady Gaga e Beyoncé é a mesma que a personagem A Noiva utilizou nos filmes da série Kill Bill - The Pussy Wagon.
A participação da Beyoncé fica meio que ilustrativa. Desta vez Gaga não sumiu ao lado da escultural ex-Destiny's Child - isso seria sacanagem demais. Mas foi uma aparição adequada, afinal.
O vídeo é realmente interessante, apesar de algumas bolas fora. Mas o interesse de algum artista de manter uma das coisas que Jackson sabia fazer de melhor é muito legal. Espero que continue assim!

sexta-feira, 12 de março de 2010

Quick - Telephone (Vídeo-clipe) (Lady Gaga e Beyoncé)

quarta-feira, 10 de março de 2010

AMR - In My Head (Jason Derülo)

Análise: Segundo single do álbum homônimo do artista Jason Derülo. Lançado agora em Fevereiro, alcançou #9US e #1UK.


Jason Brown ou Chris Derülo, dá no mesmo!

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Derülo é uma espécie de substituto musical. Depois que Chris Brown resolveu jogar sua carreira - que simplesmente não era lá grande coisa - na lata do lixo batendo em uma mulher (na Rihanna!!), apareceu Jason Derülo pra tapar a lacuna que ficou com os boicotes (merecidos) na carreira de Brown. Pelo menos até Jason resolver fazer o mesmo que Chris e jogar sua carreira - que até agora não mostrou nada demais, mais ou menos igual ao Brown - fora.


Não sei bem por que, mas a maioria dos trabalhos de artistas atuais nos remete ao som de Lady Gaga. Não sei se é a onda do momento (modinha do electro-pop) ou se o pessoal resolveu mesmo adotar o estilo Gaga de ser pra tirar uns trocados em cima. O fato é que "In My Head" tem uma estrutura musical muito parecida (ou mesmo idêntica) a "Just Dance" em alguns momentos. O tempo dos versos e até a melodia vocal é muito parecida. Poderia até ser tema de um Coincidências...

Tirando a excessiva influência da Lady, não dá pra definir muito bem. Na verdade, por não ter grande distinção, a canção simplesmente cai na vala comum das canções do gênero, sem grande destaque ou algo que se salve. Ao menos podemos exaltar o fato de Jason ser muito superior no aspecto vocal, comparado com Chris.


Aparentemente, "In My Head" teria como título original "In My Bed". O que denota o uso de algum artifício sexual para chamar a atenção, típico de quem não confia muito em seu taco musical (né, Madonna?).

Em seu segundo single, tudo o que Derülo conseguiu foi soar como Lady Gaga. Espero que no futuro o dublê de Chris Brown não acabe soando como Ke$ha! Eca...

Vídeo:

segunda-feira, 8 de março de 2010

AMR - 90's Jukebox 5

Artista: Everything But The Girl (1982 - presente)
País de Origem: Inglaterra
Estilo: Pop, Folk, Jazz, Electronica
Hits: "
I Don't Want to Talk About It", "Missing", "Walking Wounded", "Wrong"
Hit da Jukebox: "
Missing" (1994, #50UK)



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Poucas canções poderiam representar a realidade das rádios FM dos anos 90 e, musicalmente, a década em si quanto "Missing" do Everything But The Girl. Esquisito nome né? Bem, sabemos que existem outros mais estranhos. O fato é que este é um hit radiofônico do tipo que marca uma época mesmo com uma acentuada simplicidade.

O nome foi tirado de um slogan de loja de conveniência por Tracey Thorn e Ben Watt, os responsáveis pelo duo. Adoraria ver no Brasil bandas como nomes do tipo "Amo Muito Tudo Isso" ou até mesmo "Keep Walking". O que me faz sempre pensar que ainda descubro da onde sairam nomes como Blind Melon e Frank Goes to Hollywood...

Inicialmente - ou mais necessariamente, durante uns 10 anos de carreira, aproximadamente - o duo tinha suas raízes no jazz e no folk. Neste período conseguiram um vago sucesso no seu país natal, a Inglaterra. Talvez um sucesso vago demais para qualquer banda...
Passado tanto tempo, eles resolveram mudar o rumo musical de seu projeto e torna-lo mais pop, seguindo a onda da electronica que começava a surgir e definiria parte da história musical dos anos 90. "Missing" foi lançada em 1994 e não chamou muito a atenção em seu próprio país e sequer foi reconhecida nos Estados Unidos. Mas ainda sim, conseguiram fazer algo que remetia com força ao estilo da época.
Se você excluir a ascensão do rap e outras tranqueiras dos anos 90, vai encontrar pérolas como esta. Um detalhe curioso é que foi lançado um dispensável remix da canção pelo DJ Todd Terry - que já remixou clássicos de artistas como Björk, Duran Duran, Kylie Minogue, Michael Jackson e The Rolling Stones. Mas apesar de, na minha opinião, ser algo dispensável, ajudou a canção a ganhar status e posições nas paradas - #2US e #3UK!

Se você se lembra de alguma pérola dos anos 90 nos estilo dessa canção, por favor, diga os nomes nos comentários. Seria ótimo desenterrar estes clássicos.
Versão remix por Todd Terry:

domingo, 7 de março de 2010

AMR - Somebody to Love (Leighton Meester)

Análise: Single de estréia da cantora e atriz Leighton Meester. Lançado em Outubro de 2009, alcançou #111US e #11U.S. Billboard Bubbling Under Hot 100 Singles.

Mais um mistério para o doutor House...

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Leighton Meester. Hã? Ah, vejamos. Ela é atriz - conhecida talvez por sua participação no seriado House, como uma ninfeta que tenta conquistar o médico em um episódio e como uma personagem da série Gossip Girl. Bem, se esse é o máximo de projeção e referência que ela conseguiu em sua carreira, talvez esteja explicado o motivo dela ter recorrido a esta ramifição artística conhecida como música.
"Somebody to Love" (não, não é uma cover do clássico do Queen) é o que poderia se chamar de exemplar de electro-pop. Ou seja, Meester seria um genérico de Germanotta. Aparentemente uma carona em Lady Gaga, pioneira no estilo.

Pode-se dizer que "Somebody to Love" é uma tentativa de Leighton de igualar pelo menos Ke$ha neste segmento que parece ser tão promissor e lucrativo - o qual de fato é. Quer dizer, é como se fosse os anos 60, com os Beatles estourando e inovando com seu material, e logo atrás as bandas como The Searchers, The Monkees, The Hollies, The Kinks, The Troggs, etc. No geral, todas essas bandas tiveram algo de relevante pra mostrar, saindo um pouco da sombra Beatlemaníaca. Agora, se alguém acha que "Tik Tok" é um clássico relevante...
No caso de Meester, a coisa fica no meio do caminho. Muito culpa de sua voz que foi chamada por alguns de "intimista", mas que na verdade passa a impressão de falta de força ou personalidade. Pelo menos ela se saiu melhor do que Scarlett Johansson. A produção até que é acertada, ganhando novamente de Johansson. Mas claro que não dá pra comparar Indie com Electro-pop.

Fora que, coincidentemente ou não, a canção conta com a participação de um artista de certo talento, Robin Thicke. Como se pode ver, Robin seria o equivalente de Pete Yorn. Atrizes precisam de artistas para alavancar carreiras musicais, isso é fato.
Ao menos Scarlett Johansson é mais conhecida.
Vídeo: