sexta-feira, 12 de março de 2010
Quick - Telephone (Vídeo-clipe) (Lady Gaga e Beyoncé)
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quarta-feira, 10 de março de 2010
AMR - In My Head (Jason Derülo)
Análise: Segundo single do álbum homônimo do artista Jason Derülo. Lançado agora em Fevereiro, alcançou #9US e #1UK.
Jason Brown ou Chris Derülo, dá no mesmo!
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Derülo é uma espécie de substituto musical. Depois que Chris Brown resolveu jogar sua carreira - que simplesmente não era lá grande coisa - na lata do lixo batendo em uma mulher (na Rihanna!!), apareceu Jason Derülo pra tapar a lacuna que ficou com os boicotes (merecidos) na carreira de Brown. Pelo menos até Jason resolver fazer o mesmo que Chris e jogar sua carreira - que até agora não mostrou nada demais, mais ou menos igual ao Brown - fora.
Não sei bem por que, mas a maioria dos trabalhos de artistas atuais nos remete ao som de Lady Gaga. Não sei se é a onda do momento (modinha do electro-pop) ou se o pessoal resolveu mesmo adotar o estilo Gaga de ser pra tirar uns trocados em cima. O fato é que "In My Head" tem uma estrutura musical muito parecida (ou mesmo idêntica) a "Just Dance" em alguns momentos. O tempo dos versos e até a melodia vocal é muito parecida. Poderia até ser tema de um Coincidências...
Tirando a excessiva influência da Lady, não dá pra definir muito bem. Na verdade, por não ter grande distinção, a canção simplesmente cai na vala comum das canções do gênero, sem grande destaque ou algo que se salve. Ao menos podemos exaltar o fato de Jason ser muito superior no aspecto vocal, comparado com Chris.
Aparentemente, "In My Head" teria como título original "In My Bed". O que denota o uso de algum artifício sexual para chamar a atenção, típico de quem não confia muito em seu taco musical (né, Madonna?).
Em seu segundo single, tudo o que Derülo conseguiu foi soar como Lady Gaga. Espero que no futuro o dublê de Chris Brown não acabe soando como Ke$ha! Eca...
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segunda-feira, 8 de março de 2010
AMR - 90's Jukebox 5
Artista: Everything But The Girl (1982 - presente)
País de Origem: Inglaterra
Estilo: Pop, Folk, Jazz, Electronica
Hits: "I Don't Want to Talk About It", "Missing", "Walking Wounded", "Wrong"
Hit da Jukebox: "Missing" (1994, #50UK)
País de Origem: Inglaterra
Estilo: Pop, Folk, Jazz, Electronica
Hits: "I Don't Want to Talk About It", "Missing", "Walking Wounded", "Wrong"
Hit da Jukebox: "Missing" (1994, #50UK)
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Poucas canções poderiam representar a realidade das rádios FM dos anos 90 e, musicalmente, a década em si quanto "Missing" do Everything But The Girl. Esquisito nome né? Bem, sabemos que existem outros mais estranhos. O fato é que este é um hit radiofônico do tipo que marca uma época mesmo com uma acentuada simplicidade.
O nome foi tirado de um slogan de loja de conveniência por Tracey Thorn e Ben Watt, os responsáveis pelo duo. Adoraria ver no Brasil bandas como nomes do tipo "Amo Muito Tudo Isso" ou até mesmo "Keep Walking". O que me faz sempre pensar que ainda descubro da onde sairam nomes como Blind Melon e Frank Goes to Hollywood...
Inicialmente - ou mais necessariamente, durante uns 10 anos de carreira, aproximadamente - o duo tinha suas raízes no jazz e no folk. Neste período conseguiram um vago sucesso no seu país natal, a Inglaterra. Talvez um sucesso vago demais para qualquer banda...
Passado tanto tempo, eles resolveram mudar o rumo musical de seu projeto e torna-lo mais pop, seguindo a onda da electronica que começava a surgir e definiria parte da história musical dos anos 90. "Missing" foi lançada em 1994 e não chamou muito a atenção em seu próprio país e sequer foi reconhecida nos Estados Unidos. Mas ainda sim, conseguiram fazer algo que remetia com força ao estilo da época.
Se você excluir a ascensão do rap e outras tranqueiras dos anos 90, vai encontrar pérolas como esta. Um detalhe curioso é que foi lançado um dispensável remix da canção pelo DJ Todd Terry - que já remixou clássicos de artistas como Björk, Duran Duran, Kylie Minogue, Michael Jackson e The Rolling Stones. Mas apesar de, na minha opinião, ser algo dispensável, ajudou a canção a ganhar status e posições nas paradas - #2US e #3UK!
Se você se lembra de alguma pérola dos anos 90 nos estilo dessa canção, por favor, diga os nomes nos comentários. Seria ótimo desenterrar estes clássicos.
Versão remix por Todd Terry:
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domingo, 7 de março de 2010
AMR - Somebody to Love (Leighton Meester)
Análise: Single de estréia da cantora e atriz Leighton Meester. Lançado em Outubro de 2009, alcançou #111US e #11U.S. Billboard Bubbling Under Hot 100 Singles.
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Mais um mistério para o doutor House...
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Leighton Meester. Hã? Ah, vejamos. Ela é atriz - conhecida talvez por sua participação no seriado House, como uma ninfeta que tenta conquistar o médico em um episódio e como uma personagem da série Gossip Girl. Bem, se esse é o máximo de projeção e referência que ela conseguiu em sua carreira, talvez esteja explicado o motivo dela ter recorrido a esta ramifição artística conhecida como música.
"Somebody to Love" (não, não é uma cover do clássico do Queen) é o que poderia se chamar de exemplar de electro-pop. Ou seja, Meester seria um genérico de Germanotta. Aparentemente uma carona em Lady Gaga, pioneira no estilo.
Pode-se dizer que "Somebody to Love" é uma tentativa de Leighton de igualar pelo menos Ke$ha neste segmento que parece ser tão promissor e lucrativo - o qual de fato é. Quer dizer, é como se fosse os anos 60, com os Beatles estourando e inovando com seu material, e logo atrás as bandas como The Searchers, The Monkees, The Hollies, The Kinks, The Troggs, etc. No geral, todas essas bandas tiveram algo de relevante pra mostrar, saindo um pouco da sombra Beatlemaníaca. Agora, se alguém acha que "Tik Tok" é um clássico relevante...
No caso de Meester, a coisa fica no meio do caminho. Muito culpa de sua voz que foi chamada por alguns de "intimista", mas que na verdade passa a impressão de falta de força ou personalidade. Pelo menos ela se saiu melhor do que Scarlett Johansson. A produção até que é acertada, ganhando novamente de Johansson. Mas claro que não dá pra comparar Indie com Electro-pop.
Fora que, coincidentemente ou não, a canção conta com a participação de um artista de certo talento, Robin Thicke. Como se pode ver, Robin seria o equivalente de Pete Yorn. Atrizes precisam de artistas para alavancar carreiras musicais, isso é fato.
Ao menos Scarlett Johansson é mais conhecida.
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AMR - Telephone (Lady Gaga & Beyoncé)
Leia também: AMR - Video Phone (Beyoncé & Lady GaGa)
AMR - Telephone (Vídeo-clipe)
Análise: Segundo single do álbum The Fame Monster, de Lady Gaga. Com participação de Beyoncé, alcançou #12US e #30UK.
Acho que Lady Gaga precisa telefonar para seu cabelereiro
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AMR - Telephone (Vídeo-clipe)
Análise: Segundo single do álbum The Fame Monster, de Lady Gaga. Com participação de Beyoncé, alcançou #12US e #30UK.
Acho que Lady Gaga precisa telefonar para seu cabelereiro
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Freddie Mercury² + Michael Jackson³ x Cher + David Bowie = Lady Gaga?
Bem, Lady Gaga tem se mostrado uma grande artista mesmo com tão pouco tempo de carreira. Seu talento vocal, no instrumental e em composições mostram uma versatilidade que não é vista facilmente por aí. Não vale citar Madonna ou Nelly Furtado tocando guitarra ou violão usando os acordes básicos dos instrumentos. O negócio aqui é talento mesmo.
Ou seja, as pessoas preferem olhar para os números das vendas de Britney Spears, a capacidade de marketing de Madonna, alguma coisa na Rihanna e esquecem para que serve um artista do ramo. E depois quando aparece uma mulher que toca e canta de verdade mas se veste de maneira extravagante, é tratada com certa indiferença - o visual tapa os ouvidos e fecha a cabeça da patuléia. Do tipo: "é, uma música bem legal, mas você ouviu falar no que ele fez ontem na casa dele? que escândalo!". Jackson sabia bastante o que era isso e Amy Winehouse, bem... Winehouse tá cagando e andando, hauahua.
Agora, sobre a canção em si, "Telephone", produzida por Dark Child (Rodney Jerknis). A canção começa com uma introdução teclada bonitinha que indica uma canção diferente do que se ouve normalmente de Gaga. Depois que se vê o efeito Dark Child na coisa, a pergunta "Se tivesse sido Jerkins o produtor de 'Just Dance'?" parece ser bem esclarecida.
Apesar de ser feita para dançar, "Telephone" parece ser um pouco menos comercial do que o nível normal. Tipo uma "Just Dance" um pouquinho recalcada. Porém, aqui tem energia o bastante para substituir uma usina. O problema é que a batida acaba em cima da base inicial da música como um véu sujo. É como se seu vizinho estivesse ouvindo ópera e você resolvesse ouvir AC/DC no volume máximo. Um acompanhamento mais específico e trabalhado em cima desta base deixaria a canção mais atraente e menos embaralhada.
Ouvi falar que Gaga escreveu essa canção para Britney Spears. Felizmente, por algum motivo que desconheço, acabou não dando certo. Ótimo, pois seria mais uma canção para o lixo.
Beyoncé faz sua participação como se fosse rapper e adivinhe só: ficou legal! Se ela fosse mesmo rapper, teria ficado estúpido. Afinal de contas, ela tem voz pra isso, o que acentuou o projeto tanto do ponto de vista lírico quanto do marketing - a nova musa do pop e a musa gostosa do R&B (fala sério, R&B? O R&B da Beyoncé veio com defeito de fábrica). Agora, imagina só um Lil' Wayne da vida. A parte referente à "poluição" estaria maior ainda. Isso porque a voz dele poderia ser facilmente confundida com o "véu sujo".
Comparando "Telephone" com a desastrada e confusa "Video Phone", não é necessário dizer que o lado Gaga da balança se deu bem. A canção da Beyoncé simplesmente não funciona. É coisa errada demais para se dar algum destaque. Sendo colocados os dois projetos lado a lado então, nem se fala. É como se fosse um filme muito bom que, anos depois, ganha uma sequência que é um lixo. No caso, é o inverso, uma canção ruim que ganha uma "sequência" boa.
No final das contas, "Telephone" é muito boa. Tirando a vontade de Dark Child de fazer barulho (batidas um pouco altas, sobrepondo o ápice) e talvez virar metaleiro, a canção se vira muito bem como um combo com "Bad Romance" assim como foi "Just Dance/Poker Face".
Que venha mais Gaga! Porque o reino pop merece...
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