domingo, 24 de fevereiro de 2013

AMR - Suit & Tie (Justin Timberlake)

Análise: Primeiro single do álbum The 20/20 Experience, do Justin Timberlake. Lançado em Janeiro de 2013, alcançou #4US e #3UK.




Só falta o zíper... na boca!

———————————————–

Akon e Timbaland parece que se esvaneceram da face da Terra. Coisas como 'Lil Wayne parecem não ter mais a mesma força (isso pelo menos por enquanto). Como dizem, "quando a esmola é demais, o santo desconfia". E eis que para o alívio do povo do cinema e desgraça do povo da música, Timberlake resolveu sair da sua suposta aposentadoria musical (que continuaria a ser muito bem vinda) e produzir alguma coisa a mais. Bem, se você sai de um ramo para outro e acaba retornando para o primeiro, é esperado que se tenha algum material consistente para justificar a volta. Correto?

Me lembro quando ele participou do Saturday Night Live, como Robin Gibb ao lado de Jimmy Fallon. Sintomaticamente, ele não dizia nada no papel, apenas murmurava algo ininteligível  - prenúncio de que sua atuação não seria o suficiente para tanto. Pena que ninguém reparou que musicalmente falando ele era tão apto quanto. Mas o que temos dele depois de praticamente meia década sem relevância (não que ele tivesse antes disso), após coisas como "LoveStoned" e "What Goes Around... Comes Around"?


Como já era de se esperar, o que temos de Timberlake é um vácuo, resultado abaixo de zero em todos os sentidos. Simplesmente não justifica uma volta ao mundo da música. Não sei se no cinema a coisa estava fluindo, mas de qualquer maneira, seria menos constrangedor ficar por lá mesmo. Vocalmente falando, numa foi tão relevante (como se isso fosse possível). E a ruindade do projeto é tamanha que conseguiu deixar inócua também a participação de Jay-Z. Não que fosse grande coisa, mas geralmente ele costuma ser mais destacado.

Eu acho que o fato do single ter alcançado o Top 5 nos dois países mais importantes da indústria só mostra que o pessoal do cinema trabalhou legal para que a transição do cinema  para a música seja definitiva e que ele não estorve mais para aqueles lados. Mas o pessoal da música acabou com esta bomba no colo, com esta mala sem alça nem rodinha. Para a sintetizar a situação ao nível máximo, só faltou mesmo uma reunião com o *NSYNC - o que reduziria mais ainda a figura de Justin, por ser o pior vocalista do grupo.

Enquanto Phil Collins e Toni Braxton se aposentam e rumores dizem que Kylie Minogue segue para o mesmo caminho, não deixo de sentir um tremendo desnivelamento na qualidade musical atual. Triste...

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Aconteceu - Boletim Musical (19/02/2013)


"Marilyn Manson desmaia durante show no Canadá"


Uau! Me surpreende. Com uma aparência saudável destas...


"Liam Gallagher diz que adora 'Gangnam Style'"


Liam se diz ansioso pelo próximo hit do coreano...

Já os fãs do Liam esperam dele um hit há pelo menos uns 10 anos

"Chris Brown agradece Adele por desmentir desentendimento no Grammy"


Hahaha! Olha o flagra do sopapo que a Adele ia tomar. Mas como ela não é magrinha como a Rihanna, ele vai ter que usar as duas mãos...

domingo, 17 de fevereiro de 2013

AMR - 80's Jukebox 12

Artista: Suzanne Vega
País de Origem: Estados Unidos da América
Estilo: Rock Alternativo, Folk, 
Hits: "Tom's Diner", "Luka"

Hit da Jukebox: "Luka" (1987, #3US - #23UK)



O vídeo-clipe oficial foi bloqueado pelo VEVO para aparecer em outros lugares que não o Youtube ¬¬

———————————————–

Se você não é uma norte-americano (riponga ou não) que viveu na terra do Tio Sam nos anos 80 ou não é ouvinte assíduo de easy radios, muito provavelmente não conhecerá Suzanne Vega. Quando muito já deve ter ouvido as assobiáveis melodias de "Tom's Diner" e "Luka". Especialmente falando sobre o Brasil, onde as coisas chegam com o delay incrível, seria improvável o resto do portfólio de Vega seja conhecido.

Enfim. Suzanne Vega nasceu na California e teve seus primeiros contatos com a música aos 14 anos. Porém foi um pouco mais tarde que ela conseguiu, depois de certa luta, um contrato para lançar um álbum. Dentre as influências musicais dela, temos Lou Reed e Leonard Cohen - e acabou situando-se entre cantoras como Patti Smith e Tracy Chapman. Depois de dois álbuns, ela se saiu com o brilhante single "Luka", em 1987.


E devo avisar: apesar de sua voz tranquila, deste single ser uma canção bacana e atrativa, a temática é bem diferente: um garoto chamado Luka que sofre abuso físico! Surpreendente, não? Imagina que legal você balançar a cabeça ao ritmo da música, cantarolar junto com Vega enquanto ela fala sobre espancamentos. Tenso...

Foi um grande trabalho de Suzanne Vega, um soft que você não ouve todo o dia. Posteriormente, com trabalhos não tão bem aceitos, ela acabou lançando um single chamado "Tom's Diner". Mas este é assunto para outra Jukebox (acredito que mereça um destaque próprio).

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Quick - No Meu Tempo...

"No meu tempo..."

Imaginem só o avô dele, o disco de goma laca...

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

AMR - That's All She Wrote (T.I.)

Análise: Terceiro single do álbum No Mercy, do T.I.. Lançado em Janeiro de 2011, alcançou #18US e #158UK.




Ela escreveu: what the fuck?

———————————————–

Honestamente, se T.I. continuar neste ritmo, as pessoas vão começar a se perguntar do que diabos se trata quando ele for citado. Isso se tal suposição já não estiver ocorrendo. Acredito que os trabalhos mais reconhecidos de T.I. tenham sido com Justin Timberlake (este que, aparentemente, largou o mundo da música para se dedicar ao cinema, num gesto de sensatez musical e insensatez cinematográfica) e Rihanna (com a péssima e horrorosa "Live Your Life", onde resgatam das profundezas do inferno musical a canção "Dragostea Din Tei"). Muito para os outros artistas, pouco para o rapper.

Tenho que dar crédito ao fato de T.I. ser um dos melhores em sua área. Sua colaboração no single "My Love" do Justin Timberlake foi acima da média, não sendo chato ou pedante e terminando na hora certa. Mas isso faria dele um mero "One Rap Wonder" desprezível. No que tenho que me perguntar: seria ele capaz de ser mais relevante do que isso?




Tirando a batida característica do Hip Hop, a canção tem um fundo musical até que promissor. Mas esta impressão logo desaba com a parte vocal, que não passa de mais do mesmo - a mesma cantilena homogênea de sempre. E o rap de T.I. está apenas adequado ao projeto, sem nenhum tipo de maneirismo ou diferencial para diferir as coisas. Eminem é o Eminem, e enquanto ele não desistir de tentar qualquer projeto sério pra voltar ao engraçadinho, ele vai se manter na falta de interesse na qual se encontra.

De um modo geral, a canção não é tão ruim assim - existem exemplares bem piores do gênero vindo de qualquer direção (obviamente não é novidade alguma). Mas pra um mercado saturado e com um apelo não tão popular, não é o suficiente para sair das sombras e buscar um lugar ao sol (o pessoal da Inglaterra entendeu bem isso). Até porque no caso destes caras haveria muita fumaça cobrindo o sol, se é que me entende...