quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

AMR - 90's Jukebox 6


Artista: Julian Lennon (08/04/1963)

País de Origem: Inglaterra
Estilo: Rock
Hits: "Too Late for Goodbyes", "Valotte", "Say You’re Wrong", "Saltwater", "I Don’t Wanna Know"
Hit da Jukebox: "I Don’t Wanna Know" (1998, #125UK)


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Julian Lennon ficou inativo por grande parte dos anos 90. Lennon abriu os anos 90 com seu álbum Help Yourself, de 1991, que gerou um hit em seu país, "Saltwater" (um #6UK). Como não deve ser novidade alguma, o álbum foi bem recebido na Inglaterra e solenemente ignorado nos Estados Unidos - John Lennon se não era o maior astro do momento na terra do Tio Sam, teve lá seus dois #1US (uma ajuda do Elton John em "Whatever Gets You Thru the Night" em 1974 e "Just Like Starting Over", seu último single lançado antes de sua trágica morte).

Enfim, após o lançamento deste álbum, Lennon se retirou do mundo da música para se dedicar somente a... hum, qualquer coisa. Acho que ele tava meio de saco cheio e resolveu tirar longas férias do meio musical. Boatos sobre Julian se juntar aos três remanescentes Beatles surgiram, mas que foram negados por eles durante a produção do álbum Anthology, em 1995.


Passados 7 anos, Julian, o rapaz responsável pelo hit "Hey Jude", se sai com Photograph Smile, em 1998. Este álbum foi melhor recebido nos Estados Unidos, mas ainda sim algo abaixo do esperado até mesmo na Inglaterra. E apesar do pouco rebuliço que o então novo trabalho do filho mais velho do líder dos Beatles causou, acabou sendo criado seu mais interessante single desde "Too Late for Goodbyes", de 1985.

"I Don't Wanna Know" caminha pelo lado mais Rock tradicional a la Beatles do que o Rock mais sintético que caminhou seu primeiro hit. Sua voz continua a denotar que ele é filho de John Lennon e talvez isso seja de fato um defeito. Não pela voz de John ser tecnicamente inferior ou coisa do tipo, mas sim por simplesmente a carreira de Julian possivelmente ter sido cimentada por fãs desesperados de seu pai que colocaram nas costas do rapaz a responsabilidade de ser uma espécie de continuação, parte 2 do que foi o trabalho de seu pai.


Mas de qualquer maneira, este single soa mesmo como Beatles e é um Rock interessante, sem rodeios nem enrolações. É bem produzido e convidativo, bom de ouvir. Aparentemente o longo descanso de Julian acabou gerando algo legal - pena que para fazer algo assim ele tenha demorado 8 anos! Fora que o vídeo-clipe ironiza todo o império em torno da chamada Beatlemania e traz esta faixa para mais perto ainda de seu pai e do trabalho do mesmo.

Pode ouvir sem medo se você não for algum fã beatlemaníaco que pragueja contra Mark David Chapman todos os dias da sua vida. Os Beatles não vão voltar...

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Quick - Bateristas de Rua


Uau!

AMR - Angel (Akon)

Análise: Primeiro single do álbum Akonic, do Akon. Lançado agora em Novembro, alcançou até o momento #56US.


Anjo é? Sei...

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É... dá pra ver que não é só o Chris Brown que está se esmerando na arte de criar singles e álbuns inexpressivos - além de, é claro, se esmerar na arte de agredir as pessoas por aí(1,2). O Akon está nadando na mesma maré que não leva a lugar nenhum senão ao suicídio comercial. Se por um acaso isso está se tornando um tipo de modinha, com certeza é a modinha mais estranha que já apareceu no meio artístico. Mickey Rourke largou a carreira de ator para ser boxeador nos anos 90. Fica a dica para os dois...


Ouvindo essa canção dá pra imaginar que o David Guetta e o Sandy Vee não estavam com vontade nenhuma de trabalhar na produção do single. Guetta até que costuma ser criativo, mas não foi o caso aqui, nem de longe. Para se ter uma ideia, Akon - que costuma ser um chart-topper - conseguiu um distante #56US com este projeto. Bem distante dos #1US com "I Wanna Love You" e a horrível "Don't Matter". E pensar que quando eu estava começando a achar que com o Akon quieto demais, ele iria acabar vindo com algum single explosivo e grudento para encher a paciência. Felizmente errei, pois ele veio com um single chato que não faz nem cócegas e nem tem aquele "poder" que faz as pessoas tocarem suas músicas bem altas dentro dos ônibus (obrigando quem não tem nada a ver com isso a ouvir).

Alguns estão rotulando "Angel" como Europop. Se isso realmente se mostrar certo, o Europop nunca foi tão chato ou equivocado. E pensar que coisinhas legais e divertidas como o trio Afro-dite com seu single "Never Let It Go" (criado para competir no festival Eurovision 2002) e até outros artistas do ramo como o Eiffel 65 ("Blue Da Ba Dee" e "Move Your Body") saíram deste estilo. Akon tenta transitar por vários campos da música, mas acaba escorregando demais. Até mesmo pra cantar isso aconteceu - sendo que na verdade ele é no máximo um rapper e não um cantor. São coisas muito, muito diferentes...


Na minha opinião, Akon não deveria ter sequer saído da proporção que a canção "Mr Lonely" criou em sua carreira. Um sample que estragou a canção original e que serviu de porta de entrada para o rapper - e esta é uma linha onde muitos rappers ficaram. Pelo menos naquela época ele apenas fazia rap, não tentava cantar - como as coisas podem piorar...

Sebo - Cachorro Bom Garfo


Esse come bem hauyahuaha...

sábado, 25 de dezembro de 2010

AMR - Know Your Enemy (Green Day)

Análise: Primeiro single do álbum 21st Century Breakdown, do Green Day. Lançado em Abril de 2009, alcançou #28US e #21UK.



Eles conhecem... o Oasis!

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Um pequeno retrô como introdução: O álbum em questão 21st Century Breakdown foi lançado 3 anos após o consagrado American Idiot. Aliás, American Idiot demorou 4 anos para sair, contando apartir do lançamento do trabalho anterior. E isso tem explicação: as fitas do álbum que a banda havia acabado de gravar desapareceram! Sem opções, a banda acabou tendo que começar de novo e enfim gravaram um disco novinho que poderia ser chamado de Punk Progressivo (hahaha) e bem sucedido. O álbum vendeu 14 milhões de cópias pelo mundo (quase 6 milhões apenas nos Estados Unidos) e marcou a explosão, as boas-vindas ao mega-estrelato do Green Day após 17 anos de carreira.

Voltando para 2009, o Green Day resolveu retornar para sua linha de Punk Rock comercial de sempre. Apesar de os "lapsos" progressivos terem sido muito interessantes ("Jesus of Suburbia" é um grande exemplo - uma espécie de "Faroeste Caboclo" versão Punk Norte-Americano), o single carro-chefe "Know Your Enemy" também consegue manter um pouco do interesse que a banda possa ter despertado em quem inicialmente não a conhecia.


O riff de introdução é bem interessante e até marcante. Os vocais de Billie Joe continuam os mesmos: são uma grande variante e mantém a personalidade da banda. O problema é que depois do riff inicial a canção acaba caindo na vala do Rock comum e homogêneo de bandas como Bad Religion. Se não é aquela canção que será perpetuada, pelo menos dá pra se divertir um pouco com ela.

Fora que se formos compara-la com o single seguinte, "21 Guns", sem dúvida "Know Your Enemy" se torna uma clássico incontestável. Qualquer coisa que esta banda tente fazer sem o frenético tom rocker soa monótono (com rara exceção para "Boulevard of Broken Dreams" do American Idiot).


Vale lembrar que antes disso, eles lançaram uma versão de "The Saints Are Coming" dos Skids (com introdução de "The House of Rising Sun" do The Animals) juntamente com o U2, para caridade - e uma maneira de fazer caridade com o U2 também, diga-se de passagem. Enfim, podem continuar ouvindo o Green Day, eles vão continuar bons - pelo menos na medida do possível. Desde que continuem mantendo seu Rock no nível e evitando ajudar bandas dos anos 80 que caminham para a decadência.