sábado, 19 de junho de 2010

Aconteceu - Geisy Arruda lançará biografia

Biografia de Geisy Arruda promete revelar "má fama" dela na Uniban


"Geisy Arruda, a garota expulsa da Uniban, em São Paulo, por usar um minivestido rosa, vai ganhar uma biografia.

"Terá histórias picantes, inclusive de namoros dela", diz o editor Paulo Tadeu.

A informação é da coluna Mônica Bergamo, publicada na Folha desta quarta-feira (16). A íntegra da coluna está disponível para assinantes do jornal e do UOL.

"Vamos mostrar se a má fama que ela tinha na faculdade era verdadeira, e também a Geisy empresária, que serve de inspiração para muita gente", conta o editor.

O livro, que está sendo escrito pelo jornalista Fabiano Rampazzo, será publicado pela editora Matrix."


Fonte: Folha

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Provavelmente será a primeira auto-biografia de 15 páginas da história. Fora que 5 páginas serviram para o índice e etc e umas 5 páginas serão usadas para tratar exclusivamente sobre o "Geisy Arruda Whales".

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Quick - Cartões Motivacionais 4

AMR - Just Your Fool (Cyndi Lauper)

Análise: Primeiro single do álbum Memphis Blues, de Cyndi Lauper. Lançado agora em Maio.


Girls just wanna have... blues?

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A Cyndi Lauper conseguiu me surpreender. Lançará um disco de Blues com a participação de artistas consagrados no gênero, como B.B. King e Charlie Musselwhite. Um artista mais recente na parada, Jonny Lang e o pianista Allen Toussaint se juntam neste projeto inédito e, digamos, audacioso.

Cyndi, que já passou por vários estilos, iniciando pelo Pop e New Wave, passando pelo Alternativo, o Dance e Música Eletrônica, agora resolveu tentar um rumo inédito e sem quaisquer vertentes com seus anteriores trabalhos: o Blues. Uma escolha diferente, mais ou menos como Elton John quando declarou que gostaria de trabalhar com artistas como Pharrell Williams, Snoop Dogg e Kanye West e acabou participando de uma música com o Timbaland no seu projeto Shock Value, chamada "2 Man Show".


E claro que pelo menos duas coisas no mundo do Blues Cyndi não poderia jamais deixar de fazer: trabalhar com B.B. King e fazer uma cover de "Crossroads", de Robert Johnson - e Cindy pode se considerar privilegiada, pois B.B. King, não demora muito, já está pertinho dos 90 anos e sua "Crossroads" é uns 40% mais legal que a original (não dá nem para comparar a versão Rock que Eric Clapton fez com uma de suas antigas bandas, o Cream, pois seria covadia).

Mas vamos ao que interessa. "Just Your Fool" é um Blues que não tem qualquer conexão com a palavra "moderno". Se você ouvisse essa canção há uns 10, 20 anos atrás, simplesmente não conseguiria traçar uma linha de idade para ela. Lauper conseguiu fazer um Blues completo, redondinho. Dá até pra imaginar o Eric Clapton em algum especial de TV nos anos 80 cantando isso, com um belo solo improvisado no meio. É um Blues bem interessante. Mas...


Os defeitos também vêm junto: a canção não tem nada demais simplesmente por se parecer com qualquer outro Blues por aí, não tem inovação nem criatividade. Não dá pra saber se a transição de Cyndi para este estilo é algum projeto pessoal de uma artista que particularmente ama o gênero, ou se é tipo um tiro no escuro, tentando acertar em algum filão diferenciado para recolocar a carreira nos trilhos.

A voz de Cyndi soa bem, bem diferente da época de clássicos como "Girl Just Want to Have Fun", "Time After Time" e "True Colors". Possivelmente pela diferença entre os gêneros, mas mais ainda pela idade (Cyndi se encontra perto dos 60 anos), que muda muito a voz de um artista - Elton John é um grande exemplo disso.


Sobre procurar um estilo, Cyndi, eu recomendo o Electropop - todo mundo tá fazendo e aparentemente se dando bem. Mas corra, pois em breve o estilo vai ficar exaurido de tanta gente querendo pegar carona e vai perder totalmente a graça!

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Sebo - Copa do Mundo

Algo me diz que esta vitória do Brasil vai trazer sérias consequências...

AMR - Everything to Me (Monica)

Análise: Primeiro single do álbum Still Standing, da cantora Monica. Lançado em Fevereiro, alcançou #44US.



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Cantora negra de voz bonita, diria até forte. Dá pra fazer uma lista grande com estes quesitos. Mas no caso vamos pegar a Monica. Hum, Monica? Primeiramente, um prólogo...

Em 1998, LaShawn Daniels, Fred Jerkins III e Rodney Jerkins, o Darkchild, inseparável trio (que já trabalhou com artistas como o Rei do Pop, Michael Jackson), juntamente com a Brandy - outra cantora negra de voz bonita - escreveu uma canção (produzida pelo Darkchild) com o título "The Boy Is Mine" para o álbum homônimo da Monica. A canção seria uma versão feminina do clássico de Michael Jackson e Paul McCartney "The Girl Is Mine", do álbum Thriller. Na verdade, não foi de fato uma versão, as semelhanças estão apenas no título e na ideia, ou seja, sem samples.


O fato é que se formos comparar a ideia original com este projeto, e até mesmo no geral, Darkchild foi no máximo mediano. A canção tem elementos de Hip-Hop demais, destoando do clima, Ou seja, certas coisas dos anos 90 são realmente chatas, e o Hip-Hop na época estava em seu auge. Claro que isso não impediu do single chegar em #1 nos Estados Unidos e #2 na Inglaterra, vendendo 2 milhões e 400 mil cópias em cada país, respectivamente. Brandy e Monica foram catapultadas para o topo, tendo a chance de fazer suas carreiras decolarem.

O álbum The Boy Is Mine foi um sucesso com 3 milhões de cópias e três #1 nos Estados Unidos. Monica se viu no alto, confortável para manter sua carreira. Porém, All Eyez on Me, After The Storm e The Makings of Me não tiveram o mesmo êxito. Darkchild participou dos dois primeiros, enquanto último ficou a cargo de gente como Jermaine Dupri e Missy Eliott. Basicamente é esta a carreira da Monica.


Então, em 2010, é lançado o single "Everything to Me" com a Missy Eliott na produção. Temos um sample (praticamente toda ela) da canção "Silly", Deniece Williams - que tira boa parte dos poucos méritos de Missy Eliott e Monica. Mesmo com estas duas no comando, o Hip-Hop não está presente neste trabalho, que está direcionado para algo mais Soul, um R&B as antigas. O tratamento vocal foi bem cuidado, Monica queria mesmo mostrar que sabe cantar. Este com certeza foi o maior acerto da canção, apesar do #44US, que faz Monica completar 11 anos sem estar no topo pelas mãos de Darkchild.

Talvez seja a hora de Monica chamar Rodney Jerkins e Brandy (que também não andou tendo lá muita sorte) novamente e desenvolverem uma outra nova versão de algum clássico, talvez "Ya Mo B There", de Michael McDonald e James Ingram. Pensando melhor, é melhor deixar pra lá...

Pergunto-me ironicamente o que Monica quis dizer com o título do álbum, "Still Standing".