sábado, 14 de novembro de 2009

Prós/Contras Divas 3: Amy Winehouse

Níveis

1 - Obra-Prima
2 - Muito Bom
3 - Bom
4 - Aceitável
5 - Ruim
6 - Créeuu

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Eu poderia ser um completo idiota começando um artigo sobre Amy Winehouse falando sobre seu problema com drogas, escândalos e etc… Mas venho dizer que, na lógica mais simples e pura que NÃO É ISSO QUE WINEHOUSE ESTÁ VENDENDO! Se uma pessoa é trouxa o suficiente pra comprar um disco dela pelo que se lê nos jornais, azar, muito azar. Não se encontra por aí um dvd oficial da Winehouse escrito “Melhores Escândalos” ou coisa parecida.

Deixem as fofocas e coisas do tipo para desocupados como Leão Lobo - coisas tão importantes quanto a carreira de gente como ele.

O terceiro Prós/Contras é sobre esta artista britânica de voz forte chamada Amy Jade Winehouse!


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Stronger Than Me (Nível 3: Bom)


Este é o primeiro single de sua carreira. E como é de costume de toda a cantora underground, acabou ficando de fora do top 50 em seu país: #71UK. Se bem que isso só serve pra mostrar o quão os britânicos são um saco com os próprios conterrâneos. É uma música interessante de produção mais simples. Apesar da sensação de “barzinho com 10 mesas ma só 3 ocupadas”. A letra fala sobre um namorado ter de mostrar, ser mais forte que a companheira… O velho feminismo - que em partes tem bastante razão.

Take The Box (Nível 2: Muito Bom)


Uma canção mais voltada para o Jazz. Dá até pra imaginar uma versão desta canção interpretada pela Billie Holiday. A letra é confusa - e talvez seja um de seus méritos: a impressão é que personagem está depressiva, bêbada. Amy cita até o próprio cachorro na canção. O clipe mostra Amy tocando guitarra num salão escuro cheio de globos luminosos, dentre outras cenas. Conseguiu se sair melhor que o single anterior nas paradas: #57 UK. É uma das canções mais interessantes do álbum, junto a "Stronger Than Me", "You Send me Flying" e "Fuck Me Pumps". Dá pra notar uma tal carga de sentimento nela.

E também tem um remix muito bom dela. Vale a pena conferir: “Take The Box” (The Headquarters Mix).

In My Bed/You Sent Me Flying (Nível 3: Bom/2: Muito Bom)



Singles de duplo lado A são coisas curiosas… A impressão que se tem é que se uma das músicas acaba sendo ruim para o gosto público, ainda se tem uma segunda opção no mainstream. Isso infelizmente só deixa a coisa meio confusa, mas de qualquer forma…

"In My Bed" tem um clima meio confuso, no meio da desolação, urgência, raiva… tipo uma versão hard/avesso do clima da "Take The Box". Antônimo de singles. É mais ou menos como se Thelonious Monk entrasse em estúdio com o Kanye West ou o Jay-Z (parece bizarro né? mas até que tem sentido). Sobre a letra: "In My Bed" ("Em Minha Cama"), mais óbvio, impossível! Duas coisas que atraem a audiência ao extremo: amor/sexo e tragédia (se duvida, lembre-se: o filme Titanic arrecadou quase 2 bilhões de dólares). Um trabalho interessante, de força e movimento.

Contém samples da versão de “Apache” feita pelo obscuro porém interessante grupo Incredible Bongo Band, de 1973. A versão original foi escrita por Jerry Lordan e lançada pelo excelente The Shadows, de Marvin Hank, nos anos 60.

"You Sent Me Flying" é muito bem trabalhada e tem uma atuação vocal ótima de Winehouse. O tipo de coisa que o público deveria levar em consideração. Winehouse mostra o quanto sabe cantar em momentos simples como este. No início, o primeiro acorde tocado lembra "Rocket Man" do Elton John. Mas só o primeiro acorde. De longe um dos trabalhos mais significativos de Winehouse. Provavelmente sua melhor canção. Na sua versão do álbum, no final da faixa tem uma canção-surpresa (aquelas que o artista, por algum motivo, omite - os chamados "easter eggs") chamada “Cherry”, que deixa a impressão de que Amy visitou o Brasil. Mais necessariamente o Rio de Janeiro (alerta, alerta: bossa nova!!!).

Resumindo: ambas conseguiram um #60 UK. Merecia bem mais, claro, mas...

Fuck Me Pumps/Help Yourself (Nível 2: Muito Bom/5: Ruim)


Tudo o que foi dito sobre single de lado A duplo serve aqui.

"Fuck Me Pumps". Wow! Aparentemente é uma expressão que significa algum tipo de sapatos femininos (aparentemente de salto alto). A canção mais divertida e desinibida da Amy. Tanto a canção quanto o clipe. Onde ela sai pelas ruas cantando com um microfone, entrando em carros alheios, na frente de bares onde garotas vomitam… O clipe às vezes parece uma pegadinha do tipo “Borat”, pela naturalidade das cenas e proposital amadorismo das cenas. Um achado!

Mas ao chegarmos em "Help Yourself", a qualidade cai, e bastante. É aqui que Winehouse dá sua primeira grande derrapada. A música é tão ruim que deveria ser lado C (hauhauhauaa). Agora, falando sério, a música sequer foi incluída em sua versão norte-americana. Acho que os norte-americanos não se ligam muito em auto-ajuda ou em música arrastada.

Ambas conseguiram um #65 UK, injusto para "Fuck Me Pumps". Já para "Help Yourself"…

Rehab (Nível 5: Ruim)



Pode parecer algum tipo de aversão da minha parte com relação que é popular ou coisa do tipo. Mas uma faço questão de enfatizar: "Rehab" é tipo o que o João Gordo fez pro mundo punk, “traiu o movimento, véio” ~ Dado Dolabella. Ou seja: cadê o underground que encaixava tão bem na figura Winehouse?

Apesar do tema sobre drogas estar presente, - coisa que faz a canção ainda ter traços underground - a canção é pop demais. Virou uma espécie de Soul/Jazz de plástico (algo que se assemelha minimamente o rumo que Alicia Keys está tomando). A letra enfatizando a inanição de Winehouse com relação ao seu problemas com drogas não ajuda em nada. Os arranjos acabam sendo um pouco exagerados. Claro que existe coisa pior no mundo da música, mas Amy tem poder pra mais que isso.

E é lógico: 7# UK e #9 US…

You Know I’m No Good (Nível 3: Bom)


Esta canção mostra um pouco da linearidade jazz do álbum - ou seja, distante da parte pop "Rehab". Vamos dizer maldosamente que seria uma "salvação-pós-Rehab". É interessante notar que alguém conseguiu reacender alguma nesga de interesse no jazz no século 21. Amy deveria ganhar um tipo especial de Grammy por ter reanimado o estilo. Uma das melhores canções do álbum e da carreira da Winehouse.

No vídeo-clipe, Amy é uma espécie de criminosa sendo questionada por um investigador com fotos e etc. Bem produzido. Pena que não não podemos ver coisas toscas e divertidas nele como no vídeo-clipe da "Fuck Me Pumps" . Mas considerando a temática da letra, isso faz sentido… Alcançou #16 UK e #58 US.

Back to Black (Nível 3: Bom)


Clima denso, lembra um pouco um funeral. Ou pelo menos como eles devem ser na Inglaterra. Amy manteve firme a parte jazz do disco, principalmente no que se diz respeito a qualidade. Para quem cultua a tristeza, essa faixa é realmente admirável. Pra que não cultua, também. Mark Ronson é um produtor da faixa. Grande trabalho dele, um produtor que acredito que deva sofrer de algum tipo de “dupla personalidade musical”. Às vezes nem parece que foi ele quem produziu algumas faixas… No clipe, Amy enterra seu coração! Isso sim é que é sutileza…

Conseguiu um top 25 nos UK, apesar de merecer bem mais.

Tears Dry on Their Own (Nível 3: Bom)


Acredito que esta canção seja o melhor exemplo da fusão do jazz-Amy com o pop-Amy. Ou maior exemplar disto no álbum e talvez na carreira inteira dela. Pode-se dizer que pra combater o clima mais triste, denso que algumas faixas propuseram, "Tears..." foi feita. Na parte pop muito superior a "Rehab". A propósito, ambas têm vários elementos instrumentais em comum.

Atingiu #16 UK, melhor posição em seu país desde a própria "Rehab".

Love is a Losing Game (Nível 3: Bom)


É a designada faixa lenta do álbum, falando sobre o amor com melancolia. É o momento Soul do álbum. Uma das melhores do álbum. O mais profundo neste sentido, aliás. A canção foi escrita apenas por Amy, e possivelmente tem influencias de seu conturbado relacionamento com seu marido, Blake. O vocais são tristes e bem melancólicos. Existe por aí uma versão em que Amy canta com um instrumental mais ameno, mais minimalista - meio Bossa Nova.

Pegou um top 50 (#46UK).

Extra - Valerie (Nível 3: Bom)


Bem, este single não é da Amy, mas sim seu produtor, Mark Ronson, para seu álbum “Version” de 2007 - um trabalho onde ele faz covers de outros artistas com participações especiais. Mais especificamente, "Valerie" é uma cover da banda indie The Zutons (quem?). A canção parece um lado B de single ou outtake do "Back to Black" que deveria ter sido aproveitada. É divertida e legal, mais até que a versão original.

sábado, 31 de outubro de 2009

Quick - Michael Jackson Fail



UHAUHAUHAUHAUHAUH

terça-feira, 27 de outubro de 2009

AMR - 70’s Jukebox 1

Artista: Gilbert O'Sullivan (01/12/1946)
País de Origem: Irlanda
Estilo: Pop, Soul
Hits: "Alone Again (Naturally)", "Clair", "Get Down"
Hit da Jukebox: "Alone Again (Naturally)" (1972, #1US – #3UK)

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Gilbert O'Sullivan é um músico irlandês que se mudou para a Inglaterra no início dos anos 60 com sua família. Durante esta época ele se matriculou numa escola de artes e aprender a tocar bateria. Instrumento do qual tocou por um breve período numa banda chamada Rick's Blues, de Rick Davies. Rick foi o fundador da banda Supertramp, que fez grande sucesso durante os anos 70. Aliás, Rick, que tocava bateria no início da carreira mas mudou para o piano, ensinou Gilbert a tocar ambos os instrumentos.

Gilbert conseguiu um contrato com CBS e nesta época surgiu seu nome artístico. Seu nome real é Raymond Edward O'Sullivan, e foi transformado em Gilbert O'Sullivan em referência aos músicos da era Vitoriana W. S. Gilbert e Arthur Sullivan. Após o fim do contrato com a CBS (após três singles sem destaque), ele assina com a MAM Records e entra nos anos 70 com consideráveis sucessos. "Clair" e "Get Down" são dois exemplos. Mas, com certeza, a mais tocante é "Alone Again (Naturally)".


A música tem um clima bem melancólico. Mas também não é pra menos: a letra se trta de um homem que foi largado no altar, questiona a existência de Deus, fala sobre a morte de seus pais e que quer o suicídio! A vida na Irlanda não deve ser fácil mesmo. Tudo bem que Gilbert O'Sullivan não deve ter nem metade da metade da fama de outros artistas do mesmo país como o U2. Mas quem disse que fama é tudo? Muitos excelentes músicos morrem no anonimato - como Eric Clapton já enfatizou certa vez. E a notoriedade de O'Sullivan infelizmente não é lá muito grande.

A introspectividade da música desperta uma tristeza genuína, como de quem realmente trata a música como algo mais que um mero trabalho, trata como arte. Um grande trabalho. A canção foi escrita e produzida pelo próprio O’Sullivan.

domingo, 25 de outubro de 2009

AMR - I Didn’t Know My Own Strength (Whitney Houston)

Análise: Canção do novo álbum da Whitney Houston, I Look to You, que foi lançado em Agosto de 2009. Apesar de não ser um single do álbum, chamou mais a atenção do que o principal single, "I Look to You", pela sua temática. Com certa rotação nas rádios inglesas, conseguiu um #44UK.


É, ela realmente não conhecia a própria força…

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Uma segunda chance para uma grande estrela. Quem nunca parou para pensar na pessoa amada ao som de "I Will Always Love You" (cover de Dolly Parton) e achava "It's Not Right but It's Okay" demais? Está é dona Houston, prima de Dionne Warwick que tem o dom de cantar nas veias. E que voltou recentemente com um novo álbum e turnê. Vejamos...

Temos neste single a junção de três grandes lendas do mundo da música. Diane Warren (excelente letrista, escreveu alguns dos maiores clássicos da música norte-americana), David Foster (um dos melhores produtores de seu tempo) e a consagrada cantora Whitney Houston. O tema central da canção diz respeito a um tema forte na vida de Whitney Houston: seu quase fim devido ao seu vício em drogas.

A letra é muito emotiva, falando sobre o fundo do poço onde Whitney se encontrava - ela estava afundada nas drogas e casada com Bobby Brown, o que, no final das contas dá na mesmo -, sua recuperação e os passos seguidos até o momento de erguer a cabeça ao mundo. A somatória de uma letra tão bonita escrita por Warren e a produção de Foster contribuem para deixar o projeto ainda mais emocionante, no nível desejado para Houston mostrar que ainda possui um potencial notável.



Mas apesar de Whitney ter saído viva do mundo das drogas (e de um casamento com Bobby Brown!) e estar na história da música internacional como uma das melhores vozes já surgidas, temos que analisar alguns pontos. Pois infelizmente o período em que ela esteve afundada nas drogas acabou trazendo as já esperadas consequências: nota-se uma diferença, uma fragilidade em sua voz, uma certa perda de sua força vocal. Isso considerando que estamos falando de uma gravação em estúdio, onde pode-se gravar vários takes para selecionar destes o melhor...

É triste saber que muitas pessoas têm ficado insatisfeitas com as performances de Whitney com sua nova turnê. Algumas pessoas pensaram na possibilidade de pedir o dinheiro do ingresso de volta. O que acaba mostrando que se você é um artista de sucesso e sabe que as drogas são de fato uma droga, que são algo que não vai te fazer bem e vão te levar para baixo de uma maneira vertiginosa, é melhor ficar longe delas. Esperamos que estes problemas técnicos com a voz de Whitney não passem de uma certa "ferrugem" pelo tempo em que ela ficou parada.


Essa música merecia ser um single, uma pena que foi deixada de lado para que "I Look to You" e "Million Dollar Bill" tomassem conta. Uma linda canção que mostra que se você quiser, você pode o que quiser, em qualquer situação. Basta querer, ter força e deixar substâncias ilícitas de lado.

sábado, 17 de outubro de 2009

Quick - Com Inri Tudo Fica Bem

Ai, Lady Gaga é tããão semana passada…