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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

AMR - Celebration (Madonna)

Leia também: Prós/Contras Divas 6 (parte 1): Madonna
Prós/Contras Divas 6 (parte 2): Madonna
Prós/Contras Divas 6 (parte 3): Madonna
AMR - Coincidências 5
AMR - Give Me All Your Luvin' (Madonna)

Análise: Primeiro single da coletânea Celebration da Madonna (canção inédita). Lançado no mês de Julho, atingiu #71US e #3UK.



"Celebrate good times, come on!" oops, não é essa? Ah, foi mal…

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Em 2008, Madonna conseguiu um feito inédito: lançar três singles no mínimo aceitáveis de um álbum – o que é uma média e tanto para ela… "4 Minutes" (com o dublê de cantor e ex-garoto-de-boy-band Justin Timberlake e Timbaland, cuja a massa corpórea deve ser uns 70% constituida de presunção, arrogância e egocentrismo), "Give It 2 Me" (com o Pharrell, que tem uma participação do tipo “se ninguém te avisa, ninguém sabe que ele tá lá) e "Miles Away" (que, talvez por não ter nenhuma participação [nada] especial, seja a melhor das três).

Eis então que em 2009 Madonna lança uma coletânea chamada Celebration (que contém também material inédito). Assim sendo, é lançado o single de mesmo nome, "Celebration", fazendo Madonna quebrar a maré de singles razoáveis/bons.


"Celebration" é o tipo de música fim-de-festa, onde só sobrou cerveja quente, bêbado pendurado em lustre e vômito nos cantos. Ou seja, condizendo exatamente com a qualidade da música. Paul Oakenfold tentou fazer de Madonna sua Kylie Minogue (ou seja, ele só podia tá bêbado quando tentou isso – combinando incrivelmente com o clima da canção) e falhou miseravelmente…

No clipe você pode ver Jesus Luz agindo como DJ (sério, dá pra traçar um paralelo perfeito entre isso e a produção musical do projeto em questão huahauaha). Num vídeo-clipe que parece que foi feito apenas para não deixar o trabalho em branco. A idéia e concepção foram tirados de uma gaveta e tiveram o pó soprado de cima, que horror! Se mal-gosto está sendo transformado em arte, Madonna quer ser pioneira no ramo.


Sobre a coletânea: várias canções de sucesso da Madonna. Do tipo nada de novo. Infelizmente Madonna omitiu uma de suas melhores canções (talvez pelo fato de não ter sido um single): "Spanish Eyes". Por outro lado, Madonna exibe aqui uma de suas piores canções e um dos piores temas de um 007: "Die Another Day" (ponto para Elton John, hehehe).

Enfim, vamos ver se a Madonna consegue lançar algum novo álbum de inéditas de algum interesse antes de ser pega pela artrose…

terça-feira, 8 de setembro de 2009

AMR - Diva (Beyoncé)

23/12/2010 - Seguindo a lógica de aperfeiçoamento (conceito) dos artigos AMR (Análise Musical Rápida), este artigo será substituído por outro dentro do atual contexto. Para ler o texto original, clique aqui.


Análise: Terceiro single do álbum I Am... Sasha Fierce, da cantora Beyoncé. Lançado em Janeiro de 2009, alcançou #19US e #72UK.


Depende do ponto de vista...

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A cada álbum lançado Beyoncé acaba mostrando mais e mais força. Ainda como componente das Destiny's Child, ela lançou Dangerously in Love, com a divertida "Crazy in Love" e as medíocres "Baby Boy" (com o mala do Sean Paul) e "Naughty Girl". Foi daí que ela deu seu ponta-pé inicial em uma bem sucedida carreira solo.

No trabalho seguinte, B'Day, temos um trabalho mais incisivo, um pouco mais cru em alguns momentos e mais agressivo em outros. "Déjà Vu", da mesma maneira que o primeiro single do álbum anterior, abre os trabalhos de uma maneira legal, com aquele swing. Já a frenética "Ring The Alarm" parece uma confusão mental transformada em equívoco musical nada atraente. "Irreplaceable" é uma baladinha chata usada como carta na manga para a artista ter um momento "fofo" nos shows - dispensável.


Após isto tudo, Beyoncé sai com um trabalho mais conceitual - e (bem) mais interessante que o álbum anterior - chamado I Am... Sasha Fierce. "If I Were a Boy", ao contrário de Irreplaceable", é uma balada muito bonita e marcante, destacável. "Single Ladies (Put a Ring on It)" é um maior âmbito do projeto e considero meio estúpido, pois Beyoncé tem capacidade pra algo mais do que isso - é um R&B bobo e excessivamente comercial. "Halo" foi vítima da idiotice e falta de noção de Ryan Tedder, "Sweet Dreams" é sem sombra de dúvidas a melhor canção do álbum - merecia todas as atenções desperdiçadas em "Single Ladies", "Video Phone" parece ter sido criada para exaltar a "Telephone" de tão ruim e minha opinião sobre "Ego" já foi devidamente expressa e registrada aqui.

Enfim... Eu fiz toda esta divagação sobre singles da carreira da Beyoncé simplesmente porque o single alvo desta AMR é possivelmente o menos relevante de todos eles. "Diva" mostra - e prova - que Beyoncé é casada com Jay-Z e como é bom que a influência do rapper não a afete mais do que isso. A batida, além de não mostrar nada de novo, apenas consegue soar irritante.

Fora que aquelas vozes dizendo "diva" o tempo inteiro não ajudam em nada de forma alguma - quem foi que teve esta ideia de jerico?? E eu realmente sou curioso pra saber quem foi o real responsável pela linha "Diva é a versão feminina do gângster". O único comentário que me permito fazer é que se uma diva é mesmo uma versão feminina do gângster (ou gangsta, como eles gostam de se denominar), a Cher é uma espécie de Poderoso Chefão do ramo - e eu não estou falando de influência.

Todo mundo tem um tropeço com relação à gravação e lançamento de singles, e a Beyoncé encontrou em "Diva" o seu grande tropeço.