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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

AMR - Tik Tok (Ke$ha)

Tik Tok é o 1° single do álbum Animal da nova artista Ke$ha. A faixa é um dance pop que....hummm....provavelmente é destinada às pistas, mas parece pertencer ao salão de festas do colégio.



Há uma série de coisas nessa faixa que são bem irritantes : a mais óbvia delas é a batida; o arranjo musical é baseado nas melodias dos videogames 8-bits - o que deixa a canção um tanto quanto infantil para o seu propósito baladesco, além de nerd : que raio de balada é essa? No próximo clipe ela vai levar Dungeons & Dragons para a boate? Até mesmo as meninas do INRI Cristo foram mais bem sucedidas em criar/parodiar faixas dançantes. Outra é a insistência infeliz em utilizar gírias hip-hopescas e palavreado do tipo : cerveja, crunk (dança estilo Soulja Boy e Lil' Wayne), Jack Daniel's, policiais acabando com a festa, além de ela acordar na banheira de uma casa desconhecida - mesmo com toda aquela maquiagem em seu rosto, Ke$ha ainda me dá a impressão de ser apenas uma garota que resolveu brincar com guache - o que não bate com esse desfile de termos "sou cool". Também a tentativa de parecer uma fanfarrona de primeira categoria - o resultado é uma espécie de Taylor Swift bêbada daquelas Sidras de Natal.

Mas com certeza a mais irritante delas é a semelhança com Just Dance de Lady GaGa - a temática da festa infindável é identificada automaticamente; até porque a letra é muito objetiva. A única diferença é que a "versão" de Ke$ha está mais pra um Xuxa só para Baixinhos do que pra Beber, Cair e Levantar; não que GaGa seja lá original na temática da canção citada para falarmos de "cópia", mas, se houve algum tipo de "inspiração", Ke$$$ha poderia pelo menos ter deixado a influência de Dance cair no esquecimento pra jogar o tema no mainstream novamente.

No fundo, no fundo, a música até que é viciante - mas todos esses contras me fazem querer chutá-la de volta pra creche.

domingo, 22 de novembro de 2009

Especial - The Fame Monster (Lady GaGa)



Lady GaGa voltou, só que dessa vez com o lado negro da fama – The Fame Monster. O álbum, apesar de ter todo um conceito próprio, é, ainda assim, um complemento teórico de seu antecessor The Fame (e daí vem a semelhança quase estúpida dos nomes) : o álbum de Poker Face e Just Dance tem como temas principais os supostos lados “benéficos” da fama, como o advento da fortuna, a vida nas festas e a própria celebridade, ilustradas de dentro pra fora pelas canções Money Honey, Just Dance, The Fame e Paparazzi, entre outras; a moda é tema de todas as canções, mesmo que em segundo plano. Já Fame Monster lida com o que GaGa chamou numa conferência de imprensa de “medo de monstros” : monstro do sexo, do álcool, da solidão, do amor e etc.

E junto com a mudança de tema, vem a mudança de aparência; é no mínimo insensato chamar sua moda de “linear”, mas enquanto promovia uma determinada linha de canções, com ideologias parecidas, ela mantinha um tipo de aparência. Pode-se constatar esse fato sutil colocando a fase Beautiful, Dirty, Rich/Just Dance (transição) em contraste com a Poker Face/LoveGame. E com o advento de um novo álbum, o contraste torna-se definitivamente claro. Lady deixa um pouco de lado vestimentas glamourosas e “escandaluxo” e começa a mostrar uma moda mais dark, gótica – ou no mínimo mais bizarra.



Beautiful, Dirty Rich : algo mais clubber, até mais recatado (GaGa usava calças nessa fase!)
Poker Face : upgrade mais glamouroso, chegando a ser meio Drag…




Poker Face e Alejandro : separados por um porre?

Bad Romance


Romance é o 1° single do álbum. A faixa já faz muito sucesso em todo o mundo, estando atualmente colocada na 2ª posição da Billboard Hot 100. É uma faixa de Dance Pop, uptempo por natureza, que em muito lembra Poker Face; seja pelo arranjo, seja pela estrutura da letra (refrão, brigdes, MoMoMoMa’s e GaGa Ohh La-La’s). Tende-se a achá-la repetitiva no início, mas ouvido-a por mais 3 vezes, torna-se o mais novo hit de GaGa. Segundo declarações da cantora e o próprio tema da canção, esta faixa seria relacionada ao “monstro do amor” e apresenta duas visões que, à primeira vista, deveriam ser tratadas em trabalhos diferentes : exploração dos prazeres de um “romance ruim” e o amor livre de barreiras por seu melhor amigo. Amor esse tão grande que quer explorar até os aspectos mais aterrorizantes e grotescos da vida do ser amado. É o que ela diz em versos como :

I want your ugly
I want your disease
I want your everything
As long as it’s free
I want your love
Love, love, love I want your love


Enquanto a letra parece retratar o lado romântico com mais atenção, o clipe tende a mostrar o lado efêmero de uma aventura amorosa; mas de qualquer maneira, em se tratando de GaGa, as possibilidades são muitas.

Alejandro



Alejandro ainda é aceitável para as pistas, quem sabe com um remix – mas já tem um foco mais melancólico. A partir daqui, as semelhanças com The Fame decrescem progressivamente (com grande excessão de Telephone). A canção parece tratar de um amante/namorado possivelmente ciumento, agressivo ou injusto – ou até mesmo os três juntos – e diante desse drama, a pessoa no outro extremo da relação tem que tomar uma decisão. Sua letra chega a tornar-se mais interessante que a melodia – talvez com um clipe interessante, venha a tornar-se single.

Monster


Talvez a canção mais simbólica do álbum, é uma das mais chocantes também. Parte do bridge :

We might’ve fucked not really sure, don’t quite recall



Bom, já que ela acha que transou com o rapaz mas não lembra, podemos supôr que esse seja o/um dos “monstro do álcool” ou do “sexo" mesmo. Uptempo novamente, reconhecemos no fundo o auto-tune de Space Cowboy, um DJ que acompanhou GaGa em sua Fame Ball Tour, que volta como produtor dessa faixa e de Dance In The Dark. Monster encontra-se na situação da canção anterior; o ponto forte do trabalho é a letra e não a melodia. Essa faixa parece tratar de uma atração irresistível por um Bad Boy, do qual GaGa tenta resgatar alguma lembrança. Tive que dar uma editada nessa canção, pois a cantora falou do que se trata a letra : um homem com um pênis anormalmente grande. Pois é, e eu sendo toda romântica aqui! Então já sabemos o que ela quer dizer com estes versos :

That boy is a monster
M-M-M-Monster

Speechless


A canção é uma “exceção” no contexto do álbum; o arranjo é baseado no piano e uma guitarrinha básica – o que já destoa incrivelmente do ritmo frenético das faixas anteriores. Podemos até dizer que a música vem de Stefani Germanotta – pois trata de seu pai. Destacando sua criação como um dos momentos mais importantes de sua carreira, Speechless fala de uma suposta abdicação de seu pai perante a vida, o que teria deixado GaGa – ou melhor, Stefani – sem palavras. A cantora alegou que, em certo ponto de sua doença do coração, o pai decidiu viver "ao Deus dará". Em certo ponto da música, a cantora questiona se sua desistência o salvaria de seu estado crítico. O contexto da faixa e seu arranjo mais intimista tornam este um dos momentos mais iluminados do álbum – momento no qual possamos talvez identificar o “monstro da solidão” ou mesmo do “amor” – afinal, amor entre familiares é (quase sempre) essencial e natural.

Dance In The Dark


O Dance Pop volta com tudo nessa faixa, que nos lembra aquelas musiquinhas de máquinas de Pump, à la Cascade – a diferença é que a canção não chega a ser tosca. Não a vejo com um potencial a single tão grande assim, mas quem sabe. Gaga declarou que a canção é sobre a insegurança de garotas na cama - que a própria cantora tem, segundo a mesma. Aí a "dança no escuro", onde ninguém as vê - sem luz, elas podem liberar toda sua libido sem serem julgadas. Obviamente é um "monstro do sexo" e muito provavelmente um "da solidão" também.

Telephone


Agora sim : se pudesse apostar em alguma música desse CD depois de Bad Romance, com certeza seria Telephone. E pelo que parece, os casting do álbum também; a canção conta com colaboração de seis pessoas, entre produtores e cantores – incluindo Beyoncé. A faixa parece ser a versão GaGa da música Video Phone, à qual a cantora prestou serviços. Bem toscos, diga-se de passagem. A diferença entre elas é que a sua versão ficou 40 milhões de vezes melhor do que a de Bey, apesar de a letra ficar no campo das boates mesmo – esta fala de alguma pessoa bem chata que insiste em ligar enquanto GaGa e sua trupe estão batendo cabelo loucamente numa pista de dança qualquer.

So Happy I Could Die


Novamente com Space Cowboy, So Happy I Could Die continua com o clima de buatshy e parece explorar novamente os "monstros do sexo" e "álcool" :

I love that lavender blonde
The way she moves
The way she walks
I touch myself can’t get enough


Parte do refrão :

Happy in the club with a bottle of red wine
Stars in our eyes ‘cuz we’re having a good time



Mesmo com todos os recursos empregados, a faixa tem um clima de êxtase misturado com melancolia, como se a cantora estivesse totalmente bêbada – portanto, “nas nuvens” (eu espero, pelo menos) – mas com a sensação de decadência de quem capota no meio da pista pela tontura (quem já não fez isso? haha). O "Good Time" de GaGa ainda inclui alegadas sessões de masturbation - espero que não no meio da boate.

Teeth


Parece que GaGa se encontrou com um Apache para compor o arranjo da música. Nessa faixa, o produtor deixa o botão “balada” do sintetizador descansar um pouco; mas de qualquer maneira, a canção é uptempo e é a mais divertida do álbum, no sentido inocente da palavra. Já a letra revela que a faixa é tudo menos pura :

Don’t be scared
I’ve done this before
Show me your teeth
Don’t want no money (want your money)

That shit’s is ugly
Just want your sex (want your sex)



Basicamente é sobre uma GaGa sedenta por, provavelmente, uma noite de sexo (jura?). Palavras como “amor” e “religião”, encontradas na letra, não devem ser interpretadas literalmente, dada a efemeridade aparente da situação. Não tem muita cara de single, pois é muito brincalhona – não leva muito o rótulo “vamos dançar” – mas quem sabe qual será seu destino…

Concluindo, as 8 faixas tendem a ir para um lado mais selvagem, cru, ignorante da “fama” (mais pra “vida” do que “fama”), mas não perdem em qualidade por isso. Novamente, a liberdade das letras e os aspectos visuais dos trabalhos de GaGa chamarão mais a atenção e trarão mais novidades do que os arranjos musicais em si. Talvez nos seja necessário mais tempo para a adaptação à nova fase – O lançamento de The Fame tem pouco mais de um ano e o estilo já está mudando! Mas, ao meu ver, um dos anos mais importantes para a música Pop e a Mainstream em geral. Um ano de transformações velozes, só para os que podem (e os que não podem, viram sub-artistas reciclados, como Jennifer Lopez mostrou ser em seu último single), que se concretiza como uma forma de arte atualizada – algo como o Pop 2.0.

Não se pode decidir hoje se o caráter dos acontecimentos é bom ou ruim - e também não é tão simples assim - mas se nos basearmos no fato que a evolução só vem com a mudança, possivelmente estamos indo longe com a Gaguíssima.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

AMR - Video Phone (Beyoncé e Lady GaGa)


Video Phone é o 8° single do álbum I Am…..Xuxa Fierce, de Bundoncé. A canção traz de volta um pouco da sensação de Diva; uma canção meio esquisita, que te dá a impressão de estar no meio de muito ácido…se é que vocês me entendem. A letra não traz nada de novo – aquela velha história do jogo de sedução numa “buatshy” – mas o destino da faixa era a balada mesmo, então tudo bem. Ok, chega de encher linguiça – vamos falar do que eu realmente queria – o clipe.

O clipe dessa música é uma das coisas mais toscas que eu já vi na minha vida; e olha que eu já fui viciada em rap, música japonesa, música country e Mariah Carey. Pra começar, o clipe é muito pobre : daria uma voadora em cada um que concordou com a ideia de usar arminhas d’água num clipe de uma suposta “Diva”. O vídeo como um todo não inova em nada e não diverte. Ambientação batida (fundo branco) e tema mais ainda. E o que falar desses homens-taradões-câmeras-robôs? Parece um infeliz retorno de Beyoncé aos tempos de Dangerously In Love. Agora – se fosse só ela, tudo bem, mas não – minha amada Lady GaGa fez questão de se juntar à festa do caqui.

O 11° mandamento deveria ser promulgado por ocasião dessa catástrofe : não farás um videoclipe sensual junto de Beyoncé. Nunca, jamais. Ninguém nem vai te ver. Meus queridos : GaGa parece uma aidética ao lado de Bey. A única protuberância em seu corpo é seu nariz – e isso não é legal. Parece uma daquelas propagandas da Polishop, com o antes e o depois. Knowles é o depois, claro : depois de muito Sol, macarrão e Brooklyn. GaGa tem sua sensualidade, e ela faz questão de mostrar isso com bastante frequência; mas com seu próprio estilo. Uma vez que Stefani Germanotta digivolveu para Lady GaGa, não há como voltar atrás. Nenhuma roupa “normal” trará o mesmo fascínio que seus “gaguismos”.

Por fim, há ainda quem diga que o penteado com franja que Bey usa em uma parte do clipe é uma homenagem à Bettie Page, modelo de pin-ups dos anos 50. Consultamos Bettie e esta foi a sua declaração :


- Me erra, Beyonça!


Bom, agora nos resta avaliar o contra-ataque de GaGa : a canção Telephone.


Que Deus nos proteja…

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Especial - Lady GaGa

Quando você acha que seu senso de ridículo está prestes a explodir, você encontra uma pessoa assim:


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Lady GaGa (Stefani Joanne Angelina Germanotta…ufa) é uma cantora de dance/eletro-pop que ganhou notoriedade no primeiro semestre de 2008, com a canção Just Dance e, como percebe-se pela foto, pelo seu estilo excêntrico. Frequentou o mesmo colégio (católico) que Paris Hilton, na cidade de Nova Iorque (e isso me faz pensar se nesse lugar tem algum tipo de droga no bebedouro). À esta altura do campeonato, devem ter trocado a foto do capeta lá da sala de penitência por uma dela.

Seu estilo musical é basicamente o dance pop, com poucos elementos que não tenham sido notados em outros artistas “de balada”; com canções extremamente viciantes, mas novamente nada de novo. A importância que esta pessoa possa talvez ter na sociedade não vai ser por conta de batidas inovadoras, ou mesmo de letras brilhantes (deixe-se claro, não passam nem perto disso), mas provavelmente na perspectiva que temos a respeito do que é cantado e pensado no mundo a que ela nos expõe.

Lady G. canta sobre o que nossos pais mais detestam que saia de nossas bocas – ou entre, depende da perspectiva – a vida da night; incluindo moda, festas e….sexo casual. Sim – sexo, pura e simplesmente – e diga-se de passagem, sem qualquer inibição. Da canção Lovegame :

Let’s have some fun, this beat is sick
I wanna take a ride on your Disco Stick.
Espero que não precise explicar o que é Disco Stick.
Mas isso não é suficiente para diferenciá-la de qualquer coisa no intervalo Britney Spears ~Pussycat Dolls . Aliás, nem sei se há uma diferença profunda entre elas.

A diferença que percebo em GaGa é que ela, ao invés de todas as outras(os), vive o que canta – e não tem vergonha nenhuma em demonstrar isso. É, genuinamente, seu estilo de vida. Em uma entrevista próxima ao dia dos namorados, uma repórter a indagou : Qual seria um dia dos namorados perfeito para você? Lady : Uma boa fod* e muitos carboidratos. Eu não consigo imaginar Britney Spears falando isso pra um repórter, a menos que estivesse completamente bêbada.

Lady, antes de assinar com uma grande gravadora, fazia bicos em boates de NY e tinha números de go-go dancing um tanto quanto “inusitados” com vários amigos um pouco mais inusitados ainda. Desenvolveu durante esse tempo um senso de estilo emprestando elementos “trash/glam”, algo como David Bowie + Cindy Lauper + Peruca (Cher?) + muitos Disco Sticks alocados sabe-se lá aonde. E o resultado é o que se vê em suas aparições e apresentações. Segundo a própria, ela escreve canções “já pensando no que vai vestir”, incorpora a “moda” (ou sei lá o que) em seu objetivo como artista. Tem, inclusive, uma equipe criativa chamada The Haus Of Gaga, que a auxilia em vários processos da criação da imagem Lady GaGa.

Não que seus temas e estilo de vida sejam ou deixem de ser dignos, mas o ponto aqui é – temos finalmente um artista realmente comprometido e consciente do que está fazendo, propondo lançar uma imagem e não criar uma contradição – no estúdio cantar sobre ser Atoladinha e em casa botar as crianças para dormir com um conto de fadas. É uma brisa fresca, realmente. Ou um golpe de marketing muito bem dado. Mas isso, só o tempo dirá.

Enquanto isso, Let’s Just Dance :



Obs : Se alguém quiser saber, o Akon, que assinou Gaguíssima para seu selo, dentro da gravadora Interscope, está no vídeo…não que isso importe também..